De virada, Croácia supera Inglaterra e vai disputar sua primeira final de Copa

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Como diz o ditado do esporte, “o futebol é bom porque você sempre tem a chance de dar a volta por cima”. Vinte anos depois de esbarrar nas próprias pernas em busca do rótulo de melhor de melhor do mundo, a Croácia transforma o sonho que durou um minuto em 1998 em realidade. Com uma vitória sobre a Inglaterra de virada por 2 a 1, o time de Luka  Modric vinga a geração do ídolo Davor Suker. E, na Copa do Mundo em que surpresas viraram regras, a Croácia está classificada para a grande decisão.

Nesta quarta-feira (11), o Estádio Luzhnikí, em Moscou, a Croácia mostrou força para empatar a semifinal por 1 a 1 com a Inglaterra no tempo normal e alcançar a virada por 2 a 1 na prorrogação. Com isso, a Copa da Rússia pode ter um campeão inédito.

A vantagem no placar não fez os britânicos tirarem o pé do acelerador. Kane recebeu livre de marcação após boa jogada de Delle Alli e perdeu a chance, mas já estava impedido. O centroavante teria outra chance minutos depois após lançamento na área, mas acabou novamente flagrado em posição irregular. Diante do ímpeto ofensivo inglês, os croatas tentavam se defender e apostavam em contra-ataques e jogadas pelo meio com Modric e Rebic.

Já no segundo tempo, a Inglaterra controlou os primeiros minutos em jogadas aéreas. Kane desperdiçou uma boa chance de marcar após lançamento pela direita de Trippier. No entanto, após blitz croata, o gol de empate saiu. Perisic se antecipou à zaga após cruzamento de Vrsaljko e fez o primeiro da equipe xadrez.

O gol incendiou a partida. Os croatas pressionaram e quase ampliaram com Perisic. O atacante invadiu a área, bateu cruzado e mandou a bola na trave. Obrigados a tentar reverter a situação, os ingleses tentaram com Rashford e Kane, mas sem sucesso.

A partida foi para a prorrogação e o placar seguiu inalterado até os 15 minutos finais. Foi quando Mario Mandžukić desempatou o confronto depois de um lançamento na área. O atacante aproveitou a sobra de bola e chutou de forma indefensável para Pickford.

A adversária da Croácia na final das 12h (de Brasília) de domingo, outra vez no Luzhnikí, será a França, campeão mundial de 1998, que superou a Bélgica por 1 a 0 na outra semifinal. Ingleses e belgas disputarão o terceiro lugar às 11h (de Brasília) de sábado, em São Petersburgo.

Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem garantida a sua melhor campanha em um Mundial. Em 1998, na Copa disputada justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.

Já a Inglaterra viu interrompido o sonho de conquistar o bicampeonato mundial. A melhor seleção do planeta em 1966 não ia a uma semifinal desde 1990, quando perdeu para a campeã Alemanha e acabou no quarto lugar depois de tropeçar também contra a anfitriã Itália.

Clapton faz show grandioso em Londres em clima de despedida dos palcos

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Reportagem de Daniel Buarque na Folha de S.Paulo informa que o show de Eric Clapton no British Summer Time reuniu 65 mil pessoas para quase duas horas de apresentação impecável em clima de despedida e adoração no grande “quintal” da casa do guitarrista, que tocou mais de 200 vezes no Royal Albert Hall, em frente ao parque.

Por mais que ele ainda tenha apresentações marcadas para outubro em Nova York, a sensação no show em Londres era de que ele está realmente próximo da aposentadoria dos palcos, que vem anunciando pelo menos desde 2014. Desde o anúncio da sua apresentação no verão londrino, a fragilidade do músico de 73 anos e seus problemas auditivos ganharam atenção internacional, explica a Folha.

“Estou ficando surdo”, disse Clapton, em entrevista no início do ano, na qual afirmou estar apreensivo em cantar e tocar guitarra por causa dos zumbidos em seu ouvido, adiciona a reportagem.

O batom na cueca que faltava para escancarar a perseguição a Lula

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Por Miguel Enriquez, no DCM

Ironia das ironias do circo que virou o Brasil.

juiz Sergio Moro, da Lava Jato, está há mais de 4 anos a vasculhar vidas, as casas, as famílias, as contas, os celulares, os iPads de filhos e netos de Lula e de quem quer que um dia tenha gozado de sua amizade.

Tudo em busca de uma mísera prova para sepultá-lo.

Sem provas, mas com o apoio de setores conhecidos e outros nem tanto da sociedade, Moro tem desafiado quem quer que seja, atropelado instâncias, ignorado competências, desrespeitado a Constituição para alcançar o seu intento.

Suas ações enquanto representante da lei despertaram incredulidade em boa parcela da comunidade jurídica nacional e internacional.

Um novo direito, surgido das canetas do juiz de Curitiba, nasceu e os cidadãos condenados com base nessa doutrina nada podem fazer.

Ou quase nada. Tamanha dedicação e evidente arbítrio, ignorados por aqueles que tem o dever e poder de conter abusos de juízes de instâncias inferiores, como é o caso de Moro, levaram o juiz à sensação de intocável e irretocável.

Com sua suspeição arguida por dezenas de vezes nos autos dos processos, amplamente denunciada nas Cortes nacionais e internacionais, mas pouco noticiada pela imprensa parceira, virou quase piada entre os investigadores da operação.

Arguir a suspeição de Moro e expôr a parcialidade do juiz é obrigação da defesa de Lula e evidências não faltam, mas elas não tinham sido suficientes, até o último domingo, para que STJ ou STF tomassem alguma providência.

A suspeição é algo difícil de ser provada. Cabe, incialmente, ao próprio juiz acatar o pedido e declarar-se suspeito, ou a quem a denuncia, provar.

Segundo o art. 145 do novo CPC: “Há suspeição do juiz [quando] amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”.

E por esse inciso pode-se alegar que a esposa de Moro, Rosângela Moro, foi sócia em escritório de advocacia de Carlos Zucolotto Júnior, o advogado acusado por Rodrigo Tacla Duran de cobrar US$ 5 milhões para intermediar um acordo com o MPF, reduzindo pena e multa para o operador da Odebrecht.

Moro já declarou que Zucolotto é seu íntimo. As provas não faltam, como as fotos da dupla curtindo um show de rock, indo a estréia no cinema ou compartilhando tragos e cantando ao lado de Fagner.

O segundo inciso do art. 145 impõe como suspeição “receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo” e “aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio”.

Bem, além de palestrar em evento bancado pela Petrobras, uma das partes, e de auxiliar de acusação contra Lula, discorrendo sobre a operação Lava Jato, Moro acaba de confirmar que teve patrocinada pela empresa uma de suas viagens internacionais.

Mas com apenas esses exemplos, outros transbordam, ainda assim Moro não se fez de rogado, ou suspeito, e manteve-se no caso.

Quando tudo parecia perdido, Lula encarcerado e eleições à porta, eis que uma ação de parlamentares do PT expôs de maneira cabal, inquestionável, a suspeição de Moro, seja por se comportar como inimigo de Lula ou como interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes (hipóteses dos incisos I e IV do art. 145 do Novo CPC).

França vence e convence

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POR GERSON NOGUEIRA

Os belgas cumpriram o script conhecido. Jogaram como nunca, perderam como sempre. Muita marola e badalação até entrar na fase do afunilamento da Copa do Mundo. O fato é que os Diabos Vermelhos são superestimados no mundo todo há pelo menos seis anos. Frequentam mensalmente aquele ranking esquisitão da Fifa, sem ter vencido rigorosamente nada. Ontem, encontraram pela proa uma França tranquila, bem arrumada e com três craques em noite inspirada. Ficou no 1 a 0, mas cabia mais.

Ah, ia esquecendo que a equipe de Roberto Martinez é também a queridinha dos modernos influenciadores da mídia no Brasil. Óbvio que a admiração da geração pós-XYZ atingiu patamares tsunâmicos com a vitória sobre a Seleção de Tite na sexta-feira passada. Mesmo tendo achado um gol logo aos 13 minutos, recebido um presentaço aos 31’ e levado um sufoco nos restantes 60 minutos.

Ouvi muita gente enaltecer a clarividência do centroavante Lukaku, um Alcino mais parrudo e melhor aquinhoado pela sorte. É verdade que contra o Brasil ele teve boa participação no lance do contra-ataque que levou ao segundo gol, ajudado pelas gentilezas dos nossos volantes.

Diante da França, porém, a Bélgica não encontrou facilidades. Só teve alguma margem de manobra nos 15 minutos iniciais, quando Hazard encaixou um chute no canto direito, que Lloris defendeu muito bem. Depois, a França assumiu o controle, tocando bola e saindo em velocidade. Chegou ao gol em lance típico do adversário: um cruzamento desviado de cabeça pelo zagueiro (de origem camaronesa) Samuel Umtiti.

Kylian Mbappé foi um show à parte. Dribles, arrancadas, toques de calcanhar. Parecia até um brasileiro das antigas, que bailavam em campo. Só faltou finalizar mais. Caía pela direita e arrastava pelo menos três marcadores, coisa que o Brasil se esqueceu de explorar.

Sem a bola, os belgas não são diferentes de sérvios e suíços. Saem dando caneladas e joelhadas em quem encontram pela frente. Fellaini, o cabeludo que alguns tentaram elevar à condição de craque, foi o Fellaini que a gente conhece. Carniceiro, travoso no desarme e errático no ataque.

De Bruyne, sem a folga que Fernandinho e Marcelo concederam, ficou engarrafado entre os defensores. Apareceu só nos instantes finais, disparando chutões em sinal de claro desespero. De positivo na Bélgica, pra não dizer que não falei de flores, a habilidade objetiva de Hazard, um tremendo jogador, e a segurança do estupendo goleiro Courtois.

Não fosse a gigantesca figura no gol, a França teria disparado uma goleada no 2º tempo. O poste Giroud também ajudou a deixar as coisas no escore mínimo. A Bélgica ainda tem que agradecer a complacência do árbitro, que deixou a pancadaria rolar solta. Todos os contragolpes puxados por Pogba e Griezman eram contidos a pontapés.

Aliás, Copa tem essa coisa bacana de destruir mitos em questão de dias. Até ontem, a Bélgica era festejada e comemorava com certa arrogância a eliminação do Brasil. Após 90 minutos, voltou ao lugar habitual. Já a França, pelo que vem exibindo, é favoritíssima ao título.

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As dúvidas de Dado para montar o ataque

O Papão tem várias dúvidas para o jogo contra o Vila Nova-GO, amanhã, na Curuzu. A maior de todas se localiza no comando do ataque, órfão desde a inesperada saída de Cassiano. Sem o artilheiro, Dado Cavalcanti precisa improvisar uma composição ofensiva sem contar com nenhum outro jogador com as características do antigo titular da posição.

Na falta de um substituto natural, resta a opção do falso camisa 9, papel desempenhado por Moisés sem maior brilho. Magno talvez fosse a opção mais interessante, mas sentiu dores na coxa e dificilmente ganhará vez.

Com isso, cresce a importância dos homens de meio e de aproximação, como Thomaz e Claudinho. O sucesso do Papão diante do 4º melhor time do campeonato vai depender da movimentação de ambos.

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Campeonato sub-17: esclarecimento

Há alguns dias, a coluna incorreu em equívoco quanto aos critérios de escolha dos grupos do Campeonato Paraense Sub-17, fato que teria prejudicado a Desportiva, incluída na mesma chave da dupla Re-Pa.

Ocorre que, segundo a FPF, a definição das chaves ocorreu em reunião do conselho técnico, que teve a participação de todos os clubes, entre os quais um representante da Desportiva.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 11)

Família de Mbappé se queixava de tentativas de humilhação no PSG

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Por Diego Torres, no El País Brasil

Fayza Lamari foi uma boa jogadora de basquete da Primeira Divisão da França. A devoção por um jogo sacrificado fez com que formasse uma ideia severa da prática esportiva. No Paris Saint-Germain dizem que seu caráter áspero moldou seu filho, a nova estrela da seleção francesa, Kylian Mbappé.

No clube parisiense afirmam que a família do jogador percebeu desde setembro de 2017 que por trás das brincadeiras feitas por Neymar e Daniel Alves com Mbappé existia uma forma de menosprezo. Eles riem de suas feições. Dizem que ele parece Donatello, uma das Tartarugas Ninjas mutantes. Afirmam que uma coisa é jogar bem futebol e outra fazer o que ele faz, um puro exercício de velocidade. “Você sim é rápido!”, lhe diziam, “é muito rápido!”.

A família do jogador chegou a se sentir incomodada. O garoto sofria com a atitude de seus colegas, que se esforçavam para rebaixá-lo à categoria de novato. Um escalão que se dissolveu para sempre nessa Copa do Mundo. O torneio deixou Neymar em situação complicada, eliminado sem impor uma marca, e permitiu a Mbappé afirmar-se como o grande príncipe do futebol. O francês subverteu a ordem hierárquica do PSG colocando-se ele mesmo na frente de seus colegas na corrida pela Bola de Ouro, o prêmio mais desejado por Neymar.

(…)

Como seus próprios chefes, a indústria do futebol também resistiu a reconhecer a verdadeira dimensão de Mbappé. Os fatos obrigam a recapitular. Mbappé é o homem assinalado pelos analistas dos grandes clubes da Europa como seu principal objeto de estudo. Em primeiro lugar, porque em termos históricos seu peso futebolístico em relação a sua idade é notadamente raro. Tem 19 anos, é indiscutível na França e marcou três gols na Copa. Na sua idade, Neymar, que agora tem 26, não foi convocado para jogar a Copa da África do Sul; Messi foi reserva na Copa da Alemanha, onde marcou um gol; e Ronaldo Fenômeno ganhou a Copa dos Estados Unidos sem sair do banco. Os precedentes só permitem a comparação de Mbappé com Pelé, que com 17 anos marcou seis gols na Copa de 1958.

(…)

Mbappé combina a leveza com uma potência descomunal para arrancar de repente. Se seu primeiro gol contra a Argentina, esquivando-se de rivais com uma mudança de passos em quatro metros com a facilidade de quem traça uma linha reta, resume seu gênio, no primeiro da França, que levou ao pênalti anotado por Griezmann, bateu o recorde de velocidade do campeonato com 37 quilômetros por hora em pouco mais de dez metros de aceleração. O recorde da Champions foi marcado por Gareth Bale com 33,5 quilômetros por hora depois de 20 metros de sprint.

Fayza, que acompanha o filho por toda a Rússia, é a mais feliz da família. A Copa mudou a ordem do futebol, dentro e fora do vestiário do PSG. Haja o que houver, a nova estatura de Kylian Mbappé será impermeável aos piadistas.