Laporta critica gastança do Real

Como já foi discutido aqui no blog, algumas fortunas movimentadas pelo futebol europeu chamam atenção até de outros gigantes do continente. O presidente do Barcelona, Joan Laporta, disse nesta terça-feira que está tranquilo diante da contratação do meia brasileiro Kaká pelo Real Madrid, mas considerou o valor da transferência “exagerado”. Pouco antes de viajar a Nova York, onde participará de evento com diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman, Laporta disse que o Real pagará um “preço exagerado” pelo brasileiro, cuja transferência ficou em 67 milhões de euros.
O presidente do Barça comparou a política de contratações do Real com a do clube catalão, que apostará em trabalhar “com um maior ajuste ao mercado”, que, segundo ele, pode ficar “distorcido” pelos movimentos do clube merengue. 
“Pagar esta quantia é exagerado. Não se ajusta à realidade do mercado e é arriscado demais. Também é uma oportunidade de mostrar que o mercado está em outros níveis”, disse. 

Na verdade, apesar de não admitir, Laporta manifesta também uma pontinha de inveja do rival, pois Kaká é um baita meia-armador, com lugar cativo em qualquer time ou seleção do planeta.

E assim caminha a humanidade

Quatro meses parado após ser demitido do Chelsea, em fevereiro deste ano, o técnico Luiz Felipe Scolari confirmou nesta terça-feira que vai comandar o Bunyodkor, do Uzbequistão, com o qual assinou um contrato de 18 meses. Ele assume o clube no dia 1º de julho. Felipão chegou a ser sondado pelo Benfica e pela seleção de Angola, mas resolveu assinar com o Bunyodkor, que tem como grande astro o brasileiro Rivaldo, destaque da seleção brasileira campeã na Copa-2002. No ano passado, o time uzbeque teve como técnico outro brasileiro, Zico.

Vamos às explicações de Felipão para assumir o abacaxi: “A ideia do presidente da equipe, o projeto do estádio, sete campos de treinamento, a forma como o clube está enfocando uma nova realidade futebolística no Uzbequistão”. 

Revelou também que pensa em trabalhar por mais quatro ou cinco anos, e que deve voltar ao Brasil ou ao futebol europeu após o ano e meio no Uzbequistão. “Poderá surgir algum projeto na Europa, mas também existe uma grande possibilidade de voltar em 2010 ou 2011 a trabalhar numa equipe brasileira e então já pensar em uma situação de permanência no Brasil”, concluiu.

Após fazer sucesso em clubes como Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro, Scolari assumiu a seleção brasileira antes da Copa-2002, quando levou o time ao seu quinto título mundial.

Fica a impressão de que o treinador perdeu mercado depois da passagem ruim pelo Chelsea. Como ainda não quer voltar ao Brasil acaba forçado a aceitar um projeto periférico, como esse time obscuro do obscuro Uzbequistão, que nem Zico considerou uma boa pedida.

Os melhores aeroportos

Os aeroportos internacionais de São Paulo (Cumbica) e do Rio de Janeiro (Galeão) aparecem, respectivamente, em 128º e 135º lugar em um ranking elaborado pela consultoria Skytrax, com base em uma pesquisa realizada com 8,6 milhões de passageiros em 195 aeroportos. De acordo com o ranking, divulgado nesta terça-feira, o aeroporto Incheon, em Seul, na Coréia do Sul, é o melhor do mundo, seguido de perto pelos aeroportos internacionais de Hong Kong e de Cingapura.

O questionário respondido pelos passageiros levava em consideração experiências como o check-in, as partidas, as conexões e a chegada. Seis aeroportos da região asiática do Pacífico estão na lista dos dez melhores, junto aos aeroportos de Zurique, Munique, Amsterdã e Auckland, na Nova Zelândia.

Acho que a vergonhosa colocação dos principais aeroportos brasileiros é mais do que merecida. Cumbica e Galeão são verdadeiros pardieiros, que não chegam aos pés de aeroportos de cidades bem menores como Frankfurt.

O homem que calculava

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Por Sérgio Martins

Um ensaio biográfico sobre Renato Russo mostra o planejamento
cuidadoso com que ele conduziu sua carreira artística – e fala das
saborosas excentricidades que fizeram sua fama

Em 1975, Renato Manfredini Jr., então com 15 anos, foi diagnosticado com uma condição que o imobilizaria na cama pelos dois anos seguintes. Sofria de epifisiólise – um desgaste dos ossos e cartilagens que faz a cabeça do fêmur se descolar da bacia. Nesse período de sofrimento e tédio, dedicou-se a criar uma banda de rock imaginária, a 42nd Street Band, na qual assumiria a persona do baixista e vocalista Eric Russell. Encheu cadernos e cadernos – em inglês – com a história da banda. Aos 19, já recuperado, o jovem dava os primeiros passos para realizar os projetos que esmiuçara nos seus rascunhos, como cantor e baixista do grupo punk Aborto Elétrico. Já adotara então o nome artístico com o qual ficaria conhecido: Renato Russo. Em 1985, ao lado do baterista Marcelo Bonfá, do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baixista Renato Rocha, ele lançou o primeiro disco do Legião Urbana. Foi como letrista e vocalista dessa banda que Renato Russo se tornou o maior nome da história do rock brasileiro. Os treze discos do grupo e os quatro álbuns-solo do cantor somam 14 milhões de cópias vendidas – 300 000 unidades só no ano passado. Essa história de obstinação é narrada no saboroso Renato Russo: o Filho da Revolução (Agir; 416 páginas; 59,90 reais), do jornalista Carlos Marcelo, 39 anos, editor executivo do jornal Correio Braziliense.

O livro não pretende ser uma biografia completa e abrangente. É antes um ensaio biográfico, centrado na tormentosa relação de Renato Russo com Brasília, cidade com a qual o Legião Urbana sempre seria identificado. O tumultuado show da banda no estádio Mané Garrincha, em 1988 – em que Renato Russo brigou com o público e interrompeu a apresentação com menos de uma hora de performance –, ganha um lugar central na narrativa de Marcelo. As relações amorosas de Renato Russo – com meninas e meninos, como dizia uma de suas letras –, as drogas e a morte em consequência da aids, em 1996, são tratadas de modo mais sucinto. Mesmo com essas lacunas deliberadas, O Filho da Revolução é um retrato mais profundo do músico do que O Trovador Solitário, biografia reverencial do jornalista Arthur Dapieve. Também é mais rico em documentos inéditos – fotos e fac-símiles de letras e notas do compositor, que farão a delícia do fã mais fetichista.

O novo livro mapeia as relações familiares dos roqueiros de Brasília com o governo, ao tempo da ditadura militar. O jovem Renato Russo – filho de um funcionário graduado do Banco do Brasil – quis muito conhecer o garoto que tinha uma guitarra Gibson, item raríssimo na década de 70, quando as barreiras alfandegárias eram rigorosas. O proprietário da guitarra tinha um canal seguro para importar instrumentos: seu pai, que viajava ao exterior como piloto do presidente Ernesto Geisel. O nome do garoto: Herbert Vianna, futuro líder dos Paralamas do Sucesso. No círculo dos jovens roqueiros, apareciam também futuros políticos. Renato Russo foi colega de aula do atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Gordinho, Vieira Lima foi maldosamente apelidado de “Suíno” pela turma do músico, que não tinha simpatia por ele. “Geddel é in-su-por-tá-vel”, o roqueiro dizia aos amigos. O próprio Renato Russo sabia ser bem insuportável. Era o chato do gênero “cabeça”. Metido a cinéfilo, certa vez se irritou com o enredo convencional de Brubaker, filme estrelado por Robert Redford – e se levantou no meio do cinema para insultar, aos gritos, a plateia “burra” que apreciava aquele lixo de Hollywood.

A excentricidade contribuiu para consolidar a aura de santo pop que cercaria Renato Russo em seus últimos anos. Mas nunca o impediu de conduzir a carreira de modo inteligente e calculado. Sua escolha dos integrantes do Legião Urbana é um bom exemplo. Cada um deles corporificava um “conceito” fundamental para a imagem da banda: Bonfá era o garoto bonito, Villa-Lobos tinha ares de menino-prodígio e Rocha, que era negro (e deixaria o Legião em 1988), conferia diversidade étnica ao conjunto. É claro que todo esse calculismo não teria adiantado nada se Renato Russo não fosse, além de obstinado, talentoso. Era habilidoso nas letras longas e complicadas que mesmo assim se prestavam à memorização fácil dos fãs – como Tempo Perdido e Faroeste Caboclo. De certo modo, o roqueiro de Brasília conseguiu encarnar o espírito de sua época. A juventude que se viu meio perdida entre o fim da ditadura militar e os primeiros anos de redemocratização deu voz à sua revolta sem objeto em canções como Geração Coca-Cola e Que País É Este. Renato Russo e o Legião Urbana acabaram sendo bem maiores do que Eric Russell e a 42nd Street Band.

A vez de Torrô?

Torrô foi a surpresa na escalação do Paissandu contra o Cristal, no amistoso do último domingo, em Macapá. E a chance foi bem aproveitada. O jogador, que já rodou por praticamente todos os times de Belém, atuou com desenvoltura e marcou um bonito gol, o da virada, dentro de suas características de homem de área. Em função disso, tem boas possibilidades de entrar na equipe contra o Rio Branco, domingo (14), ou ficar como opção para o banco de reservas.

A utilização de Torrô obedeceu ao rodízio implantado por Edson Gaúcho na avaliação de seus atacantes para formação da dupla de ataque. O próprio técnico elogiou a atuação de Torrô e estendeu os afagos a Zé Carlos, que completou a dupla de ataque.

Humilde, o ex-artilheiro do Castanhal exaltou o fato de ter tido uma chance para atuar por mais tempo. “Fazia tempo que não jogava 40 minutos ou mais. Joguei uns 70 minutos, eu acho. Fui bem, aliás, a equipe foi bem. Mostramos o que podemos fazer contra o Rio Branco”.

O atacante tem dois obstáculos respeitáveis para virar titular do Paissandu: Zé Carlos e Reinaldo, atacantes que têm a confiança de Edson Gaúcho e que contam com a simpatia do torcedor. Além disso, Torrô luta contra o preconceito que ronda atacantes nativos. Um exemplo: Hélcio, que foi o artilheiro do Parazão pelo S. Raimundo, também perambulou pelos grandes de Belém sem conseguir chances efetivas. (Com informações do Bola e da Rádio Clube)

Kaká no Real até 2015

Kaká, na composição fotográfica do As já com a camisa do Real, assinou contrato com o clube de Madri até 2015. O Milan soltou nota agradecendo pelos serviços prestados.
Kaká, na composição fotográfica do As já com a camisa do Real, assinou contrato com o clube de Madri até 2015. O Milan soltou nota agradecendo pelos serviços prestados.

Esclarecimento da Seel

Mensagem enviada pelo secretário Alberto Leão, da Seel:

Venho lamentar o envio de nota emitida pelo email da Seel na sexta-feira (05), sobre a chegada da prefeita reeleita de Santarém Maria do Carmo à Belém, a qual um de nossos funcionários equivocadamente redistribuiu através de nossa lista de contatos.

Certo do entendimento de vossa senhoria, peço-lhe desculpas pelo acontecido e me predisponho a evitar a repetição de ato similar e prestar qualquer informação ou esclarecimento.

Carlos Alberto da Silva Leão, secretário de Estado de Esporte e Lazer.

A supremacia Vampeta

Fiquei abismado com a entrevista do presidente do Paissandu dizendo que, como se trata “apenas” de promessa, não se sente impelido a pagar imediatamente as gratificações dos jogadores pela conquista do título estadual. Observou que, entre a promessa e a obrigação legal, prefere a segunda: honrar o pagamento dos salários. Muito edificante e até elogiável a parte do respeito ao salário dos atletas. Mas, sob todos os pontos de vista, terrível a justificativa para o atraso nas gratificações.

Por essas e outras é que palavra de dirigente é como folha solta ao vento. Jogadores de futebol, mesmo aqueles mais novos, não acreditam numa vírgula do que os cartolas dizem. Por puro instinto de sobrevivência, sabem que o dirigente de clube não tem lá muito compromisso com a verdade – o que é terrível para os empregados de clubes e péssimo para o futebol como negócio. Já pensou numa atividade profissional cujos contratantes são visto como pouco (ou nada) confiáveis? Todo e qualquer relação de trabalho tem como base a confiança entre as partes. Sem confiança, simplesmente não há futuro.

É preciso, obviamente, procurar entender o ponto de vista do dirigente. Para Luiz Omar Pinheiro, as palavras dirigidas ao grupo de jogadores no calor da emoção, ainda nos vestiários, não têm gravidade ou o valor de lei. Foram promessas feitas na empolgação, na efervescência da festa pelo título paraense. Tudo, aparentemente, cabe nesses momentos. Inclusive tratar profissionais com amadorismo, misturando perigosamente as bolas do jogo.

Quando um dirigente, por mais neófito que seja, se aventura a tratar diretamente com jogadores de futebol precisa saber que está tratando com prestadores de serviços. Na sua empresa, o cartola lida com isso de forma absolutamente profissional, atento aos prazos e aos rigores legais. No clube, onde quase sempre passa poucas horas do dia, age como se todos estivessem ali por pura diversão. Ledo engano. Os atletas são trabalhadores e reagem a qualquer sinal de gratificação ou aumento salarial com as expectativas de um trabalhador. Contabiliza de imediato o dinheiro que vai entrar e passa a assumir compromissos levando em conta esse fato.

Não estou aqui tentando reinventar a roda ou crucificar o dirigente, mas apenas chamar atenção para um velho aleijão da estrutura do futebol brasileiro. Não é só no Paissandu que problemas dessa ordem ocorrem. É praxe em quase todos os clubes brasileiros. Os dirigentes, não remunerados, atuam sob impulso, distribuindo ordens e tarefas, fazendo cobranças de resultados e metas, mas pouco preocupados com a remuneração automática correspondente a essas obrigações.

Daí a assustadora quantidade de acordos descumpridos e contratos quebrados que conduzem à montanha de processos trabalhistas que praticamente inviabilizam a vida dos clubes. Decorre dessa realidade a imagem que a maioria dos atletas faz da elite de dirigentes brasileiros.

Tivessem voz – e coragem – quase todos repetiriam o célebre mantra do guru Vampeta, proferido num momento de irritação com os atrasos de pagamento no Flamengo. “Eles fingem que pagam e eu finjo que jogo”. Em poucas palavras e com extrema precisão, o velho volante baiano descreveu uma das farsas que corróem a estrutura do futebol no Brasil. Isso ocorreu há oito anos, mas nada mudou desde então, inclusive no Pará.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 10/06)

Sobre Barrichello

Por Flávio Gomes:

Bater em Barrichello é um dos esportes nacionais, não é mesmo? Gozado como Rubens começou o ano com expectativas tão grandes, dele e dos torcedores brasileiros, e como em sete corridas foi tudo por água abaixo. Lembro que antes de começar a temporada escrevi algo sobre Barrichello ter se transformado, de repente, na nova paixão do Brasil. Numa enquete que perguntava para quem os internautas iriam torcer numa dividida de curva entre ele e Massa, deu Rubens na cabeça.

Culpa de quem o fim dessa lua-de-mel? da Brawn? De Button? Dele mesmo?

De ninguém em especial. Rubens simplesmente está sendo superado por seu companheiro de equipe, algo que não é tão incomum assim em equipe alguma. São raras as duplas realmente equilibradas na história da categoria, especialmente em times de ponta, como é o caso, hoje, da Brawn GP.

O que contribui para a malhação de Judas quinzenal, creio, é a desastrosa verborragia de Barrichello. Ele dá a cara para bater, isso ninguém nega. Estava escutando a entrevista que concedeu aos jornalistas brasileiros em Istambul, no blog de Felipe Motta, da Jovem Pan, e fiquei quase chocado com algumas declarações. Digo “quase” porque Rubens foi o cara que mais entrevistei na vida. Sei bem como ele é, digamos, desastrado quando fala.

Primeiro, quando fala da relação de marchas usada em Istambul. Estava errada, a sétima. Fazia com que o motor batesse no limitador de giros por oito segundos na retona, o que inviabilizava tentativas de ultrapassagem. Pombas. Relação de marcha é algo que piloto decide junto com seus engenheiros. E que não muda de sábado para domingo. Assim, se estava errada, era algo que ele, piloto, deveria ter percebido nos treinos. São essas coisas que, às vezes, ajudam a desmistificar um pouco aquela história de que Barrichello é um dos maiores acertadores de carros de todos os tempos. Ele também erra. Às vezes, feio.

Depois vem a filosofia barrichelliana. “Azarado não sou. (…) Minha guerra para ser campeão é um incentivo para muita gente no Brasil.” Ai, ai, ai. Será que Rubens acha, mesmo, que as pessoas no Brasil se espelham nele como grande batalhador da humanidade? Quem enxerga nele um pobre lutador incansável quando saem de casa para trabalhar? Menos, menos. Bem menos. Essa história de querer ser um exemplo de tenacidade soa presunçosa e fora da realidade. Digamos que o brasileiro médio tem exemplos melhores para se espelhar quando pensa em alguém que luta, batalha, briga, vence. E eles não estão no meio automobilístico. Isso é um pouco de complexo de Ayrton Senna. A F-1 não tem mais esse caráter messiânico por aqui faz tempo. Aliás, agradeça-se a Massa por isso. Ele nunca fez o papel de redentor da nação, apesar dos esforços globais.

Sobre Button, Rubens disse que ele “parece com o Michael Schumacher” na medida em que “as coisas estão se abrindo na frente dele”. Como se tudo fosse fruto do acaso, ou do destino. “Ele tá atrás do Vettel e de repente o Vettel dá uma errada, não precisa nem ultrapassar.” Numa corrida de carros, tudo é uma sequência de eventos. Se Rubens tivesse largado direito, passaria junto. Mas largou mal, atrapalhou-se com a embreagem — ou a embreagem o atrapalhou —, ficou para trás. Button largou bem, estava colado em Vettel quando o alemão errou. Por isso passou.

Sobre a Brawn. “Condições [iguais] na equipe acho que sim. As coisas são diferentes aqui. Na Ferrari tinha situações que não eram louváveis.” É engraçado, isso. O responsável pelas “situações que não eram louváveis” era quem? Ross Brawn, suponho. Pelo menos participava de tudo. Você trabalharia de novo para alguém que tem atitudes pouco louváveis? Quando, afinal, Rubens dirá o que de tão pouco louvável aconteceu com ele na Ferrari? Nunca, porque o tal livro, como disse na TV, vai ficar para depois que seus filhos pararem de correr, se o fizerem um dia. Para não prejudicar um eventual contrato com a Ferrari… Ai, ai, ai.

Ainda sobre o time, falando do meeting pós-corrida. “Na reunião, não foi um dia bom para eles. A equipe não sabe qual é o problema da frição (fazia tempo que eu não escutava “frição”). (…) Por que acontece sempre com o cara que faz mais, que chega mais cedo e vai embora mais tarde? É o sentimento lá dentro.” Barrichello acha que seus problemas devem fazer com que todos na Brawn tenham um sentimento de culpa ao final de cada GP.

Não é assim que as coisas funcionam. Problemas técnicos em carros de corrida acontecem aos montes, com todos os pilotos. Nada nunca é perfeito. Se você perguntar a Button se tudo deu 100% certo na Turquia, é possível que ele diga que um jogo de pneus era pior que o outro, ou que num determinado momento o carro estava saindo de frente, ou de traseira. Uma corrida, ainda mais de uma hora e meia de duração, traz ao piloto todo tipo de dificuldade. Uma das chaves para se dar bem é saber lidar com elas.

Por fim, a pérola que chega a ser engraçada. “Se a gente olhar hoje meu dia apático, cheio de problemas, vai ter gente acreditando que vou jogar a toalha. Mas eu, não. Vou lutar sempre.”

Dia apático? Ai, ai, ai.

Som na madrugada – Simon & Garfunkel, Sound of Silence

Deste o primeiro momento da janelinha musical, esta música estava programada. Fui buscar esta apresentação ao vivo de 1967, do festival Monterey Pop.

A mania de não saber perder

Cenas constrangedoras da briga entre jogadores do Corinthians sub-18 com os do Real Madri. Brasileiros ficaram inconformados com o sapeca-iaiá merengue e partiram para a briga. Em função da selvageria, o clube foi excluído do torneio pelos próximos cinco anos. Foi pouco, devia ser banido definitivamente.

Kaká: a segunda transação mais cara

O Real Madrid confirmou nesta segunda-feira, em seu site oficial, a contratação do meia-atacante Kaká, que estava no Milan. O jogador já fez exames médicos acompanhado de um médico do clube espanhol nesta manhã, no Recife, onde está concentrado com a Seleção Brasileira para o jogo de quarta-feira contra o Paraguai pelas eliminatórias da Copa.

Apesar de o valor da negociação não ter sido divulgado, o clube espanhol deve pagar 65 milhões de euros (cerca de R$ 178 milhões) ao time italiano pelo brasileiro, o que configura a segunda maior transação da história – Zidane foi da Juventus para o próprio Real Madrid em 2001 por 78 milhões de euros, em valores atualizados.

O jogador, que segundo o comunicado oficial assinou contrato por seis temporadas, deverá receber 9 milhões de euros anuais, livres de impostos. Com isso, Kaká inaugura uma nova “era galáctica” no Real Madrid. Florentino Pérez, dirigente responsável por levar Zidane, Beckham, Ronaldo e Owen à Espanha, reassumiu a presidência do clube na semana passada prometendo novamente grandes contratações. (Com informações do Folhaonline)