Cachorrada

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Por Leandro Fortes

A reforma da Previdência se enquadra, no caso do governo Bolsonaro e de seus seguidores mentecaptos, na velha história do cachorro correndo atrás do carro.

O carro parou e o cachorro, agora, não tem a menor ideia do que fazer.

Bozo sabia, apenas porque lhe disseram, que era importante fazer a reforma da Previdência.

Paulo Guedes, ao soltar-lhe da coleira, dizia: corre, Bozo, faz a reforma da Previdência!

O mesmo diziam o mercado financeiro, os bancos, a Globo: corre, Bozo, faz a reforma da Previdência!

E lá se foi, ao longo de seis meses, Bolsonaro e a matilha do PSL correndo atrás do carro da Previdência, latindo, mordendo, babando, atropelando o bom senso junto com o futuro do País.

Quando o Senado Federal referendar essa patranha e, finalmente, essa corrida de vira-latas não tiver mais serventia, essa cachorrada vai cair em si.

Porque a economia do país não vai crescer um milímetro com essa reforma, ao contrário da desigualdade social e da miséria nacional, que ainda conseguiam ser estancadas com os tostões das aposentadorias de idosos arrimos de família.

Bozo e sua matilha, abobalhados diante do carro parado, vão descobrir, logo, logo, que não servem para mais nada.

A covardia dos cidadãos de bem de Paraty que ameaçam Greenwald – sem se identificar, claro

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Por Kiko Nogueira, no DCM

Moradores de Paraty estão organizado um protesto contra a presença de Glenn Greenwald na Flip, a festa literária que acontece todo ano na cidade e que traz um pixuleco à economia local.

Greenwald vai palestrar na sexta às 19h de sexta, dia 12, num evento paralelo que ocorre num barco, ao lado de Alceu Castilho, Gregorio Duviver e Sergio Amadeu.

Os manifestantes pretendem cancelar a conferência. São, segundo as próprias contas, 500. Como vão fazer isso? Na porrada, provavelmente, que é como um discípulo de Carluxo dialoga?

Primeiro enviaram um email à organização da feira pedindo que Greenwald fosse retirado da programação. Receberam, evidentemente, uma negativa.

Alguns falaram à Folha de S.Paulo. O que se extrai é um resumo do esgoto mental bolsonarista:

. “Foi uma indignação instantânea quando essa palestra foi divulgada. A indignação é por um estrangeiro vir discutir sobre a Lava Jato, este patrimônio do brasileiro decente que cansou de ouvir barbaridades sobre roubalheira. Um americano que foi expulso do país dele. Falam que ele ganhou o prêmio Pulitzer, mas ele não ganhou nada, é tudo fake.”

GG, como se sabe, não foi “expulso” dos EUA e a medalha do Pulitzer de 2014 pelo caso Snowden está na prateleira. 

De acordo com esses democratas, gringos só podem vir ao país se calarem a boca sobre o lavajatismo.

. “Se violar o celular da gente já é um crime gravíssimo, imagina o que eles fizeram com uma autoridade, um ministro de Estado. A gente vai receber um cara que não tem moral. Lugar de bandido é na cadeia. Será que a Flip vai fazer isso, trazer mais bandidos e criminosos para cá?”

Quem serão os outros bandidos de Paraty? Milicianos?

“Existem pessoas no grupo que estão bem revoltadas. Nós não queremos envolver política nas festas da cidade, e eles estão praticamente querendo colocar a sede do comunismo aqui.”

Tá certo.

O que chama mais atenção, no entanto, é a valentia dessa escumalha.

Nenhum deles — nenhum — saiu do anonimato para fazer essas ameaças. Não têm nome e nem sobrenome.

O cidadão de bem é, sobretudo, um covarde vadio. Capuzes brancos podem resolver a parada facilmente.

Há 9 anos, uma previsão certeira de PHA sobre a tragédia brasileira atual

Segue texto de Paulo Henrique Amorim publlicado em 9 de agosto de 2010. Premonitório. Fórum republica como homenagem a este gênio (com G) do jornalismo

POR REDAÇÃO @REVISTAFORUM

A classe C vai eleger a Dilma e depois o Berlusconi

A Classe Média engordou sem precisar mover uma palha política.

Não foi a uma reunião de sindicato.

Não foi a uma reunião da associação dos moradores.

Não fez panelaço.

Não fez greve geral.

Não fechou o Palácio dos Bandeirantes.

Não cercou o Congresso.

Não botou a Globo para correr.

Os argentinos morrem de rir.

A Classe C engordou porque o Lula pôs alpiste.

Pagou um salário mínimo mais decente.

Remunerou os aposentados.

Fez o crédito consignado.

Pagou o Bolsa Família.

Botou a criançada para estudar.

Levou os negros e pobres às faculdades privadas, com o Pro Uni.

Abriu universidades.

Vai democratizar o acesso à faculdade com o ENEM (que o PiG boicota incansavelmente).

Deu Luz para Todas (que o Serra não sabe o que é).

O Lula vai criar 2 milhões de emprego este ano.

O Lula foi um paizão.

Reproduziu o Vargas.

E é por isso que não há uma única Avenida Presidente Vargas em São Paulo.

Como não haverá uma Avenida Presidente Lula em São Paulo.

E aí, nessa despolitização, é que reside o problema.

Como diz o meu cunhado, o Dany, com quem almocei no excelente Alfaia, um português de Copacabana.
(O bolinho de bacalhau quica.)

O que mais impressiona o Dany é a absoluta despolitização do Brasil.

Logo, a despolitização deste impressionante fenômeno de mobilidade social.

A Classe Média é incapaz de perceber – observa o Dany – que a ascensão só foi possível porque uma houve uma importante vitoria política: o Lula tirou o oxigênio da neo-UDN, os tucanos de São Paulo, que se tornaram a locomotiva do atraso ideológico.

Dany observa, com razão, que boa parte de despolitização se deve ao papel destruidor da imprensa (aqui entrei eu, com o PiG (*), é claro), que além de ser reacionária é inepta.

Na Europa, como se sabe, há excelentes jornais que conciliam qualidade com conservadorismo.
Aqui, isso não aconteceu.

E se a classe média sobe sem saber por quê, o que acontece ?

Me perguntei no avião de volta, ao deixar o Rio maravilhoso para passar sob o Minhocão …

O que acontece ?

A classe média pode ir perfeitamente para o Berlusconi.

Aliás, a classe média é a massa com que o Berlusconi faz a pizza.

E, como diz o Mino Carta, a Dilma não é metalúrgica.

Essa camada proletária, sindical será removida com o tempo.

E a classe média não se lembrará de associar a TV digital ao estádio da Vila Euclides.

(Seria exigir demais, não, amigo navegante ?)

Ou seja, o carisma do Lula passará a ser by proxy.

E quando o Golpe vier?

Porque o Golpe contra presidentes trabalhistas sempre vem.

E quando o PiG (*) se associar a um Líder Máximo do Estado da Direita, que pode vir do Judiciário ?

Quem é que vai para a rua defender a Dilma ?

A Classe Média ?

O Globo, na página A10, em reportagem do sempre excelente José Meirelles Passos, bate na trave.

Mas não chega lá – ainda.

Já, já a Classe Média dá uma rasteira no Lula e no PT.

Quem mandou tirar o povo da rua ?

Tudo isso, se a Dilma não fizer nada.

#Somos todos Paulo Henrique Amorim

Por Denise Assis (*), para o Jornalistas pela Democracia

Não. Não falarei da trajetória do jornalista Paulo Henrique Amorim. Disto vários mais próximos já se ocuparam, e todos nós a testemunhamos na sua sanha diária por denunciar, ironizar e desafiar os que teimam em nos tirar direitos com a volúpia dos que traçam uma carne suculenta em uma churrascaria.

PHA o fazia com a bagagem de quem acumulou conhecimento, contatos, lembranças e testemunhos do repórter que nunca deixou de ser. Paulo Henrique Amorim tinha “bagagem”, como dizemos no jornalismo. E por bagagem entendam o conteúdo que vai sendo adicionado a cada caso, a cada cobertura, a cada apuração que fazemos no exercício do ofício. Isto não é pouco. Isto é tudo para um profissional do ramo.

Hoje, conforme prometi no Facebook, me empenho em dar continuidade à sua luta. Escreverei sobre o objeto de sua inquietação nos últimos dias. A liberdade de expressão e o direito de informar.

Paulo Henrique, como todos nós sabemos, foi calado a “pedido” do Planalto, em seu “Domingo Espetacular”, programa que fazia na Record, o canal que o presidente escolhido numa eleição fraudada elegeu como o “oficial” para disseminar as suas bobagens – enquanto Paulo Guedes age na Economia, nos vendendo a preço de rapadura. Como coadjuvantes, Guedes tem Rodrigo Maia, – o maestro da orquestra de deputados que atropela nossos direito na Câmara – e Davi Alcolumbre, o garantidor, na presidência do Senado,  de todas as maldades contidas na cabeça dos que, aboletados no poder, só pensam no hoje, esquecendo-se que esse país – a colônia agrícola em que se transforma – vai ser a terra dos seus filhos e netos. Claro que eles têm a opção de mandá-los à Suíça, ou aos Estates, mas vai que algum necessita voltar e viver sob as regras malévolas que criaram, no patropi?

Vamos repisar aqui, notícia impactante veiculada no dia 2 de julho, pelo site “O Antagonista”, e que dava conta à sociedade, do pedido, feito pela Polícia Federal, ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) de investigação sobre a vida privada e as movimentações financeiras do jornalista e advogado Glenn Greenwald, diretor do portal The Intercept Brasil. O objetivo era muito claro, gritante: pegá-lo em alguma transação que o desabonasse e permitisse a sua prisão ou indiciamento. Ou, que o flagrassem em um diálogo próximo aos vazados por ele, evidenciando os crimes cometidos pelo ex-juiz Sérgio Moro e seus coleguinhas de Força-tarefa.

Hoje, na função de ministro incumbido do bom desempenho do Ministério da Justiça, Moro é senhor do destino de todos quanto caiam na mira da Polícia Federal, subordinada a ele e ao seu ministério. Seria inadmissível em qualquer canto civilizado do planeta, tal situação.

Glenn está informando ao país situações irregulares e vergonhosas que apenas três veículos da mídia tradicional toparam veicular. Ou seja, desempenhando o seu ofício. A situação descortina uma deslavada manobra para impedir que o grande público conheça as atitudes totalmente irregulares e criminosas que Sergio Moro, ele mesmo, o que deu ordem para que Glenn seja investigado, cometeu.

Organizações internacionais se posicionaram contra o abuso, assunto abordado também em reportagens da mídia, no exterior. O jornal The Guardian na América Latina classificou a ação de “Assustadora”. Sim. A palavra foi muito bem escolhida.

É assustador que o freio da censura abata o trabalho de denúncias realizado por Glenn Greenwald e sua equipe. Sim. É assustador que Paulo Henrique Amorim tenha que morrer de desgosto por ter o seu trabalho podado por um governo ditatorial e inquisidor. Sim. É assustador que nós jornalistas tenhamos que morrer um pouco a cada um combatente que se vai. 

Sim. Continuaremos a sua luta na trincheira por liberdade de expressão. E se Glenn for alcançado pelas manobras espúrias de Sergio Moro e preso, – o que eu não acredito, pois Glenn não tem rabo preso, sabendo dos riscos – eu conclamo a todos os colegas decentes que se entreguem junto com ele, pois estaremos todos moralmente presos. Então que o sejamos de fato. Pra vergonha nacional. Lotaremos a cela da Polícia Federal e, com certeza, as manchetes pelo mundo.

(*) Jornalista há 43 anos, vencedora dos prêmios Esso e Ayrton Senna de Jornalismo, pesquisadora da Comissão Nacional da Verdade, autora de “Propaganda e cinema a serviço do golpe – 1962/1964” e “Imaculada”, membro do Jornalistas pela Democracia

Atacante com rápida passagem pelo Santos deve ser anunciado no Remo

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O atacante Higor Felippe está em Belém, realizou exames no Baenão e aguarda a conclusão dos últimos trâmites contratuais para ser anunciado como novo reforço (35º) na temporada. Aos 21 anos, ele é natural de Belo Horizonte (MG) e começou na base do Cruzeiro (MG). Em 2016, o Santos (SP) adquiriu o passe do atleta para jogar no sub-20. No ano passado, Higor passou pelo Villa Nova (MG) no primeiro semestre e terminou a temporada disputando o Brasileirão Sub-20 pelo Santos.

Neste ano, Higor retornou ao clube mineiro e atuou em quatro partidas do Estadual. O acordo com o Remo é de empréstimo até novembro junto ao Santos. A indicação é do técnico Márcio Fernandes, que conhece o jogador. Se confirmada a contratação, ele será uma nova opção para um setor que já conta com Gustavo Ramos, Emerson Carioca, Marcão Santana, Alex Sandro, Danillo Bala, Mário Sérgio e Tiarinha.

Nos últimos dias, circulou a informação de que Mário Sérgio e Tiarinha seriam desligados do elenco, a pedido do técnico azulino.

‘Coronelismo eletrônico’ faz juiz tirar concessão da Globo das mãos de Collor em Alagoas

A  13ª Vara Federal de Alagoas derrubou a concessão, permissão ou autorização do serviço de radiodifusão sonora ou de sons e imagens outorgado à TV Gazeta de Alagoas, à Radio Clube de Alagoas e à Radio Gazeta de Alagoas devido à participação do senador Fernando Collor (PROS-AL) no quadro societário das empresas.

A decisão vem após ação do Ministério Público Federal motivada por denúncia de 13 organizações ligadas à comunicação que desde 2015 empreendem um processo de ajuizar cerca de 40 parlamentares (32 deputados federais e 8 senadores) de 19 estados brasileiros por comandar emissoras de radiodifusão. O fenômeno, vedado pelo artigo 54 da Constituição, é conhecido como “coronelismo eletrônico”.

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Para Élida Miranda, do coletivo Intervozes – um dos que participa da denúncia -, a atuação da Justiça Federal no caso da TV Gazeta é de grande importância. “Historicamente, o senador Fernando Collor vem descumprindo os dispositivos constitucionais em relação ao funcionamento da concessão pública de radiodifusão. A Justiça tem que ser efetiva na fiscalização, inclusive não permitindo que tenham brechas jurídicas para que a decisão seja desfeita em alguma medida”, afirmou.

Miranda ainda acredita que essa ação não pode se limitar a Collor e deve atingir outros parlamentares. “Também é preciso ampliar essa fiscalização para outras empresas, que assim como a do Collor descumprem as regras constitucionais e não respeitam a concessão pública. Para o movimento pela democratização da comunicação não é uma novidade esse debate, mas isso precisa despertar na sociedade”, disse.

TV Gazeta causou polêmica na semana passada ao demitir jornalistas que participavam de greve histórica que mobilizou diversos comunicadores do Alagoas contra uma redução salarial de 40% imposta pelas redes de comunicação do estado. (Do Brasil 2 Pontos)

Força e renascimento

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo vive um momento de euforia, principalmente por parte da torcida, pelo anúncio da confirmação da volta ao estádio Evandro Almeida após cinco anos. Um misto de alegria, sensação de pertencimento e afeto sincero dominam a massa remista. Com razão.

Não é todo dia que um clube da grandeza do Remo consegue ganhar de volta um estádio, levando-se em conta os custos embutidos no projeto e o tamanho dos problemas existentes no Baenão, amplificados pelo longo tempo de inatividade.

A obra de engenharia envolveu a reconstrução da base das arquibancadas, grade protetora de vidro em torno do campo, vestiários, dependências de arbitragem, áreas de acesso, itens de segurança que os órgãos públicos exigiram e a instalação de um novo gramado.

Além disso, foi montada uma arquibancada metálica no lado que foi inteiramente destruído na aventura de cinco anos atrás, quando camarotes foram comercializados e o espaço não foi erguido.

Nesse período, quando o clube muitas vezes mergulhou em descrença quanto à revitalização do estádio de 102 anos, só a torcida seguiu acreditando firmemente na volta do Leão à sua casa.

Através de um projeto que unificou vários grupos de torcedores, em torno da marca Retorno do Rei ao Baenão, foi iniciada uma ampla mobilização nos últimos três anos. O trabalho de formiguinha captou recursos, obteve material de construção e levou à pintura e recuperação dos tobogãs de arquibancadas.

Com a vitória de Fábio Bentes na eleição presidencial do ano passado, o projeto da torcida ganhou força e apoio efetivo da diretoria. O Remo deu muita sorte. Oriundo de participação nas arquibancadas como torcedor comum, Fábio era o sujeito certo para assumir a missão de conduzir os destinos do clube.

Poucos teriam, como ele teve, a sensibilidade de entender que voltar para casa deveria ser sempre prioridade máxima para os dirigentes do Remo. Entregou-se ao esforço, junto com a brigada de torcidas, para reabrir o Baenão ainda em 2019.

Quando a obra corria risco de ser interrompida em plena Série C, veio a ideia brilhante de vender 10 mil ingressos antecipadamente, a um preço especial (tíquete mais camiseta), a fim de captar o montante necessário para concluir a reconstrução. Deu certo.

Neste sábado, quando o time entrar em campo contra o Luverdense, estará escrevendo uma página importante da história leonina. Uma história de força e renascimento.

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Globo, Copa do Brasil, VAR, Flamengo… tudo a ver

O VAR voltou a brilhar na rodada da Copa do Brasil, ontem à noite, principalmente no jogo Atlético-PR x Flamengo. Ao entrar em cena em três ocasiões, para revisão de lances duvidosos contra o Flamengo, o equipamento eletrônico mostrou (de novo) que não está imune ao peso dos clubes mais fortes do cenário esportivo no país.

Diego Alves foi apanhar uma bola a mais de um metro da área com os pés na linha divisória, mas, estranhamente, o auxiliar não viu e o VAR não deu as caras. Se houvesse revisão, o goleiro flamenguista teria que ser expulso. Dois gols do Atlético foram revisados e a arbitragem eletrônica anulou os gols.

O Atlético mandou no primeiro tempo, perdeu muitas chances e exagerou na afobação. Na etapa final, o jogo foi mais equilibrado, mas o rubro-negro do Paraná chegou ao gol em lance característico da equipe: bola cruzada na pequena área, bola sobrou nos pés de um zagueiro, que empurrou para as redes.

Quando estava prestes a marcar o segundo gol, em jogada de Cirino dentro da área, o atacante foi tocado e caiu na área antes de finalizar. O VAR revisou o lance e o parrudo árbitro Daronco levou mais de cinco minutos verificando que decisão tomar diante do penal claro sobre o atacante do Atlético.

Finalmente, após olhar cuidadosamente, ele encontrou uma possível falta sobre o zagueiro Rodrigo Caio em disputa anterior à entrada de Cirino na área. Daronco, com ar de evidente alívio, anotou a falta e não marcou a penalidade. No minuto seguinte, com a zaga paranaense desarvorada, o Flamengo chegaria ao empate.

O chato é que as seguidas interrupções prejudicaram o time mais ágil e disposto a se impor. O Atlético, com Cirino e Roni, principalmente, cercou a área do Flamengo nos 20 minutos finais e esteve muito perto de vencer. Os dez minutos de acréscimo não compensam o tempo perdido e a quebra de ritmo que o jogo sofre a cada parada.

Com tanta grana envolvendo a disputa da Copa do Brasil, é quase impossível que os grandes clubes não tenham o VAR a seu lado, mesmo em lances fortuitos e de difícil análise final. Na balança há sempre a forte possibilidade de prevalecer a força da influência político junto à CBF e sobre o débil corpo de arbitragem nacional.

O fato é que o jogo de ontem não será o último marcado pela interferência (por ação e omissão) do VAR. Ainda veremos muita coisa nesta reta final do torneio. A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 11)