Copa da Rússia: 455 lances foram revistos pelo VAR

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A Fifa fez balanço positivo nesta quarta-feira da utilização do sistema de auxílio por vídeo aos árbitros (VAR) durante a realização da Copa do Mundo da Rússia, que foi encerrada há três dias, com vitória da França sobre a Croácia por 4 a 2. “Nos comprometemos que esse seria o melhor Mundial da história, e assim foi. Os árbitros constituem uma parte crucial desta conquista, já que as atuações deles foram da mais alta qualidade”, diz comunicado emitido pelo suíço Gianni Infantino, presidente da entidade.

O texto apontou que nos 64 jogos da competição, 455 incidentes foram checados pelos auxiliares de vídeo (7,1 por partida) e foram feitas 20 revisões pelo VAR, inclusive, no primeiro gol dos franceses na decisão. “Nos agrada constatar a aceitação generalizada por parte de jogadores, técnicos e torcedores, assim como da imprensa”, aponta a nota assinada por Infantino.

Supervisor do projeto de implantação do VAR, o croata Zvonimir Boban, secretário-geral adjunto da Fifa, se disse orgulhoso do trabalho realizado, dando parabéns também ao presidente da Comissão de Árbitros da entidade, Pierluigi Collina, e o diretor de Arbitragem, Massimo Busacca. “Como afirmou o presidente da Fifa o VAR não está mudando o futebol, mas sim, o deixa mais justo. Este foi nosso objetivo inicial, quando iniciamos o projeto com a International Board”, garantiu o ex-jogador. (Do UOL)

Remo precisa ajudar a sorte

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POR GERSON NOGUEIRA

Em situação crítica na Série C, o Remo tem 12 pontos e precisa ganhar pelo menos oito para escapar ao rebaixamento. Restam quatro rodadas, com dois jogos fora e outros dois em casa. A essa altura, o que mais preocupa o torcedor nem é a eventual força dos adversários, mas a inconstância e falta de confiança que o próprio Remo mostra na competição.

Nos últimos jogos, o time até desenvolveu bem a distribuição de jogadas e mostrou-se organizado até mesmo na derrota para o Santa Cruz no Recife, quando merecia melhor sorte e sofreu também com erros da arbitragem.

Diante do Botafogo-PB, porém, pesou mesmo a falta de pontaria e a ausência de jogadas em profundidade, que permitissem maiores oportunidades de finalização. Ainda assim, cabe reconhecer que o futebol mostrado pela equipe não é inferior ao dos concorrentes diretos.

Sob o comando de João Neto, o Remo mudou de esquema, voltando ao 4-4-2, mas preservou o capricho na troca de passes e vem melhorando no aspecto defensivo, mas o ataque tem se mostrado inoperante. A perda de Everton, principal organizador no meio, travou a criação.

O Remo terá Salgueiro, Juazeirense e possivelmente o Globo como rivais  na luta contra o rebaixamento. Por isso, além de vencer em casa e buscar dois empates fora, terá que torcer muito contra esses adversários.

Depois do empate entre Salgueiro e Náutico, ontem, o Remo ficou a 4 pontos de Juazeirense (16) e do próprio Carcará (16). Na 15ª rodada, a Juazeirense enfrenta o Náutico no Recife e o Salgueiro visita o ABC. Caso empate com o Confiança, o Remo poderá reduzir a diferença.

Na 16ª rodada, Juazeirense e Salgueiro jogam e o empate é o resultado ideal para o Remo, que recebe o ABC no Mangueirão e não pode tropeçar. Caso esses resultados ocorram, Juazeirense e Salgueiro teriam 17 pontos e o Remo, 16, ao fim da rodada, sendo que todos com quatro vitórias.

O Salgueiro recebe o Remo e a Juazeirense pega o Santa na 17ª rodada. Para os azulinos, empates seriam bem-vindos, pois definem a sorte em casa diante do Náutico, provavelmente já classificado. O Salgueiro joga com o Santa no Recife e a Juazeirense visita o Botafogo-PB, que briga pelo G4.

São projeções que dependerão da determinação e força mental que o Remo irá mostrar dentro e fora de Belém nesses quatro compromissos.

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Técnico começa mostrando coerência

O discurso de Guilherme Alves surpreendeu positivamente, talvez por escapar àquele tom professoral e tedioso de Dado Cavalcanti. Parece mais próximo da franqueza boleira de um Renato Gaúcho, dizendo abertamente o que pensa e evitando aqueles rapapés que tanto irritam torcedor.

Não falou nenhuma novidade, mas enfatizou a questão disciplinar e a valorização da base. Joga quem estiver bem, garantiu. Nos primeiros treinos, já mostrou coerência, recolocando o volante William no time titular, com chances de jogar contra o Oeste, em S. Paulo.

As indicações de Guilherme também foram rápidas e certeiras, para resolver a falta de centroavante no elenco: Lúcio Flávio, centroavante, ex- São Bento e Fortaleza, e Victor Rangel, ex-Bahia e América-MG. Terão que entrar logo em ação, pois o time despenca na tabela (caiu para o 14º lugar) e está a apenas um ponto do Z4.

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Goleiro se valoriza apesar da Copa sem brilho

Taffarel foi grande goleiro, defendeu o Brasil em Copas, mas como preparador de novos arqueiros não tem sido lá muito feliz. Ignorou o gremista Marcelo Grohe, em grande fase, para apostar todas as fichas em Alisson, dizendo ser um dos melhores do mundo e o goleiro mostrou o que todos (até os leigos na matéria) já sabiam.

Goleiro de Seleção tem que ser competente em todos os aspectos, com um quê de milagreiro, como foi o próprio Taffarel. Logo na estreia, o goleiro de uniforme cor de alface nem saiu da linha do gol no lance que gerou o gol suíço. Bola, em cruzamento fechado, era dele.

Por trás de uma zaga firme, que falhou pouquíssimas vezes, Alisson não exibiu segurança. Diante da Bélgica, nem esboçou reação após a bola desviada em Fernandinho na cobrança de escanteio. Depois, pulou com muito atraso no disparo de De Bruyne.

Apesar disso, jogar na Seleção rendeu o interesse de grandes clubes. O Real Madri chegou a ser especulado e agora surge o Liverpool disposto a pagar 70 milhões de euros (R$ 315 milhões) para o brasileiro substituir Karius, o mão-de-alface que desgraçou os Reds na última Champions.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 18)