Já nem é Clube, é Seleção…

Será na próxima segunda-feira (14), às 19h, no Hotel Hilton, o lançamento oficial pela equipe de esportes da Rádio Clube do projeto de cobertura da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Guilherme Guerreiro, coordenador da equipe, apresentará o projeto, na presença de todos os craques da emissora e do convidado especial, o repórter internacional Wellington Campos.

Fred reclama de ingratidão no Flu

O artilheiro Fred soltou o verbo contra o presidente Horcades, do Fluminense. Sabedor das intenções do dirigente de reduzir seu salário (cerca de R$ 350 mil), o jogador disse que até aceita rediscutir as bases atuais, desde que o valor seja para cima. E disse lamentar que os dirigentes não tenham aprendido nada diante da situação angustiante que o clube viveu na Série A deste ano.

À tarde, arrependido e preocupado com a repercussão do incidente, o dirigente emitiu nota se desculpando com Fred e negando a intenção de renegociar os termos de seu contrato.

A despedida do incrível Alborghetti

Por André Forastieri

Quem me apresentou Alborghetti foi meu velho compadre Ronnie.

Roniquita andava em fase de vagabundear bastante no ap da Joaquim Eugênio de Lima e falou “meu, você já viu esse cara que bate com um porrete na mesa, grita que nem louco e baba no microfone?”

Quando vi não acreditei. Era melhor que a melhor televisão. Era hipnotizante. Não dava pra eu ver sempre porque passava tipo seis da tarde. Mas depois começou a reprisar na madruga.

Era de morrer de rir e de chorar, tanta desgraça e tanta papagaiada junta. Depois vieram Ratinho e tantas variações, mais pra cá, mais pra lá. Mas Alborghetti foi o primeiríssimo.

Porque antes caras como Gil Gomes e Afanásio tinham levado a narração policial radiofônica para a televisão. Mas eles eram sombrios, assustadores. Alborghetti era histriônico, um comediante nato. Fazia a gente rir dos crimes mais horrorosos do mundo.

Fora os epítetos que dedicada aos criminosos, de “sua capivara vagabunda” pra baixo. Fora as encaradas na câmera: “Eu vou meter a mão na sua cara, seu xarope cheira-cola! Eu vou quebrar a sua bunda, vou mandar entrar com a metranca e passar fogo!”

De jornalista não tinha nada. E é claro que não dá para assinar embaixo das nazistices de Alborghetti, “bandido bom é bandido morto” etc. Mas não dá pra não rir do cara chamando os câmeras de debilóides e ensinando a matar bandido…

Quando eu assisti Tropa de Elite, ficou uma memória lá me cutucando, e eu não sabia do quê. Às vezes tem isso – queremos lembrar de uma coisa e parece que a memória está trancada numa gaveta. Se você não encontra a chave, não consegue lembrar do que está ali no subconsciente, te provocando como uma coceirinha.

Hoje conectei: a pegada de Tropa de Elite – mezzo brucutu, mezzo parlapatão – é puro Alborghetti. Eu tinha esquecido que o cara existia. O cara precisou morrer para eu descobrir que ele estava na atividade! E na web, mais louco varrido que nunca. (DoR7)

Tive acesso a um vídeo do “Cadeia Alborghetti”, lá pelos idos de 90/91, através de meu grande chapa Mazinho (Lorimar Dionísio), jornalista goiano da melhor estirpe, que foi um dos baluartes da TV RBA em sua primeira fase, quando foi inaugurada pelo empresário Jair Bernardino. Trash ao extremo, o programa era divertidíssimo e politicamente dos mais incorretos. Mazinho se acabava de rir com as presepadas do apresentador-humorista (sim, porque mesmo involuntariamente, Alborghetti fazia graça). Tempos depois, quando o Ratinho surgiu, não pude deixar de observar traços bastante parecidos. Diria que o camundongo copiou descaradamente alguns trejeitos de Alborghetti, inclusive o uso daquele porrete. Quando idealizei e lancei o “Barra Pesada” na RBA, a 7 de fevereiro de 1992, muita gente sugeriu que se usasse um apresentador performático como Alborghetti. Discordei porque queria algo mais na linha revista eletrônica popular, com reportagens policiais inusitadas e muito jornalismo comunitário. Acabamos estreando com Luís Alberto, um locutor de estilo sério. Depois, experimentei Rui Bastos e Edson Matoso, até terminar fixando Ronaldo Porto, que lá está até hoje. Acho que foi a decisão correta.

O pagode do Imperador

Já na grande rede todos os detalhes da festança particular que o Imperador promoveu para comemorar o título nacional do Flamengo, domingo. Foi uma grande fuzarca, com direito a muita birita, mulher e pagode, não necessariamente nesta ordem. A habilidade com os pés exibida nos campos não foi repetida na pista de dança. Mas quem se importa com isso? Nos braços do restante do elenco, Adriano e Petkovic se esbaldaram na pista de dança na comemoração após a vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio. Em festa realizada em um clube na Barra da Tijuca, o Imperador requebrou com o dedo na boca, enquanto o gringo foi até o chão.

A performance de Pet, por sinal, garantiu os sorrisos de todos durante a noite. Entre gritos de “hexacampeão” e cantos como “Raça, amor e paixão”, o volante Willians não aguentou e ironizou o sérvio com Zé Roberto: “Olha o Pet! Olha Pet!” – disse.

Na dança do “Bole, bole, bole”, quase todos os atletas rubro-negros dançaram no meio do salão. As únicas ausências na festa foram o capitão Bruno e o herói Ronaldo Angelim. Bastante animado, Leo Moura subiu ao palco e se aventurou na percussão do grupo Bom Gosto. O rubro-negro Dudu Nobre também se apresentou no evento. (Com informações do G1) 

Que beleza… E Dudu Nobre, claro, como maior arroz-de-festa da paróquia, não podia faltar.

Atacante paraense é flagrado no antidoping

O atacante Jóbson, hoje do Cruzeiro, foi pego no exame antidoping após o último jogo do Campeonato Brasileiro do Botafogo, seu ex-clube, contra o Palmeiras, vitória por 2 a 1, no qual ele fez um dos gols. A substância proibida não foi revelada. O jogador (que é paraense, nascido em Conceição do Araguaia) será enquadrado no artigo 244 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê suspensão de 120 a 360 dias. “Realmente foi encontrada uma substância ilícita no exame do jogador, mas a CBF só vai se pronunciar oficialmente depois da prova B”, disse o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, ao jornal “Extra”.

Conforme a legislação, não há chance do Botafogo perder os três pontos conquistados na partida. Também nesta quinta-feira, o site da Justiça Desportiva revelou que um atleta do clube carioca teria revelado recente uso de cocaína ao ser sorteado para o exame antidoping realizado após a partida contra o Palmeiras, no último domingo. O nome do atleta, no entanto, não havia sido divulgado. (Da ESPN)

O que acontece com esses caras? Primeiro, foi o Dodô… agora o Jobson. E depois ainda querem culpar o clube pelas barbeiragens.

Ronaldinho, o melhor da década no futebol

Apesar da queda de rendimento nas últimas duas temporadas, Ronaldinho Gaúcho foi eleito nesta quinta-feira o melhor jogador da década, pela revista britânica “World Soccer”. O brasileiro superou o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo, eleito o melhor jogador da temporada passada pela Fifa. Messi, favorito ao prêmio deste ano da entidade responsável pelo futebol mundial, ganhou o prêmio de melhor jogador da temporada passada pela revista europeia.

Ronaldinho somou 781 votos no total, recebidos entre 2000 e 2009 e desbancou os rivais (Messi, 759, e Cristiano Ronaldo, 708) graças ao seu bom desempenho em 2004 e 2005, quando defendia o Barcelona – no momento, atua no Milan. Ele foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa nestes dois anos. Em 2005, também faturou a Bola de Ouro, da revista francesa “France Football”. O brasileiro ainda tem no currículo o título da Liga dos Campeões da temporada 2005/06. (Da ESPN)

Paissandu anuncia mais uma contratação

Não dá mais nem para fazer as contas. A diretoria do Paissandu anunciou a contratação de mais um reforço para a temporada de 2010: é o volante Tobias, de 25 anos, que estava disputando a Copa Paulista de Futebol pelo Botafogo-SP. Como zagueiro e volante, Tobias atuou por diversos clubes, dentre os quais o Corinthians B em 1997, Noroeste-SP, Anapolina-GO, Comercial-SP, Rio Preto-SP, Araçatuba-SP e XV de Jaú-SP.

Leão dá mordida firme em Romário

O ex-jogador Romário foi multado e condenado pela Justiça Federal a dois anos e meio de prestação de serviços comunitários por evasão fiscal. Ele terá de pagar R$ 391 mil por não ter pago corretamente os impostos pelos salários que recebeu em 1996, quando defendeu o Flamengo. Esta sentença já é apelativa, mas ele ainda poderá recorrer. Em primeira instância, Romário havia sido condenado a três anos e meio de prisão e teria de pagar uma multa de mais de R$ 1 milhão. O processo foi movido pelo fisco porque o ex-jogador do Vasco, Flamengo e Barcelona, entre outros times, não declarou o salário prêmios, gratificações e direitos de imagem. (Da ESPN)

Coluna: Re-Pa dos desconhecidos

Janderson, Naldo, Samir, Dudu, Wagner Bueno, Eanes, Fabrício Carvalho, Carlos Eduardo, Danilo, Jonathan, Renan. A lista de estreantes no clássico Re-Pa é até mais extensa, mas a simples citação de alguns nomes dá bem a medida do nível de desconhecimento do torcedor quanto aos jogadores de seus próprios times.
Nas ruas, remistas e bicolores vivem as incertezas de um choque-rei diferente de tudo que já se viu antes. A quatro dias do jogo, nenhum torcedor sabe ao certo qual será a escalação de seu time, pela singela razão de que os dois treinadores também não definiram suas onzenas.
No Paissandu, que operou o mais radical desmanche de elenco, logo depois da fracassada campanha na Série C, as dúvidas são mais angustiantes. O técnico Nazareno Silva já mudou até o esquema tático que vinha treinando (4-4-2) e admite usar três zagueiros, para surpresa dos próprios jogadores.
Do lado azulino, o técnico Sinomar Naves quebra a cabeça para conseguir dar forma a um grupo que vem treinando há oito meses e até hoje não ganhou consistência. Diante da desconfiança geral, arruma o meio-campo com uma legião de volantes e não dispõe de um centroavante de ofício à disposição.
Pelas dificuldades que os dois comandantes enfrentam na montagem das equipes ninguém em sã consciência pode esperar um espetáculo à altura das tradições históricas do confronto. Corre o risco de ser um peladão disfarçado. Nem mesmo quando o Remo se viu obrigado a improvisar um time imberbe, denominado “cabano” pela forte presença de garotos, no começo dos anos 80, o Re-Pa foi tão fragilizado tecnicamente.
De caras conhecidas as duas torcidas terão que se contentar com o goleiro Adriano, cuja presença ainda é incerta no Remo, e o atacante Zé Augusto, velho ídolo da Fiel. Atrativos solitários (e insuficientes) para um embate que fecha aquela que é talvez a pior temporada da história do futebol no Pará. E pensar que o ingresso custa R$ 15,00.
 
 
Horacio Marcelo Elizondo, árbitro da final entre França e Itália, na última Copa, confessou ontem, em palestra no Rio, que não viu mesmo a célebre cabeçada de Zidane em Materazzi. Havia ficado com essa impressão na hora em que tudo aconteceu porque o argentino estava distante e acompanhando a bola – a briga ocorreu fora do lance.
Alertado pelo quarto árbitro, Luís Medina, ficou (como todo mundo) espantado com a virulência de Zidane, Elizondo imediatamente expulsou o craque francês. Antes, perguntou ao bandeirinha, que também não viu nada. Na rodinha que se formou a seguir, Thuram passou a discutir com Gattuso, chamando-o de mentiroso. Aí o volante, com a dramaticidade própria dos italianos, repetia: “Mas, como? Éramos amigos, saíamos para jantar com as famílias? E você vem me chamar de mentiroso?”. Elizondo admite que, diante da cena, só segurou o riso para não perder a autoridade. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 10)

Tribuna do torcedor

Por Sebastião Junior (juniorbiomania@yahoo.com.br)

Acompanho o futebol em toda a sua totalidade, desde os encantadores campeonatos europeus até os de várzea de São Paulo. Menos do que o de várzea de São Paulo não dá prá acompanhar não. Sou torcedor do Paissandu, é único time da face da terra por quem torço na vida, comigo não tem essa de ser Flamengo no rio, Corinthians em São Paulo, Milan na Itália. Porém, gosto do futebol bem jogado, do craque, do jogo ofensivo e da festa da galera. Observo o futebol aqui no Pará, onde chegamos e o abismo onde nos enfiamos e não conseguimos sair. É complicado torcer para Remo e Paissandu, depois de tantos erros, tantas desencontros, me sinto como se estivessemos saindo do zero e fadado ao erro novamente. Prezado Gerson, querem nos enganar com esse RexPa, isso é coisa séria. RexPa tem que ser respeitado, é tradição. Estão colocando qualquer um para jogar RexPa. O maior clássico da Amazônia e um dos mais balado do Brasil. Querem definitivamente nos enganar. Vou sim pro RexPa domingo, porém para ver o tamanho do sofrimento que terei nesse ano. Qualquer dias desses vamos lutar para não cair para a quarta divisão e o Remo para permanecer, isso é o fim do mundo.