Tribuna do torcedor (47)

Por Ubirandir Corrêa (brlacerda667@gmail.com)

Não há o que se contestar na classificação do Vila Aurora, o time pratica o futebol de resultado com uma equipe forte fisicamente, não possui estrelas mas sabe tocar a bola e explorar os espaços, além de marcar bem. Pratica um futebol quase igual ao do Remo de 2005, que ganhou a série C por sorte – combinação de resultado, pois na época praticava um futebol medíocre. O Remo foi um time medíocre que não sabia marcar, dando espaços no meio campo para o Vila Aurora, o Danilo e o Júlio recuavam muito quando a bola estava nos pés do Vila, por isso o Vila mostrava tomar conta do jogo. No futebol atual não há espaços para velhos sem velocidade no meio de campo, para se manter estes senhores deve-se utilizar volantes que saibam sair jogando, trocar passes. Não entendo como jogadores como: Didão e Samir, ficavam no banco, e nem a escalação do Landu, aliás tal entrada não passou de propaganda eleitoral, talvez a entrada do Heliton pudesse trazer alguma coisa, mesmo não sabendo cruzar, aliás nem o Marlon, nem Lima, nem Levy sabem este fundamento. O jogo bonito somente é realizado por time jovem, que possui gás para correr, como é o caso do Santos, e treina fundamentos desde da base. Se o Giba achava que times como: América-AM, Cametá e Vila Aurora, eram bons, porque não tratou de armar taticamente o Remo para enfrentar estes times? Penso que estes comentários do Giba eram para se alto-promover, caso acontecessem vitórias do Remo. Temos que acabar com este pensamento que o Remo é um time de tradição, isto é coisa do passado, a realidade é outra, pois não passa de um time falido em decorrência das péssimas administrações a qual se sujeitou. Agora, veja a situação o Remo não possui: série, não terá estádio, não possui jogadores para criar uma nova base, possui uma grande torcida que deverá deixar de apoiar o clube – este ano fui assistir somente a lavagem do Santos. Vila não possui grande torcida, mais possui um estádio, contrata dentro das suas limitações e deverá se classificar para Série C de 2011. Temos que admitir que a força futebolística paraense está com Paisandu e Águia, o Remo caiu para o segundo escalão estando ao lado de Cametá, Independente e São Raimundo. Nosso Estado só não será mais um no cenário brasileiro porque teremos Paisandu e Águia provavelmente na Série B de 2011, para série D temos que admitir que estamos para o AP, RR, AM e RO. Sobre a administração(Klautau) do Remo, atuou como um político, pois usou de má fé para vender o Baenão, ao deixar de pagar o acerto feito com a Justiça do Trabalho, se fez de morto para debaixo dos planos fazer o que fez.

As desventuras do senador valentão

A última pesquisa Ibope de intenções de voto para o Senado, no Amazonas, indica que o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) aparece com 80% das intenções de voto. A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) aparece em 2º lugar, com 39%. O senador Arthur Virgílio, do PSDB, tem 34%. O candidato do PDT, senador Jéferson Praia, ficou com 9% e a candidata do PT, Marilene Corrêa, obteve 5% das intenções de voto. Cabe observar que Virgílio é aquele boquirroto que, ao lado do netinho de ACM, ameaçou dar uns cascudos no presidente Lula. Vida que segue…

Pensata: O bode expiatório

Por Mino Carta

Os antigos donos do poder preparam-se para jogar sobre os ombros de José Serra a culpa pela próxima derrota.

Bom pai José Serra é. Mas basta isso para ser candidato à Presidência da República? Espantado, ouço estranhas, surpreendentes conversas pelos locais das horas felizes, os mesmos onde, até há pouco, pouquíssimo tempo, Serra era apontado como o aspirante “preparado”, concorrente, imbatível contra Dilma, “a guerrilheira” sem experiência eleitoral. Dramaticamente despreparada. Pois o tucano, conforme as falas que me cercam, começa a ganhar as inconfundíveis feições de bode expiatório. De certa forma, um Dunga da política.

Os cavalheiros e suas damas faiscantes de berloques e pedrarias buscam uma explicação para o desastre que se esboça. É com melancolia que tomam seu vinho de rótulo retumbante, a girar o copo em curtas evoluções aprendidas não sem fadiga psicossomática nos últimos anos. Aplicados discípulos do up-to-date, substituíram o uísque que os acompanhava horas a fio até ao jantar, enquanto, na hora do almoço, surgem de gravata amarela nos restaurantes finos e caríssimos. Salvo raras e honrosas exceções, entraram na parada com a certeza da vitória. Seria o seu próprio triunfo, por sobre os escombros de Lula e do lulismo, perdão, de Lulla e do lullismo. Se a Seleção Canarinho perde, é por vontade divina, ou porque o técnico errou. E se perde o candidato Serra, de quem a culpa?

Não faltam os técnicos, ou seja, os marqueteiros, uma corte de especialistas não se sabe com exatidão em que matéria, tidos, porém, como indispensáveis nas nossas paragens. Às vezes me pego a imaginar Roosevelt ou Churchill, ou mesmo Zapatero e a senhora Merkel, que invocam a presença de peritos à sua volta para instruí-los como diretor de teatro faz com seus atores.

Os marqueteiros nativos são iguais à mítica fênix. Imortais, reaparecem sempre porque sempre perdoados. Vai sobrar para o próprio Serra, não ficou à altura das esperanças. Caiu em incertezas e confusões que seus eleitores cativos, tão fiéis, tão dedicados, não imaginavam. Não mereciam. Já está em elaboração a listagem dos erros do candidato tucano. Demorou demais para anunciar a candidatura. Não soube cativar Aécio. Imprimiu à campanha direções diversas e até opostas. Etc. etc.

Não é que a mídia não tenha colaborado para a vitória tucana. Formidável mídia, de tucanagem ampla, geral e irrestrita. Um instituto de pesquisas, o Datafolha, também participou do esforço. Surgiu ainda a denúncia, também apelidada de dossiê, a lembrar histórias de aloprados e mensalões. E nada? Culpa do Serra, dirão os senhores e suas damas. E me vejo, de improviso, a me compadecer, sinceramente, do futuro, iminente derrotado, em quem reconheci, e reconheço, muitas qualidades.

O erro de Serra foi ter caído na esparrela urdida por Lula, a do plebiscito inescapável, sem perceber, além da força dos adversários, a mudança que o ex-metalúrgico guindado à Presidência acarretou para o País, acima e além de alguns bons e inegáveis resultados alcançados por seu governo. A situação, precipitada em grande parte pela identificação entre a maioria e seu presidente plebeu, digamos assim, acabou por empurrar Serra para a direita como nesta página foi observado inúmeras vezes. O ex-presidente da UNE, perseguido pela ditadura, tornou-se representante de um partido fadado a ocupar o mesmo espaço outrora preenchido pela UDN velha de guerra.

Sublinhei também que Serra nunca recomendou “esqueçam o que eu disse”. Mesmo assim, na alternância contraditória das rotas da sua campanha, o candidato tucano amiúde, e lamentavelmente, permitiu-se tons udenistas adequados à exposição de ideias idem. Vivêssemos outro tempo, nada disso importaria, está claro. Empenhada em assustar a minoria privilegiada, a mídia nativa teve êxito em 1989, 1994 e 1998, contra o espantalho do Sapo Barbudo. Faz oito anos, contudo, que os argumentos da chamada elite não logram os resultados de antanho, mas Serra e os seus eleitores não se deram conta disso até hoje.

Esta incapacidade de compreender um Brasil diverso daquele sonhado, esta ignorância, é que confere um toque patético à derrota da minoria privilegiada, dos herdeiros e cultores de um passado que os fez donos do poder. Não são mais, a despeito da descoberta do vinho servido em taças, como dizem os maîtres.

Remo vai emprestar Héliton ao Águia

A diretoria do Remo definiu, na manhã desta segunda-feira, o empréstimo do atacante Héliton para o Águia de Marabá, ainda para a disputa da Série C. Os salários do jogador passam a ser pagos pelo clube marabaense. Quanto a Samir, cuja rescisão deve ser definida ainda hoje, há a possibilidade de acerto com o Paissandu. (Com informações da Rádio Clube)

Homenagem de Mestre Zuenir a Belém

SÓ VENDO…

Por Zuenir Ventura

Acostumados com o clichê preconceituoso que acredita não haver vida inteligente fora do eixo Rio-São Paulo, nos surpreendemos quando encontramos alguma atividade cultural em cidades do chamado “interior” — o “centro” somos nós, claro. Por exemplo: onde é possível reunir cerca de 650 mil pessoas, um terço dos moradores, para tratar de um assunto meio fora de moda, a leitura? Pois acabo de ver o fenômeno em Belém, na XIV Feira Pan-Amazônica do Livro, um dos três principais eventos do gênero no Brasil, este ano dedicada à África de fala portuguesa. Houve shows com Gilberto Gil, Lenine, Emílio Santiago, Luiza Possi, mas o destaque foram os R$30 milhões faturados com a venda de 500 mil volumes, superando, segundo os organizadores, a Bienal do Rio.
Há cidades brasileiras que só vendo. A capital do Pará é uma delas. Além de ser uma das mais hospitaleiras do país, gosta de seu passado e é hoje um exemplo de como revitalizá-lo. Já escrevi e repito que a intervenção que o arquiteto Paulo Chaves fez no cais da cidade, transformando armazéns e galpões na monumental Estação das Docas, é uma obra que não deve nada à que foi realizada em Barcelona ou Nova York (o prefeito Eduardo Paes devia ir lá ver). Outro genial exemplo de reaproveitamento é o centro onde se realiza a Feira, o Hangar, um gigantesco espaço que antes, como diz o nome, servia de estacionamento para aviões.
E não fica nisso. Há roteiros culturais como o do núcleo Feliz Lusitânia e seu Museu de Arte Sacra, onde se encontram uma Pietá toda em madeira, o São Sebastião de cabelos ondulados e a famosa N. S. do Leite, com o seio esquerdo à mostra dando de mamar. Sem falar nos museus do Encontro e de Gemas do Pará, e numa ida a Icoaraci para ver as cerâmicas marajoara, tapajônica e rupestre.
Para quem gosta de experiências antropológicas, recomenda-se — além dos 48 sabores regionais, a maioria, do sorvete Cairu — uma manhã no mercado Ver-o-Peso, onde me delicio nas barracas de banhos de cheiro lendo os rótulos: “Pega não me larga”, “Amansa corno”, “Afasta espírito”, “Chora nos meus pés”. Com destaque para o patchuli, que a vendedora me diz ser o odor de Belém. Mas antes deve-se passar pela área dos peixes: douradas, sardas, tucunarés, enchovas, piranhas, tará-açus. “Esse aqui é o piramutaba”, vai me mostrando o nosso guia, o cronista Denis Cavalcanti; “aquele é o mapará, olha o tamanho desse filhote”.
Desta vez, o ponto alto da visita foi uma respeitável velhinha fazendo o comercial do Viagra Amazônico para mim e o Luis Fernando Verissimo: “O sr. dá três sem tirar, e depois ainda toca uma punhetinha”. Isso com a cara mais séria do mundo, sem qualquer malícia, como se estivesse receitando um remédio pra dor de cabeça. Só vendo.

Tribuna do torcedor (47)

Por Luiz Maciel Santos (maciel.luiz4161@hotmail.com)

Primeiramente gostaria de dizer que gosto muito de seus comentários, parece que você prevê o que vai acontecer. Sou associado do programa sócio torcedor do Remo. Quando vou na sede comprar um material esportivo não tem absolutamente nada de bom. E mais: os funcionários idolatram o Amaro Klautau. Parece que ele fez também uma lavagem em todos os torcedores. Você pode me explicar? Será que esse cara pensa no Clube do Remo e você acredita em arena moderna, pois todo ano o clube não tem dinheiro para liberar o Baenão para o Campeonato Paraense, agora imaginem a manutenção de uma arena, pois sem disputar nada e sem títulos não aparece patrocinador e nem renda. Agora vamos ficar sem receita. Já até pensei em cancelar o programa pois parece que toda a torcida do Remo está dopada. Ontem, não vi nenhum protesto contra a venda do estádio e não havendo tal protesto o AK fica tranquilo para fechar tal negócio.

A frase certeira (38)

“Neste campeonato, você vai subindo degrau por degrau. Conseguimos duas vitórias importantes, contra o Santos, que vem de grande conquista (Copa do Brasil) e São Paulo, que é acostumado a vencer o Brasileiro. Criamos vida. Claro que ninguém consegue essa ascensão, saindo da 17 posição, por acaso. Precisamos chegar adiante. Falta muita coisa ainda. Mas acho que os líderes agora olharam para nós e aquela estrela apareceu no retrovisor”.

De Joel Santana, técnico do Botafogo, avaliando a evolução do time no Brasileiro.

Michel vira cavalo do cão no Barbalhão

O sempre tranquilo Michel, ídolo que tantas alegrias deu no passado à torcida do São Raimundo, virou figura indesejável no clube depois de suas atitudes no jogo contra o Águia, sábado. Em meio à decepção pelo rebaixamento do Mundico à Série D, dirigentes e torcedores do clube foram surpreendidos pelas atitudes do atacante. Ainda no gramado do estádio Barbalhão, ele tirou a camisa ao ser substituído e recebeu o cartão amarelo pela atitude desrespeitosa. Não satisfeito, ainda chutou e quebrou duas portas do vestiário.

Completou o show de destempero rasgando a camisa do time e atirou por uma janela. Um torcedor recolheu a camisa rasgada e entregou ao diretor de futebol, Sandiclei Monte, que desceu ao vestiário, mas não encontrou mais Michel, que deixou o estádio antes do intervalo.

O dirigente levou a camisa até uma delegacia de polícia e registrou queixa contra o jogador. Uma perícia será feita na peça do uniforme e também nas portas do vestiário. Mas o clube não quer mais ver Michel nem pintado. Ele está banido, com contrato suspenso e proibido de entrar nas dependências do clube.

Série C: Águia já é 2º colocado na chave A

Com gols de Vânder e Torrô, o Águia derrotou o São Raimundo por 2 a 0, no sábado à tarde, em Santarém, e assumiu a segunda colocação do grupo A da Série C. Com 11 pontos ganhos, o time marabaense igualou a pontuação do Fortaleza, mas ultrapassou os cearenses – que empataram em casa, por 1 a 1, com o Rio Branco (AC) – no saldo de gols. Agora, no próximo fim de semana, o Águia recebe o Fortaleza no estádio Zinho Oliveira, precisando do empate para passar à segunda fase da competição. Como está a 3 pontos do Paissandu, pode ainda brigar pela 1ª  colocação da chave, desde que vença o Fortaleza e o Papão perca para o Rio Branco.

Irritado, Neymar discute até com ex-assessor

As polêmicas envolvendo o atacante Neymar na partida contra o Ceará, em que o Santos foi derrotado neste domingo, no Castelão, não ficaram restritas apenas as faltas que o jogador sofreu ou a discussão com o volante João Marcos. Além disso, o camisa 11 do Peixe também protagonizou um bate-boca com o seu ex-assessor de imprensa, Diogo Kotscho, via Twitter.
Primeiro, minutos após o jogo em que os santistas foram derrotados pelos cearenses, Kotscho – que também é assessor de Paulo Henrique Ganso e de Kaká – escreveu: “Neymar tem muito o que aprender.”
Irritado, o atacante, que já havia dito que “estava cansado de tudo”, referindo-se as várias faltas sofridas nos jogos do Alvinegro Praiano e a polêmica com João Marcos, não deixou barato e rebateu as críticas. “tem que aprender o que?? Tu que tem que aprender rapa! (sic)”, afirmou.
A reação de Neymar fez com que Kotscho tentasse amenizar a situação. Procurando encerrar a polêmica, o assessor falou: “Todos temos que aprender sempre. Jogou muito bem, mas cair em provocação só te nivela com quem não tem o seu talento”, concluiu. (Da ESPN)

Público superior a 20 mil pagantes

Renda do jogo entre Remo x Vila Aurora: R$ 191.206,00. Saldo do Remo: R$ 112.613,72, descontadas as despesas de R$ 78.592,28. Público pagante: 20.263. Com 1.681 credenciados, o público total chegou a 21.944. E podia ter sido bem maior, caso a diretoria do Remo tivesse acreditado mais na própria torcida. Incrível, mas muita gente voltou dos portões do Mangueirão porque não conseguiu comprar ingressos. Informações sobre o borderô foram repassadas pela assessoria da FPF. (Fotos: TARSO SARRAF)