Tem maluco pra tudo

Jogadores do clube El Porvenir, da quarta divisão do futebol argentino, foram personagens de uma história que bem poderia servir de roteiro para uma tragicomédia. Na quinta-feira (16), o treino da equipe foi interrompido por um cortejo fúnebre de um torcedor que pediu, antes de morrer, para se despedir do elenco antes de ser enterrado. Quem conta a história é o jornal argentino Olé. Os torcedores do clube invadiram o treino com o caixão de Javier Suldini, torcedor que fez o inusitado último pedido. Eram cerca de 60 pessoas. Três torcedores chamaram o técnico da equipe para conversar e explicaram que gostariam que os jogadores se despedissem de Suldini. No entanto, durante a conversa, outros torcedores começaram a protestar pela má campanha da equipe.
Um dos jogadores do Porve, como é chamado o time, relatou ao Olé a cena que presenciou. “Fomos surpreendidos por dois carros de funerária e um monte de gente entrando pelo portão. Eles se aproximaram e pediram para darmos os pêsames ao morto. Os outros estavam bêbados, drogados e começaram a xingar. Se exaltaram mais e invadiram o campo”, disse. A invasão ao campo terminou em briga e alguns jogadores foram agredidos. O clube ainda acusa os torcedores de roubarem alguns uniformes. Após o incidente, o presidente do Porve (cuja torcida aparece na foto acima) procurou a polícia e a Associação de Futebol da Argentina. (Do R7) 

Mino Carta responde à procuradora eleitoral

Por Bob Fernandes (do Portal Terra)

O diretor de redação e sócio majoritário da revista Carta Capital, Mino Carta, recebeu da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau ofício em que a integrante do Ministério Público cobra, no prazo de cinco dias, “relação das publicidades do governo federal dos anos 2009/2010, os respectivos contratos, bem como os valores recebidos a esse título”. A respeito deste ofício, ouvi há pouco o diretor de redação da Carta Capital, Mino Carta.

Temos aqui o teor de um ofício encaminhado a você e à revista Carta Capital pela procuradora Sandra Cureau e gostaríamos de saber o que o senhor, como diretor de redação, tem a dizer.
Mino Carta – Eu penso que isso é uma atitude indevida, não teria sentido sequer se fosse dirigida a mesma requisição às demais editoras do País. Entenderia que assim se fizesse junto ao próprio governo federal.

Isso, na prática, tem qual significado?
Mino Carta – Significa que a senhora Cureau entende que nós somos comprados pelo governo federal, via publicidade. Se ela se dedicasse, ou se dedicar, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revista, e outros órgãos da mídia verificaria, verificará, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que Carta Capital.

O que você…
Mino Carta – Aliás, me ocorre recordar que durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, dito FHC, fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade do governo federal. E a pergunta que faço é a seguinte: então, alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso? Ninguém considerou esse fato estranho? Uma revista de alcance nacional não receber publicidade alguma enquanto todas as demais recebiam?

Mino é fera. Que ninguém brinque com o homem. Curiosamente, essa pressão sobre a Carta Capital acontece logo depois da reportagem devastadora, de Leandro Fortes, sobre a quebra de sigilo fiscal de 60 milhões de brasileiros pela filha de José Serra, Verônica.

Tribuna do torcedor (51)

Por Jaime Pacheco, de Atlanta/Georgia (EUA)

Gerson, já que ninguém sabe onde localizar a  nova arena do Leão, eu tive que pesquisar e realmente é um absurdo o que este cidadão Amaro Klautau está querendo fazer com o Remo. O Conselho do clube não pode deixar que se troque ou venda o Baenão. Morei vários anos na Cidade Nova e sei da fumaça e do mau cheiro que vêm do lixão do Aurá. Tenho certeza de que ninguém vai conseguir ficar alojado neste centro de treinamento. Moro nos EUA e já enviei outros e-mail para você. Realmente pode-se constatar no Google Map as áreas que podem ser o terreno da nova arena do Remo. Veja no mapa toda a dificuldade e a logística, para se ter acesso ao novo estádio. É o mesmo que trocar uma barra de ouro por uma barra de cereal. Desculpe, Gerson, apesar de estar morando em Atlanta, Geórgia, USA há mais de quatro anos nao consigo acreditar que ninguém, como disse o seu Amaro Klautau, teve uma ideia para salvar o clube. Ora, se ele, que é o presidente que foi eleito por um conselho omisso, não tem ideias, que tenha a hombridade de pedir para sair. Seria uma atitude mais inteligente do seu cérebro de ervilha. O clube pode pedir concordata (insolvência financeira) e ganharia 2 anos para se reestruturar. Congelaria as dívidas e manteria sua única fonte de renda, que é o estádio. Pode dar para a Justiça 30% da renda, os patrocínios e outros valores como garantia. Formaríamos um time regional para manter as atividades do futebol até que o clube se reerguesse, não importa se vamos ganhar títulos ou não. O que importa é a sobrevivência do clube e a não entrega de seu mais valioso bem.

AK revela: Arena do Leão será mesmo no Aurá

O presidente do Clube do Remo, Amaro Klautau, acaba de pôr fim ao mistério em torno do local da Arena do Leão. Informou – em entrevista ao repórter Paulo Caxiado, da Rádio Clube – que a arena será construída no distrito do Aurá, em Marituba, a cerca de 2,5 quilômetros da rodovia BR-316. Garantiu, ainda, que o terreno (de 200 mil metros quadrados) fica a mais de cinco quilômetros da área do lixão e que não há risco de caminhões de lixo passarem à frente do futuro estádio remista. Custará R$ 2,5 milhões. AK não falou nada sobre as dimensões da arena e nem sobre o CT ou a piscina olímpica. Antes de encerrar, assegurou que sua obsessão pela venda do Baenão nada mais é do que “amor pelo Clube do Remo”.

Te dizer…

Conselheiros tentam impedir venda do Baenão

Em meio ao cipoal de informações e boatos em torno da venda do estádio Evandro Almeida, o Conselho Deliberativo do Remo reúne na próxima segunda-feira para discutir todos os problemas do clube e votar um possível embargo à transação entre o presidente Amaro Klautau e as empresas Agre/Leal Moreira. A Justiça do Trabalho estabeleceu o dia 21 de setembro como data-limite para efetivação do acordo entre AK e os compradores, mas já se especula que a homologação do negócio só deve ocorrer em outubro.

Com tantas especulações e nenhuma declaração por parte da presidência do Remo, dá-se como provável a escolha de uma área no bairro Anita Gerosa, em Marituba, às proximidades do lixão do Aurá, como local da futura Arena do Leão. A respeito do documento, as empresas teriam apresentado um memorial descritivo incompleto à Justiça do Trabalho. As especificações técnicas não constam do documento, pois não há um terreno definido para a obra. Em sentido contrário, conselheiros e grandes beneméritos se movimentam para sustar a transação da maneira como o presidente do clube tem encaminhado.

O grande benemérito Ronaldo Passarinho irá apresentar na reunião do Condel documentos que, em sua opinião, comprovam irregularidades no processo de venda. “Há muita coisa está errada e tenho como provar. Quero deixar bem claro que nós não somos contra a venda do Baenão, e sim da forma como as coisas estão sendo feitas. Acreditamos que por R$ 28 milhões (sem contar os R$ 1,2 milhões de patrocínios e mais R$ 4 milhões para a compra do terreno) esse será o ‘negócio do século’ da construtora”, disse, chamando atenção para o valor. 
         
Estudos desenvolvidos pelos conselheiros indicam que o estádio Evandro Almeida valeria R$ 54 milhões, conforme a cotação atual do mercado imobiliário em Belém. “Isso deverá ser seriamente discutido na reunião do Condel. A venda do estádio é uma alternativa para o Remo, mas o valor não é o correto. O valor proposto não daria para pagar as dívidas. Ainda existem R$ 5 milhões de dívidas cíveis. Vamos acabar perdendo a sede social”, completou Ronaldo Passarinho. Ele também não poupou críticas à participação do Remo na Série D, estranhando que o presidente Amaro Klautau esteja aparentemente satisfeito com a campanha do clube. “Nossa desclassificação foi vergonhosa. Tínhamos um plantel fraco, um técnico mentiroso e agora estamos sem série”, desabafou.

Ao mesmo tempo, conselheiros do clube ingressaram com pedido de tombamento do patrimônio imaterial do Evandro Almeida junto à Secretaria Municipal de Urbanismo, à Secretaria Estadual de Cultura e Patrimônio Histórico, a fim de impedir a venda do tradicional estádio de 75 anos de existência. (Com informações do Bola, Rádio Clube e Diário On-Line)

Mr. Slowhand está de volta, com disco inédito

Depois de cinco anos sem um novo disco solo, chega este mês às lojas, “Clapton”, o 19º disco do guitarrista, com as participações de sua ex-namorada Sheryl Crow , seu ex-companheiro da banda Blind Faith, Steve Winwood, o trompetista de jazz Wynton Marsalis, o ícone do R&B de Nova Orleans, Allen Toussaint e o guitarrista do Allman Brothers, Derek Trucks. Clapton produziu este álbum com seu colaborador de longa data, Doyle Bramhall. O disco solo mais recente de Clapton foi “Back Home”, de 2005. Em 2006, o guitarrista lançou “The Road to Escondido”, com o guitarrista e amigo, J.J. Cale. Muitas vezes, pessoas mais jovens, me perguntam por que Clapton foi chamado de Deus da Guitarra? A primeira dica é assistir a algum documentário de sua banda dos anos 60, Cream; a outra, será, a partir de agora, ouvir este novo disco, com um bom fone de ouvido, sentindo Eric, sutilmente, mostrar o que uma guitarra é capaz de fazer e emocionar. Clapton nunca quis ser um solista pirotécnico ou velocista, preferiu reconstruir escalas de blues, experimentar com a psicodelia ou levar o reggae para as massas ao imortalizar “I shot the sheriff” de Bob Marley. Seu aspecto atual, de senhor comportado, por vezes pode mascarar o furioso guitarrista dos anos 60, que quase foi tragado pelas drogas.

Neste disco, Clapton escolheu algumas canções que, hoje, podem parecer esquecidas, mas são clássicos que ele mesmo declarou serem “naturais” para ele, pois já existiam como algo belo, mesmo antes dele se entender como gente: “É uma coleção eclética, de canções que realmente não eram conhecidas e eu gosto muito porque, se for uma surpresa para os fãs, é porque também foi uma surpresa para mim.” – disse ele em comunicado. Entre essas surpresas estão “Autumn Leaves”, uma canção de 1945, originalmente francesa, com o título de “Les feuilles mortes”, de autoria de Joseph Kosma e com letra de Jacques Prévert (o compositor americano, Johnny Mercer, fez a versão em 1947); a belíssima “How Deep is the Ocean”, de Irving Berlin, que já havia sido imortalizada por Frank Sinatra; a reverência a seu mestre, o bluesman Sonny Boy Williamson, está na versão de “Crazy About You Baby”; a super pra cima “When Somebody Thinks You’re Wonderful”, original de Fats Waller e ainda, “That’s No Way to Get Along”, um blues clássico para conhecedores, de autoria de Robert Wilkins. A audição é uma viagem agradável do começo ao fim, com muitas citações musicais e colaborações precisas dos ilustres convidados; Clapton consegue se superar nesta volta, coisa rara para um músico tão veterano, a ponto de ser o único a entrar para o Hall of Fame, por três vezes: como artista solo, com seu grupo Yardbirds e com o super trio Cream.

Tribuna do torcedor (50)

Por Alfredo José Tarrio dos Santos (alfredotarrio@gmail.com)

Caro Gerson, o que me causa espanto não é o Conselho que aprovou a venda tentar desaprovar agora. O que me espanta é que ninguém contesta os valores absurdos pelos quais o “despresidente” (se tem “desprefeito” pra quem não faz nada…) quer se ver livre do Baenão. O metro quadrado no centro de Belém gira em torno de R$ 2.300,00 a R$ 2.500,00, então 27.000 metros quadrados custa quanto? No caso do Baenão, exatos R$ 1.230,00. Por que será? Para onde irá toda essa diferença desvalorizada? Por que será que tucano adora vender as coisas dos outros por preços irrisórios? Vide Telebrás, Vale do Rio Doce, Celpa etc.?