Itamaraty ou a casa da mãe Joana

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Na saga para tentar emplacar o filho embaixador, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender nesta quinta-feira (18) a indicação de deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, com o argumento de que ele poderá ter um bom relacionamento com o governo americano.

Ele também citou a indicação de um ex-deputado do PT, Tilden Santiago, para a embaixada de Havana, em Cuba, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o nome do diplomata e político Oswaldo Aranha, com o argumento de que indicações políticas para o comando das representações diplomáticas já foram realizadas antes.

“Você tem que ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende o interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto.

Citando como exemplo, Bolsonaro disse ainda que poderia demitir o chanceler Ernesto Araújo e indicar Eduardo para o comando do Itamaraty. “Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores. Ele vai ter sob seu comando, mais de uma centena de embaixadas no mundo todo”, afirmou.

Em março em viagem aos Estados Unidos, Ernesto Araújo teve um chilique na frente de outros ministros por causa da participação de Eduardo Bolsonaro no encontro privado entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Araújo não participou da reunião privada entre os dois líderes realizada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou acalmá-lo. Ainda nesta quinta o presidente afirmou que, dentro do quadro das indicações políticas, vários países fazem o mesmo que ele pretende fazer. “É legal fazer no Brasil também”, disse. Ele comparou o caso com outros dois que, para ele, também foram motivados por questões políticas.

Ministro elogia exploração ilegal de madeira na Amazônia

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O sempre verborrágico ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, solta mais uma pérola. Elogia o trabalho de madeireiros que extraem ilegalmente madeira na Amazônia. “Vocês representam as pessoas de bem que trabalham neste país”.

É o caso óbvio de mandar um batráquio desses tomar naquele lugar…

Novidades para reavivar o Leão

POR GERSON NOGUEIRA

A crise de criatividade que se abateu sobre o Remo desde a derrota para o São José há cinco rodadas, minando a boa pontuação do primeiro turno, obriga o técnico Márcio Fernandes a executar as mudanças que ele mesmo chegou a projetar, logo após o empate diante do Luverdense, sábado.

Vai para o jogo com o Ypiranga, amanhã à noite, com um time completamente modificado, em parte por força de suspensões – Fredson, Emerson Carioca e Daniel Vançan – e lesões – Rafael Jansen.

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Por conta disso, Mimica volta ao time depois de longa inatividade, iniciada no primeiro Re-Pa da temporada, ainda valendo pelo Campeonato Paraense. Outro retorno é o de Ronaell à lateral esquerda. E Gabriel é a estreia confirmada na lateral direita.

No meio de campo, onde se localiza a maior dificuldade criativa, Fernandes deve optar por uma formação diferenciada, que pode propiciar a utilização de um falso centroavante. Guilherme Garré deve ser o parceiro de Yuri, Ramires e Eduardo Ramos, tendo Gustavo e provavelmente Alex Sandro na frente.

A novidade pode ser a utilização de Eduardo Ramos como o atacante-surpresa, aproveitando a facilidade que ele tem para a finalização dentro da área. O gol marcado contra o LEC confirma essa virtude, que anda escassa entre os dianteiros à disposição de Fernandes.

Como Marcão Assis está com um incômodo na perna, é improvável que entre de cara no jogo. Independentemente disso, a sua presença diante do LEC desaconselha a manutenção como titular, a não ser que o Remo produza jogadas adequadas para as características do centroavante.

O fato é que, com Eduardo Ramos avançado ou não, o Remo está formatado para fazer um jogo de espera, explorando o contragolpe e isso deve ficar a cargo de Alex Sandro e Gustavo (ou Danilo Bala).

São apostas e desenhos que Márcio Fernandes precisa tirar da cartola para tentar fugir à mesmice e recolocar o time no caminho das vitórias.

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Uma (outra) grande noite do Furacão Rony

Reclamação generalizada, tumultos, irritação de jogadores com decisões erradas dos árbitros, demora na cobrança de penalidades, expulsão injusta. A rodada de ontem da Copa do Brasil foi assim, rica em problemas que nada dignificam o jogo. Em contrapartida, pouquíssimo futebol de qualidade.

Dentre os raros momentos de habilidade a serviço do espetáculo, destaca-se a inspirada atuação de Rony, o atacante paraense que puxa os ataques do Atlético-PR. Decisivo, foi dele o gol de empate do rubro-negro do Paraná que levou o jogo para os penais.

Outro belo gol foi o de Patrick, do Internacional, contra o Palmeiras. Um disparo certeiro de fora da área, sem defesa. Gol também fundamental por ter provocado a série de penalidades, com o triunfo colorado. Se bem que antes disso Cuesta marcou um gol normal, mas o VAR anulou.

Foram decisões empolgantes, como a que classificou o Grêmio em Salvador, e o Cruzeiro no Horto, mesmo perdendo por 2 a 0 para o Galo.

Diante de mais uma atuação desassombrada e brilhante, dou razão ao amigo bragantino Cláudio Guimarães, que costuma perguntar: quem disse que Everton Cebolinha é melhor que Rony? Concordo inteiramente. Pena que não tenha a badalação midiática do gremista.

E a Copa do Brasil vê sair de cena uma dupla de clubes milionários. Um Palmeiras com um time de R$ 35 milhões e um Flamengo com orçamento para o futebol beirando R$ 50 milhões mensais, tendo até um técnico importado para chamar de seu.

As características do torneio permitem que grandes favoritos fiquem pelo caminho, ao contrário do sistema de pontos corridos, infalível e chato na premiação à regularidade. Por conta disso, a Copa do Brasil se firma como a competição mais empolgante em atividade no país – e ainda teremos as semifinais e as finais.

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Recuerdos da Copa de 1994, a menos festejada de todas

Leio que os atletas campeões mundiais de 1994 fizeram uma festa ontem, confraternizando pelos 25 anos da conquista. Dunga, Viola, Jorginho, Bebeto, Aldair e outros marcaram presença. Não duvido que as matérias de TV e internet a respeito do evento registrem aqueles resmungos tradicionais de Dunga, irritado com tudo e com todos, principalmente os que elogiam a Seleção de 1982 e relativizam a conquista do tetra.

Não estou no time dos detratores do escrete de Parreira em 1994. Mas, ao mesmo tempo, não sou fã. Não consigo gostar daquela bola pragmática e centrada na marcação, com poucas variações criativas. Nem mesmo o brilho de Romário e Bebeto me faz esquecer jogos terrivelmente ruins, como contra os Estados Unidos e a Suécia.

Lembro, com riqueza de detalhes, da jornada épica em campos espanhóis, ocorrida 12 anos antes. Zico, Falcão, Sócrates, Junior e Éder jogaram muito mais do que a maioria dos canarinhos de 1994. Não levantaram a taça, mas deixaram marcas indeléveis. Jamais serão esquecidos.

Na verdade, há 25 anos, vibrei muito com o tetra, como todo mundo. Não foi uma comemoração orgulhosa. Fiquei meio sem jeito com aquele título ganho na cobrança de penais, como nunca havia ocorrido antes.

Admito que acabei por gostar mais do triunfo de 2002, no Mundial da Ásia. Havia mais craque emoldurando a conquista. Tínhamos os Ronaldos e, principalmente, Rivaldo. Só esse trio já compensa as presenças estranhas de Polga e Kleberson, invenções de Felipão.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 18)

Unidade contra ameaças e intimidações

Nota oficial da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acerca das agressões aos jornalistas Glenn Greenwald, Miriam Leitão e Sérgio Abranches:

Neste momento, em que crescem as ameaças e intimidações aos jornalistas e outros brasileiros, tendo como principais exemplos as sofridas por Glenn Greenwald, Míriam Leitão e Sérgio Abranches, acompanhadas de demissões e afastamento de profissionais, promovidas por veículos de comunicação, como a que ocorreu com Paulo Henrique Amorim, a ABI conclama os jornalistas, os democratas e as entidades da sociedade civil a se unirem para garantirmos o Estado Democrático de Direito.

A radicalização de grupos político-ideológicos, que se caracterizam, basicamente, pelo desprezo ao conhecimento e pela rejeição à diversidade, representa um retrocesso civilizatório inaceitável para a democracia brasileira.

É cada dia mais preocupante o crescimento da ousadia destes grupos, na maior parte das vezes, escondidos pelo anonimato das redes sociais. Agora, no entanto, decidiram sair das ofensas para a intimidação direta, com ameaças e ações públicas, como em Paraty.

Para a “Casa do Jornalista”, a utilização da Constituição Federal e dos demais instrumentos legais deve ser a forma de enfrentamento a estes atentados à liberdade de reunião e de expressão.

A ABI, juntamente com as demais entidades democráticas da sociedade civil, exige que o Estado brasileiro aja em defesa dos princípios fundamentais da nossa democracia, investigando e aplicando a lei contra os que ameaçam e intimidam participantes de reuniões pacíficas.

Paulo Jerônimo de Souza – presidente da ABI

Milton Leite defende Lula e diz ter votado em Haddad

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O locutor de futebol Milton Leite, funcionário do Grupo Globo, afirmou, em entrevista ao Canal“Ping-Pong com Bonfá”, do jornalista Marcelo Bonfá, que Lula está preso injustamente. O narrador, dono do bordão “que beleza!”, ainda disse que votou em Fernando Haddad nas últimas eleições.

A reportagem do jornal O Dia destaca a fala de Milton leite: “Votei no Fernando Haddad. Meus candidatos foram de esquerda, do PSOL, PCdoB. Votei no Haddad porque eu sou um cara de ideias de esquerda. Eu considero que minha ética de vida tem mais a ver com esse lado. E as propostas me pareciam muito melhores, porque quem concorreu contra, que é o atual presidente, se você pegar questões passadas, ele sempre deu declarações homofóbicas, sempre deu declarações racistas, rebaixando mulheres, eu não podia votar num cara desses. Eu tenho três filhas, uma neta, tenho uma afilhada, tenho um monte de cunhada… Como vou dizer que votei num cara que chamava a mulher de produto de segunda classe?”, contou. “Um desgoverno. Você não vê uma proposta para combater os principais problemas do país”, avaliou o governo do presidente Jair Bolsonaro. Sobre, Lula, ele disse. “Com todas as informações do vazamento da Lava-Jato, está na cara que o processo contra ele foi político”.