Cartola bocudo pode levar gancho

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vai cobrar explicações do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, quanto à declaração de que “se os jogadores tomarem um cacete na madrugada não vai fazer mal nenhum”. Segundo o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, Kalil será intimado a esclarecer a situação. Dependendo das explicações, o órgão decidirá se o presidente do Galo vai ser julgado ou não.
“Vamos pedir a gravação da entrevista e que ele esclareça e se explique, como temos feito em alguns casos. Isto é uma coisa fora de campo, que o Ministério Público já está agindo. Mas vamos analisar o que poderemos fazer na esfera desportiva”, disse Schmitt.
De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), Kalil pode ser enquadrado no artigo 243-D (incitar publicamente o ódio ou a violência) e pode ser suspenso pelo prazo de 360 a 720 dias, e pena de multa entre R$ 50 mil reais e R$ 100 mil, diz a lei.

E o grande McCartney vem aí

O jornal argentino “Clarín” noticiou na última terça-feira (7) que o cantor Paul McCartney fará duas apresentações em Buenos Aires nos dias 14 e 15 de novembro. De acordo com a publicação, a vinda do ex-beatle à América do Sul também incluirá o Brasil, Chile e, provavelmente, o Peru. Ainda segundo o jornal, o local dos shows na capital argentina ainda não foi definido, mas existe a possibilidade de as apresentações acontecerem no estádio do River Plate. Se confirmada, será a terceira vez em que Paul McCartney tocará no Brasil. Em 1990, ele se apresentou no estádio do Maracanã para um público de mais de 180 mil pessoas. Três anos depois, retornou para shows em São Paulo e Curitiba. (Do iG)

Moisés vai jogar pelo Internacional B

O atacante Moisés, 21 anos, ex-queridinho da torcida do Paissandu, é o mais novo reforço do Internacional. Segundo o portal Terra, o jogador será emprestado ao clube gaúcho por um ano. Os direitos do atleta estão fixados em R$ 300 mil. Ao fim do empréstimo, o Inter terá 60% dos direitos sobre o jogador, e o clube paraense ficará com os outros 40%. Na última segunda-feira, o vice de futebol do Internacional, Fernando Carvalho, confirmava que a negociação estava em andamento e próxima de um desfecho favorável.

O Santos também demonstrou interesse em contar com o jogador, mas o clube gaúcho se antecipou e fechou o negócio. Moisés deve ser utilizado no time B do Inter, que disputa a Copa Enio Costamilan – torneio que reúne os times profissionais de clubes do interior gaúcho, além dos times de juniores da dupla Gre-Nal, e dá direito a vaga na Copa do Brasil do ano que vem.
Este procedimento já foi usado pelo clube com outros jovens contratados de outros Estados, como Leandro Damião, destaque do time neste Brasileiro. (Portal Terra)

Mais um adiamento no caso Moisés

Depois de confirmada a contratação do meia Lúcio e do volante Simão, a diretoria do Paissandu se volta para solucionar o imbróglio com o atacante Moisés. A audiência que estava marcada para esta quarta-feira foi adiada para o próximo dia 17, mas a Justiça pode anunciar uma decisão sobre a ação movida pelo jogador – que pleiteia rompimento de contrato e indenização superior a R$ 2 milhões, alegando a falta de recolhimento de encargos sociais. O acordo entre clube e jogador, que parecia bem encaminhado, acabou frustrado porque os advogados de Moisés duvidaram do valor anunciado como oferecido pelo Internacional pelo empréstimo do atleta. O presidente Luiz Omar Pinheiro garante que a proposta é de R$ 15 mil e os advogados desconfiam que o valor chega a R$ 300 mil. Moisés tem, por contrato, direito a 15% de toda e qualquer transação que o envolver.

Crônica de um barraco aéreo

Por Tiago Maranhão (do blog Madrugada Times)

Eram 2h50 da madrugada (em Brasília), o vôo JJ 8085 tinha decolado quase 8 horas antes do aeroporto de Heathrow, em Londres. A voz rouca do comandante Azzi acorda os pouquíssimos passageiros que cochilavam a bordo do Boieng 777-300. “Faremos um pouso não programado em Recife, por motivos de segurança”, anunciou. “E eu achando que não teria mais pautas de madrugada”, pensei em voz alta.

O comandante continuou: “pedimos desculpas, mas temos a bordo um passageiro fora de controle, houve inclusive agressões contra outros passageiros e contra nossa tripulação, então não temos alternativa, precisamos desembarcá-lo”. Na cabine onde eu estava, a primeira da classe econômica após as poltronas da classe executiva, ninguém sabia do que se tratava, o que não impediu que as primeiras teorias surgissem imediatamente. “Só pode ser um riquinho bêbado lá na primeira classe”, alguém disse mais alto. “Rico acha que pode tudo, enche a cara, faz besteira e a gente que paga”, continuou outra pessoa.

Meia hora depois estávamos pousados no Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, de Recife/Guararapes. Logo se formaram longas filas nos banheiros e os ânimos se exautavam. Na cabine atrás da minha, um homem convocava outros  passageiros para uma missão de guerrilha até a primeira classe. “Vamos lá! A gente tem que encher esse filho da p#&@ de porrada! Quem vai comigo?”, dizia de pé, agitando os braços, com os olhos vermelhos de uma noite mal dormida. Foi orientado a se acalmar pela aeromoça, caso não desejasse ser desembarcado também.

Poucos minutos antes do avião pousar, notei que um passageiro da econômica foi acomodado na executiva. Um jovem mulato, de jeans e camiseta, com a expressão assustada. Vício da profissão, fui lá falar com ele e apurar a história. Meu palpite estava certo, ele viajara ao lado do passageiro responsável pelo contratempo. Ou melhor, uma passageira. O rapaz contou que ela tinha pouco mais de 50 anos e já embarcou alterada. “Ela carregava várias sacolas e eu ofereci ajuda, mas ela me xingou… em inglês, porque achou que eu não fosse entender, só que eu moro em Londres”, disse. 

Durante o vôo, de acordo com o relato da minha fonte, a mulher falava alto (sozinha, porque viajava desacompanhada) e logo outros passageiros começaram a pedir silêncio para ela. Ela ignorou e tomou quatro copos (plásticos) de vinho tinto. Bebida que a TAM não deveria ter servido para alguém já tão agitado. Em determinado momento, ela atirou uma necessaire em outra passageira que pediu que ela ficasse quieta. A essa altura (10 mil metros), já tinham se passado mais de 4 horas de vôo e não havia o que fazer com ela (sobrevoávamos o Atlântico Norte).

“Tava todo mundo assutado, tinha gente chorando… foi horrível”, contou o rapaz. O auge da confusão ainda estava por vir, porém. Essa parte da história, também contada pelo rapaz, foi confirmada a bordo por duas aeromoças. Apertem os cintos: a passageira-barraqueira abriu o notebook e começou a ver fotos dela mesma. Pelada. Até aí, ela só chocava (ou agradava, afinal gosto não se discute), os dois passageiros sentados ao lado dela, que viajava na poltrona do meio, no lado direito do avião. O verdadeiro incômodo foi a reação dela, que começou a xingar as próprias fotos, cuspir (cuspir!) no monitor e dar murros no computador.

Uma comitiva de comissários de bordo tentou ver se conseguia controlar a mulher. Mas seguiram-se mais palavrões e cusparadas. Ela precisou ser imobilizada, teve as mãos e pés amarrados com uma “algema” de plástico. O avião precisou despejar parte do combustível antes de pousar em Recife e ainda teria que reabastecer. No total, ficamos 2 horas parados em Pernambuco, onde a passageira foi desembarcada pelos fundos, “para evitar que ela fosse agredida”, segundo um comissário. Às 7h40 da manhã os passageiros que continuaram a bordo aplaudiram o pouso em Cumbica, com 2 horas de atraso, mas uma história aérea a mais para contar.

Opinião: Campanha política e o desespero tucano

Por Daniel Malcher

Toda vez que as eleições se aproximam, os discursos se repetem: “fiz isso, fiz aquilo”; “criei o bolsa trabalho, a bolsa escola”; “fui aurtor do projeto de lei que melhorou o trânsito nas cidades, que criou programas de renda mínima”; “lutei contra a Ditadura”… Afinal, nestas épocas, constatamos que todos foram “os pais da criança”, reinventaram a roda ou então têm a receita, o remédio pronto para exterminar, de forma profilática, os males que assolam este enorme gigante, ainda adomecido, chamado Brasil.
Embora as falas sejam as mesmas e as propostas idem, num coro uníssono e repetitivo, beirando o risível, quase todos os processos eleitorais têm suas peculiaridades: as frases que marcaram, as cruzadas contra os vilões da vez e a promoção de certas figuras canhetras à condição de heróis.
Em 2002, nas eleições presidenciais, o que pontuou o debate foi o tal “medo” da ex-namoradinha do Brasil, Regina Duarte, caso Lula, atual presidente da república, fosse eleito. Um medo explicável somente pela aversão de certos setores da sociedade brasileira a governos de caráter progressita, mesmo que seja um “pregressismo” ao centro, moderado. E a história às vezes se repete, não como farsa, mas com uma certa dose de ironia. João Goulart, se vivo fosse, talvez ficasse estarrecido com as velhas táticas dos setores conservadores, sempre tentando desqualificar ou forjar o “medo” junto a população do país em períodos eleitorais, pois, por ter sido um progressista moderado, foi alvo destas mesmas táticas, que surtiram efeito e o apearam da cadeira presidencial à exatos 46 anos. Táticas velhas mesmo, hein!
Agora, as questões  levantadas pelos desesperados tucanos e pelos seus porta-vozes – a PIG, como diria Paulo Henrique Amorim -, que estão na ordem do dia e que vão marcar o pleito de 2010 são: houve mesmo espionagem ou dolo no vazamento de informações de dados da Receita Federal que comprometem pessoas ligadas ao alto tucanato? Há favorecimento ao Partido dos Trabalhadores na concessão desses dados a pessoas que, inclusive, seriam servidores da Receita e com histórico de filiação ao partido, configurando-se o lema de que, no jogo eleitoral, tudo é válido? Estariam os petistas aparelhando o Estado brasileiro, com o intuito de punir ou execrar aqueles que cruzam o caminho do PT, numa clara tentativa de comparar o partido aos partidos totalitários, algo inclusive já feito por uma revista de circulção nacional com “grandes serviços prestados à nação”?
O que torna tudo mais intrigante e interessante, e até mesmo irônico, é que tais queixas partem de grupos e setores políticos e classistas que têm uma “extensa folha corrida” nesse aspecto. Mas, como o brasileiro tem memória curta e uma capacidade de análise caolha, anacrônica e ahistórica dos fatos e dos processos polítcos da vida nacional, e se informa via de regra por apenas um canal de tv, por sinal “sócio fundador” da PIG, acaba aceitando mentiras deslavadas como verdades irrefutáveis, sem se dar conta do jogo maquiavélico e tendencioso que inunda seus corações e mentes e cuja finalidade é manter, sempre, os mesmos grupos de privilegiados nas esferas mais altas do poder. Quem atentou para as diferentes abordagens sobre a quartelada nicaraguense em 2009 e o fechamento de joranais venezuelanos por Hugo Chávez no mesmo ano sabe muito bem a “qualidade” e a “isenção” das informações que se prestam à nação.
Não votei em Lula, e não votarei na Dilma. Tampouco estive satisfeito nos 8 anos de administração petista. No entanto, não sou ingênuo e nem tolo de acreditar que com os tucanos, nos anos 90, ou com os militares, nos anos 60, 70 e 80, a vida política deste país era melhor. Muito pelo contrário. Ainda pagamos pelo descalabro de décadas anteriores.

Remo é um dos mais velhos do Brasileiro

Com média de 29 anos, Remo tem um dos times mais velhos das quatro divisões do Brasileirão: Adriano (34), Lima (33), Pedro Paulo (32), Gian (36)e Vélber (32). Além disso, ainda há a dupla Zé Carlos (33) e Landu (32), que não vêm sendo aproveitada pelo técnico Giba. (Com informações de @remo100porcento, no Twitter)