Libertadores: Conmebol faz G-4 virar G-3

O caminho para a Libertadores ficou ainda mais difícil para os clubes do Brasil. A Conmebol anunciou a mudança nos critérios de classificação para a competição e, na prática, reduziu de quatro para três as vagas que estão em jogo no Brasileiro – assim, o G-4 vira G-3. Pelas novas regras, o campeão da Sul-Americana passa a se classificar para a Libertadores do ano seguinte. Assim, ocupa a vaga extra que era destinada ao time que tinha vencido a edição anterior da Libertadores. A partir de agora, o campeão da Libertadores passa a ocupar uma das vagas destinadas ao seu país na competição. E, como o Inter ficou com o título deste ano, o futebol brasileiro “perde” um dos representantes em 2011. O Brasil continua com cinco representantes na Libertadores. Mas como o Inter fica com uma vaga por ser o atual campeão e o Santos terá outra pelo título da Copa BR, o Brasileirão passará a classificar apenas os três primeiros colocados para a competição continental – até então, eram quatro.

O número de representantes brasileiros ainda pode aumentar, desde que um clube do país seja o campeão da Sul-Americana deste ano – Palmeiras, Atlético-MG, Goiás e Avaí seguem na disputa. A divisão de vagas entre os países não foi alterada, mantendo a Argentina com as mesmas cinco do Brasil e os demais com apenas três representantes cada. (Do G1, ESPN, UOL)

Dorival atribui demissão a mal-entendido

Por Paulo Vinícius Coelho

No primeiro pronunciamento depois da demissão do Santos, o técnico Dorival Júnior atribuiu a uma falha de comunicação o fato de a direção do Santos afirmar que havia um entendimento para Neymar enfrentar o Corinthians: “Em nenhum momento houve essa conversa. Há um mal entendido aí. Desde o princípio, eu afirmei que a punição seria por tempo indeterminado”, disse Dorival Júnior em conversa telefônica ao meio-diaDorival Júnior está em Santos e até agora não há nenhuma informação confirmada do interesse do São Paulo. Seu filho Lucas, em Florianópolis, afirma que quem disser que há conversa com o São Paulo está mentindo.

O ex-treinador do Santos também não fala nessa possibilidade. Na conversa da tarde de quarta-feira, Dorival Júnior voltou a dizer que Neymar é um ótimo garoto. “Ele é muito gente boa. É claro que houve uma mudança recente, mas isso é natural”. Por causa desse comportamento recente é que o treinador julgava necessário mantê-lo fora da equipe. “A diretoria julgou que apenas a punição administrativa resolveria. São duas coisas diferentes. Era preciso aplicar a punição disciplinar também.”

No resumo da história, está claro que houve uma falha grave de comunicação. Bastava haver uma reunião na quinta-feira, antes do anúncio da multa, e outra na segunda, antes de definir o afastamento ou não da partida contra o Corinthians. Essas duas reuniões entre comissão técnica e diretoria faria com que as duas partes tomassem a decisão em comum acordo. A saída de Dorival Júnior é ruim para o Santos e para Neymar, que pode julgar ter moral suficiente para bancar outros problemas como o da semana passada. Também é ruim para Dorival Júnior. A não ser que o desfecho da novela leve-o ao São Paulo.

Mata-mata da Série C terá jogos às 10h

Em função da transmissão dos jogos decisivos da Série C pelo canal SporTV, as partidas entre Paissandu e Salgueiro (jogo de volta, na Curuzu) e ABC x Águia, em Natal, serão realizadas às 10h. A informação foi repassada aos clubes pela CBF. (Com informações da Rádio Clube)

CBF (sempre) por cima da carne seca

Batido o martelo: a Seara substitui a Ambev no patrocínio do calção e na camisa da Seleção Brasileira. A negociação com a CBF resultou num contrato de US$ 3 milhões anuais para a entidade presidida por Ricardo Peixeira.

Ganso se recupera para voltar a jogar em fevereiro

O meia Paulo Henrique Ganso já consegue caminhar sem a ajuda de muletas, informou a assessoria do Santos, que também liberou foto do jogador paraense. Ganso passou por uma cirurgia no joelho esquerdo em 28 de agosto após sofrer uma torção no duelo contra o Grêmio, em Porto Alegre. O time paulista informa que Ganso faz duas sessões de fisioterapia por dia no Cepraf (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol). No cronograma traçado pelo departamento médioco santista, o próximo passo significante é a execução de corridas na esteira, programadas para novembro. 

A expecativa é de que o meia inicie a realização de atividades no gramado no início de 2011. No fim de fevereiro, Ganso deve ser liberado e juntar-se ao restante do elenco. (Com informações da Folha de SP)

Na Stock Car, suspeita ronda irmãos Bueno

Um possível escândalo semelhante aos recentes acontecidos na Fórmula 1 está por explodir na Stock Car. Tudo por conta de um claro indício de favorecimento do piloto Cacá Bueno (foto), da RBR Racing, a seu irmão Popó Bueno, da A. Matheis. No GP de Campo Grande (MS), no último domingo, o último do que se pode chamar de temporada regular da categoria, Cacá à certa altura da prova questionou sua equipe: “Se o Popó me passar, ele está no playoff, então?”.

“Confirmado. Se o Popó chegar em quinto, ele está no playoff”, ouviu como resposta. Na sequência, Popó deixou Cacá para trás e ainda viu o irmão dificultar o trabalho de Átila Abreu, que vinha logo atrás. Com as posições mantidas, Popó está na Superfinal, que reúne 10 pilotos. Cacá já estava garantido. A reportagem com as imagens e o áudio da conversa foi levado ao ar pelo programa Globo Esporte, da “TV Globo”, nessa segunda-feira. No mesmo dia, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) revelou que vai investigar o caso.

“Na torre de controle, não temos o áudio da corrida, e só tivemos acesso a esse acontecimento hoje [segunda]. Nós vamos analisar o caso e tomaremos as medidas cabíveis”, afirmou Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTND) da CBA ao jornal “O Globo”. Thiago Camilo, que antes da disputa em Campo Grande estava em décimo na classificação geral e acabou ficando fora da Superfinal, disparou contra Cacá Bueno: “Ele se julga tão profissional, mas, pelo que a gente vê, não é bem assim, não”. (Da ESPN)

Governo segue com foco errado no esporte

Por Juca Kfouri

O presidente Lula assinou ontem a chamada Medida Provisória do Alto Rendimento. O nome da medida já dá conta do equívoco que embute. Sua justificativa básica está na necessidade de o país ter bom desempenho na Olimpíada do Rio, em 2016. É até compreensível e estaria correta caso outra medida a tivesse precedido: a medida da massificação do esporte no Brasil. Mas esta é esperada há exatos 510 anos.

A MP visa amparar os atletas de altíssimo nível com salários que chegam aos R$ 15 mil por mês. E tenta, mesmo que de maneira delicada, exercer alguma fiscalização no destino do dinheiro que irriga as confederações. Apesar de ser tímida, porque dá conta apenas dos recursos destinados pelas loterias, deixando de fora, por exemplo, os patrocínios das empresas estatais, tal intervenção não foi bem recebida pelo COB que não quer ser fiscalizado e teve de estabelecer, a contragosto,  meta de desempenho.

O objetivo é ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas em 2016, melhorando sete posições em relação a 2008. E se não conseguir? Bem, se não conseguir não acontece nada.

Coluna: A confraria dos ex-atletas

Nossos clubes não conseguem aprender com seus próprios erros. O Paissandu está novamente às voltas com um veterano problemático. Lúcio, que estreou contra o Rio Branco, na Arena da Floresta, permaneceu por 18 minutos em campo e saiu acusando uma lesão muscular. O quadro, de tão repetido, já nem provoca surpresa. Quando um jogador na faixa acima dos 33 anos aporta por aqui surgem, de imediato, as justificadas desconfianças quanto ao seu estado atlético.
Não é de agora que o Paissandu se arvora a apostar nos chamados “ex-jogadores em atividade”, confraria de boleiros já sem mercado no Sul e Sudeste, que vive à procura de um time dos centros mais distantes para enganar e descolar uns cobres em contratos de curtíssima duração.
Em geral, são atletas com passado até vitorioso, alguns títulos na carreira e passagens por grandes clubes. Empresários espertos sempre conseguem empurrá-los para dirigentes desinformados, ávidos por nomes que impressionem o torcedor.
No ano passado, o centroavante Didi foi uma das apostas bicolores para o campeonato. Marcou alguns gols no campeonato estadual, mas ficou boa parte do tempo entregue ao departamento médico. Como a contusão era crônica, decidiu encerrar logo a carreira e anunciou a disposição de virar técnico. Deu sorte e acabou contratado para treinar o Time Negra.
Outros que se inserem nesse critério de reforços da modalidade master no Paissandu foram Eanes e Enilton, que devem ter disputado um ou dois jogos pelo clube. Nildo, ex-Sport Recife, nem estreou. Passou algumas semanas treinando e tentando se recondicionar na Curuzu, mas não foi aproveitado. Marcelo Ramos, outro veteraníssimo, desistiu depois de 15 dias em Belém.
Bem mais do que a freqüente oferta desses jogadores a clubes como Remo e Paissandu, chama atenção a insistência dos dirigentes locais em contratá-los, mesmo sabendo – pelos numerosos exemplos – do alto risco que cerca esse tipo de negócio.
Desconfio até que a tolerância dos cartolas está diretamente ligada à nostalgia em torno das raras contratações bem-sucedidas no passado. No Remo, Amoroso, Russo, Dutra, Luís Miller e Biro-Biro são lembrados até hoje. No Paissandu, todos sabem da importância de Chico Spina, Dario, Róbson e Vandick para a história do clube.
O problema é que, para cada um desses grandes nomes, acumula-se uma lista de pelo menos uma dúzia de apostas equivocadas, cuja inutilidade foi tanta que quase ninguém recorda mais de seus nomes. Poderiam encabeçar essa lista de fiascos figuras do porte de Darci Cavalo, Joãozinho Paulista, Pescuma, Luciano Gigante, Canindé e Índio.    
 
 
Esclareço que nada tenho contra os dinossauros, até por ser praticamente um deles nestes tempos de redações cheias de jovens, graças a Deus. Mas, por honra da firma, defendo que sejam veteranos úteis e dinâmicos. Algo assim como aqueles velhotes bons de briga mostrados em “Pistoleiros do Entardecer”, de mestre Sam Peckinpah.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 21)