Financiado com dinheiro público, filme do Ultraje é fracasso de bilheteria

ultraje

A eleição de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil não trouxe apenas ele, mas toda uma horda de seguidores fanfarrões que teremos que aturar pelos próximo quatro anos. Roger Moreira, por exemplo, fundador do Ultraje A Rigor, bolsonarista de carteirinha, vive dando pernalongadas de batom que ninguém queria ouvir e passando pano pros escândalos da família Bolsonaro. Mas parece que o músico se concentra na política porque seus projetos pessoais não estou indo tão bem.

Na última quinta (31), o filme-documentário que conta a história do Ultraje a Rigor, intitulado Ultraje, estreou com a pior bilheteria entre os filmes nacionais em cartaz. Quem levantou a bola foi Fabiano Ristow, d’ O Globo, no Twitter, que postou que o filme foi visto por 101 pessoas neste fim de semana.

“Ultraje”, documentário sobre o Ultraje a Rigor que mostra a trajetória da banda de hits como “Inútil”, “Ciúmes”, “Marylou”, “Nos Vamos Invadir Sua Praia” e outros em seus mais de 35 anos de carreira, e traz entrevistas com integrantes de todas as suas formações, foi lançado no circuito comercial com exibição em 20 salas de cinema por todo o Brasil.

“De certa forma, o Ultraje foi atravessando e se adaptando a toda uma mudança na história do rock nacional e do mercado fonográfico como um todo ao longo de seus mais de 35 anos de história. O filme mostra isso e, em muitos momentos, pontua o que estava acontecendo no Brasil durante todo esse período”, relata Marc Dourdin, diretor do documentário, em depoimento ao Terra.

Mas segundo o relatório publicado pelo AdoroCinema, o filme teve apenas 101 espectadores no total, o que totaliza uma média de 5 pessoas por sala.

O jornal O Globo tuitou a notícia. “O documentário “Ultraje”, que conta a história da banda Ultraje a Rigor, com depoimentos do músico Roger Rocha Moreira, foi visto no primeiro fim de semana por… 101 pessoas. Foi exibido em 20 salas. É a pior bilheteria entre os filmes brasileiros em cartaz”, disse o jornalista Fabiano Ristow, que incluiu em seu post um link da matéria do O Globo.

Foi solicitado à distribuidora do filme, Elo Company, que confirmasse os dados, mas a assessoria de imprensa informou que os números de bilheteria costumam ser divulgados apenas ao final das sessões.

Pra completar o desgosto de Roger, que disse ao UOL em matéria publicada no dia da estreia do filme que acreditava que o diretor Marc Dourdin não havia financiado o documentário via Lei Rouanet, a lei realmente não foi utilizada, mas o longa foi bancado por recursos de um edital de 2016 do ProacSP, um programa de incentivo da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

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