Globo dispensa repórter que se envolveu no caso Neymar

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O repórter Mauro Naves deixou a Rede Globo após 31 anos de casa, como consequência dos fatos relacionados à acusação de estupro que envolveu o jogador Neymar. A informação é confirmada pela emissora. Abaixo o comunicado oficial da TV Globo: “O Grupo Globo e o jornalista Mauro Naves decidiram encerrar consensualmente o contrato de prestação de serviços que mantinham. O Grupo Globo reconhece a imensa contribuição de Mauro Naves ao jornalismo esportivo e a ele agradece os 31 anos de dedicação e colaboração”.

Em contato com a coluna, Mauro Naves informou que está finalizando outros assuntos referentes ao seu desligamento da TV Globo e que promete dar mais informações “depois que tudo estiver concluído”. Ontem, no Maracanã, nos bastidores da final da Copa América entre Brasil e Peru, profissionais do Grupo Globo comentavam sobre a ausência de Naves na cobertura e a certeza que ele seria dispensado pela emissora neste começo de semana. Um dos repórteres mais experientes e um dos rostos mais conhecidos da cobertura esportiva da Globo, a situação de Naves ficou delicada na emissora depois que foi revelado que o jornalista havia passado o contato do pai de Neymar para um dos advogados de Najila Trindade, modelo que acusa o jogador de estupro.

A Globo avaliou que o jornalista interferiu no caso e decidiu afastá-lo, chegando a anunciar a decisão em pleno Jornal Nacional. “Mauro Naves é um profissional excelente, com grandes contribuições ao jornalismo esportivo da Globo, mas há evidências de que as atitudes dele neste caso contrariaram a expectativa da empresa sobre a conduta de seus jornalistas. Em comum acordo, o repórter Mauro Naves deixará a cobertura de esportes da Globo até que os fatos sejam devidamente esclarecidos”, disse William Bonner em comunicado na ocasião.

A reportagem conversou com diversas pessoas próximas de Mauro nos últimos dias. Os relatos eram sempre os mesmos: chateado com a maneira como foi tratado pela Globo durante o processo, ele se isolou com a esposa, Patricia Naves, e viajou para uma chácara, onde passou 20 dias. Para Mauro e familiares, a Globo se precipitou no dia do afastamento, às vésperas do início da cobertura da Copa América, que acabou ontem. Ele alega que não tem nenhum envolvimento com o caso Neymar. A própria polícia não ligou seu nome a nenhuma parte da investigação.

O problema é que Naves, sócio de Neymar e do pai numa rede de restaurantes, tinha a informação exclusiva sobre o processo, mas não relatou ao Jornalismo da emissora, passando a impressão de que agiu para tentar abafar a história fazendo a intermediação entre a defesa de Najila e o pai do jogador. (Com informações de Flavio Ricco)

Para reflexão

Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista

Quando prenderam os socias-democratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um social-democrata;

Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista.

Quando eles buscarm os judeus, fiquei em silêncio; eu não era judeu.

Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.

Martin Niemoller (1892-1984), testemunha da ascensão e queda do nazismo 

Remo confirma hoje a data de reinauguração do Baenão

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Um representante da CBF visita nesta segunda-feira (8) as dependências do estádio Evandro Almeida e observar se o Remo seguiu corretamente o protocolo da instituição. Ao mesmo tempo, uma empresa terceirizada pela CBF será responsável pela inspeção do gramado. Após essas visitas, será confirmada a data de reabertura do estádio.

Prevista inicialmente para 6 de julho, a data teve que ser postergada em função das exigências dos órgãos de vistoria. Agora, o clube trabalha com duas possibilidades de datas para a reabertura do Baenão. A diretoria continua trabalhando com a possibilidade de fazer a festa no próximo sábado, 13, contra o Luverdense-MT, em horário a ser definido, 10h ou 15h.

Outra possibilidade é a partida ficar para 3 de agosto contra o São José-RS. E a terceira alternativa seria o jogo com a Tombense, no dia 15 de agosto, data histórica para o clube – 108º aniversário de reorganização e 102º da inauguração do Evandro Almeida.

Após as obras de recuperação do estádio, a CBF autorizou a capacidade de 13.792 lugares. Cerca de 10 mil ingressos foram vendidos antecipadamente.

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Moro resolve tirar licença em meio à crise da #VazaJato

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, solicitou afastamento do cargo por uma semana “para tratar de assuntos particulares”. A licença do ministro será tirada no período de 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (08).

O Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei. “Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”, informou a assessoria.

Segundo um auxiliar da pasta, a licença já estava sendo planejada desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão sobre Moro relacionada a uma suposta troca de mensagens com procuradores.

A notícia do afastamento, nesta segunda, coincide com informação de site ligado a Moro de que a PF prepara prisões ligadas à Vaza Jato, com insinuação de que o Intercept pode ser o alvo.

A PF estaria se preparando para fazer prisões relacionadas ao escândalo da Vaza Jato; só que, em vez de prender os que cometeram crimes durante a Operação Lava Jato, a polícia comandada por Sérgio Moro estaria prestes a aprisionar supostos “invasores de celulares dos procuradores da Lava Jato”; a informação é do site de extrema-direita O Antagonista, um porta-voz oficioso de Moro e da Lava Jato.

A nota do site afirma: “A PF está trabalhando em silêncio para capturar os criminosos que invadiram os telefones celulares dos procuradores da Lava Jato.Só a prisão do hacker poderá desarticular o golpe da ORCRIM” – a expressão ORCRIM (organização criminosa) foi utilizanda durante a campanha pelo golpe de 2015 para caracterizar o PT. A extrema direita usa o termo contra todos os que enxerga como seus inimigos. Agora, o termo é usado contra o Intercept.

De acordo com revelações do site Intercept Brasil, quando era juiz, o atual ministro extrapolou suas funções ao interferir no trabalho de procuradores da Operação Lava Jato. Em uma das conversas, membros do Ministério Público Federal (MPF-PR) reclamam do então juiz: “Moro viola sempre o sistema acusatório”, diz um integrante do órgão.

O atual ministro também orientou recomendou o acréscimo de informações na denúncia contra o lobista Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro com contratos suspeitos com a Petrobras. O procurador Deltan Dallagnol diz à procuradora Laura Tessler que Moro o havia chamado a atenção sobre a falta de uma informação na acusação.

“Laura no caso do Zwi, Moro disse que tem um depósito em favor do [Eduardo] Musa [da Petrobras] e se for por lapso que não foi incluído ele disse que vai receber amanhã e da tempo. Só é bom avisar ele”, afirma Dallagnol na troca de mensagens pelo Telegram, em 28 de abril de 2016.  “Ih, vou ver”, responde a procuradora.

No dia seguinte a esse diálogo, a Procuradoria em Curitiba incluiu comprovante de depósito de US$ 80 mil feito por Skornicki a Musa. Moro aceitou a denúncia.

Outra matéria já havia apontando apontou que Moro “sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos”. No diálogo com Dalagnol pelo aplicativo Telegram ele escreve: “Talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas”. “Não é muito tempo sem operação?”, questionou. (Com informações do Brasil247, Jornal GGN e UOL)

Ainda sobre o legado do gênio João

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Por Jamil Chade

A sinuosa música que brotou dos violões de João Gilberto entre os anos 50 e 60 não apenas revolucionou a arte no país. Não é exagero dizer que aquele toque teve a insensatez de transformar a imagem do Brasil no mundo. Um país amarrado ainda em complexos e que lutava por ser reconhecido entre os grandes passara a contar com aquela síncope – e seus geniais cúmplices – como um atalho sem igual para se impôr da maneira mais eficiente de todas: a sedução. Era um momento de euforia, uma brecha democrática na história. E esse período ganhou um “sound track” universal.

Chega de Saudades e tantas outras canções são hoje patrimônio da humanidade. E o Brasil é o Brazil em grande parte graças a elas. Essa coleção de tons foi parte de uma “Quiet Revolution”, foi o traço de um período que levou uma parte do mundo a querer ser brasileiro. O Brasil propunha um projeto modernizador, influenciando o jazz, resgatando Debussy, dando sentido às ondas do mar, e até colocando Ipanema no mapa mundi. Quem nunca ouviu um saudoso estrangeiro arriscar cantarolar “Tall and tan and young and lovely”?

Depois de Yesterday, consta que Garota de Ipanema seria a segunda canção mais executada naquele século. (Consta também que um bem-humorado Tom apenas comentou: “mas eles eram quatro”, ao saber que a música dos Beatles superava sua composição). A Bossa Nova foi um dos maiores ato de política externa do país e, sem perceber que estava de mãos dadas com o futebol e a Niemeyer, transformou a imagem que o mundo fez do Brasil e nos colocou como um dos marcos do século XX.

Será que foi por acaso que, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, um dos momentos de auge da festa foi o andar da Garota de Ipanema? E que os mascotes foram Tom e Vinícius?

O que João Gilberto fazia, portanto, não era apenas interpretar canções. Mas sim transformá-las em “partituras de identidade” de um país.

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Podia ter sido bem pior

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POR GERSON NOGUEIRA
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Pelos manuais das competições nacionais, empatar em casa é considerado um mau negócio. No caso do jogo de sábado, entre Remo e Juventude, o resultado – além de justo – não pode ser lamentado pelos azulinos.  Nas circunstâncias, o time visitante podia ter estabelecido vantagem ainda no primeiro tempo, quando foi mais agudo e objetivo nas tentativas ofensivas.
Dener e Bruno Alves acertaram a trave de Vinícius em jogadas rápidas que a zaga não conseguiu neutralizar.
Logo no começo da partida o Remo construiu  sua melhor aparição na área  gaúcha com um disparo de Eduardo Ramos, que resvalou na defesa e saiu à direita do gol.
Os azulinos tentavam as jogadas em troca de passes mas faltava apuro no desfecho permitindo o desarme. Eduardo Ramos, estreando, tentava achar espaço mas o entendimento com Carlos Alberto não se efetivou. No intervalo, Márcio Fernandes sacou Carlos Alberto e lançou Emerson.
A entrada do atacante pelo lado deu um ganho em termos de agressividade, mas ficou a impressão de que o jogador a ser substituído deveria ser Gustavo, que errava praticamente todas as tentativas de arrancar ou partir para o drible.
O Remo ameaçou o gol de Marcelo Carné com um chute forte de Yuri. Ramos também criou boas alternativas pelo lado, mas o recuo do Juventude dificultou ainda mais as manobras junto à área. O empate foi excelente para o visitante, mas não foi desastroso pro dono da casa.
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Tite triunfa na conquista sem surpresas
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O título da Copa América, que tinha desde o começo o Brasil como favorito quase absoluto, teve em Tite o maior vitorioso. Justamente porque todos entendiam que a Seleção tinha a obrigação de ganhar, o técnico sustentava a posição mais desconfortável de todas.
Se perdesse, seria execrado, fosse qual fosse o adversário. Vencendo, não faria mais que a obrigação.
Pode-se dizer que ele cumpriu sua obrigação com louvor. Criticado em função do excesso de conservadorismo nas convocações e formulação de jogo, ele superou as dificuldades contra Paraguai e Argentina para chegar à final de ontem com confiança e autoridade.
Em campo, Everton abriu o marcador num lance que lembrou o primeiro gol contra a Argentina. Nem o penal favorável ao Peru abalou a equipe, que voltou a marcar antes do fim do primeiro tempo.
No final, com Gabriel expulso, o Brasil ainda fez o terceiro. Copa ganha, Tite vê sua gestão ganhar novo crédito de confiança – sem perder a seriedade até mesmo para resistir ao oba-oba das comemorações.
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Pantera cai nos penais após boa campanha
O São Raimundo foi bravo, mas caiu diante de um Manaus determinado e dentro de seus domínios. Mesmo ficando pelo caminho, fica o consolo de uma campanha surpreendente e digna.
A eliminação nos penais mostra o equilíbrio do confronto.
(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 08) 

Elevar o som do estádio foi o truque para encobrir as vaias a Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, foi ao pódio para comemorar o título com a seleção brasileira e dividiu o Maracanã entre vaias e aplausos tão logo teve o seu nome anunciado no sistema de som do estádio. Ele recebeu uma medalha de 1º lugar e viu o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, fazer a entrega da taça de campeão. Pouco depois, ele foi até o grupo, recebeu o troféu após convite do capitão Daniel Alves e posou para foto ao lado dos campeões. Sérgio Moro, que foi com ele ao estádio, não se arriscou a descer e ser hostilizado pela maioria da plateia presente.

Pouco antes disso, ele foi o responsável por entregar a medalha para Tite, que hesitou para fazer um contato maior tentado pelo político. O técnico, aliás, sempre se manteve discreto em relação aos arroubos de Bolsonaro para faturar em cima do triunfo da Seleção. Tão logo entrou em campo vindo do mesmo túnel que dá acesso aos vestiários dos pelos jogadores, Bolsonaro ouviu uma considerável vaia do público presente. Era possível perceber uma reação mais negativa naquele primeiro momento.

O som foi elevado, mas as vaias continuavam. Instantes depois, um pequena parcela de apoiadores do presidente puxou aplausos e gritos de “mito”. Na saída do campo, após a participação no protocolo de premiação no pódio, o chefe da República, viu o estádio se manifestar em vaias novamente.

Mourinho recusa proposta milionária do futebol chinês

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O técnico português José Mourinho, atualmente sem clube, recusou uma proposta de 100 milhões de euros (cerca de R$ 429 milhões) do Guangzhou Evergrande, time chinês que hoje conta com o italiano Fabio Cannavaro liderando o banco de reservas. Segundo a emissora inglesa Sky Sports, os chineses ofereceram um contrato de 31 milhões de euros (cerca de R$ 133 milhões) por temporada, o que representaria a maior proposta já feita a um treinador na história do futebol.

O canal inglês cita Mourinho recusou a proposta pois deseja continuar no futebol europeu e conquistar pela terceira vez a Liga dos Campeões – ele venceu uma com o Porto em 2004 e outra com a Inter de Milão, em 2010. Mourinho chegou a ser cotado como novo treinador da Juventus, porém, segundo a Sky Sports, ele estava fora da faixa de preço do clube italiano, que optou por Maurizio Sarri, ex-Chelsea.

Esta não foi a primeira proposta chinesa recusada por Mourinho. O português já havia dito não à seleção chinesa. O time hoje é comandado pelo italiano Marcello Lippi, que liderou a Azzurra na conquista da Copa do Mundo de 2006. (Do UOL)