Clapton faz show grandioso em Londres em clima de despedida dos palcos

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Reportagem de Daniel Buarque na Folha de S.Paulo informa que o show de Eric Clapton no British Summer Time reuniu 65 mil pessoas para quase duas horas de apresentação impecável em clima de despedida e adoração no grande “quintal” da casa do guitarrista, que tocou mais de 200 vezes no Royal Albert Hall, em frente ao parque.

Por mais que ele ainda tenha apresentações marcadas para outubro em Nova York, a sensação no show em Londres era de que ele está realmente próximo da aposentadoria dos palcos, que vem anunciando pelo menos desde 2014. Desde o anúncio da sua apresentação no verão londrino, a fragilidade do músico de 73 anos e seus problemas auditivos ganharam atenção internacional, explica a Folha.

“Estou ficando surdo”, disse Clapton, em entrevista no início do ano, na qual afirmou estar apreensivo em cantar e tocar guitarra por causa dos zumbidos em seu ouvido, adiciona a reportagem.

O batom na cueca que faltava para escancarar a perseguição a Lula

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Por Miguel Enriquez, no DCM

Ironia das ironias do circo que virou o Brasil.

juiz Sergio Moro, da Lava Jato, está há mais de 4 anos a vasculhar vidas, as casas, as famílias, as contas, os celulares, os iPads de filhos e netos de Lula e de quem quer que um dia tenha gozado de sua amizade.

Tudo em busca de uma mísera prova para sepultá-lo.

Sem provas, mas com o apoio de setores conhecidos e outros nem tanto da sociedade, Moro tem desafiado quem quer que seja, atropelado instâncias, ignorado competências, desrespeitado a Constituição para alcançar o seu intento.

Suas ações enquanto representante da lei despertaram incredulidade em boa parcela da comunidade jurídica nacional e internacional.

Um novo direito, surgido das canetas do juiz de Curitiba, nasceu e os cidadãos condenados com base nessa doutrina nada podem fazer.

Ou quase nada. Tamanha dedicação e evidente arbítrio, ignorados por aqueles que tem o dever e poder de conter abusos de juízes de instâncias inferiores, como é o caso de Moro, levaram o juiz à sensação de intocável e irretocável.

Com sua suspeição arguida por dezenas de vezes nos autos dos processos, amplamente denunciada nas Cortes nacionais e internacionais, mas pouco noticiada pela imprensa parceira, virou quase piada entre os investigadores da operação.

Arguir a suspeição de Moro e expôr a parcialidade do juiz é obrigação da defesa de Lula e evidências não faltam, mas elas não tinham sido suficientes, até o último domingo, para que STJ ou STF tomassem alguma providência.

A suspeição é algo difícil de ser provada. Cabe, incialmente, ao próprio juiz acatar o pedido e declarar-se suspeito, ou a quem a denuncia, provar.

Segundo o art. 145 do novo CPC: “Há suspeição do juiz [quando] amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”.

E por esse inciso pode-se alegar que a esposa de Moro, Rosângela Moro, foi sócia em escritório de advocacia de Carlos Zucolotto Júnior, o advogado acusado por Rodrigo Tacla Duran de cobrar US$ 5 milhões para intermediar um acordo com o MPF, reduzindo pena e multa para o operador da Odebrecht.

Moro já declarou que Zucolotto é seu íntimo. As provas não faltam, como as fotos da dupla curtindo um show de rock, indo a estréia no cinema ou compartilhando tragos e cantando ao lado de Fagner.

O segundo inciso do art. 145 impõe como suspeição “receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo” e “aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio”.

Bem, além de palestrar em evento bancado pela Petrobras, uma das partes, e de auxiliar de acusação contra Lula, discorrendo sobre a operação Lava Jato, Moro acaba de confirmar que teve patrocinada pela empresa uma de suas viagens internacionais.

Mas com apenas esses exemplos, outros transbordam, ainda assim Moro não se fez de rogado, ou suspeito, e manteve-se no caso.

Quando tudo parecia perdido, Lula encarcerado e eleições à porta, eis que uma ação de parlamentares do PT expôs de maneira cabal, inquestionável, a suspeição de Moro, seja por se comportar como inimigo de Lula ou como interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes (hipóteses dos incisos I e IV do art. 145 do Novo CPC).

França vence e convence

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POR GERSON NOGUEIRA

Os belgas cumpriram o script conhecido. Jogaram como nunca, perderam como sempre. Muita marola e badalação até entrar na fase do afunilamento da Copa do Mundo. O fato é que os Diabos Vermelhos são superestimados no mundo todo há pelo menos seis anos. Frequentam mensalmente aquele ranking esquisitão da Fifa, sem ter vencido rigorosamente nada. Ontem, encontraram pela proa uma França tranquila, bem arrumada e com três craques em noite inspirada. Ficou no 1 a 0, mas cabia mais.

Ah, ia esquecendo que a equipe de Roberto Martinez é também a queridinha dos modernos influenciadores da mídia no Brasil. Óbvio que a admiração da geração pós-XYZ atingiu patamares tsunâmicos com a vitória sobre a Seleção de Tite na sexta-feira passada. Mesmo tendo achado um gol logo aos 13 minutos, recebido um presentaço aos 31’ e levado um sufoco nos restantes 60 minutos.

Ouvi muita gente enaltecer a clarividência do centroavante Lukaku, um Alcino mais parrudo e melhor aquinhoado pela sorte. É verdade que contra o Brasil ele teve boa participação no lance do contra-ataque que levou ao segundo gol, ajudado pelas gentilezas dos nossos volantes.

Diante da França, porém, a Bélgica não encontrou facilidades. Só teve alguma margem de manobra nos 15 minutos iniciais, quando Hazard encaixou um chute no canto direito, que Lloris defendeu muito bem. Depois, a França assumiu o controle, tocando bola e saindo em velocidade. Chegou ao gol em lance típico do adversário: um cruzamento desviado de cabeça pelo zagueiro (de origem camaronesa) Samuel Umtiti.

Kylian Mbappé foi um show à parte. Dribles, arrancadas, toques de calcanhar. Parecia até um brasileiro das antigas, que bailavam em campo. Só faltou finalizar mais. Caía pela direita e arrastava pelo menos três marcadores, coisa que o Brasil se esqueceu de explorar.

Sem a bola, os belgas não são diferentes de sérvios e suíços. Saem dando caneladas e joelhadas em quem encontram pela frente. Fellaini, o cabeludo que alguns tentaram elevar à condição de craque, foi o Fellaini que a gente conhece. Carniceiro, travoso no desarme e errático no ataque.

De Bruyne, sem a folga que Fernandinho e Marcelo concederam, ficou engarrafado entre os defensores. Apareceu só nos instantes finais, disparando chutões em sinal de claro desespero. De positivo na Bélgica, pra não dizer que não falei de flores, a habilidade objetiva de Hazard, um tremendo jogador, e a segurança do estupendo goleiro Courtois.

Não fosse a gigantesca figura no gol, a França teria disparado uma goleada no 2º tempo. O poste Giroud também ajudou a deixar as coisas no escore mínimo. A Bélgica ainda tem que agradecer a complacência do árbitro, que deixou a pancadaria rolar solta. Todos os contragolpes puxados por Pogba e Griezman eram contidos a pontapés.

Aliás, Copa tem essa coisa bacana de destruir mitos em questão de dias. Até ontem, a Bélgica era festejada e comemorava com certa arrogância a eliminação do Brasil. Após 90 minutos, voltou ao lugar habitual. Já a França, pelo que vem exibindo, é favoritíssima ao título.

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As dúvidas de Dado para montar o ataque

O Papão tem várias dúvidas para o jogo contra o Vila Nova-GO, amanhã, na Curuzu. A maior de todas se localiza no comando do ataque, órfão desde a inesperada saída de Cassiano. Sem o artilheiro, Dado Cavalcanti precisa improvisar uma composição ofensiva sem contar com nenhum outro jogador com as características do antigo titular da posição.

Na falta de um substituto natural, resta a opção do falso camisa 9, papel desempenhado por Moisés sem maior brilho. Magno talvez fosse a opção mais interessante, mas sentiu dores na coxa e dificilmente ganhará vez.

Com isso, cresce a importância dos homens de meio e de aproximação, como Thomaz e Claudinho. O sucesso do Papão diante do 4º melhor time do campeonato vai depender da movimentação de ambos.

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Campeonato sub-17: esclarecimento

Há alguns dias, a coluna incorreu em equívoco quanto aos critérios de escolha dos grupos do Campeonato Paraense Sub-17, fato que teria prejudicado a Desportiva, incluída na mesma chave da dupla Re-Pa.

Ocorre que, segundo a FPF, a definição das chaves ocorreu em reunião do conselho técnico, que teve a participação de todos os clubes, entre os quais um representante da Desportiva.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 11)

Família de Mbappé se queixava de tentativas de humilhação no PSG

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Por Diego Torres, no El País Brasil

Fayza Lamari foi uma boa jogadora de basquete da Primeira Divisão da França. A devoção por um jogo sacrificado fez com que formasse uma ideia severa da prática esportiva. No Paris Saint-Germain dizem que seu caráter áspero moldou seu filho, a nova estrela da seleção francesa, Kylian Mbappé.

No clube parisiense afirmam que a família do jogador percebeu desde setembro de 2017 que por trás das brincadeiras feitas por Neymar e Daniel Alves com Mbappé existia uma forma de menosprezo. Eles riem de suas feições. Dizem que ele parece Donatello, uma das Tartarugas Ninjas mutantes. Afirmam que uma coisa é jogar bem futebol e outra fazer o que ele faz, um puro exercício de velocidade. “Você sim é rápido!”, lhe diziam, “é muito rápido!”.

A família do jogador chegou a se sentir incomodada. O garoto sofria com a atitude de seus colegas, que se esforçavam para rebaixá-lo à categoria de novato. Um escalão que se dissolveu para sempre nessa Copa do Mundo. O torneio deixou Neymar em situação complicada, eliminado sem impor uma marca, e permitiu a Mbappé afirmar-se como o grande príncipe do futebol. O francês subverteu a ordem hierárquica do PSG colocando-se ele mesmo na frente de seus colegas na corrida pela Bola de Ouro, o prêmio mais desejado por Neymar.

(…)

Como seus próprios chefes, a indústria do futebol também resistiu a reconhecer a verdadeira dimensão de Mbappé. Os fatos obrigam a recapitular. Mbappé é o homem assinalado pelos analistas dos grandes clubes da Europa como seu principal objeto de estudo. Em primeiro lugar, porque em termos históricos seu peso futebolístico em relação a sua idade é notadamente raro. Tem 19 anos, é indiscutível na França e marcou três gols na Copa. Na sua idade, Neymar, que agora tem 26, não foi convocado para jogar a Copa da África do Sul; Messi foi reserva na Copa da Alemanha, onde marcou um gol; e Ronaldo Fenômeno ganhou a Copa dos Estados Unidos sem sair do banco. Os precedentes só permitem a comparação de Mbappé com Pelé, que com 17 anos marcou seis gols na Copa de 1958.

(…)

Mbappé combina a leveza com uma potência descomunal para arrancar de repente. Se seu primeiro gol contra a Argentina, esquivando-se de rivais com uma mudança de passos em quatro metros com a facilidade de quem traça uma linha reta, resume seu gênio, no primeiro da França, que levou ao pênalti anotado por Griezmann, bateu o recorde de velocidade do campeonato com 37 quilômetros por hora em pouco mais de dez metros de aceleração. O recorde da Champions foi marcado por Gareth Bale com 33,5 quilômetros por hora depois de 20 metros de sprint.

Fayza, que acompanha o filho por toda a Rússia, é a mais feliz da família. A Copa mudou a ordem do futebol, dentro e fora do vestiário do PSG. Haja o que houver, a nova estatura de Kylian Mbappé será impermeável aos piadistas.

Frustrados com a derrota, belgas reagem com arrogância

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A seleção belga mostrou a que veio nesta Copa do Mundo, mas deixou a desejar contra a França. Eliminada na semifinal, a equipe deixou o Mundial com a sensação de que poderia ter ido mais longe. Pelo menos é o que pensa o zagueiro e capitão Vicent Kompany, que defendeu a atuação de seus companheiros e afirmou que não há equipe superior aos belgas no Mundial.

– Não nos sentimos inferiores a esse time na França, tivemos o controle do jogo e sabíamos que ele seria decidido nos detalhes. Desde o início, parecia que seria decidido em uma bola e infelizmente isso não foi a nosso favor. Estou muito desapontado, mas o futebol é assim e você tem que respeitar o vencedor e parabenizá-los. Quem vencer a Copa não será mais forte que nós – disse o zagueiro, esquecendo que contra o Brasil a Bélgica agiu como os franceses, recuando e levando um sufoco que durou até o fim do jogo.

O que se viu em campo foi uma Bélgica organizada antes do gol sofrido e outra depois, perdida e desorganizada. Kompany concorda que o tento sofrido foi um baque, mas elogiou a organização da França e o bom contra-ataque do adversário. Com a eliminação, a Bélgica disputará o terceiro lugar no próximo sábado, às 15h, contra o derrotado da partida entre Croácia e Inglaterra.

– Não é frustrante até a gente tomar o gol, depois se torna muito frustrante. Eu respeito qualquer plano de jogo, que esteja dentro da regra. Eles são organizados, defendem a área muito bem, tentam jogar no contra-ataque, jogam por uma bola, agora temos de lidar com as consequências. Eles merecem ser finalistas, não há contestação quanto a isso.

Lucas Jagger rebate no Twitter comentários de Galvão sobre Mick

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Segundo publicação do UOL, Mick Jagger levou o filho, Lucas, de seu relacionamento com Luciana Gimenez, para assistir o jogo da França contra a Bélgica, nesta terça-feira (10), em São Petersburgo.

Não demorou muito para os dois serem flagrados pelas câmeras de televisão e Galvão Bueno, que narrava a partida da Copa, logo brincou sobre a fama de pé frio do líder do Rolling Stones e questionou para qual time ele estaria torcendo.

Em segundos, Lucas fez questão de responder a Galvão em seu Instagram. “Não estamos torcendo pra ninguém, filho. Para de inventar”, escreveu ele, em uma foto no estádio.

O garoto ainda mostrou uma torcida de verde e amarelo no estádio, provavelmente que tinha esperança de ver o Brasil na semi-final no lugar da Bélgica, e completou: “Eu sou igual a você e igual a esses que estão aqui. Queria ter assistido ao Brasil, mas não deu”.

A mãe, Luciana, também acompanhou a resposta do filho, dizendo que é preciso parar de culpar os outros pelas derrotas do Brasil. “Pé frio é você, Galvão Bueno. Cafona!”, escreveu.

França prova que diabo não era tão feio assim e garante presença na grande final

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A França venceu a Bélgica, por 1 a 0, em partida muito disputada, na tarde de hoje (10), em São Petersburgo, e está classificada para a final da Copa do Mundo da Rússia. Será a terceira decisão do time Les Bleus, que foi campeão em casa em 1998 e vice em 2006, quando perdeu a final para a Itália nos pênaltis, na Alemanha.

Sem a rede balançar, o começo do primeiro tempo foi marcado pelo domínio dos diabos vermelhos, principalmente com jogadas de Hazar e De Bruyne. Depois dos 20 minutos, a França tomou as rédeas do jogo, trocando passes curtos em velocidade, com Griezman e Mbappe esbanjando habilidade.

Na segunda etapa, os franceses abriram o marcador logo aos cinco minutos através do zagueiro Umtiti, que, após cobrança de escanteio de Griezmann pelo lado direito do ataque, se antecipou à marcação de Fellaini e desviou para o fundo do gol.

Aos 19, Dembelé foi trocado pelo avançado Mertens, que deu maior poder ofensivo aos belgas, que insistiam em alçar bola na área. Nervosos, os vermelhos começaram a disparar chutões e cometer faltas violentas, recebendo dois cartões amarelos seguidos.

A França perdeu duas chances, com Mbappe e Pogba. O jogo terminou com o placar de 1 a 0. A França aguarda agora o vencedor do confronto entre Inglaterra e Croácia, amanhã (11), às 15h, no estádio Lujniki, em Moscou, para saber quem será o adversário na grande final de domingo, ao meio-dia, na capital russa.

Fora, Tite e o futebol pragmático!

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Por Paulo César Caju, n’O Globo

Eu, definitivamente, devo viver em outro planeta. Quase 100% dos comentaristas de tevê e jornal apoiam a permanência de Tite. Os motivos são incontáveis: “deixou um caminho pavimentado”, “mudou a cara de nossa seleção”, “tem o grupo na mão” e blá blá blá!!!

Que cansaço!!! Teve um, na tevê, que chegou a duvidar que existisse alguém no mundo que não gostasse do trabalho do professor: “Liguem para a redação e se apresentem”, sugeriu. Se o nível do futebol está ruim, o dos comentaristas, com exceções, nem se fala. Querem discutir futebol, de verdade? Então me respondam qual a diferença das seleções do 10 x 1 do Felipão (7 da Alemanha mais 3 da Holanda), do Dunga e esta do Tite? Me apontem alguma evolução tática ou técnica de uma para outra.

Era óbvio que nas Eliminatórias o grupo estava insatisfeito com o Dunga. Jogador derruba o técnico que quiser, isso é muito comum no futebol. O que mudou na seleção, me digam? Saiu um professor sisudo e entrou um pastor, um palestrante de autoajuda. Mudou apenas o discurso. E, se Dunga tinha zero de apoio da mídia, porque nunca fez questão de ser simpático, Tite teve uma aprovação retumbante. Aí fica mais fácil trabalhar. Mas pensem comigo.

Sua técnica de autoajuda não melhorou em nada, por exemplo, o lado psicológico de Neymar, que até o último minuto tentou ludibriar o árbitro com suas quedas. O Tite psicólogo falhou. Como uma seleção chega no ponto alto da Copa com tantos jogadores em frangalhos, contundidos? O Tite departamento médico falhou. Como uma seleção consegue dar 50 passes errados em um jogo tão importante? O Tite fundamentos falhou. Como uma seleção não tem uma jogada ensaiada, um contra-ataque mortífero, um toque de bola envolvente e coloca o centroavante para marcar como um cabeça de área? O Tite técnico falhou. Como olhar para o banco e ver Fernandinho, Renato Augusto e Firmino como as principais alternativas? O Tite convocação falhou.

A verdade é que o “genial” Tite falhou além da conta, mas a imprensa continua passando a mão em sua cabeça, e a CBF já garantiu a sua permanência, a do filho e a do papagaio até o ano 3000. É preciso mudar não só o Tite, mas toda a cúpula da CBF que transformou a seleção em um balcão de negócios. E olha que essa seria a chance de ouro de Tite & Cia brilharem porque o nível dessa Copa está abaixo da crítica. Pelo menos as seleções em que apostei, tirando a Espanha, continuam no páreo: Croácia, França, Bélgica e Inglaterra. O Brasil perderia para as quatro até porque não somos mais a melhor seleção do mundo faz tempo. Mas o pior é que agimos como se fôssemos. E não seremos tão cedo se essa escola retranqueira, covarde, do futebol de resultado, pragmático, que preza o futebol força e ama os velocistas, permanecer no poder.

Nós temos nossa própria forma de jogar, que foi enterrada sem dó nem piedade por Parreira, Mano, Felipão, Dunga e Tite. Já deu. E não me venham com essa de romantismo, isso é o que precisa ser feito porque a tecnologia está a favor de todos, correr todos sabemos, mas nenhum outro país do mundo tem o dom para o futebol como o brasileiro, em nenhum outro país surgem tantos garotos bons de bola.

O problema é que estão sendo engessados nas escolinhas. Ali, na mão dos professores de Educação Física travestidos de técnicos de futebol, eles sofrem a primeira lavagem cerebral e passam a trocar o drible pelo carrinho, os gols pela ajuda na marcação. Precisamos nos libertar, clamamos por novos ares, por mais leveza, temos que partir em busca de nossas raízes. Mas a mídia precisa comprar essa briga e não se deixar levar por discursinhos chatos e ensaiados. Não queremos mais pastores, gestores de pessoas e fabricantes de brucutus.

Queremos boleiros!!! E não me venham, novamente, com o papo furado de que o mundo mudou. Nós mudamos, nos influenciamos pela escola europeia e ela só estava tentando nos copiar. Evoluíram eles, regredimos nós.

Precisamos reverter essa situação trágica, mas para isso temos que agir com a tranquilidade e a serenidade de mestre Didi, após o gol da Suécia, na final de 58. Dá para virar esse jogo! Didi acreditou, eu acredito.

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Blog do Gerson Nogueira

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