Nassif na TV Brasil

Luiz Nassif estreou nesta terça-feira (23/06) novo quadro no telejornal da TV Brasil. O jornalista falará semanalmente sobre economia no telejornal Repórter Brasil, apresentado por Florestan Fernandes. Nassif terá, ainda, um programa na mesma emissora, o Projeto Brasil, em fase de pré-produção. “É um projeto que tenho desde 2002 sobre políticas públicas. Vamos mesclar televisão e internet”, explica o jornalista. “Será uma forma de disseminar a informação e atingir dois públicos, o da TV e o da internet. A imprensa perdeu a característica de opinião. E uma TV Pública abre a possibilidade de um projeto como esse”, afirma o jornalista.

Nassif é craque, dispensa apresentações.

E o Coroné resolveu falar

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Por Bob Fernandes

E o Coronel Nunes, chefe da delegação brasileira na Copa das Confederações, esquentou a gélida noite de Johannesburgo.
 
A conversa era sobre Soweto, o histórico bairro negro, vizinho ao campo onde treinou o Brasil e símbolo da resistência ao apartheid. Os jogadores reservas entravam no ônibus para a volta ao hotel, quando o Coronel Nunes mandou bala na África do Sul como sede da Copa:
-…Como a Copa das Confederações é um teste, eu não daria nota de aprovação para isso aqui…
 
Em determinado instante da conversa, Nunes lembrou sua condição de ex-chefe de Segurança no Pará, onde preside a Federação Paraense de Futebol, e discorreu sobre o que tem percebido. Em pílulas, algumas das suas opiniões:
 
-…Depois das seis da tarde existe (é como se existisse, ele quis dizer) toque de recolher, não se vê mais ninguém nas ruas…
 
-Estou realmente preocupado. Estava pensando em trazer minha família para a Copa, mas não sei…
 
-Fico olhando pela janela do hotel à noite, não se vê vivalma nas ruas…
 
-…Parece uma cidade em guerra permanente…
 
-…Não tem como sair depois do jogo para comemorar num bar a vitória da sua seleção.
 
-Nem mesmo nós que temos escolta da polícia somos respeitados, de repente algum carro fecha, passa na frente, é complicado…
 
Chefe da delegação, é de se ressaltar, é um cargo honorífico, não fala em nome da seleção brasileira salvo se escalado para tanto em alguma cerimônia. Como, aliás, já o fez nesta Copa das Confederações e aqui registramos.
 
Mas, de qualquer forma, essa é a opinião do Chefe da Delegação do Brasil.
 
Segundo o Coronel, 60% dos problemas da África do Sul para a Copa do Mundo seriam exatamente de segurança.
 
Também deste assunto, para o qual o comitê organizador da Copa faz ouvidos de mercador, porta-se como avestruz, já tratamos aqui neste blog.
 
Quanto aos furtos de dinheiro e objetos nos hotéis das seleções do Egito e do Brasil, o Coronel considera serem “casos isolados”.
 
Fato é que aqui em Johannesburgo, no Crowne Plaza Rosebank onde estamos hospedados, os funcionários do hotel recomendam que à noite só se saia às ruas em grupo e, mesmo assim, se for para local próximo. Se possível evitando levar mulheres.
 
No sábado um jornal local noticiava que, segundo o Conselho de Pesquisas Médicas da África do Sul,  um quarto dos homens sul africanos admite já ter estuprado uma mulher. E cerca de 50% deste universo de estupradores admite tê-lo feito mais de uma vez. Pelo que se lê e ouve, o estupro é algo quase endêmico.

Relatadas aqui a opinião do Coronel Nunes e algumas observações sobre Johannesburgo, e sem comparar a gravidade do que foi descrito acima sobre estupros, porque não há comparação, um lembrete: poucas das grandes cidades do Brasil permitem hoje que seus moradores caminhem tranquilamente a pé nas ruas à noite.
 
Esta não é uma particularidade da África do Sul.

Pelos queixumes, desconfio que o Nunes não está curtindo muito o “presente” que seu amigo da CBF lhe deu.

Dadá volta, Mael sai

Para o jogo de sábado à noite contra o Luverdense, em Lucas do Rio Verde, o Paissandu será obrigado a modificar novamente o setor de meio-campo. Dadá reaparece, mas Mael se contundiu e vai desfalcar o time. Diante disso, Edson Gaúcho deverá escalar o seguinte quarteto para a meia cancha: Dadá, Billy, Zeziel e Vélber.

Copa de 2014, álcool e futebol

Por Analice Gigliotti (*)

A realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, está cercada de desconfianças de ordem política e econômica. A origem da verba necessária para construção e reforma dos estádios é a principal polêmica ligada à realização do evento esportivo. Contudo, a Confederação Brasileira de Futebol adotou uma postura que pode trazer prejuízos também para as áreas de saúde e de segurança.

Seguindo uma orientação da Fifa, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-2014 (COL) avisou no dia 9 de junho que as cidades-sede deverão adequar sua legislação para permitir o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios do Mundial. A orientação é contrária a uma resolução da própria Confederação, emitida em abril de 2008, que proíbe o consumo de álcool nos torneios organizados pela CBF e em jogos da seleção.

Por conveniência econômica, o Brasil corre o risco de regredir em um tema de inegável relevância e interesse público. Cotidianamente, são apresentadas diversas soluções possíveis para o problema da violência nos estádios de futebol. Em meio à diversidade de opiniões, uma das ações essenciais a qualquer plano efetivo é a proibição da venda de álcool nos estádios e nos locais próximos a eles: as evidências científicas que relacionam consumo de bebidas alcoólicas e comportamento violento são conclusivas.

Por isso, sugerimos ao presidente da CBF e do COL que reconsidere a recomendação feita às cidades-sede. A realização da Copa do Mundo deve, além do espetáculo esportivo, culminar em melhorias para a população brasileira. Para que nosso país comece a jogar limpo também fora das quatro linhas.

(*) Presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas

Boca contrata técnico

Depois de dispensar Carlos Ischia, desgastado pelo revés na Libertadores, o Boca Juniors fechou nesta terça-feira acordo com Alfio Basile para comandar a equipe a partir de quinta-feira. Carlos Bianchi, supervisor do clube, negociou o retorno de Basile, que estava sumido desde que deixou o comando da seleção argentina.

S. Paulo recebe o corintiano Lula

O São Paulo está em campanha pública para que o estádio do Morumbi receba jogos da Copa do Mundo de 2014, que será disputada no país. Nesta terça-feira, a diretoria do clube recebeu o presidente Lula na tentativa de reforçar seus chances. Lula chegou ao palco são-paulino por volta das 18h45 e lá ele se encontrou com cartolas como o presidente Juvenal Juvêncio, além do prefeito Gilberto Kassab, torcedor do time, do ex-jogador Raí e de seu ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior. O presidente desceu no gramado do Morumbi e iniciou sua visita pelas dependências, passando por vestiários, loja e bar temático do clube. Depois, ele se reuniria com Juvêncio e os outros convidados. (Do iG Esporte)

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Na trincheira do rock

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Jamari França destaca em seu blog dois episódios deliciosos da biografia de Bill Graham (na foto acima, de blusa preta, ao lado de Mick Jagger) sobre sua vida dentro e fora do rock, que já mencionei aqui há algumas semanas e que, de fato, é um puta livro – para quem gosta de rock, óbvio.

Bill também ficou pau da vida com a insistência dos Stones em promover o Festival de Altamont, que foi um desastre com um espectador assassinado pelos Hell’s Angels, encarregados da segurança a convite dos Stones, e que também meteram a porrada em muita gente. Bill desabafou à Rolling Stone: “Gostaria de oferecer ao Sr. Jagger 50 mil dólares para ir comigo a programas de rádio e TV sem estar drogado, sem se esquivar, para conversar durante uma hora. Perguntaria que direito ele tinha de ir em frente com o festival gratuito e de ir embora agradecendo pela maravilhosa experiência e pela ajuda dos Angels? Agora ele deve estar em sua casa de campo na Inglaterra, mas e o que deixou para trás nesse país? Ele se atrasou em todos os malditos shows, prejudicou produtores e o público. Que direito tem essa divindade de descer até esse país desta maneira e e ir embora com um milhão e duzentos mil dólares no bolso? É com prazer que digo ao público que Mick Jagger não é Deus Junior. Mas sabem qual é a pior tragédia dessa história toda? É que este filho da puta é um excelente artista,” xinga Graham.

Graham achava uma bosta solos de bateria de várias bandas, especialmente do Ten Years After, que ia tocar no Fillmore. Daí resolveu botar um baterista de verdade para dar uma lição no cara. Ele botou o baterista de jazz Buddy Rich antes do Ten Years After. Ele odiava rock: “Esses bateristas de rock não conseguem nem segurar meu pau direito quanto mais uma baqueta,” esbravejou Rich. A platéia gritava o nome do Ten Years After, mas o Bill pôs o Buddy Rich no palco na marra.

Quando o show acabou, o povo gritava o nome de Buddy Rich. Bill chegou para o baterista do Ten Years After Ric Lee e lhe disse: “Cara, mal posso esperar o teu solo de hoje.”

Naquela noite Ric não fez solo de bateria.

O poliglota Joel

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Por Eduardo Arruda/Paulo Cobos – da Folha de S. Paulo

As piadas de brasileiros na internet sobre o seu inglês irritaram Joel Santana. Tanto ou até mais que as críticas que o treinador vem recebendo por seu desempenho à frente da seleção da África do Sul, que, na quinta, às 15h30, enfrenta o Brasil por uma vaga na final da Copa das Confederações. Ontem, Joel evitou entrevistas formais. Mas, no caminho entre o campo que sua equipe treinou e o ônibus, respondeu à reportagem sobre ter virado um hit na internet – até uma música no estilo funk foi criada a partir de suas frases em inglês ditas em entrevistas após os jogos.

“Brasileiro gosta disso, de tirar sarro. Tem cara fazendo um monte de besteira, mas usa gravatinha e tem uma pastinha na mão, como brasileiro gosta”, disse o treinador, dando a entender que é vítima de preconceito por seu tradicional estilo. Durante os jogos, ele sempre usa o agasalho da África do Sul e não abre mão da prancheta tática que virou sua marca.

Questionado se está fazendo aulas de inglês, Joel preferiu falar sobre o seu trabalho. “Eu aprendo [o idioma] no dia-a-dia. Meu negócio é produtividade, e isso estou fazendo”, falou o treinador, que está em um dos cargos mais instáveis do futebol mundial – ele é o nono técnico da África do Sul apenas nesta década. Para os padrões da seleção, a pressão sobre o técnico é até suave. Ontem, no primeiro treino para a semifinal, eram poucos os jornalistas sul-africanos.

Nos jornais locais, o futebol divide atenções com jogos da seleção sul-africana de rúgbi, o esporte favorito dos brancos. Mas Joel já foi alvo de críticas pesadas. Um jornal classificou seus métodos como típicos de um “Fred Flintstone”, o personagem de desenho animado que vivia na “idade da pedra”. Os sul-africanos também se queixam de seu salário, de cerca de US$ 200 mil, considerado alto para os padrões locais.

O rolo de Gabeira

Do Folhaonline

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) admitiu que usou R$ 20 mil da verba indenizatória em 2004 para contratar a Lavorare Produções, de sua mulher, Neila Tavares, para produzir um site.

Segundo Gabeira, na época era sua namorada. “Desde que nossa relação mudou de patamar não a contratei mais com verba da Câmara.”

Então tá…

Dênis Marques na mira do Fla

Segundo Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil, o Flamengo está muito próximo de apresentar seu novo reforço para o ataque: Trata-se do atacante Dênis Marques, ex-Atlético Paranaense, atualmente no Omiya Ardija, do Japão. O clube está em 12o lugar no Campeonato Japonês e deve liberar o atacante para retornar ao futebol brasileiro. A discussão ainda está no tempo de contrato. Em princípio, Dênis Marques seria liberado para jogar pelo Flamengo até o final de 2009, mas é possível que a negociação permita ao jogador permanecer no Brasil pelo menos até o final do primeiro semestre de 2010.

Abaixo, a ficha do atacante:

DÊNIS MARQUES
Nome completo: Dênis Marques do Nascimento
Idade: 28 anos (22/2/1981)
Altura: 1,83 m
Peso: 78 kg
Nasceu em: Maceió
Clubes: Mogi Mirim (2002/2003), Al Kuwait (2003/2004), Atlético Paranaense (2004 a 2007), Omiya Ardija (desde 2007)

A dança dos técnicos

Palpitar sobre escolha de treinador é tão ou mais arriscado do que tentar prever resultado de eleição. Certas apostas, dadas como certeiras e infalíveis, com o tempo revelam-se tremendos equívocos. Quem em sã consciência imaginaria, por exemplo, que Felipão seria um retumbante fiasco no comando do Chelsea? Ou que, ao contrário, Pep Guardiola conquistaria tantas glórias em tão pouco tempo de gestão no Barcelona e logo em sua primeira experiência no ofício?
No Brasil, um dos fracassos mais ruidosos foi o de Vanderlei Luxemburgo na Seleção, justo ele que era tido e havido como o novo semideus das táticas futebolísticas. Já o capitão-do-mato Dunga, apesar de algumas topadas, vai levando o barco, mesmo contra a maré e a rabugice de muitos (este escriba baionense incluso) e dá a impressão de que pode alcançar conquistas importantes.
São mistérios próprios do futebol, que nunca foi (graças a Deus) ciência exata. Por isso mesmo, de vez em quando, alguns pequenos milagres acontecem, escapando à lógica das coisas. Fiz todo esse intróito em face da troca de comando técnico no S. Paulo, com a saída de Muricy Ramalho depois da eliminação na Taça Libertadores.
Muricy sagrou-se tricampeão brasileiro com o S. Paulo (2006, 2007 e 2008), depois de um vice-campeonato pelo Inter (em 2005). Tem histórico de técnico vitorioso, trabalhador, disciplinador e sério. Marrento e rude no trato com os jornalistas, a quem distribuiu coices quase diários nos últimos seis meses, mas de resultados perfeitamente coerentes com o padrão estabelecido pelo clube nos últimos anos.
É recorrente a imagem do Tricolor como clube mais bem administrado do país, tanto no aspecto financeiro quanto na política de contratações. Curiosamente, o S. Paulo conduziu-se no mesmo nível de qualquer outro time arranca-toco na hora de descartar Muricy, atendendo à cornetagem explícita de alguns conselheiros e da parte mais estridente da torcida.
Muricy, que já mereceu alguns textos críticos meus, sai de cabeça erguida. É evidente que fez um bom trabalho e os números são irrefutáveis – 139 vitórias, 67 empates e 46 derrotas. O estilo é feio, quase brucutu, centrado no jogo aéreo (o velho chuveirinho), mas foi mais do que suficiente para dominar a cena brasileira nos últimos três anos. O certo é que, mesmo tão medalhado, Muricy sai de cena no S. Paulo como um treinador comum. E, suprema ironia, talvez ele de fato não seja mais que isso.
 
 
Por outro lado, o anúncio de Ricardo Gomes como novo comandante pegou a todos de surpresa, pela falta de estofo do escolhido. Ex-beque do Fluminense e da Seleção, Gomes não tem nenhuma conquista vistosa como treinador. Para piorar, acaba de ser dispensado pelo Monaco da França, depois de campanha chinfrim no certame francês. Seu histórico como técnico não o recomenda. De cara, terá que desafiar a lógica e a descrença geral. Estou entre os incrédulos quanto ao êxito de sua missão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça, 23)