Santos conquista Copa; Pinheirense fica em 4º

Na disputa do terceiro lugar da Copa Brasil de Futebol Feminino, o Pinheirense voltou a ser goleado, desta feita por 5 a 1 pelo São Francisco (BA), na tarde desta terça-feira, no Pacaembu, em São Paulo. O primeiro tempo foi equilibrado e terminou em 0 a 0. No segundo, as equipes se atiraram ao ataque e as baianas levaram a melhor. Edvânia (2), Alana, Ester e Francismara marcaram para o São Francisco. Wal diminuiu para o Pinheirense.

Na decisão da Copa, o Santos bateu o Botucatu por 3 a 0, com gols de Marta (2) e Cristiane. As Sereias da Vila conquistaram o bicampeonato do torneio.

Fifa veta apelo irlandês; Copa terá 32 países

Fim do sonho irlandês. O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, acabou nesta terça-feira com a possibilidade de a Irlanda ser incluída como a 33ª seleção na Copa do Mundo-2010. A Irlanda havia solicitado à entidade que admitisse sua participação no Mundial da África do Sul por se considerar prejudicada por um gol irregular da França (Thierry Henry conduziu a bola com a mão) na partida decisiva pelas eliminatórias da Copa. A entidade entendeu que, caso aceitasse o apelo, abriria um precedente para outros países que se considerassem prejudicados por erros de arbitragem.

Senado aprova plebiscito do Estado de Carajás

O plenário do Senado aprovou, na tarde desta terça-feira, o projeto de plebiscito para criação do Estado de Carajás. Agora, o projeto segue para apreciação da Câmara dos Deputados. Caso venha a ser criado, o novo Estado será um dos mais ricos do país, em função de sua potencialidade em recursos minerais. Terá cerca de 1,5 milhões de habitantes e renda per capita cinco vezes superior à do Estado do Pará.

Torcida organizada agride Vagner Love

Por volta das 15h30 desta terça-feira, quando se dirigia à agência do Bradesco na Avenida Antártica, o atacante Vagner Love sofreu uma agressão de um grupo de torcedores da Mancha Alviverde, a maior torcida organizada do Palmeiras. O zagueiro Marcão e o atacante Lenny estariam juntos com Vagner Love no momento da agressão. Vagner parou seu carro no estacionamento ao lado da agência e, enquanto se dirigia ao banco, foi abordado por um grupo de torcedores trajado com a camisa da agremiação. O jogador teve tempo para telefonar para o segurança do clube, que testemunhou o caso.

Este é o terceiro episódio de agressividade envolvendo a torcida do Palmeiras nos últimos quatro dias. No último sábado, um grupo de torcedores não identificado atacou o ônibus da delegação que voltava de Itu para o jogo contra o Atlético Mineiro. No domingo, a Mancha Alviverde abriu um painel com a palavra “vergonha”, para recepcionar a entrada do time em campo, no Palestra Itália. (Com informações da ESPN)

Luxa diz que, com ele, Palmeiras seria campeão

O técnico Vanderlei Luxemburgo deixou o Palmeiras em meados de junho, mas o desempenho da equipe alviverde na temporada segue povoando seus pensamentos. O treinador, que por diversas vezes criticou o presidente do Alviverde, Luiz Gonzaga Belluzzo, por tê-lo demitido no começo do Brasileiro, disse nesta terça-feira que, caso estivesse no comando palmeirense, teria sido campeão nacional por antecipação. “Com todo respeito ao Muricy (Ramalho, atual técnico do Palmeiras), mas eu teria sido campeão com duas ou três rodadas de vantagem”, afirmou Luxa, em entrevista ao Sportv. (Da ESPN)

Luxa continua com um tremendo ressentimento por ter sido demitido. E não perdeu a velha modéstia…

Pensata: O jornalismo irresponsável

Por Luís Nassif

Watergate tinha dois repórteres espertos – Bob Woodward e Carl Bernstein – e um editor memorável – Ben Bradlee – que filtrava todas as informações e só permitia a publicação daquelas confirmadas por pelo menos três fontes. Até hoje Bradlee é um dos símbolos do bom jornalismo e exemplo para jornalistas de todas as partes do mundo. O caso Watergate foi citado pelo comentarista Ronaldo Bicalho e ressalta a importância da apuração jornalística.

O escândalo divulgado pela Folha na sexta-feira – um artigo de um dissidente do PT, César Benjamin – acusando Lula de ter currado um militante do MEP no período em que esteve preso no DOPS, é um dos mais deploráveis episódios da história da imprensa brasileira. E mostra a falta que fazem pessoas da envergadura de Bradlee.

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Qualquer acusação, contra qualquer pessoa, exige discernimento, apuração. Quando o jornal publica uma acusação está avalizando-a. Quando a acusação é gravíssima e atinge o Presidente da República – seja ele Sarney, Itamar, FHC ou Lula – o cuidado deve ser triplicado, porque aí não se trata apenas da pessoa mas da instituição. Qualquer acusação grave contra um Presidente repercute internacionalmente, afeta a imagem do país como um todo. Se for verdadeira, pau na máquina. Se for falsa, não há o que conserte os estragos produzidos pela falsificação.

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A acusação é inverossímil. Na sexta conversei com o delegado Armando Panichi Filho, um dos dois incumbidos de vigiar Lula na cadeia. Ele foi taxativo: não só não aconteceu como seria impossível que tivesse acontecido. Lula estava na cela com duas ou três presos. A cela ficava em um corredor, com as demais celas. O que acontecesse em uma era facilmente percebida nas outras. Havia plantão de carcereiros 24 horas por dia. E jornalistas acompanhando diariamente a prisão. Não havia condições de nenhum fato estranho ter passado despercebido. Panichi jamais ouviu algo dos carcereiros, dos presos, dos jornalistas e do delegado Romeu Tuma, seu chefe.

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Benjamin não diz que Lula cometeu o ato. Diz que ouviu o relato de Lula em 1994, em um encontro que manteve em Brasília com um marqueteiro americano, contratado pela campanha, mais o publicitário Paulo de Tarso Santos e outras testemunhas. Conversei com Paulo de Tarso – que já fez campanha para FHC, Lula – que lembra do episódio do americano mas nega que qualquer assunto semelhante tivesse sido ventilado, mesmo a título de piada. E nem se recorda da presença de Benjamin no almoço.

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E aí se chega à questão central: com tais dados, jamais Ben Bradlee teria permitido que semelhante acusação saísse no Washington Post.

Antes disso, colocaria repórteres para ouvir as tais testemunhas, checaria as informações com outras fontes, conversaria com testemunhas da prisão de Lula na época. Praticaria, enfim, o exercício do jornalismo com responsabilidade.

A Folha não seguiu cuidados comezinhos de bom jornalismo. Não apenas ela perde com o episódio, mas o jornalismo como um todo. É importante que leitores entendam: isso não é jornalismo. É uma modalidade especial de deturpação da notícia que os verdadeiros jornalistas não endossam.

No lançamento do livro de Washington Olivetto

Por Waldemar Marinho, direto de Sampa

Representando o Blog do Gerson, com grande honra, registrei o exato momento em que Washington Olivetto autografou o exemplar do livro “Corinthians x Outros – Os melhores nossos contra os menos ruins deles”, para o meu estimado compadre. Livro de ficção. Não foi fácil conseguir a dedicatória: “Gerson, abraços alvinegros. Washington Olivetto”, duas horas numa fila, tumulto generalizado com a presença da equipe que faz o programa “Pânico na TV”, incluindo a gostosa Sabrina Sato, celebridades, publicitários, cartolas, craques aposentados – como o caso do ex-lateral da Seleção Brasileira Zé Maria.

Coluna: O grande debate varzeano

No melhor estilo peladeiro, as escaramuças de bastidores, com direito a muita bravata e achincalhe, passam a dominar a cena no Campeonato Brasileiro. Ao invés de dedicar tempo ao preparativo dos times, aos sistemas táticos a serem usados ou a análises técnicas em geral, quase todos os clubes se ocupam de questões extra-campo, como se batalhas verbais pudessem garantir por antecipação a vitória nos confrontos decisivos do próximo domingo.
O maior dos arranca-rabos envolve Internacional e Grêmio, cujo antagonismo feroz desmancha qualquer ilusão de solidariedade dos tricolores aos colorados, que dependem de um tropeço do Flamengo frente justamente frente ao velho rival. Já há até ameaça de recurso ao STJD, caso o Grêmio escale um time misto no Maracanã. Obviamente, o efeito disso é exatamente igual ao impacto de um tiro n’água.   
Mais embaixo, na briga por uma vaga na Taça Libertadores, o Santos de Vanderlei Luxemburgo também cogita poupar seus titulares, a fim de não atrapalhar a vida do Cruzeiro, que dependem do resultado para ter chances num provável desempate com Palmeiras e São Paulo. Não precisa dizer que a idéia é do próprio Luxemburgo, ainda agastado com a diretoria palmeirense pelo recente desenlace.
Os tricolores continuam resmungando contra a decisão do STJD, que tirou Borges e Dagoberto das últimas duas rodadas, como se ambos não tivessem todos os motivos para punições até mais duras.
Por fim, o debate inútil é engrossado pela diretoria do Sport Recife, que anuncia a disposição de processar quem afirmar em público que o Flamengo está às portas do hexacampeonato nacional. O rubro-negro pernambucano não admite que se questione seu título brasileiro de 1987, também reclamado pelos cariocas. Bem, não precisa dizer que este factóide é ainda mais inócuo do que a tal potoca colorada de ir aos tribunais contra possível corpo mole gremista. Enfim, o choro é livre. 
 
A manchete do jornal corintiano “O Fiel” é mais reveladora do que mil imagens do clássico vencido pelo Flamengo, anteontem: “Doce derrota”. De quebra, põe por terra toda a encenação do técnico Mano Menezes, figura que há muito tempo vem se excedendo no teatro à beira do campo.
 
 
Desde que se danou a anunciar “reforços”, ainda em outubro, o Paissandu não havia dado uma notícia realmente relevante a seus torcedores. Ontem, num assomo de sensatez, os dirigentes confirmaram que Zeziel está voltando ao clube e informaram sobre a contratação do atacante Bruno Rangel, que teve boa passagem pelo Águia neste ano. Agora só falta trazer outros jogadores no mínimo do mesmo nível dessa dupla.

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 01)