Guilherme assume comando no Papão, prega disciplina e elogia elenco

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O Paissandu apresentou nesta segunda-feira o novo técnico da equipe, Guilherme Alves, um ex-jogador que tenta há sete anos se firmar como treinador. Sem recusar a condição de “boleiro”, disse que está no meio-termo. Sabe dialogar com os comandados, mas é exigente quanto à disciplina e na questão de respeito à hierarquia. Deixou uma boa impressão inicial pela maneira direta e clara de expor seus pontos de vista.

“Não me considero um treinador boleiro porque eu sou extremamente chato com os caras. Acho que sou uma mistura. Alguns jogadores que pararam de jogar se tornaram treinador de imediato, não fizeram a transição. Nada contra. Mas eu me preparei. Passei cinco anos me preparando. Então tenho um pouco de cada um. Não posso jogar fora a minha carreira como jogador, eu sou um ex-atleta, não sou treinador boleirão, mas sei falar a língua deles”, disse Guilherme durante a entrevista de apresentação.

“O clube vem de linhas de trabalho diferentes. Eu respeito todos, todos são inteligentíssimos. Nós fazemos parte de outra linha. Tivemos uma conversa muito franca, com a presença do presidente no vestiário, e acho isso muito importante. Passei para eles o seguinte: a estrutura o presidente disponibiliza para os atletas. Tem o salário em dia. Existem direitos e deveres dos atletas. Para trabalhar comigo, para que vocês entendam, é muito fácil. Nos direitos eu vou com eles até o final. Agora, nos deveres, não abro mão de algumas coisas. Sou intransigente mesmo. Não negocio disciplina, peso e horário. Disciplina no sentido de se cuidar. Isso já foi passado para eles”.

O novo treinador ainda explicou os motivos pelos quais aceitou comandar o Paissandu na Série B:

– Nós viemos aqui em 2016, para o jogo entre Paissandu e Vila, e sentamos em frente do hotel (da Curuzu). Havia um jogador no Paissandu que havia sido meu no Novorizontino, o Domingues, zagueiro. Como sempre tive relacionamento ímpar com os atletas, ele me falou: ‘Professor, é o lugar certo para o senhor vir. Tem estrutura, paga em dia, do jeito que o senhor gosta, porque aí você vai cobrar dos caras’. Logicamente seria mais interessante ter montado o elenco, mas eu estou feliz com o elenco que eu tenho hoje. Então, nesse projeto (de carreira) eu tomei algumas decisões equivocadas nos últimos tempos e, assim, conversando com o meu assessor de imprensa, ele disse: ‘Se for para você sair de Marília para ir para qualquer lugar sofrer, fica em casa. Só saia para um clube que tenha camisa, estrutura, torcida e pague em dia’. Tudo isso o Paissandu tem. E tem elenco. Estou muito, mas muito feliz de estar aqui. Vocês vão ver no dia a dia – garantiu.

Sobre reforços, Guilherme evitou falar, mas definiu sua maneira de agir em relação aos jogadores do atual elenco. “Não posso falar do que aconteceu daqui para trás. Seria indelicadeza minha. Mas o Moisés foi muito bem conosco em 2016. Talvez a gente vai encaixar ele aonde eu acredito que possa ajudar o PSC. Vai ter a oportunidade dele, assim como vão ter todos. O recado que passei a eles é que todos iniciam do zero comigo, todos, até mesmo que não vem jogando. Não me interessa idade, se jogou aqui ou acolá, se foi artilheiro ano passado. O que me interessa é a partir de hoje, é quem vai ajudar o Paissandu. Para mim a qualidade não tem idade”.

De olho no próximo compromisso pela Série B, contra o Oeste, em São Paulo, Guilherme começou de imediato a comandar treinamentos na Curuzu, logo depois de ser apresentado ao elenco.

Stones, Waters e U2 na lista dos shows mais lucrativos do ano

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A Pollstar divulgou nesta segunda-feira (16) a lista dos artistas que mais geraram receita com suas turnês no primeiro semestre de 2018. O levantamento tem caráter mundial e apresenta a receita média de cada artista. Embora os dois primeiros colocados – Ed Sheeran e Bruno Mars – sejam oriundos do pop, o rock é representado logo na terceira posição, com os Rolling Stones. Com 12 shows, a banda teve receita média de US$ 9,16 milhões (cerca de R$ 35 milhões), com mais de 630 mil ingressos vendidos ao preço médio de US$ 159 (R$ 614).

Os Eagles ficaram em 6° lugar, com receita média de US$ 2,89 milhões (cerca de R$ 11 milhões), enquanto Roger Waters (9°) e U2 (10°) aparecem com renda de US$ 2,09 milhões (R$ 8,08 milhões) e US$ 3,7 milhões (R$ 14,45 milhões), respectivamente. Outras bandas de rock que aparecem na lista são Foo Fighters (12°), Bruce Springsteen com o musical “Springsteen On Broadway” (16°), Metallica (19°), Bon Jovi (21°), The Killers (24°) e Journey + Def Leppard (43°), entre outros. (Por Igor Miranda, no Wiplash.net)

Mbappé e a ativista anti-Putin

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O grupo Pussy Riot invadiu o campo durante a final da Copa para protestar contra a repressão política do governo russo. Com o mundo inteiro assistindo, o grupo denunciou a perseguição aos militantes da liberdade e dos direitos humanos.

Uma das cantoras cumprimentou o jovem craque Mbappé, camisa 10 da França, que descende de imigrantes, oriundo de um bairro da periferia de Paris, de um país com uma política de imigração racista e xenófoba.

Após sequestro, polícia gaúcha localiza mãe do jogador Taison

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O sequestro da mãe do atacante Taison, Rosângela Freda, nesta segunda-feira teve um desfecho positivo. Ela foi encontrada pela Brigada Militar de Pelotas dentro do porta-malas de um veículo na região do interior da cidade. Quatro sequestradores acabaram sendo presos. O jogador do Shakthtar Donestk, que iniciou sua carreira no Internacional, foi convocado para defender a Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo na Rússia.

Dona Rosângela foi sequestrada no período da tarde. Segundo testemunhas, um veículo branco estacionou em frente à casa onde a família mora. Um homem desceu do carro com um buquê de flores e a irmã do atleta recebeu a encomenda. Entretanto, um dos suspeitos disse que o presente não seria para a jovem, e sim para a mãe do atleta. No momento que Rosângela apareceu para pegar as flores, acabou sendo jogada para dentro do veículo, que saiu em disparada.

A Polícia Civil e a Brigada Militar (BM) montaram uma operação especial e conseguiram localizar Rosângela na comunidade do Alto Cruz, no distrito da Cascata. Não houve pedido de resgaste e ela foi encontrada sem ferimento. (Da Gazeta Esportiva)

O príncipe e o plebeu

Um amealhou fortuna e poder sem correr riscos, o outro, culpado por ser favorito da próxima eleição, está preso sem crime

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Por Mino Carta

“Há dois conjuntos distintos de princípios. Os princípios do poder e do privilégio de um lado, os princípios da verdade e da justiça do outro. Buscar verdade e justiça implica diminuição do poder e do privilégio, buscar poder e privilégio sempre se dará às expensas da verdade e da justiça”
– Chris Hedges – Jornalista estadunidense que se apresenta como cristão anarquista.

Às vésperas da eleição de 1994, entrevistei Fernando Henrique Cardoso. O propósito era ir às bancas logo após o pleito, o que de fato se deu. Foi a terceira capa de CartaCapital mensal.
No início da entrevista, evoquei a visita de Jean-Paul Sartre a São Paulo, em 1963, quando FHC, aos 31 anos, foi um dos cicerones do autor de A Idade da Razão. Comentei: “Então você era bem vermelhinho”. Respondeu de bate-pronto: “Não, não, eu já misturava Marx com Weber”.
Observei que no prefácio do seu primeiro livro, tese de doutorado em Sociologia, Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional, ele mesmo escrevera ter empregado o “método dialético marxista”. Agradeceu pela lembrança e admitiu: “Sim, é verdade, mas tirei a referência do prefácio da segunda edição”.
Era “vermelhinho” havia muito tempo. Em 1953, foi para a calçada para torcer por Emil Zátopek, vencedor da São Silvestre com folga, porque o “Locomotiva Humana” tcheco era atleta comunista. Já naquele tempo, Fernando Henrique segredava aos amigos o projeto de ser algum dia presidente da República, ou, como alternativa viável, cardeal.
Denodado esquerdista, fugiu para o Chile depois do golpe de 1964 sem que a tanto o forçassem os militares, e lá, em parceria com Enzo Falletto, escreveu A Teoria da Dependência, destinada a afirmar sua irremediável descrença em relação ao empresariado brasileiro.
Para tornar-se presidente, ele cuidou de abjurar, e o fez com gosto. “Esqueçam o que eu disse”, recomendou. De todo modo, Antonio Carlos Magalhães já alertara na segunda edição de CartaCapital mensal: ele não é tão de esquerda assim…
Na Presidência, o projeto inicial ganhou consistência. Conseguiu, em oito anos, comandar a maior bandalheira-roubalheira da história pátria com a privatização das Comunicações, comprar votos para conseguir a alteração constitucional que permitiu a reeleição e quebrar o país três vezes.
Ao chegar ao poder, Lula encontrou uma dívida monumental e as burras vazias. Atenção: durante o governo de FHC, a Petrobras passou, como sempre, por variados episódios de corrupção.
Na reportagem de capa desta edição, Alceu Luís Castilho, há tempos dedicado à tarefa, conta como o nosso herói se tornou o príncipe da casa-grande, com todos os benefícios devidos a personagem tão imponente no centro de um enredo sobre a conquista do poder na sua acepção mais ampla e, se quisermos, estarrecedora.
Os protagonistas ocupam, no mínimo, uma ala conspícua da mansão senhorial graças a manobras ardilosas de origem nem tão antiga, embora, para dizer pouco, muito além de suspeita. A família de um professor universitário aposentado, como será provado, e seus apaniguados e comparsas, empenham-se com extrema eficácia e total falta de escrúpulos em busca de privilégio e riqueza. Leiam e pasmem.
Na reportagem de capa desta edição, Alceu Luís Castilho​, há tempos dedicado à tarefa, conta como o nosso herói se tornou o príncipe da casa-grande, com todos os benefícios devidos a personagem tão imponente no centro de um enredo sobre a conquista do poder na sua acepção mais ampla e, se quisermos, estarrecedora. Os protagonistas ocupam, no mínimo, uma ala conspícua da mansão senhorial graças a manobras ardilosas de origem nem tão antiga, embora, para dizer pouco, muito além de suspeita.

A família de um professor universitário aposentado, como será provado, e seus apaniguados e comparsas, empenham-se com extrema eficácia e total falta de escrúpulos em busca de privilégio e riqueza. Leiam e pasmem.
Aqui, na esquina da perplexidade, me pergunto onde fica a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, que imaginava tempos atrás no papel das enfermeiras dos filmes de guerra dos anos 40, a fechar os olhos dos tombados em combate recolhida à tenda tornada hospital à margem do campo de batalha, enquanto as bombas explodem indiferentes à sua volta. Será que dona Ruth se deu conta dos verdadeiros anseios familiares?
Enquanto o ex-presidente Lula é condenado sem prova e preso sem crime, o príncipe da casa-grande, dono de uma fortuna notável, vive em perfeita paz sem merecer a mais pálida sombra de risco ou ameaça. É lamentável que o país do futebol seja incapaz de entender a fraude da próxima eleição e o trágico destino à nossa espreita.

Haverá remédio, contudo, para a demência? Talvez seja tão difícil levar o povo brasileiro a entender que Neymar é, antes de mais nada, ridículo e que a redonda não é tratada com carinho somente por pés nativos, quanto a se perceber como vítima do golpe de 2016 e do estado de exceção, seu resultado, abismo sem fim em que precipitamos.

Croatas são recebidos em Zagreb como heróis nacionais

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Depois de uma campanha histórica na Copa do Mundo da Rússia, a Seleção da Croácia foi recebida com festa no retorno à sua terra natal. Nesta segunda-feira, mesmo com a derrota na decisão para a França, a delegação comandada por Zlatko Dalic voltou à casa ovacionada por cerca de 60 mil pessoas, que lotaram as ruas de Zagreb para prestigiar os responsáveis pelo melhor resultado da história do país.

As comemorações começaram ainda na pista do aeroporto, onde funcionários recepcionaram jogadores e comissão técnica vestidos à caráter com a tradicional camisa xadrez da seleção. Depois, a delegação partiu em carro aberto rumo às ruas da capital croata para receber o carinho do povo. O destino final do desfile é a praça principal de Zagreb, onde o grupo considerado “campeão” será recebido pela presidente Kolinda Grabar-Kitarovic.

Dentro de campo, o vice-campeonato foi o melhor resultado da história do país em Mundiais. Até então, o terceiro lugar na Copa de 1998, na França, havia sido o principal feito da Croácia, que reencontrou a seleção sede de seu antigo resultado mais impactante na decisão em solo russo. Em uma final recheada de polêmicas envolvendo decisões do árbitro argentino Nestor Pitana, os comandados de Dalic perderam por 4 a 2, embora tenham dominado boa parte do confronto.

A história da foto-denúncia que venceu o Prêmio Esso há 35 anos

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Por Milena Buarque, do Huffpost

racismo institucionalizado e cotidiano e a constante violação dos direitos humanos no Brasil podem ser contados e revelados em uma série de imagens emblemáticas, que vão do fim do século 19 ao período pós-redemocratização.

Do retrato do menino Augusto Gomes Leal com a ama de leite Mônica, de João Ferreira Villela (1860), ao rio sangrento do massacre do Carandiru, de Niels Andreas (1992), as fotografias dão conta de uma faceta de nossa identidade tantas vezes subestimada e negada. Uma delas recebeu o Esso de Fotografia há 35 anos. Todos Negros, como ficou conhecida, é de autoria do fotojornalista carioca Luiz Morier.

A imagem, que lhe rendeu o primeiro prêmio (o segundo viria em 1993, consagrando-o como único fotojornalista brasileiro a atingir essa marca) mostra uma blitz policial na estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Todos os homens, negros, estão amarrados pelo pescoço, numa cena que remete diretamente aos tempos da escravidão no País, 94 anos após a conclusão de um longo e penoso processo que levou à abolição da escravatura, em 1888.

Eu estava voltando de uma outra reportagem quando avistei um camburão da PM parado na beira da pista. Pedi ao motorista que parasse para ver o que estava acontecendo. Quando caminhei um pouco para dentro do mato, avistei pessoas sentadas e amarradas com cordas no pescoço“, conta Morier.

O cenário da imagem, de denso e alto capim colonião, denuncia a vida suburbana, mescla de resquícios do campo e da cidade que ainda não chegou por completo.

Na época, repórter-fotográfico no Jornal do Brasil, Morier viu o clique ir diretamente para a primeira página, em setembro de 1982, com a legenda “PM prende favelados pelo pescoço, um tipo inusitado de ‘algema‘”. “Como sempre fiz, fui logo fotografando antes que dissessem que não. Em seguida, o tenente-comandante da operação mandou que os recolhessem para o camburão“, diz.

A sensação que tive quando os avistei era de que a Lei Áurea [sancionada em maio de 1888] não valeu de nada. Estavam sendo carregados pelo pescoço como escravos.” A imagem, feita com lente grande-angular, é parte de uma sequência que, além de enquadrar o policial, apresenta os seis presos no chão até o momento em que são colocados na viatura.

A fotografia correu o mundo e rendeu um barulho ao governo de Chagas Freitas, que comandava o estado do Rio à época. Segundo Morier, depois de apertados no camburão, e no momento da prisão, todos estavam de carteira de trabalho na mão: foi descoberto que se tratavam de moradores e trabalhadores de uma comunidade próxima. Os seis homens amarrados seriam dispensados. “As pessoas humilhadas eram pessoas simples, todos negros.”

Todos Negros evidenciaria o estigma da população pobre e negra do País que permanece sempre à margem. Como tantas outras, retrata o Brasil que mata um jovem negro a cada 23 minutos, segundo dados da ONU de novembro de 2017.

No próximo mês de setembro, Luiz Morier participará do Paraty em Foco 2018, festival internacional de fotografia realizado na cidade há 13 anos. Na série Encontros e Entrevistas, principal atividade do evento, os fotógrafos convidados vão exibir suas produções e serão entrevistados por críticos, jornalistas e pesquisadores.

O Brasil retratado pela crua lente da violência é também tema de exposição que fica em cartaz em São Paulo até o fim do mês de julho, no Instituto Moreira Salles (IMS Paulista).

Conflitos: fotografia e violência política no Brasil 1889-1964” contraria o discurso da pacificidade brasileira e desenha um panorama de revoltas, guerras civis e confrontos envolvendo o Estado e outros atores sociais. Estão na mostra fotografias simbólicas, como a da degola de um governista por ocasião da Revolução Federalista, de Affonso de Oliveira Mello (1894), e as cabeças decapitadas de Lampião e seu bando após combate em Angicos, no Rio Grande do Norte, de autor não identificado (1938).

CR7 gera alvoroço entre os fãs da Juve

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Desde que foi anunciada a contratação de Cristiano Ronaldo na Juventus, já na reta final da Copa do Mundo, todos os olhares se voltaram para o dia de sua apresentação oficial em seu novo clube, que está marcada para esta segunda-feira. No entanto, antes disso, o craque precisou passar por alguma “burocracia”, como encontrar e conhecer alguns fãs, que estavam do lado de fora da clínica J-Medical, e realizar os exames médicos necessários para assinar o contrato.

Ao contrário do que era esperado, CR7 desembarcou em Turim na surdina no último domingo, durante a partida da final da Copa do Mundo entre França e Croácia. Nesta manhã, então, começou o que o clube chamou de “CR7day”, tendo como primeiro passo o contato com os torcedores, aos quais ele atendeu, assinou camisas e tirou suas primeiras fotos.

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França embolsa R$ 152 milhões pelo título; Brasil, em 6º, fica com R$ 67 milhões

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A vitória da França por 4 a 2 sobre a Croácia na final da Copa do Mundo da Rússia garantiu o bicampeonato Mundial e o valor de US$ 38 milhões (R$ 146,3 milhões) à Federação Francesa de Futebol. A este valor, soma-se US$ 1,5 milhão (R$ 5,8 milhões), valor que cada seleção recebeu da Fifa apenas por participar da Copa da Rússia. Ou seja, a seleção francesa vai receber a quantia de US$ 39,5 milhões (R$ 152,1 milhões).

Vice-campeã, a Croácia receberá US$ 29,5 milhões (R$ 113,5 milhões), sendo US$ 28 milhões (R$ 107,8 milhões) pelo segundo lugar e US$ 1,5 milhão (R$ 5,8 milhões) pela participação. Os valores levam em consideração a cotação do dólar de sexta-feira (13/7), último dia útil.

Saiba quanto vai receber cada uma das 32 seleções:

França: US$ 39,5 milhões (R$ 152,1 milhões)

Croácia: US$ 29,5 milhões (R$ 113,5 milhões)

Bélgica: US$ 25,5 milhões (R$ 98,2 milhões)

Inglaterra: US$ 23,5 milhões (R$ 90,5 milhões)

Brasil, Rússia, Suécia e Uruguai, seleções eliminadas nas quartas de final: US$ 17,5 milhões (R$ 67,4 milhões)

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Argentina, Colômbia, Espanha, Dinamarca, Japão, México, Portugal e Suíça, seleções eliminadas nas oitavas de final: US$ 13,5 milhões (R$ 52 milhões)

Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Coreia do Sul, Coreia do Sul, Costa Rica, Egito, Irã, Islândia, Marrocos, Nigéria, Panamá, Peru, Polônia, Senegal, Sérvia e Tunísia, seleções eliminadas na fase de grupos: US$ 9,5 milhões (R$ 36,6 milhões). (Do UOL)

Casagrande, o campeão moral da Copa

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Por Breiller Pires, no El País

Mais uma vez, Walter Casagrande não se envergonhou de compartilhar a luta diária contra a dependência química. O comentarista da Globo fez um breve e emocionante relato no fim da transmissão que exaltou o bicampeonato da França. “Essa foi a Copa do Mundo mais importante da minha vida. Eu tinha a proposta de ir sóbrio, permanecer sóbrio e voltar pra casa sóbrio. E eu consegui.” A fala levou às lágrimas o companheiro de jornada e transmissões. Afinal, ninguém melhor que Galvão Bueno para reconhecer a valentia do enorme ser humano que existe por trás dos atributos de comentarista e ex-jogador.

Entrevistei Casagrande há sete anos, para a Placar. Algum tempo antes, ele havia se chateado com a revista, que publicou uma matéria revelando a batalha que travava com as drogas. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse falar com tanta lucidez e desprendimento sobre um drama que lhe rendeu várias feridas. Saí de seu apartamento dividido entre o choque e a admiração, ainda absorvido pelo teor de suas palavras em mais de duas horas de conversa: “Eu tinha um mecanismo de autodestruição. Queria acabar com a minha vida. Quando estava sozinho, me achava um bosta. Me afundei, quase morri.”

Casagrande tem plena consciência de que não está livre do vício nas drogas. É um enfrentamento constante, “para o resto da vida”, como ele costuma frisar nas palestras que ministra pelo país e sempre que aproveita oportunidades para contar sua história na televisão, a exemplo da série com médico Drauzio Varellaexibida pelo Fantástico. Muito além do comentarista que não demonstra papas na língua tampouco corporativismo ao criticar jogadores, o ídolo da torcida corintiana descobriu um novo propósito de vida: quebrar o tabu sobre a dependência química e mostrar que não há mal algum em reconhecer as próprias fraquezas, já que o autoconhecimento é a única forma de confrontá-las.

Em um torneio de gratas surpresas, como Bélgica e Croácia, e de seleções que souberam sair de cabeça erguida mesmo na derrota, Walter Casagrande deixa a Rússia como o campeão moral da Copa do Mundo. Sua conquista pessoal é tão tocante quanto o exemplo que deixa para aqueles que lutam diariamente contra “seus demônios”, tal qual ele descreve em sua biografia. E também um soco no estômago dos que, desprovidos de sobriedade e caráter, tentam desqualificá-lo sob o estigma de dependente químico. Que a grandeza de Casão, em franco e ininterrupto estágio de reconstrução, seja sempre maior que o desvario dos abutres.