Basquete: seleção quebra jejum de 8 anos

Foram oito anos, nove jogos de uma longa espera. Mas nesta quinta-feira a seleção brasileira voltou a vencer uma equipe europeia em torneios oficiais. Jogando bem desde o início, a equipe bateu a Croácia por 92 a 74, encerrando um incômodo jejum que durava desde a vitória por 88 a 86 contra a Turquia, no Mundial de 2002.

Com a vitória desta quinta, a equipe comandada por Rúben Magnano garantiu a terceira colocação no Grupo B. Na terça-feira, às 15 horas (horário de Brasília), o Brasil encara a Argentina pelas oitavas de final do torneio. A Croácia, quarta colocada, pega a Sérvia no sábado.

A seleção brasileira começou a partida em bom ritmo e abriu sete pontos de vantagem. Depois de um breve momento de desconcentração fez os croatas virarem o placar para 8 a 7. Depois disso, o Brasil não voltou a ser ultrapassado. Com boas atuações individuais de Alex e Leandrinho, a equipe abria vantagem. A entrada de Marcelinho Machado, que teve bom desempenho nas bolas de três pontos, também foi fundamental para levar os brasileiros ao placar de 48 a 35 no fim do segundo quarto.

O início da segunda metade da partida praticamente definiu a vitória brasileira. Os croatas ficaram 4min44s sem marcar no início do terceiro quarto, permitindo que o Brasil abrisse até 25 pontos de vantagem – no fim do período, a vantagem era de 72 a 50. No último quarto, o técnico Rúben Magnano passou a testar outras formações, com Nezinho, Murilo e JP Batista na equipe. As mudanças reduziram o ritmo do time, mas ainda assim não causaram sustos à seleção, que apenas administrou o resultado.

A vitória, além da quebra do tabu contra os europeus, deixa uma perspectiva melhor para o futuro brasileiro na competição. Caso vença a Argentina nas oitavas, a seleção terá pela frente Lituânia ou China nas quartas. Os croatas pegam a Sérvia, e têm na mesma chave Grécia e Espanha – finalistas do último Mundial. (Da ESPN)

O Imperial se safou…

Da coluna de Guilherme Augusto, no DIÁRIO
 
O Imperial, do alto dos seus 75 anos de história no Jurunas, ameaçado de desaparecer pelo não pagamento de taxas cobradas pela União por estar localizado em terreno de marinha, teve melhor sorte que o Clube do Remo: uma liminar com efeito suspensivo bloqueou o leilão de sua sede.
E o seu escudo vai continuar, para alegria da comunidade jurunense, pelo menos por enquanto, livre de marretadas demolidoras.

Copa 2014: Estados em atraso apelam ao BNDES

Da Folha de SP

Ao aprovar lei com flexibilização da regra fiscal para a Copa-2014, o Senado resolveu um gargalo para o andamento das obras do evento. Explica-se: sete governos estaduais já pediram R$ 2,3 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiar seus estádios, mas nenhum assinou contrato. Pela lei de responsabilidade fiscal, seriam impedidos de contrair empréstimos a partir de amanhã até o final do ano, o período eleitoral. Mas a lei aprovada no Senado criou exceção ao Mundial.

O projeto de resolução foi aprovado anteontem no Senado e também autorizou municípios e Estados a ampliarem seu endividamento para as obras da Copa. Se o banco só pudesse liberar dinheiro em janeiro, o andamento das obras seria prejudicado. Isso preocupava o governo federal, que estudava medida de urgência.

Amazonas (R$ 400 milhões), Ceará (R$ 351,5 milhões) e Mato Grosso (R$ 393 milhões) devem ser os primeiros a assinar contratos com o BNDES. Os três projetos já estão em fase de análise e podem ser anunciados até o final deste mês. Já Rio de Janeiro e Pernambuco (ambos R$ 400 milhões) estão em uma fase anterior, de adequação do projeto às regras do BNDES e de análise, por parte dos técnicos do banco, da capacidade técnica para sua execução. A Bahia (R$ 400 milhões) foi a última a entrar com pedido ao banco. O Rio Grande do Norte também deve encaminhar sua reivindicação.

Lembro que, antes da escolha das sedes, o governador amazonense Eduardo Braga contava bafo, dizendo que o novo Vivaldão só usaria dinheiro da iniciativa privada. Olha aí o que aconteceu…

Tucanos em ritmo de desespero

Da Folhapress

A coligação de José Serra (PSDB) entrou com uma representação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT) por conta de quebras de sigilos fiscais na Receita Federal. O pedido de investigação será analisado pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior.

Serra acusa a petista de usar em sua campanha para a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas a ele, dentre elas a sua filha Verônica Serra. Além de Dilma, a coligação aponta como responsáveis o candidato ao Senado por Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o jornalista Amaury Junior; o jornalista Luiz Lanzetta; o secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo; e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’Ávila.

Pimentel e Lanzetta são apontados como responsáveis pela iniciativa de preparar dossiês que pudessem atingir Serra. Cartaxo e D’avila estariam, de acordo com Serra, dificultando as investigações da Polícia Federal sobre o caso. Já a acusação contra Amaury Junior seria pelo fato de ele ter supostamente declarado que “já teria dois tiros fatais contra Serra”, sendo um deles envolvendo informações sobre Verônica.

O Zé Vampiro surtou de vez… Além de ruim de voto, é mau perdedor. Te dizer.

Coluna: O milagre corintiano

O centenário Corinthians pode não impressionar como colecionador de títulos, mas é um senhor clube de futebol pela torcida que possui. Mais ainda: pela maneira inteligente e original de alimentar essa paixão. Nenhum outro clube brasileiro trabalha melhor essa relação com o torcedor.
Antes, a sintonia era obra de puro acaso, por força do hábito. Hoje, porém, há um grande projeto de marketing em execução a impulsionar esse amor. Em poucos anos – ninguém duvide –, esse esforço fará do alvinegro paulista o clube mais popular do país, superando o Flamengo. Pesquisas recentes indicam que a diferença entre ambos vem caindo acentuadamente e, ao contrário do Rubro-Negro, o Corinthians investe pesado para assumir a liderança antes de alcançar 120 anos de idade.
O primeiro passo nessa direção foi a ousada contratação de Ronaldo Fenômeno, há dois anos. Lembro que, a princípio, ninguém levou muito a sério, apesar da fama do atacante. Acontece que, desgastado por lesões sucessivas e cada vez mais distanciado da Seleção, Ronaldo não parecia ser o melhor garoto-propaganda do mercado.
Com a adesão maciça da fanática massa corintiana, a história mudou de rumo. Ronaldo se transformou em grande atração e ajudou o time a conquistar a Copa do Brasil 2009 com boas atuações em campo.
A identificação entre o astro e a Fiel corintiana foi tão forte que, nesta temporada, vencido pelas contusões e com pinta de dono de mercearia, ainda assim Ronaldo continuou a alavancar vendas e a atrair patrocinadores. O investimento – acima de R$ 25 milhões, somente em salários – tem se revelado altamente superavitário, a ponto de estar quase sacramentada a renovação do acordo por mais um ano.
Quando Ronaldo declara que deixou de amar o Flamengo ao abraçar a paixão corintiana está sendo bem mais sincero do que parece. Afinal, menosprezado pelo clube de infância, conheceu a reabilitação pública pelas mãos dos dirigentes e da torcida do Corinthians. Não duvido que o Fenômeno, hoje, seja de fato um corintiano no sentido pleno do termo, juntando-se aos 20 e tantos milhões de brasileiros que têm a mesma preferência.
E aí está um exemplo cristalino desse milagre corintiano. Para um clube que, há três décadas, tinha força localizada exclusivamente em São Paulo, o Corinthians derrubou limites geográficos e avançou pelo Brasil como nenhum outro. Além do estádio, que foi anunciado na festa de aniversário, o clube busca conseguir um canal próprio de TV. Não duvido que consiga. Aliás, quando o assunto é Corinthians, ninguém deve duvidar de, absolutamente, nada.
 
  
Giba anuncia Gian no meio-de-campo na escalação para o jogo contra o Vila Aurora, domingo. É a melhor notícia que o torcedor do Remo recebe nos últimos dias. Como nem tudo é perfeito, o técnico avisou na mesma ocasião que Canindé deverá entrar no segundo tempo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 2)

AK confirma estádio para 15 mil lugares

O presidente do Remo, Amaro Klautau, de volta a Belém nesta quarta-feira, convocou entrevista para repetir a mesma história que vem anunciando desde a semana passada: a negociação do estádio Evandro Almeida já foi concluída e é irreversível. Para justificar sua ausência da reunião convocada pelos conselheiros, disse que, no dia 9 de agosto, convocou o Conselho Deliberativo para expor os problemas jurídicos e financeiros do clube. Não havia mais nada a discutir depois disso, segundo AK, contrariando posição dos conselheiros, que convocaram reunião na segunda-feira (30), para, entre outras coisas, analisar a conduta do presidente, incluindo o episódio da remoção do escudo que havia no pórtico do Baenão.  

Garantiu que o dinheiro da venda (antes, AK dizia que era apenas uma “permuta”) estará “blindado” para que o próximo presidente não possa mexer. Adotando um ar de magistrado, afirmou que, se o Condel quiser lançar o dinheiro (R$ 32,5 milhões) numa conta, será inteiramente contra. Diante dos protestos de torcedores contra a venda da propriedade, disse que não adianta espernear: “Eu só tinha dois caminhos. O primeiro, ir a leilão. O segundo, apresentar a proposta (da Agre e Leal Moreira)”, justificou, sem responder à pergunta sobre a certidão da Justiça do Trabalho que informa que a venda não se efetivou ainda.

Sobre a capacidade do estádio, AK confirmou o que o Bola e o blog já haviam informado. A capacidade, surpreendentemente, baixou de novo. Agora está em 15 mil lugares. Explicação singela do grande timoneiro tucano: “Creio que 15 mil pessoas é a capacidade que a CBF vai exigir para uma final de Copa”. Logo que anunciou a disposição de vender o Baenão, ainda no ano passado, AK disse que a futura Arena do Leão teria 24 mil lugares. Depois, alterou o tamanho: 22,5 mil. Depois, ficaria entre 18 mil e 15 mil. E, agora, está em 15 mil.

Sobre a localização da futura praça de esportes, acompanhada de centro de treinamento, AK segue fazendo o estilo misterioso. “Queira Deus que seja em Marituba, mas pode tomar o rumo de Icoaraci”. Em resumo: pode ser em um ponto qualquer do Estado, entre a Alça Viária, a Transamazônica e a Santarém-Cuiabá. Quanto à comissão pela transação, normalmente de 5% a 10% no mercado imobiliário, nenhuma palavra.

Diante de tamanha transparência, objetividade e clareza, nada a acrescentar.