Cristiano Ronaldo disse sim à Juventus

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Cristiano Ronaldo vai ser jogador da Juventus. O jogador português já deu o sim à campeã italiana e vai mudar-se para Itália na próxima temporada, colocando um ponto final na ligação de nove anos com o Real Madrid. A informação é do jornal O Jogo, de Lisboa.

Segundo a notícia, o deterioramento da relação com Florentino Pérez e a proposta sedutora da Juventus, que oferece 120 milhões de euros e um contrato de quatro anos a Ronaldo, foram os fatores decisivos na decisão do craque português.

Assim sendo, a Vecchia Signora, há muito admiradora de CR7, vai acionar a cláusula do português e pagar 100 milhões de euros para garantir a contratação do avançado de 33 anos. A saída do craque abre espaço para a contratação de Neymar pelo clube merengue, cuja negociação com o Real já é especulada há meses.

Definidos os jogos das quartas de final

 

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A Copa do Mundo avança. Após os 56 jogos da fase de grupos e das oitavas de final, o Mundial da Rússia já tem os confrontos das quartas de final definidos.

Sexta-feira (06/07)
11h Uruguai x França – Nizhny Novgorod
15h Brasil x Bélgica – Kazan
Sábado (07/07)
11h Suécia x Inglaterra – Samara
15h Rússia x Croácia – Sochi
*Todos os confrontos estão no horário de Brasília
As semifinais 
Nas semifinais, o vencedor de Uruguai x França enfrenta o time que avançar do duelo entre Brasil e Bélgica. O jogo está marcado para a próxima terça-feira (09/07), às 15h, em São Petersburgo.
No mesmo horário do dia seguinte, o vencedor de Rússia x Croácia encara Suécia ou Inglaterra, em Moscou, no estádio Luzhniki.

Ingleses quebram tabu e avançam às quartas

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Em confronto tecnicamente fraco, mas de fortes emoções na etapa final e na prorrogação, a Inglaterra superou a Colômbia nos pênaltis, por 4 a 3, na tarde desta terça-feira, no estádio do Spartak, em Moscou. O resultado classificou o renovado time inglês para as quartas de final da Copa. Nos 120 minutos, o placar foi de 1 a 1.

Foi a primeira vez que a Inglaterra venceu uma disputa de penalidades em Copas – as derrotas foram contra a Alemanha (1990), Argentina (1998) e Portugal (2006).

Apesar do zero no placar, o primeiro tempo foi bem disputado e marcado por domínio dos britânicos, que criaram as principais oportunidades e levaram perigo à meta do goleiro Ospina em diversos momentos.

Na primeira parte do confronto, os sul-americanos sofreram a ausência do astro contundido James Rodríguez, uma vez que o substituto, Jefferson Lerma, sentiu o peso do confronto e errou a maioria dos passes que tentou executar.

O gol inglês saiu aos 11 minutos da etapa final com Harry Kane – o sexto dele no torneio –, após pênalti sofrido pelo próprio capitão, que foi agarrado por Carlos Sánchez durante um lance na área. Na cobrança, o atacante bateu firme no meio.

A Colômbia ainda pressionou e quase chega ao empate nos acréscimos com uma bomba de Uribe, que bateu do meio da rua, mas Pickford fez defesa espetacular e desviou com a ponta dos dedos. Aos 47, no escanteio, a igualdade veio com Mina, que marcou seu terceiro gol no Mundial.

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Na prorrogação, a equipe amarela voltou mais incisiva e chegou a marcar aos 6 minutos, com Bacca, mas a jogada foi anulada. Na disputa de pênaltis, os ingleses converteram com Kane, Rashford, Trippier e Dier. Henderson perdeu em defesa sensacional de Ospina. Já os colombianos balançaram as redes com Falcão, Cuadrado e Muriel. Uribe meteu na trave e perdeu. Bacca também desperdiçou.

Na próxima fase, a Inglaterra vai enfrentar a Suécia (que derrotou a Suíça por 1 a 0), no sábado, às 3h da tarde, em Samara.

Boas maneiras até na derrota

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Depois de ser eliminado pela Bélgica (3 a 2) na segunda-feira, na Arena Rostov, o Japão despediu-se da Copa do Mundo da Rússia em altíssimo nível. Além da atuação digna em campo, a delegação confirmou a tradição oriental de civilidade e educação. Os jogadores limparam o vestiário após a partida e deixaram um cartão com a mensagem “Obrigado”.

Manifesto de Lula pela democracia

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Chegou a hora de todos os democratas comprometidos com a defesa do Estado Democrático de Direito repudiarem as manobras de que estou sendo vítima, de modo que prevaleça a Constituição e não os artifícios daqueles que a desrespeitam por medo das notícias da televisão.

A única coisa que quero é que a Força Tarefa da Lava Jato, integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelo Moro e pelo TRF-4, mostrem à sociedade uma única prova material de que cometi algum crime. Não basta palavra de delator nem convicção de power point. Se houvesse imparcialidade e seriedade no meu julgamento, o processo não precisaria ter milhares de páginas, pois era só mostrar um documento que provasse que sou o proprietário do tal imóvel no Guarujá.

Primeiro, o Ministro Fachin retirou da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento do habeas corpus que poderia impedir minha prisão e o remeteu para o Plenário. Tal manobra evitou que a Segunda Turma, cujo posicionamento majoritário contra a prisão antes do trânsito em julgado já era de todos conhecido, concedesse o habeas corpus. Isso ficou demonstrado no julgamento do Plenário, em que quatro do cinco ministros da Segunda Turma votaram pela concessão da ordem.

Em seguida, na medida cautelar em que minha defesa postulou o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, para me colocar em liberdade, o mesmo Ministro resolveu levar o processo diretamente para a Segunda Turma, tendo o julgamento sido pautado para o dia 26 de junho. A questão posta nesta cautelar nunca foi apreciada pelo Plenário ou pela Turma, pois o que nela se discute é se as razões do meu recurso são capazes de justificar a suspensão dos efeitos do acordão do TRF-4, para que eu responda ao processo em liberdade.

No entanto, no apagar das luzes da sexta-feira, 22 de junho, poucos minutos depois de ter sido publicada a decisão do TRF-4 que negou seguimento ao meu recurso (o que ocorreu às 19h05), como se estivesse armada uma tocaia, a medida cautelar foi dada por prejudicada e o processo extinto, artifício que, mais uma vez, evitou que o meu caso fosse julgado pelo órgão judicial competente (decisão divulgada às 19h40).

Minha defesa recorreu da decisão do TRF-4 e também da decisão que extinguiu o processo da cautelar. Contudo, surpreendentemente, mais uma vez o relator remeteu o julgamento deste recurso diretamente ao Plenário. Com mais esta manobra, foi subtraída, outra vez, a competência natural do órgão a que cabia o julgamento do meu caso. Como ficou demonstrado na sessão do dia 26 de junho, em que minha cautelar seria julgada, a Segunda Turma tem o firme entendimento de que é possível a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário interposto em situação semelhante à do meu. As manobras atingiram seu objetivo: meu pedido de liberdade não foi julgado.

Cabe perguntar: por que o relator, num primeiro momento, remeteu o julgamento da cautelar diretamente para a Segunda Turma e, logo a seguir, enviou para o Plenário o julgamento do agravo regimental, que pela lei deve ser apreciado pelo mesmo colegiado competente para julgar o recurso?

As decisões monocráticas têm sido usadas para a escolha do colegiado que momentaneamente parece ser mais conveniente, como se houvesse algum compromisso com o resultado do julgamento. São concebidas como estratégia processual e não como instrumento de Justiça. Tal comportamento, além de me privar da garantia do Juiz natural, é concebível somente para acusadores e defensores, mas totalmente inapropriado para um magistrado, cuja função exige imparcialidade e distanciamento da arena política.

Não estou pedindo favor; estou exigindo respeito.

Ao longo da minha vida, e já conto 72 anos, acreditei e preguei que mais cedo ou mais tarde sempre prevalece a Justiça para pessoas vítimas da irresponsabilidade de falsas acusações. Com maior razão no meu caso, em que as falsas acusações são corroboradas apenas por delatores que confessaram ter roubado, que estão condenados a dezenas de anos de prisão e em desesperada busca do beneplácito das delações, por meio das quais obtêm a liberdade, a posse e conservação de parte do dinheiro roubado. Pessoas que seriam capazes de acusar a própria mãe para obter benefícios.

É dramática e cruel a dúvida entre continuar acreditando que possa haver Justiça e a recusa de participar de uma farsa. Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas.

Não cometi nenhum crime. Repito: não cometi nenhum crime. Por isso, até que apresentem pelo menos uma prova material que macule minha inocência, sou candidato a Presidente da República. Desafio meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral.

Curitiba, 3 de julho de 2018

Por Luiz Inácio Lula da Silva

Pinimba desmerece triunfo

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POR GERSON NOGUEIRA

O Brasil ganhou com autoridade, superando um adversário perigoso, que chegou a exercer forte pressão e marcação alta no começo da partida. Foi um triunfo sem contestações, construído em lances muito bem trabalhados no ataque, com inversão de posicionamento e cruzamentos vindos da linha de fundo. A mais equilibrada e consistente atuação da equipe nesta Copa do Mundo.

No entanto, a repercussão em todo o mundo se concentrou na cena em que Neymar foi pisoteado quando se encontrava caído no gramado. A arbitragem consultou o sistema de vídeo e não deu trela às reclamações do brasileiro. Não significa que não tenham fundamento. Na verdade, as imagens mostram claramente o momento do pisão sobre o pé de Neymar.

De uma hora para outra, o melhor jogador do Brasil volta a ser o centro das discussões pelos motivos errados – e injustos. É inegável que Neymar costuma exagerar nos gritos e reações às faltas que recebe, algumas duríssimas, como na partida de ontem.

Quando reclamou de pênalti no jogo contra a Costa Rica, foi acusado de simulação, mas o árbitro não teve coragem de agir conforme as regras da Fifa, aplicando advertência. Lógico que não fez isso porque ficou a dúvida quanto ao movimento do zagueiro costarriquenho. Continuo a considerar o lance como faltoso, mas entendo a questão interpretativa.

Ontem, porém, não há como acusar Neymar de fingimento ou teatro, como afirmou o ator da série Harry Potter nas redes sociais. Ou como Peter Schmeichel, ex-goleiro da Dinamarca, virulento nos ataques ao brasileiro, pedindo inclusive punição da Fifa. Peter é pai de Kasper, o arqueiro que saltou sempre adiantado nas cobranças de penais contra a Croácia, no domingo.

Na prática, é visível o surgimento de uma espécie de levante midiático para diminuir os feitos de Neymar em campo. Craque indiscutível, ele começa a encontrar a melhor forma dentro da competição, depois do período de recuperação da cirurgia no tornozelo.

O Brasil não é só Neymar, mas acaba atingido pelas críticas que alvejam seu principal jogador. Não parece ser algo orquestrado, mas ganha contornos de pura perseguição. Na véspera do jogo, os jogadores mexicanos enfatizaram a história do cai-cai a fim de desestabilizar o atacante e para pressionar a arbitragem. Além disso, três deles pintaram o cabelo numa declarada provocação a Neymar.

A Copa entra em seus momentos cruciais e é natural que um jogador polêmico gere comentários e avaliações críticas. O problema é quando isso suplanta a simples análise de um jogo no qual o Brasil mostrou-se gigante frente a um adversário que luta para alcançar patamares mais elevados, mas ainda não saiu da chamada zona periférica do futebol.

Com grandes atuações de Willian e Thiago Silva, e da excelente presença do próprio Neymar, a Seleção avança às quartas para encarar um adversário respeitado e elogiado pelos craques que reúne, mas que por muito pouco não foi defenestrado pelo emergente Japão.

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Direto do blog campeão

“Algumas considerações sobre o time do Paysandu. Esse elenco na mão de outro treinador jogaria diferente e melhor. O time padece de desânimo, afobação, falta de criatividade e pouca inspiração. Impressiona como jogadores que se saíram bem em outros times persistam fazendo jogos ruins, sem vislumbre de melhor atuação. Estão aí: Carmona, Danilo Pires, Moisés, Magno, Cáceres e outros. Será o clima? Será o açaí? Essa situação também já aconteceu no passado com outros jogadores. Observa-se que os reservas não rendem também. Então devem ser substituídos. O Fortaleza atacava e retornava com 8 jogadores para a marcação, contra 2 ou 3 atacantes afobados e com pouca garra. Falta de treinos?”. Pedro Sampaio de Souza, angustiado com o baixo rendimento do Papão

“Como diria o bom baiano Moraes Moreira: lá vem o Papão descendo a ladeira! A imagem, copiada de anos anteriores, que se tem é de que o time já entrou de férias na 13a rodada (1/3 da competição), e a Diretoria está plenamente satisfeita. Os outros 2/3 da competição serão reservados para a titânica luta contra o rebaixamento, com a manjada promessa do ‘professor’ de que a reabilitação virá no próximo jogo. Resta ao torcedor fazer o mesmo, e economizar seu suado dinheirinho; para o veraneio de julho, o pato do Círio e os presentes de Natal. Fui”. Jorge Paz Amorim, igualmente incomodado com a atuação bicolor

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 03)