Condel do Remo discute venda do Baenão

O Conselho Deliberativo do Clube do Remo tem reunião extraordinária confirmada para esta segunda-feira, às 19h, na sede social. Na pauta, discussão sobre o novo projeto de venda do estádio Evandro Almeida. A reunião foi convocada a pedido de um grupo de conselheiros que se opõe aos termos do negócio firmado entre o presidente Amaro Klautau e as incorporadoras Agre e Leal Moreira. Durante o encontro deve ser discutida também a aquisição da área do Aurá, a 2,5 quilômetros da rodovia BR-316, para construção da futura Arena do Leão e CT.

“O Clube do Remo considerou maravilhosa a área, tudo pelo futuro. Os caminhões de lixo de Belém nem transitam por lá, o que tem haver é o nome do grandioso bairro. Ninguém vai encontrar uma área com melhor localização”, declarou AK na sexta-feira, tentando responder às críticas feitas ao negócio. (Com informações do Bola/DIÁRIO e Rádio Clube)

Raio-X do Carcará do Sertão

O Salgueiro Atlético Clube, adversário do Paissandu no mata-mata da Série C, foi fundado em 1972 e se profissionalizou há somente cinco anos. O uniforme é tricolor – verde, vermelho e branco – e o mascote é o carcará. Seu estádio é o Cornélio de Barros Muniz (“Salgueirão”), com capacidade para 6 mil espectadores. Na atual Série C, tem a seguinte campanha: 3 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Dois ex-remistas são titulares na equipe: Beá e Júnior Ferrim. A cidade de Salgueiro é de porte médio. Fica a 511 quilômetros de Recife (PE) e tem 55 mil habitantes. Não existem voôs comerciais diários para a cidade.

Héliton na mira de Papão e Águia

O Paissandu, por sugestão do técnico Charles Guerreiro, continua interessado na aquisição por empréstimo do atacante Héliton, do Remo. Para Charles, Héliton pode ser uma boa opção para substituir Moisés no ataque alviceleste. O jogador, que esteve para ser cedido ao Atlético-GO, permanece em Belém. Além do Papão, o Águia também tem interesse em contratá-lo.

Coluna: Pará mais perto da Série B

Paissandu e Águia confirmaram suas posições no grupo A e passaram à próxima fase do Brasileiro da Série C. Não sem sustos. O Papão esteve perto de sofrer uma goleada do Rio Branco na Arena da Floresta. E o Águia levou um gol na metade do segundo tempo, ficando por alguns angustiantes minutos fora da competição. Teve, porém, forças para reagir e empatar a 10 minutos do fim.
Boas lições podem ser tiradas da rodada de ontem. Charles Guerreiro, principalmente, deve rever alguns conceitos para não se atrapalhar no cruzamento com o Salgueiro (PE). Como primeiro colocado da chave e com a boa campanha (segundo na classificação geral), o Paissandu entra como favorito. Mas, é certo também que não pode nem pensar em ficar sem Tiago Potiguar e Sandro nas partidas decisivas.
Além da já tradicional timidez em jogos fora de Belém, a ausência de ambos contra o Rio Branco deixou o time excessivamente vulnerável e sem autoridade para enfrentar o adversário. A falta de Tiago é mais sentida pelas características que tem. É rápido e normalmente cria duas ou três oportunidades de gol por partida. Sem ele, o meio-de-campo praticamente anda em campo e o ataque perde agressividade.
Sandro, apesar de veterano, eleva a qualidade do passe e confere ao time um toque de valentia que nenhum outro consegue dar. Por ter se tornado excessivamente dependente de ambos, como já se disse repetidas vezes, o Paissandu entra na fase eliminatória do campeonato apelando a todos os santos para que Tiago Potiguar não receba o terceiro cartão amarelo e Sandro não sofra nenhuma lesão.
Na Arena da Floresta, depois de um tranqüilo passeio do Rio Branco no primeiro tempo, o time esboçou reação no segundo, mas sofreu logo o terceiro gol e escapou do quarto por milagre. O gol de Bruno Rangel, de pênalti, deu tintas mais normais ao resultado, mas não desfez a impressão de queda de rendimento na hora mais aguda da competição.
    
No empate do Águia, méritos para a disposição do time, incansável na briga pela posse da bola e defendendo-se com uma raça impressionante. Apesar disso, a cobertura falhou quando o Fortaleza fazia tabelinhas na área. O meio-de-campo, sem Daniel e Diego Biro, teve altos e baixos. O ataque, desfalcado de Felipe Mamão, só funcionou quando Tiago Marabá entrou, confundindo a zaga cearense com jogadas em velocidade. O gol de empate surgiu, por sinal, de manobra puxada por ele.
Senti falta também de maior participação do torcedor, que se limitava a assistir o jogo quase em silêncio, deixando de incentivar e jogar junto com o time. Caldeirão só funciona se a torcida fizer sua parte. 
 
O Salgueiro tem qualidades e alinha dois ex-remistas no ataque: Beá e Junior Ferrim. Desbancou (e rebaixou) o favorito Alecrim em Natal. Já o ABC, que poupou meio time na partida de ontem contra o ABC, é dirigido por Leandro Campos e é o recordista nacional de títulos estaduais. Ambos merecem respeito. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 20/09)