Veja e o “estadista” Arruda

Abertura da entrevista que a revista Veja, de 5 de dezembro de 2009, fez com o governador José Roberto Arruda, em suas famosas páginas amarelas. O título, “Ele deu a volta por cima”, não deixa margem a dúvida sobre o objetivo do artefato: limpar de vez a imagem de Arruda, que havia sido cassado no escândalo dos “pianistas” do Congresso Nacional. O novo escândalo, do panetone, ocorre cerca de cinco meses depois de a Editora Abril ter firmado contrato de meio milhão de reais com Arruda (transação publicada no Diário Oficial do DF quatro dias depois da incrível entrevista destacada acima), para que exemplares da revista Veja fossem distribuídos nas escolas públicas do Distrito Federal. Pobres estudantes.

Coxa perde 30 mandos e é multado em R$ 610 mil

O mais aguardado julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deste final de temporada aconteceu na noite desta terça-feira, com o Coritiba sofrendo a punição pelos tumultos após a partida diante do Fluminense, no Couto Pereira, que decretou o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. O clube não poderá utilizar o estádio nas próximas 30 partidas em competições nacionais, além de pagar multas que somam R$ 610 mil. Ainda cabe recurso, que ficará para 2010.

A apreciação começou com o time carioca, que foi denunciado no artigo 215 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por ter se atrasado para entrar em campo. O clube tentou apresentar um vídeo para provar que a fumaça da torcida impediu a entrada dos jogadores, mas a parte apresentada antes de uma falha não mostrou o momento exato. O relator votou no sentido de multar o Tricolor em R$14 mil foi acompanhado pelos demais auditores.

A procuradoria deixou claro que a decisão seria baseada na falta de providências do clube para garantir a segurança no Alto da Glória. Com base nas mais de três horas de depoimentos e apresentação de provas, ficou determinada por unanimidade a pena máxima de perda de dez mandos e multa de R$ 200 mil para cada uma das três denúncias.

No artigo 211, ou seja, deixar de manter o local da realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia, a multa estipulada foi de R$ 10 mil. Já no artigo 233, deixar de cumprir obrigação legal por fato ligado ao desporto, o clube foi absolvido. O funcionário do Coxa e ex-chefe de torcida organizada, Osvaldo Dietrich, também foi julgado e pegou pena de 720 dias suspenso de suas funções. (Com informações da ESPN e iG Esporte)

Papão dispensa cinco e aguarda técnico

A diretoria do Paissandu, mesmo ainda aguardando a chegada do treinador Luís Carlos Barbieri para assumir o comando da equipe, anunciou na tarde desta terça-feira a dispensa de cinco jogadores: Carlos Eduardo, Tobias, Vagner, Jhonatan e Dudu. O novo treinador do Papão tem chegada prevista para 15h30 desta quarta-feira. Barbieri (foto) tem no currículo passagens pelo Paraná, Criciúma, Guarani, Sertãozinho e Fortaleza.

“Lula, o Filho do Brasil” é um filmaço (e tem todo o direito de sê-lo)

Por Arnaldo Bloch

Antes de tudo, não chorei em “Lula, o filho do Brasil”, a que assisti na quinta-feira. O cineasta Marcos Altberg chorou do primeiro ao último minuto. Teve gente que chorou até com os créditos do motorista. Todos os que viram e falaram comigo, até agora, choraram. O Caetano, em entrevista ao Moreno, praticamente prometeu que vai chorar (imagino que nas cenas em que Lula, na escola, aprende e ler e escrever, apesar de ter problemas com o plural quando fala — e veja bem, o homem sabe falar, isso ele lá sabe, embora lhe falte certa cultura e lhe sobre mais sabedoria e idiossincrasia que argúcia filosófica). Minha mãe (pois a mãe de Lula, na real e na pele de Glória Pires, é, e foi, mãe pra caramba) chorará durante um mês. O Bebeto de Freitas choraria uns cinco anos e depois iria trabalhar em Minas Gerais. (…) Chororô (ou ausência dele) à parte, o filme é do grande caraca. Puta épico, meu. Arretado, cabra. Fortíssima saga nordestepaulina. Tem gente na rede que, para fazer piada com o filme, diz que, depois de ser filho do Brasil, Lula virou um filho da… Mas, ainda que isso seja ou fosse verdade, o filme só trata do filho do Brasil, não abordando, a não ser em legendas finais, aí sim, um tanto exaltatórias (ponto negativo) o período eletivo. E, se quiserem saber, na minha opiniosa opinião, esse “Lula” tem todo o direito de sê-lo (do grande caraca), e vamos deixar dessa conversa de que um filme que vai fazer, sei lá, quatro, cinco milhões de espectadores e mais uns tantos em DVD é suficiente para eleger a Dilma. Dilma não é Lula (não adianta, para a decepção de situacionistas e oposicionistas, Lula resistiu à tentação do terceiro mandato!), e, se Dilma for Lula, é pelo apelo do palanque, pela televisão, pela máquina, pelas alianças (aí sim, a gente começa a falar em dezenas de milhões) e não por culpa do clã Barreto, que está mais interessado em fazer seu dinheirinho.
O Fábio Barreto fez um filme grande que não é grandiloquente, no qual Lula aparece (apesar do ritmo acelerado da narrativa) com um grau bem razoável de complexidade e um grau ótimo de coerência psicodramática. No que se refere ao conteúdo, um dos maiores méritos é a maneira como deixa claro um fato já sabido, já dito por ele mesmo, mas de difícil assimilação tanto para petistas quanto para antilulistas: que Luiz Inácio nunca foi, nem terá sido, um homem de esquerda. Que sua atuação sindical encaixou-se perfeitamente na estratégia do regime militar para a transição. Que, filiação partidária histórica à parte, jamais, de moto próprio, Lula conduziria o Brasil a qualquer tipo de revolução socialista. (…) Há, contudo, o outro lado da moeda: este Lula “analfabeto” fala de igual para igual com o mundo inteiro e é tido como um sujeito altamente up-to-date por qualquer estadista desse tal de mundo globalizado (em que pese o baixo nível do estadismo de hoje). Dá ao brasileiro médio um certo orgulho de ser brasileiro, mesmo sem que se saiba bem por quê. E, embora o raciocínio a seguir possa ser inserido na síndrome que uns chamam hoje de “dos males o menor”, se tivermos em conta o tipo de populismo coercitivo que toma conta de vários países do continente, Lula é uma luz nas trevas (não esquecendo, claro, que na ainda jovem democracia brasileira o buraco é mais embaixo para quem quiser jogar pesado com as transcendências do poder.) Este presidente que Lula se tornou é, de certa maneira, uma extrapolação do personagem delineado pelo filme (brilhantemente interpretado por Rui Ricardo Dias, que encontra um mimetismo impressionante com Lula): um sujeito que, marcado pela vida, magoado pela morte de gente querida, um dia decide que vai botar para quebrar, mas nem lá nem cá, muito pelo contrário: como diz sua mãe, as coisas vão melhorar, mas se não der agora, é melhor esperar. Uma nota de caráter profissional-pessoal: encontrei Lula três vezes. Uma, num plantão em “Manchete” no fim da década de 80, ele candidato, visitando os corredores antes de almoçar com Adolpho Bloch. Acenou para mim como acenaria para um operário. Acenei de volta e voltei ao trabalho. A segunda foi no início da década de 90, em Paris, quando trabalhava como correspondente. O saudoso fotógrafo Luiz Alberto de Andrade, o folclórico Lulu, carioca, amigo de Pelé, de Celso Furtado e de meio mundo, fez um portrait de Lula com um charutão e conversamos sobre tudo. Quando eu, pernosticamente para a época, quis saber a opinião dele sobre a multimídia (fenômeno que se anunciava) Lula disse, com toda a razão: “Pula essa aí…” Quisera a gente pudesse pular essa aí hoje em dia…
A reportagem, de seis páginas, tinha como título “Lula em Paris é uma festa”, e só não foi capa porque Adolpho vetou. A terceira vez foi em São Paulo, já trabalhando no Globo, em 1997. A entrevista foi num restaurante sem fachada, onde se comeu, só, camarão graúdo, e se tomou cerveja. Das três vezes, ficou, acima de tudo, um bom humor e os olhos molhados, uma comoção permanente consigo mesmo que reencontrei na tela, nos trejeitos e nas expressões do personagem explorado por “Lula, o filho do Brasil”. E o digo sem qualquer sombra de bajulação.

I Corrida do Aniversário de Ananindeua

A Prefeitura de Ananindeua promove, no dia 3 de janeiro, a 1ª corrida em comemoração ao aniversário da cidade. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até 30 de dezembro no ginásio João Paulo II, conhecido como Abacatão, ou na Federação Paraense de Atletismo. Os interessados devem levar 2 quilos de alimento não perecível ou um brinquedo, além de documentos de identificação. A corrida reunirá atletas locais e de fora do Estado, tendo como um dos principais atrativos a premiação em dinheiro. Os três primeiros colocados, percorrendo os 10 quilômetros de prova, ganharão R$ 1.000,00, R$ 600,00 e R$ 300,00, nas categorias masculino e feminino. Mais informações em www.ananindeua.pa.gov.br

Andrade e Flamengo não se acertam

O técnico Andrade afirmou nesta terça-feira, após cerimônia na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que está cada vez mais longe do Flamengo, clube pelo qual foi campeão brasileiro em 2009. Ex-jogador rubro-negro, o treinador se diz magoado com a desvalorização do seu trabalho. O fruto desse desgate foi uma reunião com o vice-presidente de futebol, Marcos Braz. “Não foi uma conversa boa nem para mim nem para ele. Fiquei muito chateado. Não tenho nenhuma outra proposta, mas estou cada vez mais longe do Flamengo”, disse o comandante. “O problema é que eles estão me vendo apenas como um funcionário e acham que eu vou aceitar qualquer coisa”, completou Andrade.

Um dos fatores que mais deixou o treinador chateado foi uma informação de que ele teria pedido um salário alto demais, fato negado por Andrade. “Estão falando aí que eu pedi R$ 280 mil. Isso é mentira. Na verdade, fizeram uma proposta para eu não ficar. Parece que querem me ver longe do Flamengo”, analisou. (Da ESPN)

Andrade não é grande estrategista, longe disso, mas é o comandante ideal para o grupo de jogadores que o Flamengo reuniu. Com ele, Adriano e Pet passaram a funcionar efetivamente para o time. Foi menos importante que a dupla para o título conquistado, mas não seu valor não pode ser menosprezado.

Coluna: Critérios em descompasso

Remo e Paissandu têm adotado postura bem diferente no critério usado para contratação de jogadores. Se os azulinos são frequentemente acusados de conservadores, pela parcimônia na busca de reforços neste final de temporada, o mesmo não se pode dizer dos alvicelestes. Em pouco mais de dois meses, o clube saiu à caça de atletas com uma voracidade espantosa até mesmo para os padrões locais. 
Pelo que se sabe das decisões do setor de futebol azulino, boa parte da contenção demonstrada pelo Remo deve-se ao papel sereno desempenhado pelo técnico Sinomar Naves. Depois de assumir o comando do time no pior momento da história do clube, apeado de qualquer competição nacional e com oito meses pela frente sem agenda oficial, Sinomar dedicou-se à montagem de uma equipe modesta, baseada na prata-da-casa e em alguns poucos valores mais experientes.
Ao cabo dessa longa jornada, repleta de amistosos mambembes pelo interior e muita apreensão por parte do torcedor, o Remo limitou-se a fazer oito contratações (Wagner Bueno, Paulinho, Samir, Renan, Danilo, Diego, Rodrigo e Fabrício).
O que parecia comedimento excessivo começa a adquirir feição de atitude centrada e segura. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Continuo a achar que o Remo está demorando em resolver problemas crônicos, como a carência de armadores especialistas e atacantes de ofício. Precisa, também, de mais um zagueiro experiente e um lateral-esquerdo.
Apesar disso, salta aos olhos que os passos dados pelos remistas são muito mais firmes do que a trajetória em ziguezague que o Paissandu vem experimentando desde que trouxe Nazareno Silva e um inacreditável pacote de 26 jogadores contratados (vários já descartados pelo caminho).
A providência divina entrou em cena e a saída do treinador, por força do tropeço no clássico, dá ao clube nova chance de corrigir os rumos a semanas da estréia no certame estadual.
 
 
Os muitos pontos nebulosos da proposta de compra do estádio Evandro Almeida pelo consórcio Agra/Leal Moreira continuam a chamar atenção de conselheiros e associados do Remo. Um item dos mais contestados é o que estipula em R$ 200,00 o metro quadrado construído na futura Arena do Leão – por ora, em local incerto e não sabido. Engenheiros e construtores experimentados asseveram que, por esse valor, só seria possível fazer caixas de areia.
A promessa de um centro esportivo dotado de três campos de futebol, piscina térmica e diversos outros serviços, retratada na exposição virtual feita para os conselheiros do clube, fica inteiramente inviabilizada por preço tão depreciado e fora da realidade. Para se ter idéia do tamanho do disparate, o preço médio do metro quadrado praticado na Região Metropolitana de Belém gira hoje em torno de R$ 2.200,00.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 15)

Rádio Clube lança Projeto Copa 2010

Atletas, ex-jogadores, desportistas, comunicadores, publicitários e empresários marcaram presença, na noite desta segunda-feira, na festa de lançamento do projeto da Rádio Clube do Pará para a cobertura da Copa do Mundo de 2010, nos salões do Hilton Hotel. Com apresentação de Giuseppe Tomazo, o evento apresentou aos presentes todos os detalhes do planejamento da emissora (e do jornal DIÁRIO DO PARÁ) para o Mundial da África do Sul. O convidado especial Wellington Campos, correspondente internacional da Clube, foi um dos homenageados da noite, recebendo plaqueta alusiva. Wellington, mineiro de Formiga, disse que se sente orgulhoso

Os ex-jogadores Geovani e Charles Guerreiro também foram homenageados com plaquetas pelos relevantes serviços prestados ao esporte paraense. Os pais do meia Paulo Henrique Ganso representaram o jovem atleta do Santos na recepção. Em discurso proferido durante o evento, o diretor presidente do DIÁRIO, Jader Barbalho Filho, ressaltou a importância do trabalho pioneiro da Rádio Clube em prol do futebol nortista.

“É possível contar nos dedos das mãos a quantidade de emissoras de rádio brasileiras que irão cobrir a Copa do Mundo, com direitos adquiridos junto à Fifa. Nas regiões Norte e Nordeste, este número é inferior a cinco. No Norte, apenas, só há uma emissora credenciada – e esta é a nossa Rádio Clube, que ao longo dos anos tem se consolidado como líder absoluta de audiência, em função justamente da seriedade de sua programação e sua fidelidade ao esporte”, ressaltou Jader, sob aplausos dos presentes.

O diretor geral da RBA, Camilo Centeno, também destacou o papel da Rádio Clube no cenário das comunicações na região, ressaltando as conquistas recentes da emissora nas pesquisas do Ibope, alcançando patamares grandiosos, “que só aumentam sua responsabilidade junto ao público ouvinte”.

No encerramento, depois de destacar o trabalho desenvolvido por Guilherme Guerreino, na coordenação do departamento de Esportes da emissora, Tomaso pediu que todos escutassem com atenção o jingle oficial da cobertura da Rádio Clube na Copa 2010, composto e interpretado pelo cantor paraense Marco André. (As fotos são de Mário Quadros)