Entrevista abre baú de recordações preciosas no ‘Perfil CBN Belém’

227dcc2a-db50-4da2-8e7b-0c35d92c2ed5

O blogueiro foi entrevistado, na tarde de sexta-feira (19), no programa Perfil CBN, apresentado pelo jornalista Douglas Dinelli na CBN Belém. Como o nome diz, a entrevista aborda os aspectos mais importantes da carreira do convidado. Jornalistas nem sempre se sentem à vontade do outro lado da mesa, respondendo a perguntas, mas fiz todo o esforço possível para não fazer feio no prestigiado programa.

A condução hábil do amigo Douglas fez com que o programa reavivasse alguns momentos de meus 42 anos de jornalismo nos veículos pelos quais passei. Desse modo, falamos sobre o começo na redação de O Liberal no final dos anos 70 e, 10 anos depois, a ida para a TV Cultura do Pará, a convite de mestre Afonso Klautau e do então presidente da Funtelpa, Francisco Cézar.

O período vivido na TV RBA, para onde fui levado pelo empresário Jair Bernardino, versou sobre a criação do jornalismo da casa e o lançamento de programas campeões, como Barra Pesada e Camisa 13. Recordei também a atuação na Província do Pará e no DIÁRIO DO PARÁ, quando conquistamos a liderança de mercado em 2006 – época em que o jornal ganhou também vários prêmios nacionais e internacionais de jornalismo.

A experiência de uma década com o blog e a internet foi destacada, bem como a rica convivência com o universo do futebol através da coluna diária no caderno Bola e a participação no Timão Campeão da Rádio Clube, onde estreei na final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, ao lado dos mestres Guilherme Guerreiro e Carlos Castilho.

8592dea6-b161-4d60-a272-3047c2185494 (1)

Falei de meus filhos e de Baião, obviamente, porque lá estão meus pais, minhas irmãs e minha história. Música também entrou no bate-papo. Gosto, como se sabe, de rock, mas a produção tocou o hino do Botafogo e a música marcante destacada foi Apenas um Rapaz Latino-Americano, de Belchior. Aquela que diz que “eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”, espécie de trilha sonora da minha vida.

Quero reforçar aqui o agradecimento pelo generoso convite de Douglas e a recepção amável de toda a equipe CBN. Foi uma tarde agradável e de boas risadas. Espero ter me saído bem.

Adélio, isolado na prisão, se recusa a receber tratamento psiquiátrico

Adélio Bispo de Oliveira, diagnosticado com transtorno delirante persistente, não toma medicamentos e se recusa a receber tratamento psiquiátrico na penitenciária federal de Campo Grande.

adelio-600x449

“Ele se recusa a tomar qualquer remédio desde que deu entrada aqui, mas isso será feito mesmo contra a vontade do meu cliente, agora que temos o diagnóstico”, explicou o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defende Bispo.

O autor da facada no então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro foi preso em flagrante no dia do atentado, 6 de setembro do ano passado, e transferido dois dias depois de Juiz de Fora, onde ocorreu o crime, para o presídio na capital de Mato Grosso do Sul.

Oliveira Júnior diz que a partir de agora a questão deixa de ser jurídica para se tornar oficialmente médica. O defensor se encontrou nesta sexta-feira (19) com Adélio Bispo no presídio em Campo Grande. Foi acompanhado por três advogados e também de um psiquiatra forense de São Paulo, contratado pela defesa.

Interdição, já!

Por Marcelo Uchôa

Jamais se viu pessoa tão inábil e desqualificada no comando do país, como o atual presidente. Frequentemente faz chacota contra a população trans, mulheres, negros, também contra pobres e nordestinos. Trata a oposição abertamente como inimiga a ser eliminada. Atenta contra a imprensa, a quem considera conspiradora eterna. Nega o valor de instituições do Estado, a quem não crê precisa manter qualquer reverência por suas contribuições históricas ao Brasil.

Acha pouco, também comemora o nepotismo, naturaliza a apropriação do público pelo privado, celebra a patifaria na prática cotidiana da política, passa a mão na cabeça de acusado de integrar milícia, praticar corrupção. Sequer mostra indignação adequada com flagrante pela polícia estrangeira de quilos de cocaína traficados em avião de sua comitiva.

O presidente se indispõe com meio mundo, arriscando o futuro geopolítico do Brasil, apenas para contemplar servilmente o ego notadamente desatinado de Donald Trump. O presidente aceita retalhar em miúdos o fundamento humano do Estado brasileiro sem qualquer noção do que esteja fazendo. Avilta conquistas históricas de trabalhadoras e trabalhadores, direitos sociais elementares consagrados ao povo (previdenciários, educacionais, médicos, habitacionais) só porque é o desejo do ministro da economia, peão do mercado financeiro. O presidente topa bancar projetos do ministro da justiça, sem qualquer noção do que isso signifique, sequer ponderando o fato deste ministro transitar hoje, para lá e para cá, como criatura desmoralizada, desacreditada, ampla e abertamente tida como mau caráter pela opinião culta dentro e fora do país, responsável direto pelo estado de calamidade pública em que se tornou o Brasil, pela deterioração de um país que esteve à beira de virar potência e retrocedeu ao tamanho de um caroço de pitomba.

O presidente nem pensa duas vezes antes de conduzir alucinados iguais a ele ao primeiro escalão da República, inclusive em ministérios proeminentes, como o da educação e das relações exteriores, pela única razão de satisfazer o afã distópico de um fanfarrão ignorante nos Estados Unidos.

O presidente bajula indecorosamente pastores com ficha corrida, militares de qualquer farda e patente, minimiza a censura jornalística, a perseguição cultural, a intervenção nas universidades. Anda ladeado por tropa de choque de brutamontes transformados em políticos apenas para bater palmas para si, permitindo que ignóbeis de seu círculo familiar se indisponham em seu próprio nome, do Chefe de Estado do Brasil, em redes sociais e debates públicos, com pessoas simples, autoridades estrangeiras, autoridades nacionais, até mesmo membros de seu próprio governo, gerando incertezas para a economia, a institucionalidade, os investidores nacionais e os estrangeiros no país, evidentemente, para toda população.

Afinal de contas, o que é isso que está no comando da Presidência da República do Brasil? É um presidente ou um demente? Se for um demente, que seja interditado para tratamento. O país e seu povo não merecem minguar ao colapso total apenas porque os sistemas jurídico e eleitoral brasileiros são caprichosos e aceitaram ser manipulados nas últimas eleições. É impossível haver qualquer nação no mundo que se sustente com quatro anos de mandato de um presidente como o do Brasil.

Marcelo Uchôa

Advogado e membro da Associação Brasileira de Juristas Brasileiros pela Democracia (ABJD) – Núcleo do Ceará.

Mitômano, caótico e com ideia fixa no PT

captura-de-tela-2019-01-15-as-14-32-21-600x336a

Reportagem de Renata Vieira no Globo informa que o presidente Jair Bolsonaro disse, na tarde deste sábado, ao sair do Palácio da Alvorada, que suas declarações sobre ‘governadores de paraíba’ foram mal interpretadas. Bolsonaro disse que sua intenção era se referir ao governador do Maranhão, Flávio Dino , e ao da Paraíba, João Azevêdo , e não ao povo nordestino.

“Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba, vivem esculhambando obras federais, que não são deles, são do povo. A crítica que eu fiz foi aos governadores, nada mais. Em três segundos, vocês da mídia fazem uma festa. Eles são unidos, eles têm uma ideologia, perderam as eleições. Tentam o tempo todo, através da desinformação, manipular eleitores nordestinos. O parlamento não é tão raso como estão pensando”.

De acordo com a publicação, na sexta-feira, o presidente usou o termo “paraíba” ao se referir aos governadores. “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão; tem que ter nada com esse cara”, afirmou o presidente durante conversa com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni.

Ao ser questionado por uma jornalista sobre a declaração, Bolsonaro disse: “Se eu chamar você de feia agora, todas as mulheres do Brasil estarão contra mim. Eles acham que o Nordeste é uma massa de manobra. Na verdade, a imprensa brasileira está com saudade do PT e do Lula”.

Grêmio faz apelo dramático para conter seus torcedores racistas

gremio-1-600x400

A menina negra que era levada pelo pai ao estádio Olímpico, em Porto Alegre, vibrava com as vitórias do Grêmio na década de 1990, período em que o clube levantou uma sucessão de taças. Os títulos não são as únicas lembranças das idas ao campo de futebol.

“Lembro da torcida gremista cantando ‘chora macaco imundo”, diz Carla Castro, 37. “Eu era criança e não entendia o que era racismo. Com o passar do tempo, me dei conta que era grave, fiquei dez anos sem ir a estádio.”

“Temos que parar com isso. Essa palavra carrega um conceito universal da infâmia para ofender uma pessoa negra”, diz Nestor Hein, diretor jurídico do Grêmio. “Mesmo que digam que não é racista, abolir o termo significa respeito a novos tempos, a novas demandas da sociedade.”

O dirigente se reuniu com as torcidas organizadas do clube e informou que elas deveriam proibir entre os seus integrantes o uso da palavra em cantos e gritos de guerra. “Se essa questão persistir, vai haver punição, suspensão e terão até que desocupar o lugar em que ficam [na Arena]. Vamos punir severamente.”

‘Viva a Paraíba! Viva o Nordeste!’

O ex-prefeito Fernando Haddad, que disputou a presidência da República pelo PT, se solidarizou aos nordestinos, que foram alvo de discriminação e preconceito por parte de Jair Bolsonaro. “Minha total solidariedade aos governadores do Nordeste, chamados de paraíbas pelo Bolsonaro em tom de deboche. Vocês são os melhores e orgulham a Nação pelo trabalho e respeito ao povo. Viva a Paraíba, viva o Nordeste!”, postou.

aaa-2-3-600x400

Leia, abaixo, a carta dos governadores nordestinos:

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.

RENAN FILHO – Governador do Estado de Alagoas

RUI COSTA – Governador do Estado da Bahia

FLÁVIO DINO – Governador do Estado do Maranhão

JOÃO AZEVÊDO – Governador do Estado da Paraíba

PAULO CÂMARA – Governador do Estado de Pernambuco

WELLINGTON DIAS – Governador do Estado do Piauí

FÁTIMA BEZERRA – Governadora do Rio Grande do Norte