Dez títulos essenciais sobre música

Por André Barcinski

“Kurt Cobain – Fragmentos de uma Autobiografia”, de Marcelo Orozco (Conrad) – Se você gosta do Nirvana, está tudo aqui. Orozco comenta todas as músicas de Kurt Cobain e ajuda o leitor a entender a mente enigmática do ícone do grunge.  

“Emissões Noturnas – Cadernos Radiofônicos de FM”, de Fabio Massari (Grinta) – Coletânea de entrevistas de FM no rádio, com uma penca de convidados internacionais. Uma trip nostálgica por um tempo que não existe mais, quando nossas rádios ainda se preocupavam em tocar boa música.

“Mate-me Por Favor”, de Legs McNeil e Gillian McCain (L&PM) – A história oral do punk nova-iorquino, num livro cheio de histórias picantes e histórias de picadas. Essencial.

“Anthony Kiedis – Scar Tissue”, de Anthony Kiedis (Ediouro) – Nunca curti muito o Chili Peppers, mas este livro é assombroso. Kiedis relata as descidas ao inferno de uma banda que, mesmo inspirada pela lassidão californiana, viveu sempre no limite. Drogas, orgias, pancadarias, tem de tudo.

“Carmen – Uma Biografia”, de Ruy Castro (Cia. Das Letras) – Uma das histórias mais tristes de nossa música. Ruy Castro coloca Carmen Miranda em seu devido lugar: como a inventora de um “modo brasileiro” de cantar.

“O Resto é Ruído”, de Alex Ross (Cia. Das Letras) – Ross, crítico de música da “New Yorker”, faz um paralelo entre a música clássica do século 20 e os grandes acontecimentos da época. Fantástico.

“John Lennon – A Vida”, de Philip Norman (Cia. das Letras) – Biografia extensa e detalhada, que apresenta uma visão pouco açucarada de Lennon. Yoko Ono rejeitou o livro, o que é um ótimo sinal.

“Não Devemos Nada a Você” (Ideal Records) – O alternativo do alternativo. O livro é uma coletânea de entrevistas da revista “Punk Planet”, ligada em música e ativismo social. Se algumas entrevistas são um pouco específicas, outras revelam ao leitor artistas bacanas como Steve Albini (Big Black, Shellac), Ian McKaye (Fugazi, Minor Threat) e Kathleen Hanna (Bikini Kill, Le Tigre).  

“Reações Psicóticas”, de Lester Bangs (Conrad) – Versão condensada do clássico de Bangs, “Psycothic Reactions and Carburetor Dung”. Bangs era o Hunter Thompson da crítica musical, um louco que escrevia com paixão na alma e anfetaminas na cabeça. Como introdução aos textos de Bangs, indispensável.

“Criaturas Flamejantes”, de Nick Tosches (Conrad) – Nick Tosches é Deus. Escreveu duas de minhas biografias favoritas, sobre Jerry Lee Lewis e Dean Martin. Em “Criaturas Flamejantes”, ele conta a história dos primórdios do rock, numa prosa que é tão selvagem e livre quanto os sons de Elvis e Chuck Berry. Uma coisa linda.

Doces cifras que embalam o futebol brazuca

Você sabia que uma das dores de cabeça do Palmeiras hoje é quitar a dívida de aproximadamente R$ 400 mil com o chileno Valdivia? O atraso já chegou a 14 dias úteis e o “mago” começa a chiar. A pequena fortuna refere-se à parte das luvas prometidas para o meia. O pagamento não foi feito porque o Palmeiras não conseguiu liberar um empréstimo de R$ 10 milhões junto ao banco BMG. Com essa grana, o clube vai pagar outros débitos com jogadores, principalmente luvas e direitos de imagem.

O time dos boleiros candidatos

Por José Roberto Malia

Boca de urna 1Há que se ter pena de alguns esportistas que sonham com a difícil vida fácil de um político. Candidatos a deputado, o ex-boxeador Maguila, o atacante Túlio Maravilha e o tetracampeão Bebeto apresentaram uma lista de bens zerada à Justiça Eleitoral, de acordo com o site ‘Terra’. O peixe Romário declarou somente R$ 883,6 mil, a maior parte em cotas de bares e restaurantes, e uma moto BMW (R$ 23 mil). Marcelinho Carioca listou R$ 703,8 mil em cotas de empresas – nenhum imóvel ou carro. As melhores situações são do ex-pugilista Popó e do ex-volante Vampeta: têm bens superiores a R$ 2 milhões – o ex-corintiano possui 15 imóveis e uma BMW.

Boca de urna 2. Um mergulho no túnel do tempo mostra que ex-jogadores cumpriram à risca o papel depositado pelo torcedor na urna eletrônica. O divino Ademir da Guia, por exemplo. Vereador entre 2005/08, o palmeirense cravou projeto criando o Dia do Pico do Jaraguá e do Atleta Master, além de abastecer o nome de três ruas, segundo o jornal ‘Placar’. Candidato nas próximas eleições, Maguila aparece no ‘hilário’ eleitoral garantindo que vai se dedicar às crianças e ao combate às drogas, enquanto Marcelinho Carioca promete não decepcionar corintianos, palmeirenses, são-paulinos e santistas, se eleito.

Coluna: Remo define candidaturas

Com a quase confirmação da candidatura de Antonio (Tonhão) Carlos Teixeira à presidência do Remo, começa a se delinear o quadro sucessório no clube, cuja eleição está marcada para dezembro próximo. Dirigente e colaborador em várias gestões, Teixeira surge desde já como favorito pela capacidade de unificar diversas tendências dentro do Conselho Deliberativo. Caso se candidate, enfrentará Pedro Minowa e Benedito Wilson Sá como concorrentes. 
Sempre relutante em aceitar o desafio, apesar de bastante cobrado por amigos e torcedores, Teixeira deve reeditar o “Esquadrão de Aço” e a Juventude Remista, grupos bastante atuantes na vida do clube, inclusive por ocasião da maior conquista da história remista – o Brasileiro da Série C em 2005, na gestão de Raphael Levy.
Um dos líderes da chamada banda jovem do Condel azulino, Teixeira admite que só aceitará concorrer à presidência em função do estado das coisas no Remo, devastado por um vendaval de notícias ruins sob a presidência de Amaro Klautau, incluindo duas temporadas perdidas no futebol profissional e a iminente perda de seu mais valioso patrimônio, o estádio Evandro Almeida.
Opositor declarado de AK quanto à forma de enfrentar os graves problemas administrativos do Remo, Teixeira aceitou integrar a comissão recém-formada para tentar obter um mínimo de clareza e transparência no processo de venda do Baenão. Ao mesmo tempo, critica a inexplicável inadimplência junto à Justiça do Trabalho nos dois últimos anos, fato que elevou a dívida à cifra recorde de R$ 8 milhões.
Em contato telefônico com este escriba, Teixeira evita falar como candidato, mas emite sinais de que está disposto a aceitar a tarefa. “Desde que tenha apoio dos verdadeiros remistas para tentar recolocar o Remo nos eixos, não apenas no futebol (onde novamente está sem divisão) como também – e principalmente – no plano administrativo”, expõe, já com entonação de postulante.
Aspecto que pesa favoravelmente no ânimo do pré-candidato é a receptividade ao lançamento de seu nome. Desde que a notícia começou a circular, Teixeira tem sido parabenizado por sócios e torcedores, que o estimulam a concorrer. Pode vir daí o empurrão final para a candidatura.
 
 
Diante da necessidade de utilizar o alçapão da Curuzu como trunfo para superar o Salgueiro e garantir a classificação à Série B, o Paissandu planeja adotar uma medida impopular, mas necessária: aumentar o preço dos ingressos – arquibancada a R$ 30,0 e cadeira a R$ 50,00. Óbvio que o reajuste atinge diretamente o torcedor de menor poder aquisitivo, mas é compreensível que a diretoria busque aumentar o faturamento já que a natureza do jogo permite essa providência. Volta-se ao velho dilema do futebol: prestigiar o torcedor que sempre apoiou o time, desde os primeiros jogos, ou cumpre-se uma espécie de tabela dirigida de preços, compatibilizando valor unitário de ingresso com a importância do espetáculo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 28)

Série C: Papão vai cobrar ingresso a R$ 30,00

O presidente Luiz Omar Pinheiro, do Paissandu, admitiu nesta segunda-feira aumentar o preço dos ingressos para o jogo de volta contra o Salgueiro (PE), na Curuzu, pelo primeiro mata-mata da Série C. A arquibancada deve custar R$ 30,00 e a cadeira, R$ 50,00. O dirigente avalia que a importância da partida – que pode determinar o acesso à Série B – justifica o reajuste.