O Paissandu ainda não encerrou o ciclo de contratações. Reunião entre o presidente LOP e o técnico Roberto Fernandes, nesta quarta-feira, deixou praticamente encaminhada a busca por um centroavante, que pode vir do futebol goiano. Fernandes sonha também com a vinda de um meia-armador de renome.
Mês: julho 2011
Capa do DIÁRIO, edição de quinta-feira, 21
Timão derrota Botafogo e dispara na ponta
Paraguai, sem vencer ninguém, está na final
Quando escrevi que a Copa América é um torneio menor ouvi choro e ranger de dentes. Está aí a prova. Te contar…
Coluna: O suplício de uma gestão
A infernal sequência de demissões, pinimbas internas e trapalhadas diversas transformou as férias forçadas do Remo em verdadeiro suplício para seus torcedores. Desde que o clube se viu apeado das competições nacionais, ao ser eliminado do Campeonato Estadual, não houve uma semana de calmaria no Evandro Almeida.
Notícias ruins ganham as ruas diariamente. Não que as informações negativas sejam exclusividade do Remo, mas o fato é que o clube está completamente vulnerável a tanto desgaste.
No fim de semana, estourou a história da depredação de apartamentos pelos jogadores Lopes e Paulo Sérgio. Depois, veio a briga entre o coordenador do sub-17 Tindô e o diretor Francisco Rosas. Por fim, o anúncio da enxurrada de demissões de funcionários.
Em meio a isso, o presidente Sérgio Cabeça Braz repete o ritual de isolamento que parece ter se tornado sina nas hostes azulinas. Os ex-presidentes Raimundo Ribeiro e Amaro Klautau também findaram seus mandados na mais completa solidão, amargando as conseqüências dessa fragilidade política.
O problema é que, ao contrário dos antecessores, Cabeça está apenas começando – e já está sozinho. Assumiu o cargo em janeiro deste ano. É espantoso que, seis meses depois, tenha perdido seus principais colaboradores, a começar pelo vice-presidente, Rafael Levy.
É de conhecimento público a herança nefasta que a gestão passada deixou, mas diretorias eleitas têm a obrigação de conhecer em minúcias a real situação financeira do clube. Dívidas e pendências trabalhistas fazem parte da rotina do Remo há várias décadas. Quem se mete a assumir a gestão deve ter consciência dos problemas a serem enfrentados.
Espera-se que a decisão de expurgar em massa dezenas de funcionários não esteja atrelada a uma estratégia de fato consumado, tão exercitada pelo presidente anterior, visando justificar o desmanche de patrimônio. AK queria a todo custo vender o estádio Baenão e seu propósito só foi brecado pela ação do grupo presidido por Cabeça. A dúvida é: quem brecará agora os novos dirigentes caso queiram seguir a cartilha do ex-gestor?
Só mesmo no caótico mercado brasileiro da bola é possível um treinador não mais que mediano passar, no espaço de um ano, por cinco grandes clubes, todos campeões nacionais – Cruzeiro, Corinthians, Santos, Atlético-PR e São Paulo. Trata-se de Adilson Batista, que dirigiu o Paissandu há seis anos e que ostenta o apelido de “Professor Pardal”, pela mania de mexer tanto nos times até esbandalhá-los por completo.
O Tricolor do Morumbi é seu atual abrigo, talvez por pouco tempo, afinal Adilson permaneceu em média apenas três meses em seus últimos empregos. Parece mais do que óbvio que algo de muito esquisito acontece no futebol brasileiro.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 21)
Rock na madrugada – Foo Fighters, Learn To Fly
Perguntinha do dia
Quem está com a razão nessa pinimba entre Tindô, técnico do Sub-17 do Remo, e Francisco Rosas, diretor de Futebol, sobre as divisões de base do clube?
Fernandes indica novo goleiro para o Papão
O Paissandu deve anunciar nas próximas horas a contratação do goleiro Dalton, de 24 anos, ex-jogador do Metropolitano (SC) e que estava disputando o último campeonato catarinense. Dalton é de Chapecó e vem por indicação do técnico Roberto Fernandes, que conta apenas com Alexandre Fávaro e Dida no elenco de profissionais para a Série C.
A dura vida de um “professor” do futebol
É quase inacreditável, mas Luiz Felipe Scolari está infeliz no Palmeiras. Anda bastante irritado com as escaramuças políticas e com a falta de perspectivas vitoriosas para o time. Só não pode se queixar de grana. Tem hoje o maior salário do futebol continental: R$ 700 mil mensais. Nessa sua volta ao futebol brasileiro, Felipão já embolsou uma fortuna superior a R$ 8,5 milhões. Detalhe: nesse meio-tempo não precisou conquistar nada. O Palmeiras foi mal no Paulistão, não decolou no Brasileiro e foi eliminado pelo Goiás na semifinal da recente Copa Sul-Americana. Apesar de tudo isso, o técnico campeão mundial segue se lamuriando.
Só não rompe o contrato, obviamente…
A frase do dia
“Ele (Roberto Fernandes) é um cara que gosta de ser o centro das atenções. Ele não ganhou nada, não é ninguém. O cara vem aqui e tenta desrespeitar meus jogadores, minha torcida, aqui não, aqui ele tem que respeitar. Ele só vem caindo, não é ninguém. Enquanto tens uns indo de cima pra baixo, outros vão de baixo pra cima”.
Léo Goiano, técnico do Araguaína, furioso com Roberto Fernandes. Com Tourão do Norte não se brinca…
Uruguai espanta zebra peruana e está na final
Dunga errou ao deixar Ganso e Neymar fora da Copa
Por Mauro Cézar Pereira (da ESPN)
A seleção de Dunga era resultado de quase quatro anos de trabalho quando disputou a Copa de 2010.
A de Mano Menezes tinha menos de um ano de existência ao estrear na Copa América deste ano.
O time do capitão de 1994 era forte na defesa, ótimo no contra-ataque, e contava com jogadores experientes, de outros Mundiais. Faltava uma pitada de talento.
O de Mano refletiu uma renovação. Tanto que começou os 2 a 2 com o Paraguai com nove jogadores que não eram titulares na África do Sul.
No time de Dunga, se convocados, Neymar e Paulo Henrique Ganso não seriam protagonistas, mas jovens talentosos à disposição para ajudar. Ou ao menos ganhar experiência.
Na equipe de Mano eles viraram personagens centrais, “os caras” em meio às mudanças radicais em relação ao time de 2010.
Incrível como alguém consegue concluir que, por não terem ido bem no renovado time da Copa América, ambos fracassariam em gramados sul-africanos.
Pelo menos teriam convivido em ambiente de Mundial, mesmo sem entrar em campo, como tantos os Dunga’s Boys. E se entrassem… Só Deus sabe o que aconteceria.
Neymar e Ganso são talentosíssimos, ganharam dois Estaduais, uma Copa do Brasil e uma Libertadores em pouco mais de um ano.
Muitos jogadores passam a vida inteira sem sequer se aproximarem de tantas conquistas. Desprezar tamanho talento é tolice. Com um toque de pretensão, talvez.

