Elevar o som do estádio foi o truque para encobrir as vaias a Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, foi ao pódio para comemorar o título com a seleção brasileira e dividiu o Maracanã entre vaias e aplausos tão logo teve o seu nome anunciado no sistema de som do estádio. Ele recebeu uma medalha de 1º lugar e viu o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, fazer a entrega da taça de campeão. Pouco depois, ele foi até o grupo, recebeu o troféu após convite do capitão Daniel Alves e posou para foto ao lado dos campeões. Sérgio Moro, que foi com ele ao estádio, não se arriscou a descer e ser hostilizado pela maioria da plateia presente.

Pouco antes disso, ele foi o responsável por entregar a medalha para Tite, que hesitou para fazer um contato maior tentado pelo político. O técnico, aliás, sempre se manteve discreto em relação aos arroubos de Bolsonaro para faturar em cima do triunfo da Seleção. Tão logo entrou em campo vindo do mesmo túnel que dá acesso aos vestiários dos pelos jogadores, Bolsonaro ouviu uma considerável vaia do público presente. Era possível perceber uma reação mais negativa naquele primeiro momento.

O som foi elevado, mas as vaias continuavam. Instantes depois, um pequena parcela de apoiadores do presidente puxou aplausos e gritos de “mito”. Na saída do campo, após a participação no protocolo de premiação no pódio, o chefe da República, viu o estádio se manifestar em vaias novamente.

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