Bolsonaro toma vaia e xingamentos no jogo Palmeiras x Vasco

O presidente Jair Bolsonaro voi hostilizado e vaiado neste sábado (27), no Allianz Parque, em São Paulo, durante o jodgo entre Palmeira e Vasco. Nas redes sociais, circulam vários vídeos com vaias e demonstrações de hostilidade contra Bolsonaro. Um dos vídeos mostra a torcida do Vasco vaiando o presidente e dizendo “Ei, Bolsonaro, v** t**** n* c*”.

A reação mais intensa a ele veio durante o intervalo. Bolsonaro acompanhou o primeiro tempo ao lado do mandatário do Palmeiras, Maurício Galliote, e alguns membros da diretoria. Quando pisou no gramado para ter contato com torcedores, o presidente foi vaiado principalmente pelos membros das torcidas organizadas. Por causa disso, o reinício da partida sofreu atraso.

Em campo, o Palmeiras empatou com o Vasco em 1 a 1 e perderá a liderança do Campeonato Brasileiro se o Santos derrotar o Avaí neste domingo (28).

Sub-14 do Leão é vice-campeão em torneio sul-americano

A equipe sub-14 de basquete do Remo garantiu o vice-campeonato do 23º Encontro Sul-Americano – Série Prata. Após uma semana de competições, o Leão ergueu a taça de 2º colocado da competição realizada em Novo Hamburgo (RS). O campeonato é dividido em duas séries na fase final.

basquete

O Leão foi para a Série Prata, com outras cinco equipes. Em quatro jogos disputados, o Remo venceu 3 vitórias e 1 derrota. Além da 2ª colocação inédita para o Remo, o atleta Marco Antônio Costa foi o cestinha do campeonato, pela 2ª vez consecutiva, com 230 pontos. Esta foi a terceira participação do Remo na competição e a estreia na categoria Sub-14.

Atletas do sub-14 azulino:

Rafael Frade Trindade

Marco Antônio Pessoa Costa

João Vitor dos Santos Vasconcellos

Carlos Eduardo Cardoso

Eduardo Elyson Silva Bandeira Alves

Thiago Yure Santos Ramos

Tiago Frade Trindade

Pedro Ian Monteiro

João Vitor Franco

Matheus Maués 

Garimpeiros invadem aldeia no Amapá e matam cacique

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Um grupo de garimpeiros invadiu neste sábado (27) a aldeia de Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, no Amapá, acirrando o clima de confronto que tomou conta da comunidade nos últimos meses. A Polícia Federal foi acionada para controle da invasão, assim como a Fundação Nacional do Índio (Funai). Uma liderança morreu após a investida dos garimpeiros, que acabaram ocupando a aldeia Mariry.

“Uma liderança fez contato informando que ocorreu uma invasão dos garimpeiros e assassinaram um cacique”, relatou ao site Congresso em Foco o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Acuados e com medo de novas retaliações, os índios se refugiaram na comunidade vizinha Aramirã, para onde crianças e mulheres foram levadas. Randolfe foi acionado pelo vereador Jawaruwa Waiãpi. Ele encaminhou áudios com pedido de socorro ao senador.

Informações indicam que os índios se preparam, em Aramirã, para expulsar os quase 50 garimpeiros da comunidade. “Há potencial gravíssimo de conflitos”, lamenta Randolfe. Sitiados na mata, os índios prometem retomar a aldeia caso as autoridades não adotem providências, motivo pelo qual pedem intervenção das forças de segurança estaduais e federais.

O parlamentar alerta para a escalada do ódio e da intolerância após a eleição do presidente Jair Bolsonaro. “O sangue derramado é culpa do governo federal, que ocorre por causa da omissão de organismos de controle”, reprovou. “Quem vive do crime se sente protegido em poder invadir terra indígena.”

Desde janeiro, houve expansão dos focos de garimpo ilegal no Norte, assim como o aumento do desmatamento, como constatou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Defendendo uma política de exploração de mineral em terras indígenas, Bolsonaro vem contestando o trabalho do órgão. Segundo Bolsonaro, a divulgação de dados de desmatamento pode prejudicar o país em negociações internacionais.

Quem tem medo de Carmen Silva Ferreira?

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Por Maria Amélia Rocha Lopes

Por que o poder público teme tanto a baiana Carmen Silva Ferreira, que lidera o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC)? Será, talvez, por ela ter soluções para a gestão pública, tanto na área de moradia quanto de emprego, educação e saúde? Nesta terra movida a dinheiro há, provavelmente, quem desconfie de suas melhores intenções, mesmo jamais tendo sido vista pleiteando algo a seu próprio favor.

Deve ser difícil para o gestor eleito conhecer essa mulher que trabalha para os sem-teto dentro dos rigores da lei. E a lei diz que os edifícios abandonados, cheios de dívidas com a Prefeitura de São Paulo, deixam de cumprir sua função social. Como leiga, posso concluir que a sua ocupação, portanto, não fere nenhum dispositivo de lei.

O Brasil é signatário da Declaração dos Direitos Humanos da ONU. E lá está escrito: “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis”. E isso tem força de lei, embora grande parte dos brasileiros viva muito distante desses padrões.

Pude conhecer melhor dona Carmen quando a entrevistei no programa Bom para Todos, da TVT. Firme, séria, determinada, objetiva, foram os primeiros adjetivos que me vieram à mente. Suas respostas para as questões de moradia são muito simples e claras. Ela sabe como resolver o déficit habitacional numa cidade como São Paulo, ela sabe como tirar as pessoas das ruas, devolver-lhes a dignidade. É intuitiva e prática.

No entanto, os gestores das políticas públicas da cidade preferem ignorar a sua sabedoria. Preferem vê-la encarcerada. Assim, talvez seja mais fácil conter a disseminação de ideias que podem mudar a história da população miserável. Uma escravidão jamais resolvida paira sobre as nossas cabeças. Não há empatia para com os pretos, pobres e periféricos. A eles devem ser destinados os confins, as beiradas da cidade, sem transporte, trabalho, educação e saúde. Assenzalas do século XXI.

Carmen Silva Ferreira ousou desafiar essa lógica. Ela e seus filhos estão sofrendo na carne por isso. Se nos resta um pouco de humanidade, solidariedade e empatia, não podemos nos conformar.

Um gesto de gratidão a Lula

O formando Samuel surpreendeu a todos, abrindo uma bandeira de “Lula Livre!” ao subir para receber seu diploma, na solenidade de colação de grau de Ciência Biológicas, em Teresina (PI). Ele sacudiu a bandeira vermelha sob aplausos e gritos em defesa da liberdade do ex-presidente.

Gratidão é a virtude humana mais altruísta.

Jornada decisiva no Acre

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo tem um jogo decisivo hoje à noite pela 14ª rodada da Série C, em Rio Branco, diante do Atlético-AC. Em quarto lugar no grupo B,  com 19 pontos, o time bicampeão paraense só terá plena segurança de permanência no G4 em caso de vitória.

Com o alívio trazido pelas informações sobre o estado de saúde do meia-atacante Carlos Alberto, situação que abalou o grupo antes do embarque para a capital acreana, Márcio Fernandes deve confirmar a escalação testada nos treinos da semana.

A equipe terá mudanças na linha de zaga. Djalma irá na lateral direita depois da estreia desalentadora de Gabriel Cassimiro. Fredson volta, apesar da segura atuação de Mimica em Erechim (RS), para recompor a zaga com Marcão (foto). Ronaell será mantido na esquerda.

Do meio para frente nem tudo é o que parece. A meia-cancha terá Yuri, Ramires e Eduardo Ramos. O ataque contará com Gustavo Ramos, Emerson Carioca e Guilherme Garré.

A questão é que Eduardo Ramos deve ser o atacante centralizado e Emerson fará o papel de articulador, ao lado de Garré. Ambos, obviamente, estarão sempre próximos da dupla de Ramos, dependendo da situação do jogo.

O Remo está no G4 desde a primeira rodada, já foi líder por algumas rodadas e agora está na quarta colocação. É o único time a conseguir essa façanha. No extremo oposto, o Atlético-AC tenta desesperadamente sair da lanterna do grupo, onde se encontra desde as primeiras rodadas.

Para encarar um time desesperado, o Remo precisa se cercar de alguns cuidados. Deve jogar com tranquilidade, controlar a posse de bola e partir em velocidade quando surgirem espaços no campo de defesa acreano.

A configuração do meio e do ataque revela que, entre o pragmatismo e a ousadia, Márcio Fernandes optou pela última alternativa. Vai com um time ofensivo, com apenas dois volantes, sendo que Ramires pode se transformar em peça ofensiva caso haja espaço para avançar.

Eduardo Ramos, normalmente um organizador de jogadas, pela capacidade criativa, será outra vez utilizado como atacante, função que pode executar pelo talento para as finalizações.

É claro que, dependendo do andamento do jogo, Emerson pode aparecer no centro do ataque para o embate com a zaga, mas a intenção do técnico é que ele se dedique à função de ajudar os atacantes partindo do meio-campo com a bola dominada, exatamente como fez contra o Luverdense.

Com cinco partidas a disputar, Márcio Fernandes sabe que a classificação pode até ser obtida com três vitórias em casa – onde joga com Tombense, São José e PSC. A questão é que não pode depender exclusivamente disso, até porque o Remo não tem conseguido vencer seus jogos em Belém.

O mais lógico é buscar resultados como visitante, explorando os erros dos adversários. Se no primeiro turno da fase classificatória isso deu certo, pode funcionar outra vez. O jogo de hoje no Florestão vai servir para mostrar se o time conseguiu finalmente afastar a fase ruim, que já soma seis rodadas sem vitória.

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A torneira não para de jorrar no Flamengo

O Flamengo continua a esbanjar dinheiro. Há muita grana jorrando pelas bandas da Gávea, apesar de o clube ainda resistir em indenizar as famílias das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu.

Na sexta-feira, a apresentação de Filipe Luís, lateral contratado após passagem muito elogiada no Atlético de Madrid e na Seleção Brasileira, cumpriu o ritual tradicional, com festa e paparicação.

Filipe junta-se a Rafinha e ao próprio Jorge Jesus no processo de internacionalização que o Flamengo tenta iniciar nesta temporada, buscando alcançar conquistas mais relevantes.

O jogador chega empolgado, revelando que tem paixão pelo clube e que isso de certa forma foi o motivo de ter decidido voltar ao Brasil depois de ter consolidado uma carreira na Europa, tendo outras ofertas para seguir jogando no exterior.

Para Filipe, o importante é tentar fazer história no clube de coração e disputar títulos, coisa que não conseguiria no Atlético de Madrid ou em times da periferia europeia. Pareceu sincero ao dizer isso.

A dúvida é se o Flamengo vai conseguir recuperar o investimento com um jogador que está chegando aos 34 anos, em fase descendente e sem a mesma flama de outros tempos.

O mesmo se aplica a Rafinha, outra aquisição cara, que tem no máximo mais ou duas temporadas em bom nível. Aliás, a forma como Rafinha foi escalado por Jorge Jesus contra o Emelec levantou vários questionamentos.

De toda sorte, quem tem dinheiro para torrar pode fazer o que bem entender. O problema é que grana, como se sabe, não cresce em árvore e deve ser bem empregada porque um dia pode acabar.

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E o Fogão fica na mão, apenas para variar

Erik, meia-atacante paraense que surgiu no Goiás e passou pelo Palmeiras, era o melhor homem de frente do Botafogo. Jogou bem no ano passado e no começo de 2019, virou ídolo, mas nos últimos jogos vinha atuando mal. Devia ser a preocupação com a transferência para o futebol japonês, confirmada ontem. Bom para ele, péssimo para o Fogão. Vida que segue.

(Coluna publicada no Bola deste sábado, 27)