Alex Morgan, a goleadora que ergue a voz contra Trump e a desigualdade

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Por Pablo Sandoval, no El País

Logo na estreia da Copa do Mundo feminina da França 2019, a seleção dos Estados Unidos quebrou o recorde de maior goleada em Copas, contando a categoria masculina: 13 a 0 na Tailândia, na cidade de Reims, pelo grupo F. Lavelle e Mewis marcaram duas vezes, enquanto Horan, Rapinoe, Pugh e Lloyd também deixaram seus gols. O restante foi feito por Alex Morgan. Entre jogadas geniais e vacilos da defesa tailandesa, a atacante de 29 anos fez cinco gols em sua estreia no torneio da França, já disparando no ranking de artilheiras do torneio. Um feito que comprova o status de estrela da camisa 13, que é capaz de fazer qualquer coisa acontecer num jogo de futebol.

A canhota de ouro da seleção dos EUA chegou à França com uma autoridade internacional que poucas jogadoras alcançaram. Aos 29 anos, é o terceiro Mundial de Alex Morgan, que jogou 12 partidas nesses torneios. É terceira com mais participações entre as americanas, depois de Ali Krieger e Carli Lloyd. Marcou três gols na competição, mas nunca teve uma Copa brilhante. Esta tem tudo para ser a dela.

É a líder em campo, e também fora dele: Morgan se tornou uma voz pela igualdade com especial impacto nos Estados Unidos. No último Dia da Mulher, em 8 de março, Morgan e suas colegas da seleção apresentaram em um tribunal de Los Angeles uma demanda contra a federação de futebol dos Estados Unidos por discriminação salarial. Nos EUA, elas são tão conhecidas quanto o time masculino. Ganharam três Copas (199, 1999 e 2015) e detêm o recorde de audiência de um jogo de futebol no país. E, entretanto, entre salário e variáveis, só podem aspirar a ganhar 38% do que ganham os homens. Além disso, denunciavam a falta de apoio da federação aos times e instalações.

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O nome de Morgan aparece em primeiro lugar na ação. “Em algum momento será preciso rever isso”, dizia Morgan numa entrevista de capa da revista Time em 3 de junho. “Como é possível termos tido que lutar todo este tempo, ano após ano?” Em outro momento, rejeita completamente a ideia de que os esportistas não devem se meter em política. Critica o presidente Donald Trump e diz que, se os EUA ganharem a Copa e o time for convidado à Casa Branca, ela não irá.

A revista já a tinha incluído previamente na sua lista das 100 pessoas mais influentes de 2018. A lenda do futebol feminino norte-americano Mia Hamm escrevia sobre ela: “Como mãe de duas meninas de 12 anos, entendo perfeitamente o impacto que Alex tem para esta geração de meninas. Ninguém iguala seu compromisso dando um exemplo positivo, e estou incrivelmente grata de que o futuro do nosso jogo esteja em tão boas mãos”.

Alexandra Patricia Morgan começou a jogar futebol aos 14 anos em seu colégio de Diamond Bar, um subúrbio na zona leste de Los Angeles. Tem experiência internacional desde que entrou no time sub-20, aos 17 anos, enquanto estudava na Universidade da Califórnia em Berkeley e jogava numa equipe universitária, os Califórnia Golden Bears. Marcou o gol da vitória no Mundial Sub-20 da França em 2008.

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Em algumas ocasiões, disse que encontrou na Espanha o empurrão para desejar ser profissional. Em uma entrevista à Sports Illustrated, Morgan contou que entendeu realmente o poder do futebol quando foi a Madri passar alguns meses, ao final do seu primeiro ano de universidade. Ia ao campo com uma bola e começava a aparecer gente para jogar. Eram homens “de 40 ou 50 anos, bebendo vinho e fumando”, diz Morgan na entrevista, “e eu era uma garota branca americana que mal conseguia manter uma conversa”. Ganhou o respeito deles com gols do meio de campo, conta. “Madri me fez amar a linguagem universal do futebol. O tempo que passei na Espanha foi quando descobri o mundo do futebol.”

Durante anos, seus treinadores destacaram que era uma jogadora elétrica, capaz de dar piques a qualquer momento a partir da sua posição de ponta esquerda. É letal quando recebe a bola entrando em velocidade pelo canto esquerdo da área. Suas coletâneas de gols estão cheias de indefensáveis bombas de canhota no segundo pau. Em sua biografia oficial na seleção, consta que seus treinadores a chamavam de Baby Horse (bebê-cavalo), porque não corre, galopa.

Desde 2015 joga no Orlando Pride. É a sexta maior artilheira da Liga (que tem seis anos de existência) com 35 gols em 87 jogos. Em dezembro de 2014 casou-se com o também jogador Servando Carrasco, de 30 anos, que jogava pelo Orlando City, time da mesma cidade do Pride, mas se transferiu ao Los Angeles Galaxy, na costa oposta do país, no ano passado.

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Aniversariante do dia, Alex Morgan, goleadora da seleção norte-americana na Copa do Mundo feminina, marcou o segundo gol da vitória dos EUA sobre a Inglaterra na semifinal do mundial, hoje, na França. 

Baenão está pronto, mas reinauguração pode ficar para agosto

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Já liberado pelas autoridades da área de segurança com capacidade para 13.792 pessoas, o estádio Evandro Almeida está quase pronto para receber jogos. A única pendência diz respeito à vistoria do gramado, que deve ocorrer na próxima semana. Por essa razão, a diretoria avalia a possibilidade de fazer a festa de reinauguração em agosto.

Além de representar a recuperação de seu mais importante patrimônio, o Baenão significa para o clube a garantia de boas receitas. Ao mesmo tempo, as obras de reforma legaram ao estádio azulino várias melhorias e itens de segurança inéditos em estádios da Região Norte.

Muitas exigências técnicas feitas no estádio Evandro Almeida ainda não estão presentes em outros estádios. Quando a certificação desses estádios expirar, deverão ser exigidas as mesmas coisas, segundo a arquiteta Aline Porto, que é responsável pelas obras do Baenão. “São áreas como grades de proteção nos fossos dos túneis, hidrantes, portas de de emergência para dentro do gramado, bares com grades e até setorização com acesso restrito”, disse.

Para receber jogos oficiais, o estádio teve que ser dotado de todas as normas de segurança e conforto exigidas pelos órgãos públicos de segurança.

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Uma reunião entre Remo, CBF e Dazn, prevista para a próxima semana, vai definir a data do evento de reabertura. Há a possibilidade de ocorrer no início de agosto, no jogo contra o Tombense (MG). O motivo é a última pendência em relação às exigências da CBF: uma “licença de gramado”. Para obter a liberação, um fiscal da CBF virá fazer a vistoria e emitir laudo sobre as condições do campo do Baenão.

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Semifinal da Copa Feminina terá arbitragem brasileira

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A arbitragem brasileira estará representada na semifinal da Copa do Mundo de Futebol Feminino da França. O trio de árbitras, composto por Edina Batista (central) e as assistentes Neuza Back e Tatiana Sacilotti, será responsável por conduzir a partida entre Inglaterra x Estados Unidos, às 16h, horário de Brasília.

É uma importante conquista para a arbitragem feminina nacional, apitando um jogo importante na reta final do campeonato mundial. Será o quarto jogo do trio brasileiro na Copa do Mundo.

Histórico de partidas na Copa do Mundo 2019:
– Nova Zelândia 0 x 1 Holanda (1ª rodada grupo E)
– China 0 x 0 Espanha (3ª rodada grupo B)
– Itália 2 x 0 China (Oitavas de Final)

Repúdio à violência e à intolerância

Em nota postada no Facebook, o vereador Fernando Carneiro (PSOL) repudiou as ameaças e agressões verbais ao deputado federal Edmilson Rodrigues.

Agressões e ameaças são as armas dos covardes. Hoje (ontem) o deputado federal mais votado do Pará, Edmilson Rodrigues, sofreu ameaças e agressões verbais em um supermercado de Belém. Lamentável.
A cultura do ódio, disseminada desde o poder central, estimula esse tipo de comportamento e ninguém está imune a isso. Os covardes não têm capacidade alguma para o debate político de ideias, por isso partem pra violência sem nenhum pudor.
Os agressores já foram identificados e todas as providências legais já estão sendo tomadas. Não há nada que abale a firme disposição de seguirmos na luta por um mundo justo e livre de todas as formas de violência, ódio e opressão. Episódios como esse não nos intimidarão.
Sigamos firmes na luta. Sempre.

Força e toda solidariedade, companheiro Edmilson Rodrigues.

Fernando Carneiro
Vereador líder do PSOL

Guitarra de Gilmour é leiloada por 4 milhões de dólares

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O milionário norte-americano Jim Irsay, dono do Indianapolis Colts, pagou a bagatela de 3,5 milhões de euros, aproximadamente 4 milhões de dólares pela icônica Stratocaster preta, com a qual David Gilmour gravou clássicos como Comfortably Numb e Money. A compra ocorreu num leilão beneficente.

Em recente entrevista à revista Rolling Stone, Jim Irsay assumiu ser um fã ardoroso da banda britânica, o milionário afirmou: “Adoro o Pink Floyd. Não consigo negá-lo. As letras de Roger Waters e a forma de tocar de David Gilmour são tão profundas que não tenho palavras para descrever o meu entusiasmo por isto”.

Ele ainda declarou que pretende dar umas “arranhadas” nas cordas da lendária guitarra, antes de colocar a mesma em um museu para exibição pública.

Balanço de governo

Saldo de 6 meses de governo Bozo:

– propôs fim da tomada de 3 pinos

– aumentou em 60% desmatamento da Amazônia

– fim do horário de verão

– liberou 239 agrotóxicos

– propôs fim da multa para quem não usa cadeirinhas

– 7 decretos de armas

– propôs tirar a demarcação de terras da Funai

(Alex Moreira)

Maestro ou burocrata?

POR GERSON NOGUEIRA

A situação de aperreio do Remo para ajustar o meio-de-campo, principalmente depois da saída de Douglas Packer, fez com que a contratação de Eduardo Ramos fosse amplamente aceita e aprovada pela torcida. Antes, havia uma clara divisão de opiniões sobre o jogador. Nem tanto pela qualidade técnica, mas pelas questões extracampo.

Quando alguém tocava no nome de Eduardo Ramos vinha logo a ressalva quanto ao pacote todo, que arrolava as lembranças de sua última – e menos destacada – passagem pelo Evandro Almeida, em 2017.

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Ao contrário dos bons momentos do maestro, com títulos e acesso nas passagens anteriores, a última lembrança que ficou na cabeça do torcedor azulino foi a de um jogador burocrata, perdido na ruindade geral da equipe que quase caiu de novo para a Série D.

No Cuiabá, Ramos resgatou credibilidade e reexibiu o bom futebol que havia cativado tanta gente quando aqui jogou pela dupla Re-Pa de 2013 a 2015. Em 2018, foi um dos líderes da campanha que conduziu o time mato-grossense ao inédito acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, trabalhando como organizador de jogadas e marcando muitos gols.

Ganhou, como no Remo, dois campeonatos estaduais no Mato Grosso. No deste ano, ainda era titular absoluto, mas sofreu uma lesão e perdeu espaço na equipe. Ainda assim, atuou 16 vezes e marcou quatro gols.

A transferência é um bom e conveniente negócio para um atleta de 32 anos, que já não tem tanto tempo para tolerar o banco de reservas. Voltar a um ambiente que já conhece, onde sempre foi bem acolhido, é outro ponto que pesou na decisão de encarar uma quarta passagem pelo Leão.

Sua provável estreia deve acontecer no sábado à noite, no estádio Jornalista Edgar Proença, diante do líder Juventude, atraindo a apaixonada massa torcedora. O jogo estava anteriormente previsto pela diretoria como o evento de reinauguração do Baenão, mas as dificuldades de adequação do horário (pela coincidência com a final da Copa América) adiam a festa para o confronto da 12ª rodada contra o Luverdense.

A entrada em cena de Eduardo Ramos pode ser benéfica tanto para as finanças do clube quanto para as necessidades técnicas do time, cuja meia-cancha há muitos jogos não consegue se conectar com o ataque. Três jogos sem vitória custaram ao Remo a perda de oito pontos e a queda na tabela de classificação – está agora em terceiro lugar. Cada vez mais a vinda do maestro se mostra oportuna.

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Papão traz volante, mas precisa reforçar o ataque

O PSC anunciou ontem a contratação do volante Léo Baiano, 27 anos, que disputava a Série D pelo Novo Horizontino. Passou por Boa Esporte, Botafogo-SP e Mirassol. É uma aquisição para recompor o quadro de opções do elenco, que estava precisando de mais um volante desde que Marcos Antonio foi dispensado.

Há, porém, entre os torcedores, a avaliação de que os setores mais carentes são os de criação e ataque, até aqui pouco produtivos. As dificuldades para superar marcações fortes das zagas da Série C expõem a necessidade de um armador qualificado e de um atacante de boa presença na área.

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Jogo-chave para a manutenção da era Tite

Como nas quartas de final contra o Paraguai, que o Brasil superou às duras penas, Tite está de novo na marca do pênalti. Uma derrota hoje à noite para a Argentina pode representar o fim do ciclo de três anos de comando quase absoluto na Seleção Brasileira. O trabalho foi cercado de aplausos na maior parte do tempo, mas passou a ser duramente contestado depois do fracasso na Copa do Mundo de 2018.

A retórica triunfante e professoral, que rendeu ao técnico a condição de requisitado garoto-propaganda no auge da glória nas Eliminatórias, tornou-se chata e maçante quando a página virou. Sem resultados satisfatórios, dependendo de vitórias chochas diante de adversários de quinta categoria, Tite viu o prestígio se esfumaçar desde o nó tático que sofreu de Roberto Martínez no confronto contra a Bélgica em 2018.

Contra a cambaleante Argentina de Lionel Scaloni, que passou com dificuldades pela Venezuela, é pouco provável que o Brasil tenha vida mansa. O histórico recente mostra que o time se atrapalha contra quase todos os adversários. Nesta Copa América sofreu contra Venezuela e Paraguai, passando pela Bolívia e Peru pelas facilidades encontradas.

A esperança é que a envergadura do adversário, um rival histórico, produza o milagre da transformação. Para tanto, a Seleção terá que explorar mais os lados, com Everton e – se Tite for ousado – David Neres. Philippe Coutinho terá que ser mais criativo do que foi até agora. E Daniel Alves não pode continuar enganando como nos jogos anteriores.

Ao mesmo tempo, um triunfo categórico hoje pode deter o processo de desgaste, mas, além da desorganização tática e da previsibilidade, a Seleção enfrenta o mau momento de peças fundamentais, como Coutinho, Casemiro e Artur pelos efeitos do fim da temporada europeia. O consolo é que, pelas mesmas razões, poucas vezes se viu um Lionel Messi tão desplugado como nesta competição.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 02)