Se Rasgum cancela seletiva de festival

Da coordenação do Festival Se Rasgum

NOTA DE ESCLARECIMENTO
 
Com muita tristeza, a organização do Festival Se Rasgum é obrigada a anunciar o cancelamento das seletivas programadas em parceria com a Funtelpa – Rádio, TV e Portal Cultura. Não foi uma decisão que partiu de nós, mas da falta de organização e de incentivo da rede de comunicação estatal para as bandas novas, de Belém e do interior, que trabalham com músicas próprias e com uma nova linguagem na música paraense.
 
Funcionários de dentro das emissoras Cultura, que nos incentivaram e trabalharam para que houvesse o programa, também não podem mais fazer nada, pois infelizmente um acordo que já estava feito foi rompido por uma decisão unilateral e centralizadora. Tudo o que podemos fazer agora é pedir desculpas a todas as bandas e pessoas envolvidas, além de garantir que nós faremos essa seletiva, sim, e que as bandas se apresentarão e terão outras boas oportunidades também.
 
Se há um objetivo que sempre ficou transparente na Dançum Se Rasgum Produciones foi o de que nós nos preocupamos com a música. E nos preocupamos porque gostamos de música, porque sabemos a força que ela tem e onde ela pode nos levar. Nos preocupamos com o Estado, com a tal “cena”, com a criação de novos sons, de novas bandas. Nos preocupamos com Belém, com o Pará. E nos preocupamos porque existem duas coisas que nos fazem acreditar no que fazemos: o talento da música paraense e nosso compromisso com ela.
 
A honestidade e o trabalho árduo sempre estiveram nos acompanhando, mesmo somado ao desgaste que sofremos para fazer com que o Festival Se Rasgum continue dando frutos para os grupos locais, que seja repercutido nacionalmente por veículos de imprensa como a Folha de S. Paulo, Revista Veja, MTV, Bravo!, Revista Rolling Stone etc., e que faça com que o público acompanhe por onde anda a música brasileira e dando às bandas locais a oportunidade de desfilar nesse cenário.
 
Nossa intenção de mudar as seletivas para a TV, Rádio e Portal Cultura era para dar visibilidade a mais bandas que gostariam de participar do festival. No entanto, continuaremos com o objetivo das seletivas levando o evento para outro lugar e transformando em apresentações ao vivo, mostrando que assim como o tema do festival, só os mais aptos sobreviverão. E se para essa sobrevivência, quesitos como honestidade, compromisso e boas intenções contarem mais pontos, o Festival Se Rasgum é o que vai superar todo o caos.
 
Os votos pelo site
www.serasgum.com.br continuam. A ordem de apresentação continua a mesma, por mais que as etapas sejam divididas em mais dias. A organização do festival comunica que em menos de 24 horas, após uma reunião com todas as bandas envolvidas, serão divulgadas datas e local das novas seletivas. Aguardem novidades.

A doce dúvida de Cristiano

O português Cristiano Ronaldo tem apenas uma dúvida antes de ser apresentado oficialmente como jogador do Real Madrid. Contratado por uma verdadeira bolada de 94 milhões de libras (R$ 257 mi), o meia-atacante que será o jogador mais bem pago do planeta ainda não decidiu qual número de camisa vestirá no clube merengue. Número 7 do Manchester United e dono da marca CR7, não poderá manter o logotipo porque a camisa pertence ao atacante Raúl, revelado pelo próprio clube e ídolo da torcida merengue. Como na Espanha os jogadores os registros não podem ultrapassar a 25, camisas extravagantes como a 77 estão descartadas.

Assim, Cristiano optará pelo 9, que pertenceu na última temporada ao argentino Javier Saviola, ou pelo 10, que estampou as costas da camisa do holandês Wesley Sneijder, mas pertenceu a outro português: Luís Figo, que atuou no time do Santiago Bernabéu entre 2000 e 2005. Cristiano Ronaldo terminará sua viagem de férias a Los Angeles nesta sexta-feira e neste sábado desembarca em Lisboa, quando se reunirá com seu empresário, Jorge Mendes. O português ainda não tem data definida para assinar o contrato de seis temporadas com o Real, que lhe pagará € 13 milhões (R$ 35 milhões) por temporada. (Do site da ESPNB Brasil)

Gaúcho aposta em Billy

O Paissandu está praticamente definido para o jogo deste sábado, em Parauapebas, contra o Águia. Para manter o estilo, o técnico Edson Gaúcho fez um último treino na manhã desta sexta-feira com os portões fechados na Curuzu. Quem viu a movimentação postado num dos prédios vizinhos percebeu que o treino foi mais tático e recreativo.

A delegação viajou à tarde para Parauapebas. Segundo o repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube, o time deve ser: Rafael Córdova; Paulo de Tarcio, Roni, Luciano e Aldivan; Mael, Billy, Zeziel e Vélber; Zé Carlos e Torrô. O garoto Billy ganhou a disputa com Lê pela vaga de Dadá, que está lesionado e volta a desfalcar a equipe.

S. Paulo demite Muricy

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Após três anos e meio no comando, Muricy Ramalho não é mais técnico do São Paulo. A saída do treinador foi anunciada na noite desta sexta-feira, um dia após a eliminação na Copa Libertadores da América diante do Cruzeiro.
Muricy levou o São Paulo a três títulos brasileiros, em 2006, 2007 e 2008 – feito inédito no campeonato. Caiu, no entanto, quatro vezes consecutivas na Libertadores para clubes nacionais. Perdeu a final de 2006 para o Inter, depois para o Grêmio nas oitavas, para o Fluminense nas quartas e, ontem, diante do Cruzeiro na mesma fase.

Após a derrota no Morumbi, a diretoria do São Paulo havia confirmado a permanência de Muricy no cargo. No entanto, o técnico deu pistas de que poderia sair. “Não vou ficar se sentir que estou incomodando”, disse. Nesta sexta, dia tradicional de entrevistas coletivas de Muricy Ramalho no CT do clube, o técnico não compareceu, e os diretores “sumiram”. Após uma primeira reunião, ele chegou a comandar o treinamento da tarde, mas logo depois foi chamado para uma segunda reunião com o presidente Juvenal Juvêncio. Aí, foi demitido.

O auxiliar Milton Cruz vai comandar o São Paulo no domingo, no clássico contra o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Nos corredores do Morumbi, são ventilados os nomes de Paulo Autuori, Abel Braga e Dorival Júnior. Seriam os “sonhos de consumo” do São Paulo. Todos, no entanto, estão trabalhando em outros clubes no momento.

Som na madrugada – George Harrison, Here Comes the Sun

Harrison no histórico Concerto para Bangladesh, acompanhado por Pete Ham (do Badfinger).

A solidão da derrota

Muricy Ramalho acaba de dar uma das melhores entrevistas de sua carreira. Tranquilo, sereno e respeitoso. Analisou a vitória cruzeirense como normal (“jogaram melhor”), a reação da torcida são-paulina (“os caras têm todo o direito de chiar depois da perda do Paulista e da Libertadores”) e ainda antecipou seus próximos dias no clube: “Não fico onde meu trabalho não contribui. Se houver o entendimento de que não estou ajudando em nada, vou embora. Não tenho multa rescisória, não vou ficar forçando uma barra onde não me quiserem. No futebol, se não houver união de esforços e integração, nada acontece”. Simples e direto.

Eu que sempre vi Muricy como um sujeito ríspido aprendi a vê-lo melhor hoje, numa noite difícil para qualquer profissional – a noite da derrota. Foi bom perceber sua consciência da solidão que aflige os vencidos. Mostrou que é um cara com a exata noção de seu tempo e espaço. E seu exemplo serve para todo tipo de profissional empregado, que, em algum momento da carreira, tem seus méritos questionados. Não adianta muito, mas faço questão de me solidarizar com ele.

Destaques do DIÁRIO nesta sexta, 19

* Prefeitura de Belém tem 30 dias para regularizar Samu

* Vítimas da repressão anistiadas

* Baile brasileiro nos EUA: 3 a 0

* Passageiros passam 9 horas de agonia no aeroporto

* Lei seca ainda não vingou no Pará

* Cardias é transferido para Americano

* Vida sexual começa antes dos 15 no Norte

* PF apreende 6 toneladas de muamba

* Filha de traficante é morta na Cabanagem

Cruzeiro elimina S. Paulo

O Cruzeiro fará o duelo brasileiro com o Grêmio nas semifinais da Taça Libertadores da América. Atuando no Morumbi, a equipe mineira derrotou o São Paulo por 2 a 0 nesta quinta-feira, e garantiu sua classificação à próxima fase. Os gols da vitória do Cruzeiro foram marcados por Henrique e Kléber, cobrando pênalti. Durante a partida, o time paulista teve Eduardo Costa e André Dias expulsos.

Os comandados de Adilson Batista abriram o placar aos 22 minutos do segundo tempo, quando Henrique acertou um lindo chute no ângulo do goleiro Dênis. Já aos 35 minutos, André Dias colocou a mão na bola dentro da área e foi expulso. Kléber cobrou com categoria e definiu o marcador.

O Cruzeiro mandou no jogo, controlou as ações com um bom toque de bola e se beneficiou de um surpreendente nervosismo do São Paulo. A expulsão de Eduardo Costa, no fim do primeiro tempo, também pesou na balança. A destacar a excelente atuação do árbitro argentino Sergio Pezzota, perfeito nas interpretações e na aplicação dos cartões. Tranquilo, não se deixou envolver pela pressão tricolor no Morumbi.

Fota racha a Fórmula 1

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Parecia factóide, mas o rompimento se confirmou. A partir de 2010, a Fórmula 1 perderá algumas de suas grandes equipes. Em decisão histórica, a Fota (associação que representa as escuderias) emitiu um comunicado no fim da noite desta quinta-feira informando que não entrou em acordo com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e que deixará a principal categoria do automobilismo mundial.

Com isso, o Mundial de F-1 de 2010 não terá Ferrari e McLaren, duas das principais escuderias da história da categoria. Estão na mesma situação Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn, Red Bull e Toro Rosso. Apenas Williams e Force India não romperam com a FIA e estão garantidas no campeonato do próximo ano.

“As equipes não têm outra alternativa a não ser iniciar a preparação para um novo campeonato que reflita os valores de seus participantes e parceiros”, informou a Fota, por meio do comunicado assinado por Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn, Red Bull e Toro Rosso. “Essa nova categoria terá uma direção transparente, um único regulamento, encorajando a entrada de novas equipes e vai escutar os desejos dos fãs, inclusive oferecendo preços mais baixos para os espectadores em todo o mundo”, complementou a nota.

O motivo para o rompimento foi a alteração do regulamento para a próxima temporada. Max Mosley, presidente da FIA, estabeleceu que as equipes deveriam trabalhar com um teto orçamentário estipulado em 40 milhões de libras, que é um valor bem abaixo do utilizado pelas grandes equipes, como Ferrari e McLaren. (Com informações da ESPN Brasil)

Deus ao lado dos vitoriosos

Religião é assunto sempre delicado e a prudência recomenda que se respeite a convicção de cada um, mas algumas entrevistas pós-jogo beiram o absurdo catequético. Depois da bela vitória sobre o S. Paulo, no Morumbi, o goleiro cruzeirense Fábio evitou comentar a parte técnica da partida e caprichou no tom de pregação.

“Deus é fiel, toda glória a Ele e temos que agradecer por ter iluminado o nosso time, nos presenteando com essa maravilhosa vitória. Glória a Deus…” e seguiu nessa linha até o repórter finalmente desistir da entrevista. Tudo muito bem, a fé move montanhas, mas é esquisita a ideia de que Deus só age em favor dos vencedores e vira as costas aos perdedores.

Ainda estão vivas na memória de todos as imagens de Marcelinho Carioca, atleta de Cristo juramentado, com faixa na cabeça saudando Jesus. Baixava o cacete nos adversários, cuspia e xingava deus e todo mundo. Seu único momento de contrição era na hora de ajeitar a bola para cobrar faltas. Quando a bola entrava, lá vinha louvação religiosa em doses cavalares. Quando perdia, saía querendo briga e disparando palavrões contra a arbitragem.

Diploma caiu, e agora?

Do Blog Monitorando

Em dez anos de docência em Jornalismo, poucas vezes senti um clima tão intenso de perplexidade nos corredores da universidade, ontem à noite. Eram pouco mais de sete horas, e os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiam que já não seria mais obrigatório ter diploma para se obter o registro profissional de jornalista. Quer dizer, a corte suprema brasileira desregulamentava uma profissão, derrubando um marco de quarenta anos.

Pelos corredores da universidade, alunos e professores se olhavam num misto de consternação, receio e certa vergonha. Claro que sempre houve a possibilidade de uma decisão como aquela, na medida em que o assunto seria julgado, mas pelo jeito, não era o que se esperava. Um silêncio cúmplice pairava, e o ar frio e pesado da noite envolvia a todos, como numa espécie de transe, transe de velório.

Mas o que eu faço com o meu diploma?

O encerramento da polêmica não faz terminar os questionamentos. Alguns perguntam o que farão com seus diplomas, conseguidos a duras penas. Ora, é preciso ter a clareza do alcance da decisão de ontem. O Supremo julgou a OBRIGATORIEDADE e não a VALIDADE do diploma. Isto é, não é mais preciso juntar o canudo para se conseguir o registro. Quem tem diploma expedido por uma instituição de ensino superior reconhecido pelo MEC continua tendo seu diploma, com validade e (por que não?) orgulho.

Repito: a decisão de ontem não enfraquece nenhum diploma. Enfraquece a categoria, na medida em que desregulamenta, na medida em que flexibiliza as regras para ingresso no mercado de trabalho. Antes, havia uma trava – o diploma -, agora, não há mais.

O que eu faço? Continuo o curso?

Mas claro que sim. Estudar não faz mal a ninguém. Quem faz universidade está investindo na própria formação, na própria qualificação profissional, e isso – com diploma obrigatório ou não – continuará a ser um divisor de águas na contratação de gente no mercado. Isto é, qualquer empregador quer sempre admitir o melhor profissional para a sua empresa. Se ele é melhor qualificado  – porque tem um diploma de jornalismo – do que o concorrente que tem ensino médio ou outro curso universitário, o empregador já sabe o que fazer.

As faculdades de Jornalismo vão fechar?

Difícil prever isso. São muitas, é verdade. Estima-se que mais de 400 pelo país. Talvez algumas não sigam adiante. Talvez nada se altere. Mas vamos ser sinceros: não era o decreto-lei 972/69 que fazia com que hordas de jovens se matriculassem nos cursos de Jornalismo. Era e sempre foi a vontade, o desejo, a expectativa de ser jornalistas. Então, não sei se a curto prazo a coisa deva se mover tanto. Um exemplo: a profissão de publicitário não exige diploma do curso para o seu exercício, e mesmo assim, esses cursos universitários são cada vez mais abundantes e cada vez mais atraentes, sendo dos mais disputados. Outras regras parecem vigorar…

A minha escola vai fechar por causa disso?

Abrir um curso universitário é muito complicado. Fechar também. Depende de muitos fatores, de um trâmite longo no Ministério da Educação, e de outros aspectos, entre os quais o da imagem da instituição de ensino. Nenhuma escola deve se orgulhar de fechar cursos, mas sim de abrir novas turmas. Por isso, um curso não se fecha do dia para a noite, até porque se assim o fizer, será alvo de uma torrente de processos dos alunos que se sentirão prejudicados. Por isso, qualquer precipitação agora é demasiada e desnecessária.

O Supremo agiu certo?

Pessoalmente, acho que os ministros demonstraram não conhecer a profissão, e que acabaram confundindo um direito amplo com o direito de exercício profissional. Como quem confunde direito à Justiça e direito de atuar como advogado.

Mas pra ser bem sincero, decidida a questão pelo STF, de que adianta continuar a argumentar e contra-argumentar, se o tempo não volta. Sou mais pragmático. E é necessário olhar pra frente. A derrota foi dura, mas não é a final.

O Supremo pode voltar atrás?

Não. A decisão está posta. O decreto-lei que regulamentava a profissão foi considerado inconstitucional. Para a Justiça, isso significa que ele é inválido. Logo, qualquer pessoa pode requerer seu registro profissional de jornalista sem o diploma.

Então, não há saída? A coisa acabou?

Mais ou menos. A saída não é pelo Judiciário, mas pelo Legislativo ou pelo Executivo. São eles que podem – por exemplo – formularem projetos de lei para uma nova regulamentação para a profissão. E se esse projeto tramitar no Congresso e se tornar lei, pronto: temos novas regras para a profissão.

A boa notícia é que isso pode estar já em curso. No final do ano passado, o Ministério do Trabalho criou um grupo que iria trabalhar na redação de uma nova regulamentação. Há cerca de um mês, o presidente da Fenaj, Sergio Murillo de Andrade, me disse que a coisa estava em banho-maria, penso que no compasso da decisão do STF. Fechado o capítulo no Judiciário, pela via política, haveria outros caminhos…

O mercado vai ficar pior?

É difícil dizer. Principalmente, num tempo em que é cada vez mais difícil enganar as pessoas. Por conta da internet e da cordilheira de informação que todos temos à disposição, a toda hora, pode-se desmintir qualquer um que queira aplicar um golpe. Fazer jornalismo é cada vez mais difícil. Vai depender de gente cada vez mais qualificada. Para a lei, não vai importar se essa gente terá diploma de Jornalismo ou não. Mas o fato é que nunca na história humana houve tanto interesse por informação e houve tanta informação à disposição. Isso requer tratamento técnico, especializado, adequado. Isso requer triagem, seleção, acuro, qualidade e credibilidade. Jornalistas são ainda muitíssimo necessários. Bons jornalistas são mais necessários ainda.