Netão deve manter contra ABC o time que derrotou Confiança

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O técnico João Neto deve manter contra o ABC a escalação usada contra o Confiança, na rodada passada, em Aracaju (SE). O confronto deste domingo, às 19h, no estádio Jornalista Edgar Proença, é encarado como decisão pelos azulinos, que precisam dos três pontos para ficarem em situação mais confortável na classificação. Em caso de empate entre Salgueiro e Juazeirense, o Remo precisará de uma vitória simples para sair da zona do rebaixamento.

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Após os treinos fechados de quinta-feira no Mangueirão e de sexta no Evandro Almeida (o primeiro realizado no estádio depois de 10 meses), Netão evitou divulgar a escalação, mas deu sinais de que deverá prestigiar a onzena que derrotou o Confiança fora de casa. A única dúvida é quanto ao aproveitamento do volante Vacaria. Caso ele não possa atuar, Geandro deve ser o substituto.

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A relação de atletas para o jogo é a seguinte:

Goleiros – Vinícius, Evandro Gigante, Douglas

Laterais – Nininho, Levy e Esquerdinha

Zagueiros – Mimica, Bruno Maia, Romário e Moisés

Volantes – Vacaria, Dudu, Dedeco, Keoma, Leandro Brasília, Fernandes, Geandro

Meias – Rodriguinho e Dudu Pacheco

Atacantes – Gabriel Lima, Eliandro, Elielton e Isac

Acampamento do MST em Marabá é alvo de atentado na madrugada

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará, Carlos Bordalo, denunciou na manhã deste sábado o ataque ocorrido, durante a madrugada, no acampamento Hugo Chavez, no município de Marabá, sudeste paraense, onde vivem cerca de 450 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Segundo relatos de testemunhas, o acampamento foi atacado durante a madrugada de sábado (28). Pistoleiros teriam ateado fogo ao redor do terreno, incendiando veículos e fazendo disparos com armas de fogo. Muitas pessoas fugiram, em pânico, e algumas continuam desaparecidas. Ainda não sabemos se existem pessoas feridas. Foi registrado Boletim de Ocorrência na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá.

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Em julho do ano passado, representantes da Comissão de Direitos Humanos da AL visitaram o acampamento Hugo Chavez, acompanhados de diretores da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Seção Pará) e funcionários da Defensoria Pública do Estado, para apurar a ocorrência de um atentado.

Na época, o acampamento tinha sido alvejado por disparos de armas de fogo e parte do terreno foi incendiada. Durante a diligência, os trabalhadores rurais nos mostraram os cartuchos dos disparos, que não haviam sido recolhidos pela Deca, e também as marcas de tiros na entrada do acampamento.
“Exigimos, portanto, que o Estado e a rede de garantia de direitos tomem todas as providências para investigar este novo atentado, que colocou em risco a vida de trabalhadores rurais, além de crianças, mulheres e idosos que estão no Hugo Chávez. É preciso garantir a integridade dos acampados e suas famílias. Não podemos mais tolerar que o Pará continue sendo triste cenário de violência e mortes no campo”, declarou Bordalo.

Juve contrata revelação do Barcelona

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A Juventus anunciou nesta sexta-feira a contratação da jovem promessa Pablo Moreno. O avançado, que atuava nas camadas jovens do Barcelona, tem apenas 16 anos, mas já marcou mais de 200 gols em menos de cinco anos. Face aos números apresentados, a heptacampeã italiana não quis deixar fugir aquele que promete ser um dos avançados mais promissores para o futuro, uma vez que Moreno contabiliza, em média, cerca de 40 gols por temporada.

Segundo a nota publicada pelo clube italiano, Moreno assinou contrato até 2021 e vai começar nas divisões de formação da Juve. Para assegurar o jovem goleador, o clube italiano teve de desembolsar entre 700 mil a um milhão de euros. (Transcrito de O Jogo) 

Lula agradece blogueiros em carta e cita perseguição ao jornalismo independente

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Por Luiz Inácio Lula da Silva

A história ensina que numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Encontro-me há mais de 100 dias na condição de preso político, sem qualquer crime cometido, pois nem na sentença o juiz consegue apontar qual ato eu fiz de errado. Isso porque setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, com apoio maciço da grande mídia, decidiram tratar-me como um inimigo a ser vencido a qualquer custo.

A guerra que travam não é contra a minha pessoa, mas contra a inclusão social que aconteceu nos meus mandatos, contra a soberania nacional exercida pelos meus governos. E a principal arma dos meus adversários sempre foi e continuará sendo a mentira, repetida mil vezes por suas poderosas antenas de transmissão.

Tenho sobrevivido a isso que encaro como uma provação, graças à boa memória, à solidariedade e ao carinho do povo brasileiro em geral.

Dentre as muitas manifestações de solidariedade, quero agradecer o espírito de luta dos homens e mulheres que fazem do jornalismo independente na internet uma trincheira de debate e verdade.

Desde que deixei a Presidência, com 87% de aprovação popular, a maior da história deste país, tenho sido vítima de uma campanha de difamação também sem paralelo na nossa história.

Trata-se, sabemos todos, da tentativa de apagar da memória do povo brasileiro a ideia de que é possível governar para todos, cuidando com especial carinho de quem mais precisa, e fazer o Brasil crescer, combatendo sem tréguas as desigualdades sociais e regionais históricas.

Foram dezenas de horas de Jornal Nacional e incontáveis manchetes dedicadas a espalhar mentiras – ou, para usar a linguagem da moda, fake news – contra mim, contra minha família e contra a ideia de que o Brasil poderia ser um país grande, soberano e justo.

Com base numa dessas mentiras, contada pelo jornal O Globo e transformada num processo sem pé nem cabeça, um juiz fez com que eu fosse condenado à prisão, por “ato indeterminado”, usando como pretexto a suposta posse de um imóvel “atribuído” a mim, do qual nunca fui dono.

Contra essa aliança espúria entre alguns procuradores e juízes e a mídia corporativa, a blogosfera progressista ousou insurgir-se. Sem poder contar com uma ínfima parcela dos recursos e dos meios à disposição dos grandes veículos alinhados ao golpe, esses homens e mulheres fazem Jornalismo. Questionam, debatem e apresentam diariamente ao povo brasileiro um poderoso contraponto à indústria da mentira.

Lutaram e continuam a lutar o bom combate, tendo muitas vezes apenas o apoio do próprio povo brasileiro, por meio de campanhas de financiamento coletivo (R$ 10 reais de uma pessoa, R$ 50 reais de outra).

Foram eles, por exemplo, que enfrentaram o silêncio da mídia e desvendaram as ligações da Globo com os paraísos fiscais, empresas de lavagem de dinheiro e a máfia da Fifa. Que demonstraram a cumplicidade de Sérgio Moro com a indústria das delações. Que denunciaram a entrega das riquezas do país aos interesses estrangeiros. Tudo com números e argumentos que sempre são censurados pela imprensa dos poderosos.

Por isso mesmo a imprensa independente é perseguida por setores do Judiciário, por meio de sentenças arbitrárias, como vem ocorrendo com tantos blogueiros, que não têm meios materiais de defesa. Enfrentam toda sorte de perseguições: tentativa de censura prévia, conduções coercitivas e condenações milionárias, entre outras formas de violência institucional.

E agora, numa investida mais sofisticada – mas não menos violenta – agências de “checagem” controladas pelos grandes grupos de imprensa “carimbam” as notícias independentes como “Fake News” e, dessa forma, bloqueiam sua presença nas redes sociais. O nome disso é censura.

Alguns desses homens e mulheres que pagam um alto preço por sua luta são jornalistas veteranos, com passagens brilhantes pela grande imprensa de outrora, outros sem qualquer vínculo anterior com o jornalismo, mas todos movidos por aquela que deveria ser a razão de existir da profissão: a busca pela verdade, a informação baseada em fatos e não em invencionices. Lutaram e lutam contra o pensamento único que a elite econômica tenta impor ao povo brasileiro.

Quantas derrotas nossos valentes Davis já não impuseram aos poderosos Golias? Quantas notícias ignoradas ou bloqueadas nos jornalões saíram pelos blogues, muitos deles com mais audiência que os sites dos jornalões?

Mesmo confinado na cela de uma prisão política, longe de meus filhos e amigos, impedido de abraçar e conversar com o povo brasileiro, tenho hoje aprovação maior e rejeição menor que meus adversários, que fracassaram no maior dos testes: melhorar a vida dos brasileiros.

Eles, que tantos crimes cometeram – grampos clandestinos no escritório de meus advogados, divulgação ilegal de conversas entre mim e a presidenta Dilma, todo o sofrimento imposto à minha família, entre muitos outros –, até hoje não conseguiram contra mim uma única prova de qualquer crime que seja. A cada dia mais e mais pessoas percebem que o golpe não foi contra Lula, contra Dilma ou contra o PT. Foi contra o povo brasileiro.

Mais do que acreditar na minha inocência – porque leram o processo, porque checaram as provas, porque fizeram Jornalismo – os blogueiros e blogueiras progressistas estão contribuindo para trazer de volta o debate público e resgatar o jornalismo da vala comum à qual foi atirado por aqueles que o pretendem não como ferramenta capaz de lançar luz onde haja escuridão, mas apenas e tão somente como arma política dos poderosos.

A democracia brasileira agradece, eu agradeço a vocês, homens e mulheres que fazem da luta pela verdade o seu ideal de vida.

Hoje a (in)Justiça brasileira não só me prende como impede sem nenhuma razão que vocês possam vir aqui me entrevistar, fazer as perguntas que quiserem. Não basta me prender, querem me calar, querem nos censurar.

Mas assim como são muitos os que lutam pela democracia nas comunicações e pelo jornalismo independente, e não caberiam aqui onde estou, essa cela também não pode aprisionar nem a verdade nem a liberdade. Elas são muito mais fortes do que as mentiras mil vezes repetidas pelo plim-plim, que quer mandar no Brasil e no povo brasileiro sem jamais ter tido um único voto. A verdade prevalecerá. A liberdade triunfará.

Forte abraço,

Lula