Papão treina forte para enfrentar o Oeste em São Paulo

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O Papão treinou forte durante toda a semana, em preparação para o jogo de sábado contra o Oeste-SP, em Barueri, pela 16ª rodada da Série B. A novidade nos últimos treinos foi a participação de Lúcio Flávio (foto abaixo), atacante recém-contratado que já está integrado ao elenco. Antes do treino, ainda no Estádio da Curuzu, os jogadores assistiram a um vídeo como parte da preparação para a próxima partida. Já na movimentação no campo do Kaza, o técnico Guilherme Alves comandou exercícios de finalização, no qual os volantes iniciavam as jogadas em busca do apoio dos laterais.

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Na última parte da movimentação foi a vez do setor defensivo ser exigido com jogadas de interceptação e marcação. A equipe ainda não está definida para o jogo em São Paulo. Nesta quinta-feira, a equipe treina na Curuzu com portões abertos para a torcida.

VIAGEM – Como a partida será na Região Metropolitana de São Paulo, a Gerência de Futebol do PSC definiu o cronograma de viagem, com saída de Belém nesta sexta-feira e retorno no dia seguinte ao jogo, em voo direto, sem escalas ou conexões. A delegação deixa Belém rumo ao aeroporto de Guarulhos (SP) na tarde de amanhã (20). A partida será no sábado (21) e a volta ocorre no domingo (22).

Confira a programação completa:

SEXTA-FEIRA (20/07)

Saída de Belém: 16h30. Desembarque em Guarulhos (SP): 20h10. Jantar no Aeroporto de Guarulhos (SP): 20h30.

SÁBADO (21/07)

Saída para a Arena Barueri: 17h. Jogo contra o Oeste-SP: 19h.

DOMINGO (22/07)

Saída para o Aeroporto de Guarulhos (SP): 7h. Saída de Guarulhos (SP): 9h40. Desembarque em Belém: 13h15.

(Fotos: Fernando Torres – Ascom PSC) 

Brasil lidera audiência proporcional da Copa

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De acordo com o Poder360, o Brasil foi o país com maior média proporcional de audiência da Copa do Mundo da Rússia em 2018. Com média de 31,04 pontos, o país foi o que mais assistiu a competição seguido pelo Panamá, com 28,81 pontos, e o Chile com 26,54 pontos.

O jogo mais visto da Copa foi a final entre França e Croácia, que teve média de 42 pontos de audiência. sendo o pico no Panamá com 54 pontos durante o jogo. A Guatemala, outro país da lista que não participou da Copa, teve a menor média com 16,73 pontos.

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Bolsonaro quer apagar imagem de misógino com mensagens de apoio de mulheres

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A reportagem de Talita Fernandes na Folha informa que, numa tentativa de rebater as acusações de misoginia, o capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi aconselhado a difundir mensagens de apoio feminino à sua campanha ao Palácio do Planalto.

De acordo com a Folha de S.Paulo, nos últimos dias, ele e seus filhos publicaram ou replicaram vídeos em que mulheres aparecem afirmando que votarão em Bolsonaro.

“Sou mulher, sou mãe e sou Bolsonaro. Ele tem projetos para nos defender da pedofilia, da pornografia e da ideologia de gênero”, diz uma mulher que se identifica apenas como Gih, e diz ser de Passos, em Minas Gerais, afirma o jornal.

O passado é uma parada

A dupla Lennon & McCartney, já consagrada com a beatlemania, participou com backing vocal adicional para a canção “We Love You” (“Nós amamos você”) dos Rolling Stones, gravada nesta data há exatos 51 anos (no dia 19 de julho de 1967), no Olympic Studios, em Londres. A composição foi escrita por Mick Jagger & Keith Richardes como um agradecimento aos fãs por estarem ao lado deles na esteira de recentes apreensões de drogas. O riff de piano pertence a Nicky Hopkins.

Amigos dos Stones, Lennon e McCartney já vinham colaborando com eles desde a canção “I Wanna Be Your Man”, feita especialmente para a banda.

“Querem me calar”

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Por Luiz Inácio Lula da Silva

Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por “atos indeterminados”, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia “cala boca já morreu”. Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento “atribuído” em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.

Ex-presidente da República (2003-2010)

(Artigo publicado hoje (19/07) no jornal Folha de S. Paulo)