Para Beckenbauer, Robinho é jogador de circo

O ex-jogador de futebol Franz Beckenbauer, um dos maiores ídolos da Alemanha, fez críticas à seleção brasileira do técnico Dunga em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal inglês “Daily Express”. O capitão alemão na conquista do título da Copa do Mundo de 1974 também fez ataque a Robinho, atacante do Manchester City, que, para ele, deveria “jogar em um circo”. Beckenbauer fez o comentário ao falar sobre a seleção inglesa de futebol, que, em sua opinião, teria mais chances de vencer a Copa do Mundo-2010 do que o Brasil.

“A Inglaterra fez um trabalho fantástico nas eliminatórias. O Brasil? Acho que não. Eles tem um artilheiro [Luís Fabiano], e Kaká um pouco atrás. E aí você tem o Robinho. Ele pode jogar em um circo, mas não joga para o time”, falou o alemão. (Do Folhaonline)

Flu vence jogo, mas não consegue título

Em um Maracanã lotado, o Fluminense pressionou, fez uma boa exibição e derrotou a LDU, mas não conseguiu ficar com o título da Copa Sul-Americana. Após perder a primeira partida por 5 a 1, em Quito, o tricolor carioca fez 3 a 0 nesta quarta-feira e viu o rival, que lhe tirou o título da Libertadores-2008, sagrar-se campeão. O primeiro jogo, em Quito, terminou com o placar de 5 a 1 para os equatorianos. Apesar da goleada, o time do Fluminense foi recebido por sua torcida no aeroporto, como sinal de apoio. No Brasileiro, o time conseguiu uma boa arrancada e decide, no domingo, sua permanência na Série A do torneio jogando com o Coritiba, em Curitiba. (Do Folhaonline)

Sobre a senadora que quer mandar no Pará

Por Roberty/Blog do Nassif

A propósito de uma reportagem que Leandro Fortes publicou na Carta Capital, o Conversa Afiada publicou o seguinte post: “Kátia, que é inimiga do MST e quer derrubar governadora compra terra no grito e não planta nada”. Ontem, por telefone, Paulo Henrique Amorim entrevistou o pequeno proprietário rural Juarez Vieira Reis, de Campos Limpos, Tocantins.
Juarez reafirmou que a união do Poder Executivo e do Judiciário de Tocantins o obrigou a abandonar as terras em que vivia com a família desde 1955, sem receber um tostão.
O beneficiário da intervenção foi a então deputada e presidente da associação rural de Tocantins, a hoje senadora Kátia Abreu, que tenta prender o João Pedro Stédile e depor a governadora do Pará.
A senadora se apropriou das terras, embora tenha ido à casa de Juarez e prometido que não faria nada para prejudicar a família.
Juarez venceu em todas as etapas do Judiciário, mas não consegue reaver as terras.
Ele demonstrou que os documentos que atestavam a sua propriedade – o usucapião – eram legítimos. A certa altura, uma autoridade disse que ele tinha tomado aquelas terras e Juarez respondeu: “nunca vi pobre tomar terra de rico”.
Enquanto isso, a senadora não planta no local um pé de feijão.
Juarez calcula que a senadora, com a desapropriação ilegal, tenha se apossado de 3 mil hectares de terra, num platô da Serra Geral.
Juarez mencionou que, no último sábado, conversou com o senador João Ribeiro, do PR de Tocantins, e denunciou a injustiça de que é vítima. Paulo Henrique Amorim conversou ontem à noite com o senador João Ribeiro, por telefone.
Ribeiro confirmou que esteve com Juarez numa solenidade entrega de 100 títulos, em companhia do senador Eliomar Quintanilha, hoje secretário de Educação de Tocantins, e José Augusto Pugliesi, presidente do Instituto de Terra do Tocantins.
Que, de fato, conversou com Juarez.
“Um homem simples”, disse o senador.
“É uma história de estarrecer !”, disse João Ribeiro.
“Foi um processo brutal (de desapropriação)”, disse.
O senador anunciou que vai conversar com o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) para apurar como foi essa desapropriação das terras de Juarez e ver o que é possível fazer, dentro da lei.
“Precisamos ver se a terra é ou era dela. É uma história de estarrecer. E ela (senadora Kátia Abreu) não produziu nada: um pé de feijão !”, concluiu o senador João Ribeiro.

França pode cair no grupo do Brasil

Começou a retaliação. A França, campeã mundial em 1998 e finalista em 2006, não foi incluída nesta quarta-feira entre um dos oito cabeças de chave para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Os escolhidas para o primeiro pote são os sul-africanos, como anfitriões, a Itália, atual campeã mundial, além de Argentina, Brasil, Inglaterra, Alemanha, Holanda e Espanha. Desse modo, o time de Thierry Henry pode cair até na chave do Brasil.

Oficialmente, a Fifa usou o ranking de outubro como base para escolher os cabeças de chave, e a França estava em 9º lugar. Porém, já saiu a nova lista da entidade, na qual os franceses aparecem no 7º lugar. Os franceses obtiveram uma classificação polêmica para a Copa do Mundo 2010. Na repescagem das eliminatórias europeias, a equipe contou com um toque de mão de Henry no gol marcado por Gallas para eliminar a Irlanda.

O órgão máximo do futebol mundial não levou em conta a participação nas últimas Copas para definir os cabeças de chave, como era o critério utilizado até o último Mundial, na Alemanha. O sorteio que definirá os oito grupos para a primeira Copa do Mundo no continente africano acontece nesta sexta-feira, às 15h (horário de Brasília). (Com informações da ESPN)

Igreja Universal quer comprar o Baenão

Caiu mais um dos mistérios sobre o controvertido projeto de venda do estádio Evandro Almeida. O comprador, ainda não divulgado oficialmente, será mesmo a Igreja Universal, que já apresentou proposta e aguarda a decisão dos conselheiros do clube. No âmbito da igreja, já se comenta que no local onde fica hoje o estádio do Remo será erguido “o maior templo das Américas”, com quatro torres que se destacarão na paisagem da cidade.

Desde o começo das negociações, a diretoria do Remo optou por divulgar o nome de uma construtora e incorporadora paulista como interessada na aquisição. Nesta quarta-feira, em contato com o comentarista Rui Guimarães, da Rádio Clube, um pastor da Universal informou todos os detalhes do negócio. A proposta da igreja não contemplaria, porém, a espera de dois ou três anos (tempo que levaria para a construção de um novo estádio, fora da área urbana) para utilização do terreno da rua Antonio Baena.  

Antes da Universal, os dirigentes do Remo chegaram a propor a venda para um grupo supermercadista de Belém e para o prefeito Duciomar Costa. Segundo fontes do próprio clube, a dificuldade em obter certidões negativas emperrou o negócio até agora.

Coluna: A força da confiança

Motivação é quase tudo em futebol. Só não é o principal combustível porque técnica e talento vêm antes. Só que, às vezes, um time motivado funciona mais que uma equipe de alto padrão técnico. E não há hoje no Brasil nenhum outro grupo que exiba tamanha disposição em busca da vitória que o do Fluminense. Hoje, com a obrigação de superar a LDU por cinco gols de diferença para conquistar o título sul-americano, esse espírito será novamente posto à prova.
O interessante é que a missão, dificílima e improvável sob todos os pontos de vista, levando em conta o equilíbrio entre os dois adversários, já é vista como plenamente possível pela entusiasmada torcida tricolor. Ao cabo de uma vertiginosa campanha no Brasileiro, na qual saiu da condição de virtualmente rebaixado para a de sobrevivente, o Fluminense dá aos seus torcedores a certeza de que pode alcançar qualquer objetivo.
Como as vitórias funcionam como anabolizante emocional, o time exala otimismo e confiança. Parte para cima dos oponentes com a fúria cega (e até irresponsável) dos invencíveis. Ataca sem parar, e vai vencendo. A última vítima foi o Vitória, atropelado no Maracanã por 4 a 0.
Claro que é preciso considerar que o time baiano já não tinha qualquer ambição, mas não se pode esquecer também que o Fluminense se recuperava da impiedosa goleada sofrida no Equador no primeiro embate da decisão da Copa Sul-Americana.
A confiança em suas próprias forças é o grande fator impulsionador de um time limitado e que tem jogadores verdes demais em posições importantes. Compensa a inexperiência do grupo com duas peças de alto nível: o meia Conca e o centroavante Fred, ambos em grande fase e formando dupla afiadíssima, dentro da melhor tradição arco-e-flecha, que tantas glórias já rendeu às Laranjeiras, desde os tempos da Máquina Tricolor de 1975, com Rivelino e Doval; ou, mais recentemente, com Assis e Washington.
Arrisco dizer, porém, que Conca e Fred não fariam muita diferença se a auto-estima da equipe estivesse destroçada, como no começo do Brasileiro. O segredo está na esperança inabalável, que só o acúmulo de vitórias permite acumular. A ponto de, quase num delírio, acreditar que é possível golear a forte LDU. A essa altura, quem seria louco de duvidar? E se o milagre não ocorrer, apenas a tentativa heróica terá valido a pena.   
 
 
Confirmado. Em parceria com Martinho Carmona e outros baluartes, o ex-presidente Artur Tourinho está assumindo a divisão sub-20 do Paissandu. É a maneira que encontrou de colaborar com a gestão de Luiz Omar Pinheiro. Procurado pelo grupo de grandes bicolores, o atual presidente teve a grandeza de aceitar o oferecimento. A partir de agora, a divisão que é o último degrau na carreira do atleta amador terá tratamento profissionalizado na Curuzu. Não é pouca coisa.
Aliás, o espírito de colaboração visível no Paissandu é o que mais faz falta no maior rival. Essa distinção também transparece no apego dos bicolores à tradição e ao patrimônio do clube, coisa em baixa nos arraiais azulinos. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 2)