O Santa Rosa vai derrotando o Sport Belém por 1 a 0, no campo do Ceju, e o Ananindeua bate o Vila Rica por 2 a 0, em Santa Izabel. No Souza, a Tuna segue empatando em 0 a 0 com o Independente Tucuruí. Essa combinação de resultados garante, por ora, Ananindeua e Santa Rosa na fase principal do Parazão e elimina a Tuna.
Mês: dezembro 2009
Tuna, de novo, soberana nas águas da Guajará
Foi do Paissandu a vitória nesta manhã de domingo nas águas da baía do Guajará, na quinta e última regata do Campeonato Paraense de 2009. A equipe venceu sete das dez provas disputadas, com o restante ficando com a Tuna. Na classificação geral, porém, a Tuna somou 24 primeiros lugares contra 18 dos bicolores (vice-campeões). Este foi o 40º título da “Elite do Norte” na história do remo paraense. (Com informações de Adilson Brasil/Rádio Clube)
Juve cai e preferido de Dunga sai vaiado
Em casa, a Juventus foi derrotada pelo lanterna Catania neste domingo pelo Campeonato Italiano por 2 a 1. Salihamidzic fez para os mandantes e Martinez e Izco marcaram para os visitantes. Um jogador brasileiro foi destaque na partida, mas de forma negativa. Vaiado, o volante Felipe Melo foi substituído do jogo ainda no primeiro tempo. Titular da Seleção Brasileira e um dos eleitos de Dunga, Melo tem sido contestado na Itália e chegou a ser eleito a grande decepção deste ano no Calcio.
O time do sul da Itália saiu na frente no marcador aos 23 minutos do primeiro tempo. O meia português Tiago cometeu pênalti após puxar Sculli dentro da área e Martinez teve que realizar a cobrança duas vezes – o árbitro cancelou o primeiro lance – para abrir o placar. A Vecchia Signora conseguiu o empate aos 20 do segundo tempo, quando o meia bósnio Salihamidzic, que entrou no lugar de Felipe Melo, recebeu lançamento do ex-santista Diego e tocou no meio das pernas de Andújar. No final da partida, aos 41, contudo, Izco recebeu bola na entrada da área, avançou com liberdade e tocou na saída do reversa de Buffon, Manninger.
Entre a tristeza e o orgulho
Coluna: Nas mãos do goleiro
Zico deu, há duas semanas, uma interessante entrevista à “Folha de S. Paulo”, na qual questiona o alegado favoritismo do Brasil para a disputa da Copa de 2010 na África do Sul. O técnico do Olympiakos prevê sérias dificuldades para a Seleção no torneio. Para arrematar, fez uma observação curiosa (e pertinente) sobre o time de Dunga.
Para o Galinho, parece no mínimo preocupante que a Seleção seja tão dependente de um goleiro. Segundo ele, a excepcional fase de Júlio César, que vem se prolongando desde 2008, não só ajudou o Brasil a superar inúmeros obstáculos durante as eliminatórias sul-americanas como também a mascarar imperfeições de ordem tática e de posicionamento em campo.
Apesar dos elogios ao goleiro da Inter de Milão, cria do Flamengo, Zico enxerga na fragilidade do sistema de marcação um dos pontos cegos que podem comprometer os sonhos brasileiros na Copa sul-africana. Não disse, mas deixou no ar que os adversários certamente estão atentos a esses detalhes – como estavam em 2006, quando o mundo inteiro dava o Brasil como pule de dez para a conquista do hexa.
Lembra, ainda, que goleiros da Seleção costumam fazer por jogo uma ou duas grandes defesas, pois os adversários pouco ameaçam. Na era Dunga, não tem sido assim. Virou rotina ver Júlio César se desdobrando, tendo que fazer até cinco intervenções de extrema dificuldade (algumas milagrosas) contra times medianos, como Equador, Colômbia, Chile e até a Bolívia (como foi visto no empate em 0 a 0, no Engenhão).
Descontada a conhecida rusga entre Dunga e Zico, que cultivam visões antagônicas sobre a importância do chamado futebol-espetáculo, com ênfase na comparação entre as seleções de 82 e 94, a análise do Galinho é digna de respeito e deve ser recebida como contribuição valiosa. Até porque talvez ainda dê tempo de corrigir as vulnerabilidades do escrete.
A Tuna, que já amargou a ausência na fase principal do campeonato estadual deste ano, está em vias de ficar novamente de fora em 2001. Precisa vencer o Independente, uma das melhores equipes do torneio e ainda torcer por tropeços de Ananindeua ou Santa Rosa. De repente, é até mais provável acontecer a combinação favorável de resultados do que a Tuna passar pelo time de Tucuruí.
O renascimento de jogadores veteranos, encabeçado por Petkovic no Flamento, criou um fenômeno curioso no mercado da bola. Encheu de entusiasmo muita gente que já andava de pijamas e pantufas. Roberto Carlos está voltando ao futebol brasileiro, Marcelinho exige espaço no Corinthians, Marcelinho Paraíba é anunciado como grande reforço no São Paulo e até Cafu já se assanha para voltar aos gramados.
Diante disso, o Remo demonstra estar rigorosamente na moda ao dar chances aos rodados meias Gian e Vélber.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 20)
Rock na madrugada – Red Hot Chili Peppers, Dani California
Pequena homenagem ao inquieto Frusciante, um dos grandes guitarristas do rock e alma da banda. Deixou o Peppers pela segunda vez e, como todo craque, vai fazer muita falta.
Cai a diferença entre Serra e Dilma
De prima: manchete da Folha de S. Paulo deste domingo:”Cai diferença entre Serra e Dilma.” Serra tem 37%, Dilma, 23%. Números quentinhos do Instituto Datafolha. (Por Bob Fernandes, via twitter)
Outra dispensa no Paissandu
O volante Tácio, que veio por indicação do técnico Nazareno Silva e foi um dos poucos a se salvar do desastre bicolor no Re-Pa, surpreendeu a diretoria do Paissandu com um pedido de dispensa nesta sexta-feira à noite. Alegou que a família não se aclimatou a Belém e pediu as contas. Tácio, que já havia defendido o Paissandu anteriormente, é jogador empresariado por Genivaldo Santos.
Craque do rúgbi decide sair do armário
Bem-sucedido no esporte descrito por ele mesmo como “o mais macho de todos”, o rúgbi, Gareth Thomas decidiu quebrar um tabu e se tornou o primeiro jogador profissional da modalidade a confessar ser gay. Neste sábado, o atleta contou a verdade em entrevista ao jornal britânico ‘Daily Mail’, em uma revelação que ganha ainda mais em importância por se tratar de uma das principais estrelas dos campos. Com 100 atuações, ele é o atleta que mais defendeu o País de Gales, pelo qual foi campeão do Torneio das Seis Nações em 2005.
Atualmente aposentado da seleção, ele se foca exclusivamente no seu clube, o Cardiff Blues, e curte um novo período da vida que ele chama de nova adolescência. Até 2006, o europeu manteve segredo sobre sua homossexualidade da esposa, Jenna, e de sua família. Nesse período, sofreu com várias crises de depressão e pensou até em se suicidar.
“Às vezes eu me sentia tão sozinho, não queria ser assim, queria me matar”, lembra Thomas, que contou com a ajuda da ex-mulher e dos pais quando assumiu a realidade. “Eu era como uma bomba-relógio, era um nó apertado no estômago, sempre ameaçando sair. Pensei que pudesse suprimir isso, mas não pude. Eu sou quem sou, e não conseguia mais ignorar isso”.
No rúgbi, ele espera que os colegas de profissão recebam bem a novidade como alguns dos mais próximos companheiros de seu ex-time fizeram. “Só porque você é gay, não significa que você deseja todos os homens do planeta. Não quero ser conhecido como um jogador gay. Em primeiro lugar sou um jogador e, sobretudo, um homem. Isso é irrelevante, não tem a nada a ver com o que já conquistei. É muito difícil quebrar um tabu, mas espero que daqui a dez anos esse não seja mais um assunto que repercuta tanto no esporte”. (Da ESPN)
Cabra macho esse aí…
Olé homenageia “Animals Planet”
Barça, enfim, campeão do mundo
E o Barça finalmente levantou o caneco de campeão mundial interclubes. Com um gol de Lionel Messi (de peito) na prorrogação, o Barcelona sagrou-se campeão do Mundial de Clubes da Fifa, neste sábado, ao derrotar o Estudiantes de La Plata, por 2 a 1 – o jogo terminou 1 a 1 no tempo regulamentar. Foi o primeiro título do time catalão, depois de ter perdido a decisão para dois brasileiros. Em 1992, decidiu o Mundial Interclubes com o São Paulo e perdeu por 2 a 1. Em 2006, já no Mundial de Clubes, foi derrotado pelo Internacional, por 1 a 0.
Hoje, jogando no estádio Zayed, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, o clube catalão saiu perdendo – gol de Boselli para o Estudiantes -, mas empatou com um gol de Pedro aos 44 minutos do segundo tempo e virou com Messi aos 5 minutos da segunda metade do tempo extra, escorando de peito um cruzamento do brasileiro Daniel Alves. Comandado por Juan Verón, o Estudiantes resistiu o quanto pôde e chegou a ameaçar nos instantes finais da prorrogação com um cabeceio de Desábato.
A taça coroou a brilhante temporada de 2008/2009 do clube catalão, que venceu todos os campeonatos que disputou. A campanha teve a “Tríplice Coroa”, com a conquista do Campeonato Espanhol, da Copa do Rei e da Copa dos Campeões, que o classificou para o Mundial. Além disso, levou ainda as Supercopas da Espanha e da Europa. (Com informações do As e Folhaonline)
Um craque surpreendente
Sílvio Luiz costumava anunciá-lo, na Band, como “aquele que sabe porque esteve lá!”. Campeão mundial pelo Grêmio, como jogador, e vice-campeão brasileiro de 2009 pelo Internacional, como técnico, Mário Sérgio Pontes de Paiva é uma personagem especialíssima no futebol brasileiro. Ganhou fama nos últimos tempos como um treinador retranqueiro, de bons resultados em torneios de tiro curto, mas tem uma história interessante. Bobô, que foi colega de Mário Sérgio no Bahia em 1987, conta um episódio exemplar. Orlando Fantoni, que dirigia o Bahia, não andava mais escalando Mário como titular, preferindo o próprio Bobô. Em fim de carreira, o Vesgo (apelido ganho porque olhava para um lado e tocava a bola para outro) já não tinha a mobilidade dos demais companheiros.
Contra o Goiás, Fantoni decidiu botar Mário Sérgio em campo com a 10. Jogou como um iniciante, só não fez chover em campo, ajudando na vitória parcial de 1 a 0. Desceu para o vestiário antes de todo mundo. Quando os demais jogadores chegaram, Mário Sérgio já estava de roupa trocada, todo alinhado. Pediu a palavra, reuniu a turma e agradeceu a todos. Avisou que nã voltaria para o segundo tempo porque estava simplesmente encerrando a carreira. Ali, naquele instante. (Com informações de Paulo Vinícius Coelho e A Tarde/BA)





