Ganso se recupera para voltar a jogar em fevereiro

O meia Paulo Henrique Ganso já consegue caminhar sem a ajuda de muletas, informou a assessoria do Santos, que também liberou foto do jogador paraense. Ganso passou por uma cirurgia no joelho esquerdo em 28 de agosto após sofrer uma torção no duelo contra o Grêmio, em Porto Alegre. O time paulista informa que Ganso faz duas sessões de fisioterapia por dia no Cepraf (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol). No cronograma traçado pelo departamento médioco santista, o próximo passo significante é a execução de corridas na esteira, programadas para novembro. 

A expecativa é de que o meia inicie a realização de atividades no gramado no início de 2011. No fim de fevereiro, Ganso deve ser liberado e juntar-se ao restante do elenco. (Com informações da Folha de SP)

Na Stock Car, suspeita ronda irmãos Bueno

Um possível escândalo semelhante aos recentes acontecidos na Fórmula 1 está por explodir na Stock Car. Tudo por conta de um claro indício de favorecimento do piloto Cacá Bueno (foto), da RBR Racing, a seu irmão Popó Bueno, da A. Matheis. No GP de Campo Grande (MS), no último domingo, o último do que se pode chamar de temporada regular da categoria, Cacá à certa altura da prova questionou sua equipe: “Se o Popó me passar, ele está no playoff, então?”.

“Confirmado. Se o Popó chegar em quinto, ele está no playoff”, ouviu como resposta. Na sequência, Popó deixou Cacá para trás e ainda viu o irmão dificultar o trabalho de Átila Abreu, que vinha logo atrás. Com as posições mantidas, Popó está na Superfinal, que reúne 10 pilotos. Cacá já estava garantido. A reportagem com as imagens e o áudio da conversa foi levado ao ar pelo programa Globo Esporte, da “TV Globo”, nessa segunda-feira. No mesmo dia, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) revelou que vai investigar o caso.

“Na torre de controle, não temos o áudio da corrida, e só tivemos acesso a esse acontecimento hoje [segunda]. Nós vamos analisar o caso e tomaremos as medidas cabíveis”, afirmou Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTND) da CBA ao jornal “O Globo”. Thiago Camilo, que antes da disputa em Campo Grande estava em décimo na classificação geral e acabou ficando fora da Superfinal, disparou contra Cacá Bueno: “Ele se julga tão profissional, mas, pelo que a gente vê, não é bem assim, não”. (Da ESPN)

Governo segue com foco errado no esporte

Por Juca Kfouri

O presidente Lula assinou ontem a chamada Medida Provisória do Alto Rendimento. O nome da medida já dá conta do equívoco que embute. Sua justificativa básica está na necessidade de o país ter bom desempenho na Olimpíada do Rio, em 2016. É até compreensível e estaria correta caso outra medida a tivesse precedido: a medida da massificação do esporte no Brasil. Mas esta é esperada há exatos 510 anos.

A MP visa amparar os atletas de altíssimo nível com salários que chegam aos R$ 15 mil por mês. E tenta, mesmo que de maneira delicada, exercer alguma fiscalização no destino do dinheiro que irriga as confederações. Apesar de ser tímida, porque dá conta apenas dos recursos destinados pelas loterias, deixando de fora, por exemplo, os patrocínios das empresas estatais, tal intervenção não foi bem recebida pelo COB que não quer ser fiscalizado e teve de estabelecer, a contragosto,  meta de desempenho.

O objetivo é ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas em 2016, melhorando sete posições em relação a 2008. E se não conseguir? Bem, se não conseguir não acontece nada.

Coluna: A confraria dos ex-atletas

Nossos clubes não conseguem aprender com seus próprios erros. O Paissandu está novamente às voltas com um veterano problemático. Lúcio, que estreou contra o Rio Branco, na Arena da Floresta, permaneceu por 18 minutos em campo e saiu acusando uma lesão muscular. O quadro, de tão repetido, já nem provoca surpresa. Quando um jogador na faixa acima dos 33 anos aporta por aqui surgem, de imediato, as justificadas desconfianças quanto ao seu estado atlético.
Não é de agora que o Paissandu se arvora a apostar nos chamados “ex-jogadores em atividade”, confraria de boleiros já sem mercado no Sul e Sudeste, que vive à procura de um time dos centros mais distantes para enganar e descolar uns cobres em contratos de curtíssima duração.
Em geral, são atletas com passado até vitorioso, alguns títulos na carreira e passagens por grandes clubes. Empresários espertos sempre conseguem empurrá-los para dirigentes desinformados, ávidos por nomes que impressionem o torcedor.
No ano passado, o centroavante Didi foi uma das apostas bicolores para o campeonato. Marcou alguns gols no campeonato estadual, mas ficou boa parte do tempo entregue ao departamento médico. Como a contusão era crônica, decidiu encerrar logo a carreira e anunciou a disposição de virar técnico. Deu sorte e acabou contratado para treinar o Time Negra.
Outros que se inserem nesse critério de reforços da modalidade master no Paissandu foram Eanes e Enilton, que devem ter disputado um ou dois jogos pelo clube. Nildo, ex-Sport Recife, nem estreou. Passou algumas semanas treinando e tentando se recondicionar na Curuzu, mas não foi aproveitado. Marcelo Ramos, outro veteraníssimo, desistiu depois de 15 dias em Belém.
Bem mais do que a freqüente oferta desses jogadores a clubes como Remo e Paissandu, chama atenção a insistência dos dirigentes locais em contratá-los, mesmo sabendo – pelos numerosos exemplos – do alto risco que cerca esse tipo de negócio.
Desconfio até que a tolerância dos cartolas está diretamente ligada à nostalgia em torno das raras contratações bem-sucedidas no passado. No Remo, Amoroso, Russo, Dutra, Luís Miller e Biro-Biro são lembrados até hoje. No Paissandu, todos sabem da importância de Chico Spina, Dario, Róbson e Vandick para a história do clube.
O problema é que, para cada um desses grandes nomes, acumula-se uma lista de pelo menos uma dúzia de apostas equivocadas, cuja inutilidade foi tanta que quase ninguém recorda mais de seus nomes. Poderiam encabeçar essa lista de fiascos figuras do porte de Darci Cavalo, Joãozinho Paulista, Pescuma, Luciano Gigante, Canindé e Índio.    
 
 
Esclareço que nada tenho contra os dinossauros, até por ser praticamente um deles nestes tempos de redações cheias de jovens, graças a Deus. Mas, por honra da firma, defendo que sejam veteranos úteis e dinâmicos. Algo assim como aqueles velhotes bons de briga mostrados em “Pistoleiros do Entardecer”, de mestre Sam Peckinpah.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 21)

Venda do Baenão: Condel cria nova comissão

A reunião do Conselho Deliberativo do Clube Remo, na noite de segunda-feira, foi longa e tensa. No final, duas medidas de ordem prática foram definidas. A primeira foi a formalização do pedido de afastamento do presidente Amaro Klautau, acusado por 32 conselheiros de traição aos interesses do clube, simbolizada pela destruição do símbolo do Remo do pórtico do Evandro Almeida como forma de acelerar o processo de venda do estádio.  

A segunda, aprovada no final da reunião, foi a nomeação de uma nova comissão para representar o Remo junto à Justiça do Trabalho. O objetivo é renegociar os valores da dívida do clube e, se necessário, os termos da venda do Baenão, incluindo a localização da futura arena. Integram a comissão os conselheiros Antonio Carlos Teixeira, Sérgio Cabeça, Jones Tavares, Orlando Pereira, Manoel Ribeiro, Luís Neto e Domingos Sávio.

Vários conselheiros e grandes beneméritos se pronunciaram, quase todos contrários à negociação do estádio com as incorporadoras Agre e Leal Moreira. O abaixo-assinado pedindo o impeachment de AK foi entregue ao presidente do Condel, Felício Pontes, que se comprometeu a analisar o documento.

Um dos trechos mais duros do texto define o presidente do Remo como um déspota, pela forma como vem conduzindo os destinos do clube, desrespeitando os estatutos e recusando-se a prestar contas perante o próprio Condel. “É um despotismo não autorizado”, diz o abaixo-assinado. Felício Pontes considerou a iniciativa muito grave e inédita na história do clube. Ao se dirigir aos conselheiros, AK disse que se defenderá nos autos do processo.

Grandes beneméritos, como Artur Carepa e Ronaldo Passarinho, emocionaram-se ao lamentar a situação do Remo. “Não somos nem a quarta força do futebol paraense”, afirmou Ronaldo. Acuado pelas críticas, Amaro disse que fez todos os esforços para que o time subisse de divisão, “mas patinei”. Em meio às manifestações, o conselheiro Benedito Wilson Sá acusou Amaro de fazer negócio com um grupo (Agre) que tem ligações com o PSDB. AK ironizou dizendo que a discussão política seria no Hangar – referindo-se ao debate da TV Record. Desta vez, com forte policiamento na sede, não houve registro de tumulto envolvendo torcedores. (Fotos: MÁRIO QUADROS; com informações de Nilson Cortinhas/Bola)