Sergio Moro aposta no vale-tudo

Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

Como já foi veiculado, entre os dias 15 e 19 deste mês o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, estará de licença não remunerada para resolver problemas particulares. Tais problemas não foram especificados, posto que são de ordem particular, mas a julgar pelo nível de tensão que se estabeleceu depois dos últimos vazamentos feitos pelo jornal Folha de São Paulo, no final de semana, é possível que o ex-juiz tenha ido acalmar os nervos com algum “tarja preta”.

Afinal, desta vez, além de transgredir os incisos II e IV do artigo 145, do Código de Processo Civil e inciso IV do artigo 254 do Código de Processo Penal (ambos referentes à suspeição do juiz quanto à parcialidade dos seus atos) – haja vista ter o magistrado aconselhado uma das partes do processo, e conduzido a investigação, indicando o seu interesse pessoal no desfecho –, ainda somou a isto o crime de lesa-pátria, ao enviar documentação de maneira “informal” à Venezuela.  

E, o que mais grave, mostrou ser reincidente, ao transferir ao presidente Bolsonaro conteúdo de processo que corre em segredo de Justiça sobre crimes cometidos por seu partido, o PSL. Sergio Moro deixou muito claro não hesitar em obstruir a Justiça – a mesma sob sua responsabilidade – e apostar no “vale tudo”.

Agora, de “férias”, só falta pegar um jatinho e, tal como o personagem da novela que levou este nome (Vale Tudo), dar uma banana ao povo brasileiro, rumo ao exterior.  Não foram poucos os juristas que já se pronunciaram sobre a conduta do ex-juiz, apontando-a como “criminosa”. Desafiando todos os técnicos e especialistas, ele insiste em negar a autenticidade dos documentos e escapar com evasivas, embora em atitude ambígua, quando diz não ver nada demais no que foi dito. (Foi dito, ou não foi dito, seu juiz???).

Diante do cerco que se fechava em torno do ex-juiz, o presidente Bolsonaro, que até então se negava a falar do assunto, na semana que passou saiu-se com aquela: “o povo vai dizer se nós estamos certos ou não”, como se estivéssemos na antiguidade, quando as decisões eram tomadas à base do polegar. Exposto ao teste, a megalomania de Bolsonaro não o permitiu perceber que a estrondosa vaia que eclodiu no Maracanã na decisão entre Brasil X Peru, não foi apenas para Sergio Moro, mas para ambos. A vaia foi destinada ao seu governo, ao conjunto da obra. E, tudo leva a crer, considerou ter prevalecido a reprovação, pois a tal licença não ficou bem explicada, na nota emitida pelo ministério. Seria um tchau? Faz até lembrar aquela canção: “Será que Cristina volta?/ Será que fica por lá…”

Certo é que o presidente precisa entender o funcionamento da democracia e do país que governa. Nesse modelo o povo se pronuncia nas urnas. Daí por diante, prevalecem as instituições. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são os pilares desse sistema. Quando um juiz resolve peitar este último e fazer as leis a seu modo, caímos naquele caso “estabelecido” por Moro no auge da Lava-Jato: “Momentos excepcionais exigem medidas excepcionais”. Tá certo isto, Arnaldo? Claro que não. Moro precisa urgentemente ser enquadrado e responder por seus crimes, como qualquer cidadão.

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CBF confirma Juninho Paulista para o lugar de Edu Gaspar

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Campeão do Mundo em 2002 e da Copa das Confederações em 1997, o ex-jogador Juninho Paulista é o novo coordenador da Seleção Brasileira Masculina Principal. Ele assume o cargo após iniciar sua passagem na gestão da CBF como diretor de Desenvolvimento do Futebol, departamento que passou a fazer parte da estrutura organizacional a partir da posse do presidente Rogério Caboclo. Juninho entra no posto que estava sendo ocupado por Edu Gaspar desde o dia 20 de junho de 2016.

Na despedida da Seleção Brasileira, Edu liderou o planejamento e cuidou de todos os passos do projeto que resultou no título da Copa América 2019, troféu que não conquistávamos há 12 anos.

Houve pressa da cúpula da CBF para fechar com Juninho porque haverá uma viagem para a Suíça para discutir a organização do Mundial sub-17 que terá sede no Brasil. Ou seja, o presidente da confederação não estará no país e queria deixar o negócio resolvido. A última barreira era a aprovação de Tite. Edu Gaspar sai para assumir função no Arsenal, mas já não era bem avaliado na CBF.

Desde o Mundial da Rússia-2018, tem sofrido desgaste pela forma como lida com questões internas como o trato com jogadores. Sua declaração sobre Neymar após o Mundial – disse que era muito difícil ser Neymar – foi considerada inapropriada em uma derrota. A escolha de Juninho, apesar da suposta concordância de Tite, rompe com a chamada “era corintiana” que dominava a comissão técnica da Seleção Brasileira.

Juninho foi nomeado diretor da área de desenvolvimento quando o presidente Rogério Caboclo tomou posse, em abril. Ele se desligou do Ituano, clube em qual foi gestor do futebol nos últimos 10 anos. Para a CBF, ele tem o perfil desejado pela instituição para o cargo de coordenador: experiência como jogador – também na Seleção – e dirigente.

No último domingo, o dirigente acompanhou a final da Copa América no camarote da CBF, no Maracanã, e esteve na festa do título realizada no Copacabana Palace. Juninho tem bom trânsito com Caboclo, além de entrosamento com Branco, atual coordenador das categorias de base.

Uma das primeiras missões no novo cargo será participar da definição dos amistosos de outubro e novembro, provavelmente na Ásia e no Oriente Médio. Em setembro, Edu Gaspar deixou fechados acordos para a Seleção enfrentar a Colômbia, dia 6, em Miami, e o Peru, dia 10, em Los Angeles.

Por dívida com a Fazenda, sede do Leão vai a leilão judicial

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O Remo terá que contestar judicialmente a decisão que coloca em leilão o terreno onde se localiza a sede social do clube, na avenida Nazaré. Pela programação da Justiça, o leilão está previsto para os próximos dias e o valor do imóvel está fixado para o leilão em R$ 15 milhões.

A exequente é a Fazenda Nacional e o fiel depositário é Raimundo Ribeiro Filho, durante cuja gestão foi consignada a dívida fazendária. A primeira data que consta do mandado de intimação é 17 de julho, às 10h. A segunda data do leilão, caso haja necessidade, é 31 de julho, às 10h.

A diretoria do Remo, comunicada oficialmente, se movimenta agora para entrar com recurso na Justiça que permita sustar o leilão da sede social.

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Papa Francisco ganha camiseta #LulaLivre

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O Papa Francisco recebeu nesta segunda-feira, 8, uma camiseta em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega da camiseta foi divulgada pelo perfil do ex-presidente Lula no Twitter, sem muitas informações.

O Papa Francisco já deu várias manifestações contrárias à prisão política do ex-presidente Lula. Em maio deste ano, Francisco escreveu uma carta a Lula em que diz orar por ele e pede que o e-presidente ‘não deixe de rezar por mim’. O Papa Francisco lamenta ainda “as duras provas que o senhor viveu ultimamente” e cita a morte de dona Marisa, do irmão de Lula, Genival Inácio, e do neto dele, Arthur.

Globo dispensa repórter que se envolveu no caso Neymar

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O repórter Mauro Naves deixou a Rede Globo após 31 anos de casa, como consequência dos fatos relacionados à acusação de estupro que envolveu o jogador Neymar. A informação é confirmada pela emissora. Abaixo o comunicado oficial da TV Globo: “O Grupo Globo e o jornalista Mauro Naves decidiram encerrar consensualmente o contrato de prestação de serviços que mantinham. O Grupo Globo reconhece a imensa contribuição de Mauro Naves ao jornalismo esportivo e a ele agradece os 31 anos de dedicação e colaboração”.

Em contato com a coluna, Mauro Naves informou que está finalizando outros assuntos referentes ao seu desligamento da TV Globo e que promete dar mais informações “depois que tudo estiver concluído”. Ontem, no Maracanã, nos bastidores da final da Copa América entre Brasil e Peru, profissionais do Grupo Globo comentavam sobre a ausência de Naves na cobertura e a certeza que ele seria dispensado pela emissora neste começo de semana. Um dos repórteres mais experientes e um dos rostos mais conhecidos da cobertura esportiva da Globo, a situação de Naves ficou delicada na emissora depois que foi revelado que o jornalista havia passado o contato do pai de Neymar para um dos advogados de Najila Trindade, modelo que acusa o jogador de estupro.

A Globo avaliou que o jornalista interferiu no caso e decidiu afastá-lo, chegando a anunciar a decisão em pleno Jornal Nacional. “Mauro Naves é um profissional excelente, com grandes contribuições ao jornalismo esportivo da Globo, mas há evidências de que as atitudes dele neste caso contrariaram a expectativa da empresa sobre a conduta de seus jornalistas. Em comum acordo, o repórter Mauro Naves deixará a cobertura de esportes da Globo até que os fatos sejam devidamente esclarecidos”, disse William Bonner em comunicado na ocasião.

A reportagem conversou com diversas pessoas próximas de Mauro nos últimos dias. Os relatos eram sempre os mesmos: chateado com a maneira como foi tratado pela Globo durante o processo, ele se isolou com a esposa, Patricia Naves, e viajou para uma chácara, onde passou 20 dias. Para Mauro e familiares, a Globo se precipitou no dia do afastamento, às vésperas do início da cobertura da Copa América, que acabou ontem. Ele alega que não tem nenhum envolvimento com o caso Neymar. A própria polícia não ligou seu nome a nenhuma parte da investigação.

O problema é que Naves, sócio de Neymar e do pai numa rede de restaurantes, tinha a informação exclusiva sobre o processo, mas não relatou ao Jornalismo da emissora, passando a impressão de que agiu para tentar abafar a história fazendo a intermediação entre a defesa de Najila e o pai do jogador. (Com informações de Flavio Ricco)

Para reflexão

Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista

Quando prenderam os socias-democratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um social-democrata;

Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista.

Quando eles buscarm os judeus, fiquei em silêncio; eu não era judeu.

Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.

Martin Niemoller (1892-1984), testemunha da ascensão e queda do nazismo 

Remo confirma hoje a data de reinauguração do Baenão

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Um representante da CBF visita nesta segunda-feira (8) as dependências do estádio Evandro Almeida e observar se o Remo seguiu corretamente o protocolo da instituição. Ao mesmo tempo, uma empresa terceirizada pela CBF será responsável pela inspeção do gramado. Após essas visitas, será confirmada a data de reabertura do estádio.

Prevista inicialmente para 6 de julho, a data teve que ser postergada em função das exigências dos órgãos de vistoria. Agora, o clube trabalha com duas possibilidades de datas para a reabertura do Baenão. A diretoria continua trabalhando com a possibilidade de fazer a festa no próximo sábado, 13, contra o Luverdense-MT, em horário a ser definido, 10h ou 15h.

Outra possibilidade é a partida ficar para 3 de agosto contra o São José-RS. E a terceira alternativa seria o jogo com a Tombense, no dia 15 de agosto, data histórica para o clube – 108º aniversário de reorganização e 102º da inauguração do Evandro Almeida.

Após as obras de recuperação do estádio, a CBF autorizou a capacidade de 13.792 lugares. Cerca de 10 mil ingressos foram vendidos antecipadamente.

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Moro resolve tirar licença em meio à crise da #VazaJato

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, solicitou afastamento do cargo por uma semana “para tratar de assuntos particulares”. A licença do ministro será tirada no período de 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (08).

O Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei. “Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”, informou a assessoria.

Segundo um auxiliar da pasta, a licença já estava sendo planejada desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão sobre Moro relacionada a uma suposta troca de mensagens com procuradores.

A notícia do afastamento, nesta segunda, coincide com informação de site ligado a Moro de que a PF prepara prisões ligadas à Vaza Jato, com insinuação de que o Intercept pode ser o alvo.

A PF estaria se preparando para fazer prisões relacionadas ao escândalo da Vaza Jato; só que, em vez de prender os que cometeram crimes durante a Operação Lava Jato, a polícia comandada por Sérgio Moro estaria prestes a aprisionar supostos “invasores de celulares dos procuradores da Lava Jato”; a informação é do site de extrema-direita O Antagonista, um porta-voz oficioso de Moro e da Lava Jato.

A nota do site afirma: “A PF está trabalhando em silêncio para capturar os criminosos que invadiram os telefones celulares dos procuradores da Lava Jato.Só a prisão do hacker poderá desarticular o golpe da ORCRIM” – a expressão ORCRIM (organização criminosa) foi utilizanda durante a campanha pelo golpe de 2015 para caracterizar o PT. A extrema direita usa o termo contra todos os que enxerga como seus inimigos. Agora, o termo é usado contra o Intercept.

De acordo com revelações do site Intercept Brasil, quando era juiz, o atual ministro extrapolou suas funções ao interferir no trabalho de procuradores da Operação Lava Jato. Em uma das conversas, membros do Ministério Público Federal (MPF-PR) reclamam do então juiz: “Moro viola sempre o sistema acusatório”, diz um integrante do órgão.

O atual ministro também orientou recomendou o acréscimo de informações na denúncia contra o lobista Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro com contratos suspeitos com a Petrobras. O procurador Deltan Dallagnol diz à procuradora Laura Tessler que Moro o havia chamado a atenção sobre a falta de uma informação na acusação.

“Laura no caso do Zwi, Moro disse que tem um depósito em favor do [Eduardo] Musa [da Petrobras] e se for por lapso que não foi incluído ele disse que vai receber amanhã e da tempo. Só é bom avisar ele”, afirma Dallagnol na troca de mensagens pelo Telegram, em 28 de abril de 2016.  “Ih, vou ver”, responde a procuradora.

No dia seguinte a esse diálogo, a Procuradoria em Curitiba incluiu comprovante de depósito de US$ 80 mil feito por Skornicki a Musa. Moro aceitou a denúncia.

Outra matéria já havia apontando apontou que Moro “sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos”. No diálogo com Dalagnol pelo aplicativo Telegram ele escreve: “Talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas”. “Não é muito tempo sem operação?”, questionou. (Com informações do Brasil247, Jornal GGN e UOL)

Ainda sobre o legado do gênio João

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Por Jamil Chade

A sinuosa música que brotou dos violões de João Gilberto entre os anos 50 e 60 não apenas revolucionou a arte no país. Não é exagero dizer que aquele toque teve a insensatez de transformar a imagem do Brasil no mundo. Um país amarrado ainda em complexos e que lutava por ser reconhecido entre os grandes passara a contar com aquela síncope – e seus geniais cúmplices – como um atalho sem igual para se impôr da maneira mais eficiente de todas: a sedução. Era um momento de euforia, uma brecha democrática na história. E esse período ganhou um “sound track” universal.

Chega de Saudades e tantas outras canções são hoje patrimônio da humanidade. E o Brasil é o Brazil em grande parte graças a elas. Essa coleção de tons foi parte de uma “Quiet Revolution”, foi o traço de um período que levou uma parte do mundo a querer ser brasileiro. O Brasil propunha um projeto modernizador, influenciando o jazz, resgatando Debussy, dando sentido às ondas do mar, e até colocando Ipanema no mapa mundi. Quem nunca ouviu um saudoso estrangeiro arriscar cantarolar “Tall and tan and young and lovely”?

Depois de Yesterday, consta que Garota de Ipanema seria a segunda canção mais executada naquele século. (Consta também que um bem-humorado Tom apenas comentou: “mas eles eram quatro”, ao saber que a música dos Beatles superava sua composição). A Bossa Nova foi um dos maiores ato de política externa do país e, sem perceber que estava de mãos dadas com o futebol e a Niemeyer, transformou a imagem que o mundo fez do Brasil e nos colocou como um dos marcos do século XX.

Será que foi por acaso que, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, um dos momentos de auge da festa foi o andar da Garota de Ipanema? E que os mascotes foram Tom e Vinícius?

O que João Gilberto fazia, portanto, não era apenas interpretar canções. Mas sim transformá-las em “partituras de identidade” de um país.

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Podia ter sido bem pior

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POR GERSON NOGUEIRA
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Pelos manuais das competições nacionais, empatar em casa é considerado um mau negócio. No caso do jogo de sábado, entre Remo e Juventude, o resultado – além de justo – não pode ser lamentado pelos azulinos.  Nas circunstâncias, o time visitante podia ter estabelecido vantagem ainda no primeiro tempo, quando foi mais agudo e objetivo nas tentativas ofensivas.
Dener e Bruno Alves acertaram a trave de Vinícius em jogadas rápidas que a zaga não conseguiu neutralizar.
Logo no começo da partida o Remo construiu  sua melhor aparição na área  gaúcha com um disparo de Eduardo Ramos, que resvalou na defesa e saiu à direita do gol.
Os azulinos tentavam as jogadas em troca de passes mas faltava apuro no desfecho permitindo o desarme. Eduardo Ramos, estreando, tentava achar espaço mas o entendimento com Carlos Alberto não se efetivou. No intervalo, Márcio Fernandes sacou Carlos Alberto e lançou Emerson.
A entrada do atacante pelo lado deu um ganho em termos de agressividade, mas ficou a impressão de que o jogador a ser substituído deveria ser Gustavo, que errava praticamente todas as tentativas de arrancar ou partir para o drible.
O Remo ameaçou o gol de Marcelo Carné com um chute forte de Yuri. Ramos também criou boas alternativas pelo lado, mas o recuo do Juventude dificultou ainda mais as manobras junto à área. O empate foi excelente para o visitante, mas não foi desastroso pro dono da casa.
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Tite triunfa na conquista sem surpresas
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O título da Copa América, que tinha desde o começo o Brasil como favorito quase absoluto, teve em Tite o maior vitorioso. Justamente porque todos entendiam que a Seleção tinha a obrigação de ganhar, o técnico sustentava a posição mais desconfortável de todas.
Se perdesse, seria execrado, fosse qual fosse o adversário. Vencendo, não faria mais que a obrigação.
Pode-se dizer que ele cumpriu sua obrigação com louvor. Criticado em função do excesso de conservadorismo nas convocações e formulação de jogo, ele superou as dificuldades contra Paraguai e Argentina para chegar à final de ontem com confiança e autoridade.
Em campo, Everton abriu o marcador num lance que lembrou o primeiro gol contra a Argentina. Nem o penal favorável ao Peru abalou a equipe, que voltou a marcar antes do fim do primeiro tempo.
No final, com Gabriel expulso, o Brasil ainda fez o terceiro. Copa ganha, Tite vê sua gestão ganhar novo crédito de confiança – sem perder a seriedade até mesmo para resistir ao oba-oba das comemorações.
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Pantera cai nos penais após boa campanha
O São Raimundo foi bravo, mas caiu diante de um Manaus determinado e dentro de seus domínios. Mesmo ficando pelo caminho, fica o consolo de uma campanha surpreendente e digna.
A eliminação nos penais mostra o equilíbrio do confronto.
(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 08)