Tite confirma Filipe Luís e Fagner nas laterais contra o México

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Fagner e Filipe Luís são as novidades do técnico Tite no elenco da Seleção Brasileira que entra em campo amanhã (2) contra o México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia.

A evolução do espasmo na coluna sofrido por Marcelo não convenceu a comissão técnica a colocá-lo em campo. Seu retorno é previsto para as quartas, caso o Brasil consiga a classificação.

Completam o time Alisson, Thiago Silva e Miranda; Casemiro; Paulinho, Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.

Rússia elimina campeã Espanha nos pênaltis

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A anfitriã Rússia venceu a Espanha por 4 a 3, nos pênaltis – após empate de 1 a 1 por 120 minutos – , neste domingo (1º), no Estádio Lujniki, e eliminou os campeões do mundo de 2010. O triunfo manteve um tabu da Roja, de jamais eliminar uma anfitriã em copas: eliminação nas quartas de 1934, com derrota de 1 a 0 para a Itália; goleada de 6 a 1 no quadrangular final de 1950 para o Brasil; e a mais dolorosa, em 2002, quando foi derrotada por 5 a 3, nos pênaltis, para Coreia do Sul, em duelo marcado por muitos erros “caseiros” de arbitragem.

O primeiro da Fúria saiu logo aos 11 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de falta pelo lado direito do ataque, Asensio lançou na área e, na dividida de Sérgio Ramos com Ignashevich, a bola entrou na meta do goleiro Akinfeev. O gol foi assinalado como contra do defensor anfitrião.

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Com a vantagem, a Espanha diminuiu o ritmo, passou a cadenciar demasiadamente o jogo e foi surpreendida aos 40. Após um cruzamento na área, Dzyuba tentou cabecear e a bola desviou na mão de Piqué, que subiu para cortar com o braço erguido. Na cobrança de pênalti, o próprio camisa 22 cobrou no canto esquerdo de De Gea.

No etapa final, apesar do domínio ibérico, os russos fecharam os espaços. A melhor chance veio apenas aos 39, com um chute cruzado de Iniesta, que entrou no segundo tempo, depois de bola ajeitada por Aspas, outra opção da fase final do jogo, mas o arqueiro russo fez uma bela defesa.

Na prorrogação, a Fúria, enfim, resolveu acordar na partida e pressionou a Rússia desde o início. No entanto, a equipe comandada por Hierro não conseguiu fazer o gol da vitória. Nas cobranças da marca da cal, Iniesta, Piqué e Sérgio Ramos converteram para os espanhóis, enquanto Koke e Aspas perderam. Os russos marcaram com Ignashevich, Ignashevich, Golovin e Cheryshev.

Nas quartas de final, a Rússia vai enfrentar o vencedor de Croácia e Dinamarca, no Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi, no próximo sábado (7), às 3h da tarde.

O alvorecer da nova era

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Croácia de Luka Modric (10) avança e pode ir longe

POR GERSON NOGUEIRA

A Copa do Mundo russa já é uma das mais equilibradas da era moderna. Talvez só comparável à de 2010 na África do Sul, vencida por uma Espanha correta, elegante e pouco revolucionária. Na verdade, a seleção de Del Bosque ganhou praticamente por exclusão, visto que os demais competidores se atrapalharam com os próprios pecados e indecisões.

O equilíbrio pode significar evolução ou mero continuísmo. Por ora, observo um claro avanço do pelotão intermediário, disposto a não respeitar camisa ou se impressionar com feitos do passado.

México, Japão, Suíça, Suécia, Croácia, Colômbia e Rússia simbolizam bem esta nova realidade. Pode ser que tudo não passe de simples coincidência, mas é indiscutível que nunca antes essas seleções se mostraram tão desenvoltas e audazes como agora.

Não duvidaria se uma delas se habilitar ao grupo de elite da competição, chegando às semifinais após sobreviver ao crivo do mata-mata. Vejo Croácia e Suécia com boas possibilidades de quebrarem a métrica das previsões conservadoras.

Aos olhos de muitos essa inserção é vista como um irreverente passeio de zebras pelos gramados da velha Mãe Rússia. Pode ser uma visão enganosa. Desconfio que uma nova ordem esteja por se estabelecer, abrindo espaço – em boa hora – para os eternos coadjuvantes.

Caso se confirme esse alvorecer de era, os países mais tradicionais, principalmente aqueles que formam o clube fechadíssimo dos campeões mundiais, precisarão se reinventar. O próprio formato da Copa, que ganhará 48 participantes a partir de 2026, vai determinar isso.

Os acomodados precisarão não apenas se incomodar, mas se reposicionar para não serem tragados pela voragem da novidade. É preciso saber captar os sinais e um dos mais óbvios está na maneira de jogar. O grupo dos emergentes passou a imprimir velocidade ao jogo, como quem tem pressa de chegar. Por isso, eles já estão aí.

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Bola na Torre

O programa começa às 22h, na RBATV, com Guilherme Guerreiro no comando e participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. O programa tem distribuição de prêmios e participação dos internautas.

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Enfim, um Remo confiante e vitorioso

O resultado do sábado à noite prova que o Remo rompeu com as amarras que o atrapalhavam nesta Série C. Conseguiu o que parecia quase impossível nos últimos jogos: vencer jogando bem, sem sofrer para alcançar esse objetivo.

Sob o comando de João Neto, substituto de Artur Oliveira, a equipe encarou o jogo sem o pesadíssimo fardo da responsabilidade nas costas. A competência com que construiu um placar seguro ainda no primeiro tempo é prova evidente dessa transmutação.

Isac, prestigiado por Netão, voltou a marcar – e de cabeça, reconhecidamente um fundamento que ele não executa bem. O gol acendeu a torcida e deu tranquilidade ao time. A boa atuação de Nininho pelo lado direito, fazendo o papel de um ala moderno, foi crucial para o rendimento da equipe na primeira etapa.

Rodriguinho, atento e focado, aproveitou bem uma bola espirrada pelo goleiro Tigre e bateu de primeira no canto esquerdo do gol da Juazeirense, ampliando o placar e o nível de confiança do time.

É verdade que Vinícius salvou o time em vacilo de marcação da zaga, mas de maneira geral a apresentação foi superior a tudo o que o Remo já exibiu no campeonato. Mesmo em pequeno número, em função do horário ruim, a torcida aplaudiu inúmeras vezes o comportamento do time.

O meio-campo funcionou a contento com as movimentações de Everton e Rodriguinho, confirmando aquele que é o maior legado da curta passagem de Artur: o dinamismo e a rapidez na troca de passes no setor de criação.

O único aspecto a ser observado e corrigido por Netão é a quantidade de erros de passe na transição entre defesa e meio-campo. Os zagueiros estão errando muito e os volantes exageram nas tentativas de conduzir a bola.

Naquele compartimento do time só quem deve ter licença para carregar o jogo são os meias Rodriguinho e Everton. Leandro Brasília e Geandro devem marcar e entregar a bola a quem sabe o que fazer com ela. Ao mesmo tempo, a defesa precisa de cobertura mais apurada.

Em dois ou três momentos, o confuso time da Juazeirense andou ameaçando em escapadas pelo lado esquerdo, aproveitando indecisões de Fernandes e dos zagueiros. Erros desse tipo têm sido responsáveis por boa parte dos gols que o Remo tomou ao longo da disputa.

No fim das contas, uma atuação que reabilita o time na Série C, quebra o longo jejum de vitórias e reanima a torcida, que tinha razões de sobra para andar ressabiada. Restam seis jogos e o Remo precisará conquistar mais 11 pontos para escapar ao rebaixamento.

É apenas o começo do trabalho de Netão, mas, como disse o sábio Lao-Tsé, toda caminhada se inicia pelo primeiro passo.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 01)

Direto do Twitter

“Veja que coisa. Rodrigo Capez é irmão de Fernando Capez, aquele do roubo da merenda. Nada anormal. Rodrigo é assessor de Dias Toffoli no STF. Toffoli votou a favor do arquivamento do processo contra Fernando Capez. Isso é totalmente imoral. Um ministro decente se declararia suspeito.”

Gilvan Freitas – @freitasgilvan