Noam Chomsky: “Lula é o principal preso político do mundo”

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Do Ópera Mundi

O linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o principal preso político do mundo e que seu caso é “o mais extremo” das prisões políticas que conhece.

Em entrevista ao site catalão El Critic, publicada no último dia 26 de junho, o intelectual disse que o ex-mandatário foi preso para ser “silenciado” e impedido de disputar as eleições presidenciais de 2018 no Brasil.

“O principal preso político do mundo, na minha opinião, é Lula da Silva. É o caso mais extremo que conheço de alguém que é um preso político de maneira bastante clara e que foi encarcerado para ser silenciado, para que não pudesse participar das eleições que provavelmente teria ganhado”, disse.

Chomsky ainda classificou as condições em que Lula vive na prisão como “extremas” e disse que “são totalmente desproporcionais em relação a esse tipo de sentença”. “[Lula] está preso em regime de isolamento, impedido de receber material impresso, de fazer declarações públicas, com opções de visitas muito limitadas. Não se pode levar a sério essa justiça”, afirmou.

“Lula da Silva é uma figura muito importante no âmbito nacional e internacional e, por isso, é um processo que eu me envolvi de maneira direta indo visitá-lo na prisão e também escrevendo sobre o tema e denunciando em entrevistas”, afirmou.

Deputado divulga providências contra agressores

Nota expedida pela assessoria do deputado Edmilson Rodrigues em face de incidente ocorrido num supermercado de Belém:
Nesta segunda-feira, 1º de julho, o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) foi vítima de agressões e graves ameaças por parte de dois homens que o avistaram em um supermercado de Belém (PA). “Esses vermelhos têm que morrer”, disse um dos agressores. 
Os autores do crime fugiram do local, mas já foram identificados e todas as providências policiais e jurídicas estão sendo tomadas para que sejam punidos na forma da lei. 
Felizmente, Edmilson contou com a solidariedade de pessoas presentes que repudiaram a atitude, tentaram conter os agressores e proteger Edmilson.
Como um dos maiores representantes da esquerda paraense, tendo sido o deputado federal mais votado no estado nas últimas eleições, Edmilson foi alvo de injustificada agressão, movida pelo ódio político que extrapola todos os limites da razoabilidade e da racionalidade. 
Vale esclarecer que o mandato parlamentar é exercido não apenas em Brasília, como na base eleitoral, especialmente nos dias em que não há sessão deliberativa na Câmara Federal.
Não se pode admitir que o ódio e a violência sejam naturalizados. E muito menos o desrespeito ao anseio democrático de  milhares de eleitores que são representados por Edmilson e pelas ideias defendidas por ele.
Edmilson agradece a  solidariedade recebida no local e também as centenas de manifestações de apoio através das redes sociais. 
Edmilson segue firme em defesa da democracia e dos direitos do povo paraense e de todos os brasileiros.

Herói ou vilão?

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O controvertido legado do ex-herói de Maringá:

– Anulou todas as sentenças do caso Banestado, que desviou mais de R$ 500 bilhões, pois apenas tucanos estavam envolvidos.

– Anulou as perguntas de Eduardo Cunha a Michel Temer, dizendo que ele estava constrangendo o presidente.

– Tinha todas as provas contra Andrea Neves, irmã do blindado Aécio, desde 2015 e não a prendeu ou sequer pediu investigação. Ela foi presa pelo STF.

– Absolveu a mulher de Eduardo Cunha ignorando contas na Suíça e o parecer do MP suíço dizendo que ela é quem as operava.

– Absolveu a mulher de Sergio Cabral, mesmo ela comprovadamente sendo líder de um esquema que comprava juízes e promotores e tendo mansões e mais de 11 milhões em joias.

– Em quase quatro anos de Lava Jato, nunca prendeu, indiciou ou condenou nenhum tucano.

– Perseguiu D. Marisa Letícia, mulher de Lula, com acusações sem provas e não concedeu nem a extinção do processo como a Constituição prevê por ocasião de morte do acusado.

– Ignorou vídeo de ex-presidente do PSDB pedindo 10 milhões em propinas e o absolveu por “falta de provas”.

– Diminuiu em 90% a pena de bandidos para que delatassem Lula. Léo Pinheiro, Antonio Palocci, Ronaldo Duque etc foram alguns dos beneficiados.

– Soltou o doleiro Alberto Yousseff duas vezes e diminuiu sua pena no caso Banestado de 121 anos para apenas 1 ano.

– Quando descobriu que o maior desvio da Lava Jato, os 16 bilhões da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, envolvia somente o PSDB, PP e PSB, Moro atribuiu a culpa a defuntos e realizou um julgamento no dia 22 de abril de 2015 em absoluto segredo, implicando apenas uns gatos pingados, sem citar nenhum político, dando o caso por encerrado. A imprensa ocultou.

Este é Sergio Moro.

(Por Lacildo B. Mattos)

O passado é uma parada

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Sala da redação da Rádio Clube do Pará, em 1978. Com as calças bocas de sino em alta e Sua Majestade reinando no ambiente, da esquerda para a direita aparecem Ronaldo Porto, Ventinho, Olímpio Guarani, Meireles Fayal, Claudio Guimarães, Fontes Filho, Gilson Farias, José Lessa e Giuseppe Tommaso (na máquina de escrever).

Descuidos imperdoáveis

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo atirou pela janela, no sábado à noite, em Varginha, outra preciosa oportunidade de se distanciar na classificação, como já tinha ocorrido contra o Tombense (empate em 2 a 2). O time não teve atuação inspirada, mas foi mais objetivo que o Boa Esporte. Só não soube sustentar a vantagem. Abriu o placar, cometeu um erro e permitiu o empate. Depois, desempatou e voltou a vacilar cedendo a igualdade definitiva.

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Na prática, olhando os dois tempos, o jogo foi equilibrado, com chances de lado a lado, embora com mais presença ofensiva do Boa Esporte na reta final de cada etapa. O Remo se fechava, resistia pela solidez da zaga, mas encontrava problemas em sair de seu campo porque a meia-cancha rigorosamente não funcionou.

Sem articulação e criatividade, o time apostava na verticalização das jogadas. Quando buscava os lados, chegava rápido à zona de tiro na zaga do Boa, mas, quando perdia a bola, era pressionado com perigo.

O gol de abertura nasceu logo aos 9 minutos, com cabeceio certeiro de Fredson subindo livre no meio da área e testou de cima para baixo. A vantagem entusiasmou o Leão e quase Alex Sandro marcou o segundo.

A essa altura, a partida parecia controlada. Afobado, o Boa errava muitos passes e ficava cruzando na área. Só que, como aconteceu em outras ocasiões, o próprio Remo facilitou as coisas para o adversário.

Aos 25 minutos, Zotti saiu driblando, perdeu a bola e armou ataque do Boa. Lançado por Nonoca, Pedrinho entrou na área e chutou rasteiro empatando a partida. Cabe notar que Zotti também havia perdido a bola que levou ao empate do Tombense lá na 6ª rodada. Descuidos graves, que contribuíram decisivamente para a perda de quatro pontos.

O atacante Gustavo ainda teve boa oportunidade de desempatar, cabeceando próximo à trave direita de Vinícius.

Depois do intervalo, o Remo seguia econômico nos passes, aceitando a pressão do Boa, mas era sempre mais eficiente nas finalizações. Aos 19 minutos, uma rebatida estranha na área bateu no travessão e Alex Sandrose antecipou para cabecear marcando o segundo gol.

À espera de um contra-ataque que permitisse ampliar a vantagem, o Remo foi se encolhendo. Isolou seus atacantes e atraiu ataques cada vez mais insistentes do Boa. Jayme e Bruno Maia acertaram a trave de Vinícius.

Tanto sufoco levou ao gol do empate definitivo, aos 38’, por vias da maldição do ex. Após cruzamento do lado direito, Tsunami – formado na base remista – aparou de primeira e igualou o marcador. O Remo sentiu o baque e quase sofreu o terceiro gol nos instantes finais.

É inegável a crise criativa no meio-campo, situação que prejudica as laterais e compromete a força ofensiva. No sábado, o ataque até tinha um jogador ágil na área. Alex Sandro, diferentemente de Emerson Carioca, inquietou a defesa do Boa e marcou um gol de puro oportunismo.

Sem um criador, capaz de ditar o ritmo nos momentos certos, o Remo ficou sujeito a oscilações ao longo da partida, como havia acontecido contra S. José e PSC. Como a posse de bola não é valorizada, a defesa é constantemente pressionada, resultando em falhas muitas vezes fatais.

Fernandes precisa corrigir esses problemas, sob pena de ver a pontuação acumulada ser demolida nas próximas rodadas. A título de registro, a coluna alertou para esse risco, logo depois da derrota diante do S. José. (Foto: Cristino Martins)

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ER vem com a missão de arrumar a meiúca

Como remédio para os males de seu setor de criação, o Remo confirmou a contratação de Eduardo Ramos. A negociação, que vinha rolando há três semanas e chegou a ser interrompida, foi retomada no sábado resultando no acordo anunciado na manhã de ontem.

A figura de ER divide opiniões no clube, embora tenha correspondido plenamente quando participou de times bem organizados, como em 2014 e 2015. Não funcionou em 2017, mas ninguém funcionava no bando que o Remo mandava a campo na Série C.

Douglas Packer tinha o papel de organizador, embora nem sempre em alto nível. Ainda assim, sua saída deixou um vácuo, dificilmente preenchido por Zotti, que voltou a entregar a rapadura no jogo de sábado, e por Garré, que não mostrou competência para a função.

Nesse sentido, Ramos é um armador mais completo, experiente e cascudo em competições como a Série C. Márcio Fernandes, que já havia avalizado a contratação quando as conversas começaram, voltou a falar positivamente sobre o jogador após a partida em Varginha. Bom sinal.

Pelo perfil que tem, ER chega para ser titular e arrumar a meiúca. Missão difícil, mas que pode cumprir. A aposta é positiva, deve dar mais qualidade ao time azulino, mas o ataque precisa funcionar mais.

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Pantera vai bem e Tubarão tropeça em casa

Com um gol de Wendell em penal no 2º tempo, com expulsão de um jogador do Manaus, o São Raimundo abriu vantagem na disputa pela classificação às quartas, que decidem o acesso à Série C.

Em Bragança, o campo enlameado não contribuiu para um bom jogo, mas o Tubarão atacou muito e teve chances de definir. O confronto empatado adiou a definição para Fortaleza.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 01)