Piada do dia

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O BuzzFeedNewsBR está dando trechos do discurso de Jair Bolsonaro na convenção do PSL que o oficializa como candidato. E ele soltou a seguinte pérola:

Bolsonaro faz agora discurso de união e moderação, diz que é preciso unir nordeste com sul, ricos com pobres, patrões e empregados e que cada um seja feliz com a orientação sexual que se identificar.

Papão anuncia novo reforço para o ataque

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O Paissandu anunciou ontem um novo reforço para o setor ofensivo. Trata-se do experiente atacante Hugo Almeida, 32 anos, que estava no futebol de Marrocos. Ele chega neste domingo a Belém para se submeter aos exames de praxe amanhã e assinar contrato com duração até o fim da Série B 2018. Centroavante típico, Hugo costuma jogar mais centralizado na grande área, próximo do gol, mas também se movimenta bastante. Ele foi procurado depois que fracassaram as negociações com Victor Rangel, ex-Bahia.

O atleta já defendeu mais de dez equipes do Brasil e também do exterior, como Japão e Marrocos. Recentemente, conquistou um título inédito pelo Ittihad Tanger-MAR. “Nesses últimos três anos, Deus tem me abençoado. Em seis meses lá, fui campeão marroquino. O time nunca tinha sido campeão e agora foi pela primeira vez”, diz o jogador no comunicado distribuído pela assessoria do PSC.

Hugo conquistou o acesso da terceira para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro quando estava no Juventude-RS, em 2016. No ano passado subiu de novo, desta vez para a elite do Brasileirão com direito a título da Série B pelo América-MG. Depois de ser integrado ao grupo de atletas, o mais novo bicolor será apresentado oficialmente à imprensa no decorrer desta semana.

Nome: Hugo Guimarães Silva Santos Almeida

Nascimento: 06/01/1986 (32 anos)

Naturalidade: São Fidélis (RJ)

Altura: 1,78 m

Peso: 77 kg

Posição: atacante

Clubes: Botafogo-RJ, Coritiba-PR, Sertãozinho-SP, São Caetano-SP, Grêmio Barueri-SP, Goiás, XV de Piracicaba-SP, Paraná, Ventforet Kofu-JAP, Roasso Kumamoto-JAP, Náutico-PE, Roasso Kumamoto-JAP, Portuguesa-SP, Itumbiara-GO, Juventude-RS, América-MG e Ittihad Tanger-MAR.

Pai de Neymar ofende repórter que perguntou sobre festa no hotel da Seleção

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O jornalista Juca Kfouri informa na Folha que três fontes diferentes afirmaram à repórter Camila Mattoso, também da Folha de S.Paulo, que familiares dos jogadores da equipe de Tite se queixaram ao coordenador técnico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Edu Gaspar, de que, no hotel da seleção, o pai do camisa 10 da equipe teria feito uma festa depois do jogo contra a Suíça. “O que fez ela, responsável que é? Partiu para apurar a veracidade do que lhe contaram. Ao apurar, ouviu mais”, diz Juca.

Segundo o jornalista, ela ouviu que Neymar pai, irritado com reclamação de Gaspar, o ameaçou, ao recomendar que ele ganhasse a Copa do Mundo porque em caso contrário seria substituído por Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras e amigo do genitor da maior estrela do futebol nacional. “A repórter falou com Gaspar que desmentiu ter recebido a ameaça. Faltava perguntar ao principal protagonista”, afirma o colunista.

Ela perguntou se ele tinha dado alguma festa e, diante de sua irritação com a pergunta, gravou a parte final da conversa – e o avisou que estava gravando: “Cidadã. Não te dei meu telefone, não conheço você, não sei quem é você. Você não tem o direito de ligar para mim. Agora, você está me abordando com uma pergunta dessas? Eu não fiz festa nenhuma, deu para você entender? Quero saber quem é o mentiroso e se você quer vender jornal?” disse Neymar pai.

“A festa que eu fiz foi com a sua mãe”, gritou, ofendendo a repórter que, calmamente, seguiu perguntando se ele confirmava a suposta festa e lhe dizia que bastava ele dizer sim ou não. “Eu estava com a sua mãe lá. Eu fiz a festa com a sua mãe”, seguiu aos gritos Neymar pai. “Estou te respondendo, estava a sua mãe, seu pai, quem você quiser”, continuou, ofendendo a jornalista Camila Mattoso. (Do DCM)

Jornalismo de ódio levou Abril para o buraco

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Por Gabriel Priolli, no Nocaute 

O presidente executivo Giancarlo Civita e o presidente do conselho editorial, Victor Civita Neto, pegaram o boné e deixaram a empresa sob o comando da consultoria Alvarez & Marsal, que nomeou o executivo Marcos Haaland como o novo CEO.

O grande fato da conjuntura, no agônico universo da mídia corporativa brasileira, é o passamento da Editora Abril.

O antigo gigante editorial, a dois anos de tornar-se septuagenário, passou das mãos da família Civita para a de seus credores.

O presidente executivo Giancarlo Civita e o presidente do conselho editorial, Victor Civita Neto, pegaram o boné e deixaram a empresa sob o comando da consultoria Alvarez & Marsal, que nomeou o executivo Marcos Haaland como o novo CEO.

A consultoria é especializada na recuperação de empresas em situação pré-falimentar. Com a Abril endividada e insolvente, os Civita saem de cena e a empresa cai nas mãos dos bancos.

Não é exatamente um destino glorioso para a editora fundada em 1950, pelo ítaliano naturalizado norte-americano Victor Civita.

Ela começou com o Pato Donald e agora é tragada pelo Brasil dos patos.

Este “novo Brasil” em que o “mercado” dá as cartas e promete nos levar ao paraíso, embora entregue apenas o inferno da estagnação econômica, do desemprego e da crise social.

Os outros grupos midiáticos ainda não bateram na lona como a Abril, mas estão próximos do nocaute. Nenhum deles, Globo incluído, tem a vitalidade de tempos passados.
O discurso oficial da mídia para a sua crise é de que tudo é causado por mudanças estruturais na sua base tecnológica.

O avanço rápido da internet atropelou os veículos impressos e eletrônicos tradicionais, e destruiu os modelos de negócio anteriores.

A publicidade, na qual esses modelos se baseavam, migrou para os veículos digitais e deixou os velhinhos da mídia a verem navios de dívidas.

Tudo isso é verdade, mas se audiência e circulação dependem de volume de público consumidor, uma decisão política dos grupos de mídia teve peso enorme no seu atual infortúnio. E, como tantos outros fatos, é omitida por eles.

Foi a aposta na radicalização do discurso em favor do mercado e de sua ideologia, e na demonização de tudo e todos que defendessem o trabalhismo, o socialismo, qualquer alternativa de esquerda, incluindo o moderadissimo nacional-desenvolvimentismo.

A ponta de lança dessa ofensiva foi justamente a revista VEJA, a jóia da Editora Abril, pioneira em se lançar no jornalismo de campanha ultradireitista, há mais de dez anos.
Seguindo o mesmo rumo ditado por Rudolf Murdoch para a mídia corporativa mundial, a VEJA converteu o PT, o partido dito “populista” que estava no poder, no grande alvo nacional, o ícone da corrupção, o inimigo a vencer para a salvação do Brasil.

Foi seguida e apoiada por toda a grande imprensa nacional, com os resultados conhecidos por todos: um impeachment fraudulento, a economia arruinada e um governo pós-petista desastroso, do qual todos agora tentam se afastar.

Ao fazer a sua guinada radical à direita, insultando e demonizando a esquerda sem cessar, a mídia perdeu inevitavelmente mercado.

Foi abandonada pelos leitores, ouvintes e espectadores de esquerda, sempre os mais interessados em informação, análise e debate.

A mídia jogou fora o filé de seu público, para abraçar-se com os consumidores de direita, que não responderam como era esperado.
Agora eles se nutrem de memes e fake news produzidas diretamente por agências ideológicas tipo MBL nas redes sociais, e chegam mesmo a acusar uma Globo ou uma Folha de “esquerdistas”.

A mídia tanto fez pela depuração ideológica de seu público, insuflando nele o amor pelo ódio, que acabou fecundando o seu próprio ovo da serpente.

Ele quebrou, a serpente escapou, odeia todo mundo e agora o refúgio dos barões midiáticos é o cofre dos bancos.

Leão não pode mais errar

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo tem mais uma decisão pela frente neste domingo. Pega o Confiança, em Aracaju, precisando desesperadamente da vitória para fugir à zona do rebaixamento. O empate pode servir, mas os três pontos dariam ao time a confiança necessária para os próximos desafios. O adversário está bem posicionado na classificação, mas amarga um jejum de oito rodadas sem vencer – o último triunfo foi justamente em Belém sobre os azulinos.

A possibilidade de explorar um adversário tenso pelas pressões da torcida é a primeira das boas notícias para o Remo. A outra informação interessante é que o Confiança tem um setor defensivo claudicante.

O grande drama é que o Remo tem se mostrado incompetente para se aproveitar das fragilidades dos adversários. Errando muitos passes e falhando na cobertura defensiva, perdeu jogos em que atuou bem. Aliás, equívocos na marcação, indecisões nos lados do campo e pouca efetividade ofensiva têm sido a rotina madrasta do Remo nesta Série C.

Para o confronto contra o Confiança, o técnico João Neto treinou um sistema de forte marcação no meio-campo, a fim de explorar os contra-ataques. Deve usar três volantes – Vacaria, Dudu (ou Keoma) e Dedeco, este mais próximo a Rodriguinho, o meia de ligação.

A estratégia é interessante, desde que o Remo consiga reter a bola e saia rápido para as ações no ataque. Só não pode é incorrer nos erros primários de finalização. Isac, titular absoluto, apesar do mau rendimento, tem sido peça decisiva por não conseguir aproveitar as chances criadas.

Gabriel Lima deve ser o segundo atacante, com a função de recompor no meio-campo e explorar o lado direito quando o Remo sair de seu campo. O velocista Elielton, que se recuperou de lesão, deve ser opção para o segundo tempo, mas o desenvolvimento do jogo dependerá muito da dinâmica de Rodriguinho no meio.

As laterais, com Nininho e Esquerdinha, também são compartimentos geradores de aperreios para o Remo na competição. Contra o Santa Cruz, os gols surgiram em jogadas pelos lados.

A situação desesperadora não permite que o Remo repita os erros que se acostumou a cometer na competição e que o empurraram para a situação atual. Será preciso marcar forte atrás e sair rápido para o ataque.

Netão deve ter dedicado horas conversando com o elenco, pois os problemas têm muito a ver com aspectos psicológicos. Em muitos momentos é possível observar que falta confiança aos atacantes para arriscar e definir as jogadas. Algo precisa mudar a partir de hoje.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 22h, na RBATV. Participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. O público participa de sorteios e pode interagir enviando perguntas.

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Neymar inicia o longo processo de resgate da imagem

O camisa 10 da Seleção Brasileira e jogador mais caro do mundo do futebol, está começando a trilhar o caminho da reabilitação. Com eventos beneficentes, entrevistas positivas, declarações desarmadas e jogo de cintura para comentar a onda de zombaria que varre o mundo, Neymar vem tentando furar o bloqueio de negativismo que envolve sua imagem.

Pode-se dizer que a Copa do Mundo foi uma espécie de Waterloo para o craque brasileiro. Cotado para sair consagrado da Rússia, condição facilitada pela ausência de grandes craques na fase decisiva, Neymar sucumbiu aos próprios caprichos, vaidades e maus hábitos.

Levou muita pancada, sofreu um número recorde de faltas (quase sempre violentas), mas exagerou demais nas reações. Ao rolar pelo chão contra mexicanos e belgas, valorizando os lances, atraiu a ira dos europeus. Esse sentimento de repulsa depois se estendeu ao resto do planeta.

Chegou a ser troçado pelo presidente da Fifa, que aproveitou a entrevista final em Moscou para tirar uma casquinha debochando ao vivo, gesto incompatível com a função, mas nada surpreendente se levado em conta o histórico de malfeitos da entidade que é dona do futebol.

Ficou claro que Neymar precisa resgatar a imagem de craque. Sabe driblar como ninguém no futebol atual, sofre faltas como nenhum outro, mas não pode bancar ator de quinta categoria a cada tranco ou pontapé. A boa notícia é que há sinais de que ele próprio se conscientizou da necessidade de mudança no comportamento. A conferir.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 22)