O legado de João

Graças a ele, a bossa nova se consolidou e a música brasileira teve portas abertas para conquistar seu lugar no mundo. A brilhante geração de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque não teria sido o que foi sem a inspiração de “Chega de Saudade”, disco que João lançou em 1958. Nos últimos 10 anos, o ícone da bossa nova foi aos poucos perdendo espaço para um personagem complexo com saúde precária, questões de família, problemas de dinheiro e contratos mal feitos.

Messi boicota premiação e dispara contra Copa: “Armado para o Brasil”

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Lionel Messi não recebeu a medalha de bronze da Copa América, conquistada hoje (06) depois da vitória por 2 a 1 da Argentina sobre o Chile, na Arena Corinthians. Expulso ainda na primeira etapa da partida, o craque do Barcelona boicotou a cerimônia da Conmebol, desabafou na zona mista do estádio e disse acreditar em armação para que o Brasil vença a competição.

“A corrupção e os juízes não deixaram as pessoas aproveitarem, e o futebol foi arruinado. Lamentavelmente, acho que está armado para o Brasil”, afirmou o craque, comentando ainda o lance do seu cartão. “Muita bronca, muita bronca, porque creio que não merecia este cartão. Eu estava fazendo um bom jogo, estávamos em vantagem. Lamentavelmente, há muita corrupção, tivemos estas questões com os árbitros, ficamos com a sensação de que não nos deixaram ir jogar a final. Hoje e contra o Brasil foram nossos melhores jogos e nos atrapalharam. Digo as coisas como tem que ser, venho aqui para ser sincero”, confessou.

Messi ainda alfinetou a arbitragem e continuou a atacar seleção brasileira ao comentar sobre o que pensa a respeito da final de amanhã (7) entre Brasil e Peru. Para o camisa 10, os peruanos têm uma boa equipe, mas podem ser prejudicados pela arbitragem.

“Brasil campeão? Não tenho dúvidas depois de tudo o que aconteceu [na semifinal]. Espero que o VAR e os árbitros não interfiram nisso. Espero que o Peru possa disputar, até porque tem uma boa equipe”, declarou Messi.

O craque se mostrou revoltado com a Conmebol e a organização da Copa América antes mesmo da expulsão de hoje e do discurso após conquistar a medalha de bronze. Messi já havia reclamado da qualidade dos gramados, especialmente na Arena do Grêmio, e da arbitragem na partida contra o Brasil. A derrota diante do time da casa levou o time alviceleste a disputar o terceiro lugar.

“Cansaram de marcar besteiras nesta Copa América e hoje não foram nenhuma vez ao VAR. Fizemos um esforço muito grande. Os lances pequenos eram sempre a favor deles. Cartões para nós, e nada para eles”, declarou.

Argentina tem mais motivos para xingar o VAR

Por Juca Kfouri

Depois de dois lances de possíveis pênaltis contra o Brasil não terem sido examinados pelo assoprador da apito equatoriano e motivado justas reclamações dos argentinos, eis que na disputa do terceiro lugar, contra o Chile, os argentinos têm mais motivo para chiar sobre o VAR.

Lionel Messi foi expulso injustamente de campo ainda aos 38 minutos do primeiro tempo quando a Argentina vencia por 2 a 0, com um passe dele em cobrança de falta, embora com bola em movimento, para Agüero, aos 12 minutos e outro de Dybala, aos 21′.

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Mais de 44 mil torcedores que lotaram a Arena Corinthians também para vê-lo protestaram. Messi foi agredido pelo chileno Medel, também expulso, e o VAR não chamou o assoprador de apito paraguaio para rever o lance, como seria o caso. No segundo tempo, o assoprador não viu um pênalti de Lo Celso em Aránguiz, o VAR viu, chamou-o e a falta foi marcada para Arturo Vidal descontar, aos 13′.

O jogo que já estava disciplinarmente quente, pegou fogo e disputado francamente porque com 20 jogadores havia espaço para os dois times explorarem. Mas sem Messi perdeu a graça. Porque sempre há um idiota para atrapalhar o espetáculo. Foi a segunda expulsão na carreira do gênio argentino, 14 anos depois da primeira, num amistoso contra a Hungria.

Ou seja, embora injusta, a expulsão aconteceu de novo num jogo sem maior importância. O jogo terminou 2 a 1 e com a Argentina em terceiro lugar na Copa América. Depois de empatar duas vezes nos jogos finais e perder nos pênaltis o torneio para o Chile, agora ganhou. Nada que comova ou satisfaça.

Morre João Gilberto, o pai da bossa nova

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Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 88 anos, o cantor e compositor João Gilberto, considerado um dos pais da bossa nova. A família confirmou a amigos a morte. João Gilberto tinha problemas de saúde e estava no centro de uma disputa entre os filhos por sua tutela.

Em junho, conforme antecipado pela coluna de Ancelmo Gois , do O GLOBO , a 24ª Vara Cível do Rio de Janeiro condenou João Marcelo por continuar “ofendendo e caluniando” Bebel e sua mãe Miúcha, falecida em dezembro de 2018. Em meio a disputa, João Gilberto optou pelo silêncio nos últimos anos.

Leão joga para afastar instabilidade e tentar recuperar a liderança

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A 11ª rodada da Série C define posições importantes na parte de cima da tabela. Remo e Juventude-RS fazem no estádio Jornalista Edgar Proença (às 18h) um duelo que pode valer a liderança do grupo B. Em quarto lugar, com 16 pontos, os azulinos tentam reencontrar o bom futebol e interromper a campanha do Juventude, que lidera a chave com 18 pontos, e superar o maior rival, que está em 3º.

O Paissandu, que abriu a rodada na quinta-feira com vitória sobre o Tombense, subiu para o terceiro lugar alcançando 17 pontos. É a mesma pontuação do São José-RS, que encara o Luverdense-MT em casa. O Volta Redonda, que recebe o Boa Esporte, é outro candidato a brigar por posição no G4.

Além de buscarem o topo da classificação, os clubes lutam para atingir os 28 pontos, considerado um limite razoável para assegurar classificação à próxima etapa, que já define o acesso à Série B.

Para o confronto com os gaúchos, o Remo tem o importante reforço de Eduardo Ramos, meia que retornou ao clube para comandar o meio-campo. Durante os treinos da semana, ele já apareceu entre os titulares. Na equipe que deve começar a partida de logo mais, ele estará ao lado de Carlos Alberto no setor de criação.

O ataque, outra preocupação do técnico Márcio Fernandes, deverá ter o retorno de Gustavo Ramos ao lado de Alex Sandro. Marcão Santana, Danilo Bala e Emerson Carioca são opções para o decorrer do jogo. O Remo não vence há três rodadas.

Suécia supera Inglaterra e termina em 3º lugar na Copa feminina

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A medalha de bronze da Copa do Mundo feminina já tem destino certo. Hoje (6), Suécia e Inglaterra se enfrentaram na disputa do terceiro lugar do torneio, no estádio de Nice, e as suecas levaram a melhor após ótimo início de jogo: vitória por 2 a 1, com gols de Asllani e Jakobsson. A partida teve um primeiro tempo muito movimentado, com três gols e um início arrasador da Suécia.

Com marcação avançada e muito vigor físico, as suecas abriram o placar com a camisa 9 Asllani aproveitando vacilo da defesa inglesa – a jogadora era dúvida antes do início da partida e deixou o gramado no segundo tempo. Com time mais organizado e superior no meio de campo, a Suécia não demorou para ampliar, e ainda acertou a trave antes disso.

Com liberdade para pisar na área, a camisa 10 Jakobsson ajeitou o corpo e bateu colocado, de pé direito, para acertar o ângulo e ampliar a vitória parcial da Suécia para 2 a 0. Após sofrer o segundo gol, a Inglaterra finalmente acordou e passou a atacar o rival. Assim como a camisa 10 sueca, Kirby, número dez da Inglaterra, também balançou as redes. A defesa da Suécia deu espaço para Kirby chutar rasteiro de perna esquerda e diminuir para as inglesas.

Ainda no primeiro tempo mais movimentado da Copa do Mundo, a Inglaterra marcou com a artilheira Ellen White, mas o lance foi revisado pelo Árbitro de Vídeo (VAR), que viu toque de mão de White na jogada, e o árbitro anulou o que seria o gol de empate – e o sétimo gol da artilheira da Copa do Mundo.

O segundo tempo ficou longe de ser tão emocionante quanto os primeiros 45 minutos de jogo. Com postura defensiva, a Suécia perdeu poder no meio de campo e passou a ser pressionada pelas inglesas. Com praticamente todo o time da Suécia atrás da linha da bola, a Inglaterra encontrou muitas dificuldades para furar a defesa da seleção rival.

No último minuto do tempo regulamentar, a zagueira Fischer, em cima da linha, afastou chute perigoso da inglesa Bronze. A vitória garantiu à Suécia o terceiro lugar no Mundial pela terceira vez na história.

A seleção feminina já havia conquistado a medalha de bronze em 1991 e 2011 – ficou com o segundo lugar em 2003, após derrota para a Alemanha na final. Já a Inglaterra deixa escapar a oportunidade de ficar no terceiro lugar pela segunda vez seguida. Em 2015, as inglesas ficaram com o bronze após vencerem a Alemanha por 1 a 0. (Do UOL)

Yuri: “É hora de virar a página”

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“Uma quedinha [de rendimento] é normal, é um campeonato de três/quatro meses. Acho que foi na hora da gente acordar, ligar o alerta. Acho que são oito jogos que faltam e a gente tem que estar bem atento, bem ligado, porque, nos últimos anos, acho que é a melhor equipe do Remo, então a gente precisa continuar isso. A nossa caminhada é longa, nosso time é um pouco jovem também, então claro que ia oscilar na competição, mas agora acabou, é hora de virar a página e ir em busca dos três pontos”.

Yuri, volante, sobre a oscilação do Remo nos últimos jogos

Kawhi Leonard troca Toronto pelo LA Clippers

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Saiu ontem a decisão de Kawhi Leonard, um dos agentes-livres mais cortejados do mercado atual da NBA. Campeão e MVP com o Toronto Raptors na temporada 2018/2019, o ala decidiu assinar com o Los Angeles Clippers por 4 anos e US$ 142 milhões, de acordo com a ESPN americana. A franquia de Los Angeles, aliás, também conseguiu de forma surpreendente trocar para fechar com Paul George, que foi convencido por Kawhi a solicitar a transferência do Thunder para o Clippers.

Dessa forma, o Oklahoma City Thunder teve que despachar seu All-Star sem muito diálogo para a Califórnia em troca do armador Shai Gilgeous-Alexander, do ala Danilo Gallinari, de seus picks de 2022, 2024, 2026, e de 2021 e 2023 do Miami.

Obituário: Mendonça driblou a lógica e foi alimento em tempos de jejum

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Por Thales Machado, em O Globo

É curioso que, quando nos referimos a uma equipe que ficou anos sem ser campeã, utilizamos a palavra “jejum”. Há algo de poético nisso. Não falamos, por exemplo, em abstinência de conquistas, afinal, a palavra carrega um sentimento de desespero, de angústia, sentimentos talvez compatíveis com o torcedor do Botafogo nos 21 anos sem taças.  Jejum é mais brando, tem um tom religioso. Quem jejua, muitas vezes, o faz por uma causa, uma paixão. E paixão é o único alimento para um time de futebol em um período onde a glória é escassa.

O ex-meia Mendonça, nesse sentido, foi devorado pelo torcedor botafoguense morto de fome durante os 21 anos de jejum de conquistas (1968 a 1989). Durante e depois de sua passagem pelo Botafogo, entre 1975 e 1982, foi um herói para a resistência alvinegra: se desacostumar-se com o período de fartura dos tempos de Nilton Santos, Garrincha e Jairzinho era difícil, a habilidade e a elegância em campo do camisa 8 tapeavam a fome que só viria a crescer.

Em sete anos de Botafogo, Mendonça só ganhou um Torneio Início, em 1977. No seu penúltimo ano, porém, contra o inesquecível Flamengo de 1981, pelas quartas de final do Brasileiro, recebeu um lançamento no começo da área, dominou no peito com destreza e, com dois toques de artesão da bola, fintou o infintável Júnior, um dos maiores jogadores da época. Com a frieza de monge, fez o que nem precisava mais, o gol que colocou 3 a 1 no placar e eliminou o grande rival alvinegro em seu ano mais vitorioso.

Foi o maior prato de comida que o botafoguense sorrateiramente recebeu em jejum. O drible ganhou nome, “Baila Comigo”, e fez dançar de alegria uma torcida que já não ganhava nada há onze anos e ficaria ainda uma década sem gritar “é campeão”, tendo o lance na memória – em época sem título e sem YouTube – como troféu. 

Na polêmica semifinal daquele ano, o Botafogo foi eliminado para o São Paulo. Já longe do auge, Mendonça jogou em outros 12 clubes brasileiros e nunca foi campeão. Até quando o Palmeiras foi à final do Paulista contra a Inter de Limeira, em 1986, ele deu um jeito de estar de verde em campo e a taça foi para o interior. Seu destino brilhante não previa, porém, subir no degrau mais alto do pódio. O perfil do jogador na Wikipédia não tem a aba “títulos”, mas conta em mais de um parágrafo sobre o drible em Júnior. Campeão qualquer um é, gol de placa no Maracanã não é todo mundo que faz.

Mendonça, ídolo de tempos em que até os times perdedores não precisavam mandar seus craques à Europa, morreu na manhã desta sexta, aos 63 anos, depois de dois meses internado após cair de uma escada em uma estação de trem, como numa peça do destino mostrando que subir demais não era para ele. Deixa amigos, parentes e duas perdas: quando fez o gol contra o Flamengo, ganhou uma placa no Maracanã, que misteriosamente sumiu. Já em 2008, teve os pés eternizados na calçada da fama do estádio, mas a homenagem também desapareceu nas reformas dos anos seguintes. Histórias de um homem condenado a não deixar troféus para trás.

Mas se em 1989, quando o Botafogo conquistou o Carioca e deu fim ao jejum de 21 anos sem títulos, Mendonça não estava em campo, muitos que estavam nas arquibancadas ainda resistiam sem morrer de fome por sua causa. Mendonça é um homem condenado a ser memória boa de tempos difíceis. E são essas as que marcam mais.