Mais uma rasteira em Neymar

000_ZW4IX.jpg

Por Alberto Helena Jr.

Não bastasse toda a pancadaria que sofre dentro das quatro linhas, Neymar acaba de ser derrubado pela onda de memes que se espalhou por esse mundão afora. Aquela ladainha de cai-cai, não passa a bola pra ninguém e tal e cousa e lousa e mariposa.

Assim, o craque, que esteve listado entre os três melhores do mundo no ano passado, ao lado de CR7 e Messi, ficou de fora dos dez melhores da Fifa para este ano.

Ah, mas não jogou nada na Copa do Mundo. Pois é. Nem ele, nem Cristiano Ronaldo, tampouco Messi, dois que estão no rol da Fifa. Em contraposição, Perisic, da Croácia vice-campeã do mundo, que jogou uma barbaridade na Copa, também não está.

É inacreditável como a humanidade, cada vez mais, se comporta como um rebanho de ovelhas. Alguém solta um balido lá e todo o resto vai atrás.

Sei lá. Essa coisa de carisma é um tanto inexplicável. Que fenômeno é esse capaz de cativar as pessoas ou nelas despertar ódio em relação a certas celebridades? Às vezes, um ator de cinema ou tv é simplesmente desprezível na intimidade e mesmo assim é amado publicamente. E vice-versa.

É o caso de Neymar.

Não me consta que o rapaz viva uma vida desregrada, que saia por aí chapado dirigindo a duzentos por hora, que passe seu tempo desencaminhando moçoilas ingênuas, noite sim, noite não, meta-se em encrencas, quebrando botecos, coisas desse tipo que, em geral, a sociedade condena.

Tampouco é agressivo em suas mensagens nas redes sociais. Ao contrário: revela-se um pai amoroso e atento, assim como sólido parceiro de sua namorada famosa, apesar de algumas idas e vindas, próprias de um relacionamento entre jovens badalados.

É festeiro? É, como a imensa maioria dos carinhas de sua idade, sobretudo os afortunados como Neymar, que, por sinal, ganha seu pão dourado com o suor de seu rosto, literalmente. Claro que reações estúpidas como aquelas do seu pai quando uma repórter da Folha tentou entrevistá-lo por telefone só servem pra jogar mais lenha na fogueira das vaidades.

No fim de tudo, o que resta é a constatação de que a turma não vai com a cara do moço. Até aí, que fazer? Uma campanha pelas mídias para mudar essa imagem? É possível, não sei se isso funciona ou não.

Só sei que não me peçam pra Neymar, no campo de jogo, deixar de ser aquele moleque inventivo, driblador, assistente emérito e goleador implacável. Porque aí estarão assacando não contra o craque ou a pessoa em si, mas, sim, contra o futebol como arte e diversão.

Animado com vitória, Diego Ivo convoca torcedor para jogo com o Figueirense

unnamed (14)

Um dos destaques da Série B do Brasileiro até aqui, Diego Ivo tem moral com o torcedor do Paissandu. Justamente por isso, faz o apelo e convoca os apaixonados pelo clube a apoiarem a equipe no compromisso diante do Figueirense, hoje, às 21h30.

Depois de bater o Guarani por 1×0, o Papão tem mais um compromisso dentro de casa. Diego Ivo espera que a conquista dos três pontos sirva justamente para motivar o torcedor. “Foi uma vitória suada, difícil. Mas precisávamos muito dos três pontos. Acho que se tem uma palavra que resume nossa vitória foi entrega. Nos entregamos o jogo todo, nos doamos demais. Vencemos pela entrega do grupo. Acho que o torcedor conseguiu ver isso. Esse grupo é batalhador e tem muito a crescer dentro da competição”, afirmou.

Depois de três derrotas seguidas, o Papão emplacou quatro pontos nos últimos dois compromissos. E agora enfrenta o Figueirense, novamente em casa, para tentar vencer e colar no pelotão de cima da tabela. Sabendo disso, Diego Ivo faz questão de convocar a torcida para o duelo. “Eles são nosso décimo segundo jogador. Eu conheço bem a força da nossa torcida. Ela é diferente, empurra mesmo, são apaixonados. Vi que a diretoria baixou o preço do ingresso, fez promoção. Vai ter o treino aberto nessa quinta também para eles nos passarem energia boa. Tem que ser assim, jogar junto. Com o torcedor do nosso lado e mostrando sua força acredito que podemos render bem mais”, finalizou o xerife da zaga.

O duelo entre Paissandu e Figueirense acontece nesta sexta-feira, na Curuzu.

Sem direito a novos erros

5b3ff9c148f28 (1)

POR GERSON NOGUEIRA

O que era dado como quase certo, foi confirmado pela CBF. Tite permanece como técnico da Seleção Brasileira por mais quatro anos. Com ele, fica toda a comissão técnica – e também os muitos problemas decorrentes disso. A maneira por vezes atrapalhada com que o técnico tratou um torneio tão curto quanto complicado como a Copa do Mundo tem muito a ver com a influência de seus auxiliares diretos.

Há relatos de que a comissão votou e acabou decidindo, por estreita margem, pela permanência do volante Fred, que chegou à Rússia lesionado e só marcou presença durante o Mundial por ter viajado até a Inglaterra para firmar contrato com o Manchester United.

Soa espantoso que o técnico tenha posto em votação um assunto tão importante quanto o corte de um jogador cotado como alternativa para o meio-campo da Seleção. Renato Augusto teria sido objeto da mesma consulta democrática, com idêntico veredito final.

A votação aberta é justificável na vida de partidos políticos, associações e sindicatos. No âmbito da Seleção Brasileira, as decisões cabem ao comandante, por mais que este ouça eventualmente o parecer de um ou outro auxiliar. O ônus da escolha definitiva não pode ser compartilhado.

As Copas são balizadoras da competência dos técnicos não apenas nas questões de campo, mas na administração da campanha como um todo, o que inclui questões disciplinares, gerenciais e comportamentais.

Os episódios recentemente divulgados envolvendo o pai de Neymar na concentração brasileira, incluindo festinha após o jogo de estreia, prejudicaram a imagem de Tite como gestor do escrete. Edu Gaspar é o coordenador, mas os efeitos – bons ou ruins – de determinadas atitudes respingam inevitavelmente no treinador.

A CBF foi coerente ao dar a Tite mais quatro anos de trabalho, valorizando seus acertos e apostando que ele saberá tirar lições dos erros cometidos em 2018, mas é preciso que haja um acompanhamento dos atos da comissão técnica. A autonomia plena levou a erros em várias decisões internas e nas opções tentadas durante a competição.

Preocupa, por exemplo, que o espírito de “família corintiana” tenha sido preservado para 2022 quando os fatos mostram que Tite vacilou ao procurar dar à Seleção as feições táticas de seu antigo clube.

A caminhada até o Qatar será longa e bem mais conturbada do que foi o período pré-Copa 2018. As coisas mudaram e Tite estará mais vulnerável a críticas, sem contar com a unanimidade da época das Eliminatórias. Para começo de conversa, terá que mostrar serviço na Copa América em 2019, pois, como anfitrião, o Brasil já entra com obrigação de vencer.

—————————————————————————————–

Um bate-papo sobre a Copa e suas consequências

A convite do amigo Guilherme Augusto, estarei domingo (29) no programa Mais, batendo um papo sobre Copa do Mundo, Neymar, raivinhas da Fifa e futebol brasileiro de maneira geral.

Na RBATV, às 8h.

————————————————————————————–

Dúvidas no Papão para encarar o Figueira

Não se tem ideia de como o Papão será escalado para enfrentar o Figueirense, hoje, às 21h30, na Curuzu. Pelas características do adversário, que tem jogo aéreo forte e gosta de explorar contra-ataques, é provável que Guilherme Alves faça opção por um time mais conservador, voltado para a marcação, abrindo mão de um dos meias – Carmona, provavelmente – e tendo mais gente para cuidar da marcação. Se essa hipótese for considerada, Alan Calbergue e William têm chances de entrar, pois marcam bem e sabem interagir com o ataque.

A tomar por base o jogo de terça-feira contra o Guarani, quando o meio-campo foi engolido pela movimentação rápida do adversário, Guilherme deverá adotar cautelas para proteger a zaga, a fim de evitar que o Figueira ocupe espaços na intermediária bicolor.

A linha de ataque, porém, continua como principal motivo de preocupações, pois Moisés e Claudinho não funcionaram a contento nas últimas partidas. O time se valeu da presença avançada de Thomaz contra o Barueri e do oportunismo de Mike, que entrou no intervalo da partida diante do Guarani com postura de centroavante e resolveu a escassez de gols do time. Tem possibilidades de sair jogando.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 27)

Felipão está de volta ao Palmeiras

00137297-1024x670

Luiz Felipe Scolari é o novo treinador da Sociedade Esportiva Palmeiras. Por meio de comunicado postado em seu site oficial, o clube confirmou a terceira passagem do experiente gaúcho como sucessor de Roger Machado, dispensado após a derrota contra o Fluminense.

Sem clube desde que deixou o chinês Guangzhou Evergrande, Felipão chega ao Palmeiras com contrato até 2020. Atualmente, o técnico de 69 anos está em Portugal e, após resolver os últimos detalhes de seu retorno ao Brasil, é esperado pelo clube alviverde na próxima semana.

Os auxiliares Paulo Turra, com passagem pelo Palmeiras como jogador, e Carlos Pracidelli se juntarão à comissão técnica chefiada por Felipão. Os dois profissionais chegam ao clube já nesta sexta-feira. Flávio Murtosa, parceiro de longa data do treinador, pelo menos a princípio não vem.

Um dos principais técnicos da história do clube fundado em 1914, Felipão ocupa o segundo lugar na lista dos profissionais que mais comandaram o Palmeiras, atrás apenas de Oswaldo Brandão (585). Em duas passagens, (1997-2000) e (2010-2012), ele acumulou 408 partidas. (Da Gazeta Esportiva)