Grandes registros fotográficos da década

O site Boston.com disponibiliza uma lista das 40 fotos mais expressivas da década. Dentre imagens óbvias, como o ataque às torres gêmeas de Nova York, selecionei alguns flagrantes impressionantes, do maior apuro jornalístico. É o caso do monumental incêndio (foto acima) no palácio presidencial de Bagdá, na noite de 21 de março de 2003, durante o duríssimo bombardeio norte-americano para forçar Saddam Hussein à rendição. Fotógrafo: Ramzi Haidar, da AFP/Getty Images.

Em 19 de maio de 2005, a expedição não tripulada da Nasa à Marte capturou esta imagem à beira da cratera Gusev, através do robô Rover Spirit.

Nevoeiro espesso cobre os arranha-céus de Dubai, no dia 21 de novembro de 2007. Foto de Steve Crisp, da Reuters.

Aparição triunfal do ainda candidato presidencial, senador Barack Obama, no dia 24 de julho de 2008, diante de multidão no centro de Berlim, na Alemanha. Registro de Jae C. Hong, da AP Photo.

Na pista do estádio Nacional de Beijing, o jamaicano Usain Bolt cruza linha de chegada para conquistar a medalha de ouro, na final dos 200 metros do atletismo da Olimpíada 2008. Foto de Anja Niedringhaus/AP Photo.

Encapuzado, prisioneiro iraquiano conforta seu filho de 4 anos no acampamento americano para capturados de guerra, em An Najaf, no dia 31 de março de 2003. O preso tenta convencer o menino a deixar a área, mas o filho reluta em se separar do pai. Foto de Jean-Marc Bouju.

Vélber é novo reforço do Remo

A diretoria do Remo anunciou, na tarde desta sexta-feira, mais um reforço para a temporada 2010. Trata-se do meia Vélber, que defendeu o Paissandu no campeonato paraense e na Série C deste ano. Com o fracasso da campanha bicolor na Terceira Divisão, Vélber foi um dos jogadores mais criticados do elenco. Ele volta ao Remo depois de ter defendido o clube em 1999/2000 e em 2007.

Doping duplo pode encerrar carreira de Jobson

Depois de ser flagrado no exame antidoping na partida contra o Coritiba, o atacante Jobson (na foto com o atacante Reinaldo), que disputou o último Brasileiro pelo Botafogo, teve seu exame detectado como positivo por cocaína também no jogo contra o Palmeiras, dia 6 de dezembro, e pode ser banido do esporte. Na ocasião, o Botafogo derrotou o rival por 2 a 1 e assegurou a permanência na Série A em 2010.

Em função da primeira punição, na vitória do Botafogo sobre o Coritiba, por 2 a 0, no dia 8 de novembro, pelo uso da mesma substância, o paraense Jobson foi suspenso preventivamente por 30 dias pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Emprestado pelo Brasiliense até o fim da temporada ao Botafogo, Jobson tinha acertado sua transferência para o Cruzeiro para 2010, mas o clube mineiro desistiu da contratação.

O Cruzeiro e um investidor desembolsariam R$ 4,5 milhões para adquirir os direitos federativos do jogador. O atacante tem até o dia 23 para fazer sua pré-defesa do primeiro caso. Apesar de ter contrato com o Botafogo até o fim deste mês, é o Brasiliense quem vai cuidar da situação. O  julgamento do caso ainda não tem data marcada. (Da Folha de S. Paulo)

Infelizmente, o problema parece ser bem mais grave do que se imaginava.

Cielo bate recorde mundial nos 50 metros livres

Cesar Cielo bateu nesta sexta-feira o recorde mundial nos 50m livres em disputa do Torneio Open, em São Paulo. Ele superou a antiga marca de 20s94 de Fred Bousquets em três centésimos, cravando 20s91. Nos últimos dois dias, Cielo havia se aproximado de recordes tanto nos 50m quanto nos 100 m livre, ficando próximo de fazer história – na disputa mais longa, o nadador mais rápido já era mesmo ele, que se consagrou no último Mundial de Roma.

Copa 2014: sinais de maracutaia no Amazonas

Da ESPN

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Amazonas recomendaram ao governo estadual, nesta quinta-feira, que anule o procedimento de pré-qualificação de empresas para a construção da Arena Amazônia, complexo esportivo que será construído como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014 e que substituíra o estádio Vivaldo Lima. A anulação, segundo os órgãos, deve ser feita por conta de diversas irregularidades encontradas no edital que impediriam o caráter competitivo da licitação. Entre elas, estão a exigência de valores mínimos de faturamento anterior e a limitação de tempo para as comprovações de experiência, além da proibição de participação de consórcio.

Para o Ministério Público Federal, as exigências de valores mínimos de faturamento anterior e de limitação de tempo para comprovações de experiência são ilegais e atentam contra o princípio da livre concorrência, restringindo o caráter competitivo do procedimento licitatório. Das 14 empresas que adquiriram o edital, apenas três – Construtora Andrade Gutierrez S/A, Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A – participaram da pré-qualificação. A reportagem procurou a assessoria do governo estadual para comentar sobre a recomendação, mas não obteve retorno.

Já começou…

Coluna: Futuro na encruzilhada

Como só acontece com os boleiros de talento, Jóbson despontou que nem cometa no cenário futebolístico nacional. Bastaram dois jogos, na reta decisiva do Brasileiro, para consolidar a fama e torná-lo objeto de desejo de outros grandes clubes. Nós, botafoguenses, já havíamos percebido sua presença bem antes, em jogos de quarta-feira à noite que não chegaram a chamar muita atenção.
Mostrou técnica, velocidade e explosão. Combinação de recursos que vale ouro, por rara no futebol mundial de hoje, com exemplos que se contam nos dedos (Ribery, Ibrahimovic, Pato e outros poucos), guardando-se as devidas proporções. Diante disso, o jovem paraense, saído de Conceição do Araguaia diretamente para o Brasiliense, descobriu de repente que estava às portas da consagração.
A partir dos golaços contra a melhor defesa do campeonato (do S. Paulo), o sucesso veio rápido e as propostas também, apesar de ter desembarcado com ressalvas no Botafogo, em face de um começo de carreira problemático em Brasília. Nesse período, as farras comprometiam seu rendimento e apressaram sua negociação com o futebol estrangeiro.
Pelas mãos de Estevam Soares, Jóbson voltou à cena brasileira. Vinha se comportando exemplarmente. Virou peça-chave no esforço botafoguense para fugir ao rebaixamento. Encerrado o campeonato, sem qualquer gesto de agradecimento à vitrine alvinegra, o dono de seus direitos federativos (expressão quase tucana de tão empolada), Luís Estevão, anunciou com aquele conhecido ar de empáfia que o atacante estava a caminho do Cruzeiro dos irmãos Perrella, escala final rumo a uma rentável transação com o mercado europeu.   
Não durou nem dois dias a transição do contrato de risco do Botafogo para os salários de R$ 70 mil na Toca da Raposa. Jóbson foi alvejado em pleno vôo pelos resultados implacáveis do antidoping. E por uma substância (a cocaína) que não dá nem o benefício da dúvida, como no caso dos remédios proibidos.
Suspenso inicialmente por 30 dias, o arisco ponteiro deve pegar suspensão a draconiana pena de dois anos. Para um jovem, um tempo plenamente recuperável. Para um jovem atleta, sujeito a tantas tentações, pode ser suficiente para interromper definitivamente todos os sonhos. Uma pena.
 
 
Sobre a hegemonia sulista, abordada na coluna de anteontem, sou instado a acrescentar mais nomes, a partir das dicas de leitores ilustres, como os amigos Zaire Filho e Harold Lisboa. Sérgio Poletto, Cassiá, Bagé e Adilson Batista, dentre os mais recentes. E teve ainda Valmir Louruz (Tuna, 1996), Ernesto Guedes e o mestre Carlos Froner, um dos maiores técnicos brasileiros, que por aqui esteve na década de 70.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 18)