Maia defende trabalho do Intercept

Do portal da Jovem Pan:

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou, em entrevista ao Pânico, nesta sexta-feira (5), o vazamento de supostas mensagens atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a procuradores da operação Lava Jato. Maia ressaltou que é contra vazamentos, mas lembrou de quando uma conversa privada entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, foi divulgada no “Jornal Nacional”, em 2016.

“Eu sou contra vazamento ilegal, uso ilegal de dados particulares, mas o jogo foi jogado assim inclusive para o impeachment da Dilma”, disse o parlamentar. “Naquela época, o impeachment da Dilma estava morrendo. Aquele vazamento foi decisivo”, explicou. Na conversa divulgada pelo então juiz Sergio Moro à imprensa, a ex-presidente comentava com Lula que iria indicá-lo a ministro-chefe da Casa Civil para dar foro privilegiado a ele.

O deputado federal defendeu que não se pode dar “dois pesos e duas medidas” para essa situação. “Quando o vazamento vai beneficiar um lado, é bacana, quando em tese vai beneficiar outro, aí não pode”, ironizou. Ele ainda se lembrou de dados do WikiLeaks. “Todo mundo publicou o WikiLeaks, não tinha problema”, disse.

NYT: “Para onde você corre quando os cruzados anticorrupção são sujos?”

Um dos principais jornais do mundo, o The New York Times afirma que “as mensagens vazadas mostram que Moro frequentemente ultrapassou seu papel de juiz – alguém que deveria ser imparcial e livre de preconceitos – para atuar como consigliere [conselheiro] da acusação”.

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“Os vazamentos revelam um juiz imoral, que se uniu a procuradores a fim de prender e condenar indivíduos que já consideravam culpados”, critica o jornal em sua edição de hoje.

“Ele ofereceu conselhos estratégicos aos procuradores: eles deveriam, por exemplo, inverter a ordem das várias fases da investigação; rever moções específicas que planejavam arquivar; acelerar certos processos; desacelerar muitos outros. Moro passou informações sobre uma possível nova fonte para o MP; repreendeu os promotores quando demoraram demais para realizar novos ataques; endossou ou desaprovou suas táticas; e forneceu-lhes conhecimento antecipado de suas decisões”, destaca a reportagem.

O jornal continua, afirmando que “Moro se envolveu em questões de cobertura da imprensa e se preocupou em obter apoio do público para a acusação”. “‘O que você acha dessas declarações malucas do comitê nacional do PT? Deveríamos refutar oficialmente?’ Ele perguntou uma vez ao promotor federal Deltan Dallagnol, referindo-se a uma declaração do Partido dos Trabalhadores de Lula, na qual a acusação era considerada uma perseguição política. Observe o uso da palavra ‘nós’ – como se o Sr. Moro e o Sr. Dallagnol estivessem no mesmo time”, complementa o NYT.

“Isso tudo é, claro, altamente imoral – se não totalmente ilegal. Não viola nada menos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: ‘Todos têm direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por um tribunal independente e imparcial, na determinação de seus direitos e obrigações e de qualquer acusação criminal contra ele. ‘De acordo com o Código de Processo Penal do Brasil, os juízes devem ser árbitros neutros e não podem dar conselhos a nenhuma das partes em um caso. Moro também violou muitas disposições do Código Brasileiro de Ética Judicial, particularmente uma que diz que o juiz deve manter “uma distância equivalente das partes’, evitando qualquer tipo de comportamento que possa refletir ‘favoritismo, predisposição ou preconceito'”, diz o jornal.

“As mensagens vazadas mostram que Moro frequentemente ultrapassou seu papel de juiz – alguém que deveria ser imparcial e livre de preconceitos – para atuar como consigliere da acusação. Ele ofereceu conselhos estratégicos aos promotores: eles deveriam, por exemplo, inverter a ordem das várias fases da investigação; pensar duas vezes sobre uma ação específica que eles estavam planejando arquivar; acelerar certos processos; desacelerar muitos outros. Moro passou informações sobre uma possível nova fonte para a promotoria; repreenderam os promotores quando demoraram demais para realizar novos ataques; endossou ou desaprovou suas táticas; e forneceu-lhes conhecimento antecipado de suas decisões.

As revelações lançaram nova luz sobre a convicção de Moro a respeito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2017. (No Brasil, os julgamentos por júri são restritos a crimes contra a vida, como homicídio e infanticídio. Em outros casos criminais, o mesmo juiz que supervisiona a investigação é também aquele que julga o acusado). (…)

O político de esquerda, que governou o país de 2003 a 2010, está atualmente preso, tendo sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi considerado inelegível para concorrer à Presidência precisamente no momento em que as pesquisas mostraram que ele era o favorito na corrida de 2018. A conveniente detenção de Lula preparou o caminho para a eleição da extrema direita de Jair Bolsonaro, que na época – veja só – gentilmente nomeou Moro como ministro da Justiça do Brasil”.

Nos novos vazamentos, a evidência de que Moro agiu para enganar o STF

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Pode parecer pouco importante para nós, leigos, mas o que fica revelado, nos novos diálogos revelados na cooperação entre o The Intecerpt Veja, é que uma das principais obsessões de Sérgio Moro, usando de sua indevida “chefia” sobre o Ministério Público. era a “guerra do juiz natural” e. portanto, a demolição da pedra essencial de um regime democrático, a proibição de tribunais de exceção.

Explico: a primeira garantia da imparcialidade do juízo é a escolha do tribunal competente. Ela deve ser totalmente independente de escolhas prévias, que ajudem a “escolher” qual juiz ou juízes devem julgar um caso, mas assegura a distribuição mediante regras prévias e conhecidas de todos, daa jurisdição.

No caso da Lava Jato, isso não só foi desrespeitado como assumidamente tratado como um “valor jurídico”: “cair nas mãos de Moro” era, para o pelotão de linchadores, a única garantia de que seria feita a “justiça” e haveria punição para os acusados. De outro modo, ah, era aquela “justicinha” da pizza, do “não prende”, do “não confessa”, da impunidade.

Não foi assim que, por exemplo, saudaram a proibição, por Gilmar Mendes, de que Lula assumisse a Casa Civil do governo Dilma e “saísse de Curitiba”?

Isso já havia ficado claro, nas primeiras revelações, quando Deltan Dallagnol se mostra preocupado e depois aliviado com a forma leviana com que foram aceitas as supostas ligações dos triplex com contratos da Petrobras – o que persistiu, aliás, até a sentença de Moro, “suprido” com a delação de Léo Pinheiro sobre uma “conta geral de propinas”. Esta, surgida já no final do processo, é aquela que, em outros diálogos, procuradores dizem nunca terem ouvido falar.

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Agora, os diálogos explicitam que Moro agiu para negar ao Ministro Teori Zavascki elementos do processo, que já eram de seu conhecimento e implicariam na mudança de foro. Exatamente como fez na revelação dos diálogos entre Lula e a então presidenta Dilma Rousseff que, sabidamente, escapava à sua jurisdição.

Vasculhe a sua memória e veja se acaso você se lembra do nome de algum juiz, exceto ou ou outro do Supremo, em todos os anos de sua vida.

O que apontam como mérito de Sérgio Moro, o de ter se tornado um juiz “diferenciado” foi, como se está a ver agora, a sua ruína e, possivelmente, a ruína de boa parte do “maior caso de combate à corrupção da história do Brasil”.

Procure com atenção e você verá que o único elo entre a Lava Jato (nome tirado de um posto de gasolina que lavava dinheiro em Brasilia) e o Paraná é o fato de que um dos doleiros, Alberto Yousseff, um dia havia operado em Foz do Iguaçu e era, coincidentemente, “cachorrinho de delação” de Moro em outro processo, do qual o juiz o havia livrado do xilindró.

Além dos prejuízos que Moro causou à administração da Justiça por sua ânsia de poder político, há o criado pela “escolinha do Moro”, uma penca de juízes aspirando à condição de “herói” que teve o medíocre maringaense, inclusive apelando para espetáculos deprimentes de posar com fuzis ou com halteres.

O moralismo, que por estas bandas virou “morolismo”, sempre foi e continua sendo a maior fábrica de imoralidades que pode haver numa sociedade.

The Wall

Por Edyr Augusto Proença

Uma parede. Acho que nos dias em que vivemos existe uma parede entre minha geração e as nascidas, talvez, partir dos anos 90. Jornalistas que alcançaram o direito a um espaço nas mídias para escrever crônicas, artigos, opiniões, escrevem para quem? Leio Elias Pinto, como um avohai pela Campina, procurando Alceu Valença, falando dos bares que fecharam. O múltiplo Adriano Barroso insistindo que Clodô, Climério e Clésio, do Pessoal do Ceará, são os melhores em noites de vinyl. O mano Edgar diariamente falando aos empedernidos. Estive Em SP e RJ assistindo muito teatro. Sempre, a expressiva maioria da plateia, de cabeça branca.

Quando esses grisalhos não estiverem mais aqui, quem estará na plateia?

Percebo olhos de interrogação quando digo que o melhor filme que já assisti foi “Amarcord”, de Federico Fellini. Quem? Lembro quando, bem jovem, anos 70, o olhar perplexo das vendedoras da Radiolux, quando perguntava se havia chegado o disco novo da Mahavishnu Orchestra. Quê? Sempre gozei da amizade de meus colegas jornalistas, quando precisei de divulgação aos meus livros e peças de teatro, mas já há muito que repórteres chegam e perguntam quem é o senhor? O que faz? É ator? Escreveu este livro sobre o quê? Sequer leram o release enviado.

Um locutor, dizendo a programação teatral da cidade, à qual quase ninguém atende, informou que o grupo Gruta apresentava a peça “Antigona”, talvez pensando que por ter sido escrita nos tempos da Grécia antiga, fosse bem antiga, mesmo, se me entendem. São informações que não fazem parte do seu mundo.

Já não é hora de alguém, sutilmente, para não revelar ainda mais a ignorância do autor da ideia, tirar a placa no interior do estádio “Jornalista Edgar Proença”, onde está escrito “Jornalista Edgar Augusto”? O mano foi um excelente narrador esportivo, foda-se a suspeição, mas o nome é homenagem a meu avô, fundador da Rádio Clube e de muitas outras glórias. A burrice vem dos tempos tucanos e continua.

O imenso fosso causado pela destruição da Educação e Cultura no Brasil, criou essa massa de pessoas que pensam que o mundo começou no dia em que nasceram. Jogadores famosos que nunca ouviram falar de Pelé, Garrincha, Zico, Tostão, sei lá. Os leitores que ainda nos lêem, seja em jornais, seja em mídias sociais, já percebi, adoram quando escrevemos sobre o passado, lembrando acontecimentos, modas, gírias, pessoas. Lembram do seu tempo. Nosso tempo. E ainda são pessoas que compram cds em tempos de streaming, frequentam livrarias e até alugam dvds em que possam assistir os grandes filmes, ao invés dos “Vingadores” de hoje, para uma plateia infantilizada.

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João de Jesus Paes Loureiro, uma glória paraense, completou 80 anos e lançou livro. Mereceu algum espaço. Merecia muito mais. Cadernos, documentários, entrevistas extensas, releituras, debates. Mas, não. Há uma parede entre nós e algumas gerações que considero perdidas. Não sabem de nada. Não tem consciência crítica. A música virou atirei o pau no gato. Teatro vira um erro de locutor. O que haverá quando formos embora? A escuridão.

Na Praia do Pepê, RJ, passam moças lindas em seus sumários biquínis, tão bonitas que fazem mal à saúde e eu fico pensando no seu universo cultural. Vou pagar o barraqueiro que nos serviu de bebidas. Chega uma moça, escultural, molhada, saída de um mergulho. O rapaz pergunta se ela quer alguma coisa e ela responde que precisa que ele a leve até a barraca onde estão suas amigas. Estou bêbada e me perdi. Está rolando um vinho muito gostoso por lá.

Mesmo em Belém, passam carros importados, com jovens orgulhosos, ao volante, ouvindo a todo volume sertanojos e que tais. Sim, a Educação e a Cultura nunca estiveram em nível tão baixo quanto hoje, mas imagino que esses jovens puderam estudar nos melhores colégios e deveriam receber os melhores ensinamentos, de forma a saber refletir e julgar o que ouvem, assistem, lêem. Mas, não. Livros ocupam espaço, devem achar. São infantilizados, culturalmente, já escrevi antes.

E quando os grisalhos se forem, o que restará?

O adeus de Mendonça, ídolo da Estrela Solitária

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Ídolo do Botafogo nas décadas de 1970 e 1980 e com passagens também por clubes como Palmeiras, Santos e Grêmio, Mendonça morreu na manhã de hoje aos 63 anos. O ex-meia, que estava internado no CTI do Hospital Albert Schweitzer após cair de uma escada na estação de trem Guilherme da Silveira, em Bangu, teve uma piora em seu quadro na última quinta-feira devido a uma infecção grave. Com fígados e rins comprometidos, Mendonça estava em choque séptico e o quadro não pôde ser revertido mesmo com antibióticos.

A ligação de Milton da Cunha Mendonça com o futebol veio de família: seu pai, que também adotara o nome Mendonça, foi zagueiro do Bangu na década de 1950. Porém, após dar seus primeiros passos no Alvirrubro, o meia, ainda júnior, migrou para o clube no qual seu coração bateria mais forte: o Botafogo.

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No panteão do Glorioso

“Eu não sou jogador do Botafogo, eu sou torcedor do Botafogo. Mendonça subiu para os profissionais do Glorioso em 1975 e não demorou a se tornar ídolo e titular absoluto da equipe. Embora não tenha encerrado a seca de títulos importantes do Botafogo que já durava desde 1968, o meia logo caiu nas graças da torcida alvinegra e entrou no panteão de ídolos do clube.

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Além de ter o Torneio Início de 1977 como seu único título oficial, o armador deixou lembranças de gols e de boas atuações para os botafoguenses. Ao lado de nomes como Paulo César Caju, Rodrigues Neto e Dé, Mendonça fez parte da equipe que obteve uma invencibilidade de 52 jogos entre 21 de setembro de 1977 e 16 de julho de 1978. O gol mais lembrado ocorreu nas quartas de final do Brasileiro de 1981. O Botafogo encarava o Flamengo quando Mirandinha lançou o meia. Mendonça entortou Júnior e tocou na saída de Raul, decretando a vitória por 3 a 1 do Botafogo sobre o campeão brasileiro do ano anterior. A jogada ficou conhecida como “Gol Baila Comigo” (canção interpretada por Rita Lee que, à época, também dava nome a uma novela da Rede Globo).

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Naquela competição, o Alvinegro esteve bem perto de chegar à decisão. Após vencer por o São Paulo por 1 a 0 no Rio, o Botafogo viu Mendonça e Jérson estenderem a vantagem do Botafogo no Morumbi. Contudo, após 28 minutos de intervalo, os são-paulinos viram o sonho do título acabar com a derrota de virada por 3 a 2. Saiu de General Severiano em 1982 sem títulos de ponta, mas com um histórico de 118 gols em 342 jogos.

Após deixar o Botafogo, Mendonça atuou por duas temporadas na Portuguesa. Além de atuar com atletas como Roberto César e Edu Marangon, o meia teve no Canindé outro colega que ganhou renome: o então meio-campista Tite, que se destacou marcando gols e, décadas depois, se tornou o treinador da Seleção Brasileira.

Em seguida, foi negociado para o Palmeiras, onde novamente conviveu com o desafio de quebrar uma seca de títulos (a equipe não era campeã desde 1977). Mendonça participou do elenco que levou o Verdão à final do Paulistão de 1986. Mas a equipe, que tinha nomes como Mirandinha e Éder Aleixo, viu seu sonho frustrado com a derrota por 2 a 1 para a Inter de Limeira, no Morumbi.

No ano seguinte, desembarcou na Vila Belmiro, com a responsabilidade de ser o camisa 10 do Santos. Atuando ao lado de nomes como Rodolfo Rodríguez e César Sampaio, conquistou o Torneio de Marselha em uma excursão com a equipe na Europa. Saiu ao fim de 1988, também sem títulos de ponta, mas deixando seu futebol elegante e uma tarde emblemática para os corações santistas lembrarem: em um clássico diante do Palmeiras, Mendonça marcou dois gols de voleio.

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Em seu currículo, o meia ainda tem clubes como a Inter de Limeira (no qual atuou no ano em que a equipe voltava à elite do Brasileirão), Al-Sadd (QAT) e um breve e afetivo retorno ao Bangu, equipe no qual iniciara sua trajetória. Em 1991, Mendonça acertou sua transferência para o Grêmio, mas guardou uma lembrança cruel: além de perder espaço, o Tricolor gaúcho não engrenou no Brasileirão e amargou a queda para a Série B. Depois, o meia colecionou passagens pelo Internacional de Santa Maria (RS), Fortaleza, América-RN, até pendurar suas chuteiras no Barra Mansa (RJ).

Após pendurar as chuteiras Após deixar os gramados, o ex-jogador teve de conviver com a luta contra o alcoolismo. Sem a rotina dos treinos, o hábito de Mendonça beber foi se acentuando, a ponto de ele deixar de fazer suas refeições para consumir bebida alcoólica.

O vício já culminara em um quadro gravíssimo: com sérias lesões hepáticas, Mendonça foi internado na UTI, com risco de morte. O ex-jogador contou com a amizade de Adilio, ex-meia do Flamengo, na luta contra o álcool: graças ao rubro-negro, o meia botafoguense foi internado em uma clínica de reabilitação no Rio de Janeiro em 2017.

À época, Mendonça recebeu visitas e ajuda do ex-jogador Wilson Gottardo, o ex-dirigente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, e do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foram visitá-lo na clínica de reabilitação durante os 40 dias em que ficou internado.

No entanto, o ex-meia teve constantes recaídas. Em maio de 2019, Mendonça passou por um novo drama: ao cair de uma escada na estação de trem na Estação Guilherme da Silveira, teve um ferimento profundo causado por um vergalhão e sofreu outras duas fraturas. Assim que o acidente ocorreu, foi removido para o Hospital Albert Schweitzer e submetido a uma cirurgia de emergência, pois perdera muito sangue. (Do UOL)

Uma perda muito sentida por todos os botafoguenses e amantes do futebol bem jogado. Que o grande Mendonça descanse em paz!

Tite pensa em deixar Seleção após Copa América, diz Blog do Juca

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O futuro de Tite na seleção brasileira parece estar ameaçado após a Copa América. De acordo com o jornalista Juca Kfouri, comentarista dos canais ESPN, seja qual for o resultado da final contra o Peru, o próprio treinador pensa em deixar o comando da equipe.

Tite estaria decepcionado com as saídas de nomes de confiança de sua comissão: Edu Gaspar tem seu nome ligado ao Arsenal, e Sylvinho já assumiu o Lyon e será acompanhado do analista Fernando Lázaro.

Blog do Juca também afirma que o treinador não concorda com a decisão da CBF de não manter uma comissão técnica fixa na seleção. Entretanto, a vitória sobre a seleção peruana no domingo poderia mudar a ideia de Tite.

Com mais uma Copa América a ser disputada – em 2020 -, além do Mundial de 2022 no Catar, a CBF já teria feito consultas em busca de um substituto. Por enquanto, dois nomes aparecem como favoritos: Renato Gaúcho, do Grêmio, e Mano Menezes, do Cruzeiro.

Pimentinha se recusa a viajar e está afastado do elenco do PSC

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O atacante Pimentinha se recusou a acompanhar a delegação do Paissandu na viagem a Tombos (MG) e vai ser desligado do elenco. A indisciplina foi confirmada ontem à noite, depois da vitória bicolor sobre o Tombense. Embora ele constasse da relação oficial de atletas convocados para o jogo, o atacante não foi visto no estádio. Teria viajado ontem à tarde para São Luís, onde tem residência.

A informação que circulou ontem é de que Pimentinha havia alegado problemas pessoais para não viajar. Insatisfeito com a reserva, desde a chegada do técnico Hélio dos Anjos, o atacante vinha pedindo à diretoria para ser liberado.

Com o afastamento, o caso agora está nas mãos do departamento jurídico. É possível que o clube alegue abandono de emprego, até para se antecipar a possíveis cobranças por parte do jogador. Sempre lembrado pela torcida durante os jogos, ele não parecia fazer parte dos planos do técnico Hélio dos Anjos.

Em 2017, ele também abandonou o Remo na véspera de jogo decisivo pela Série C.