Ronaldo, o maior centroavante da história

Não teve Gerd Müller, Van Basten ou Gary Linneker, muito menos Drogba ou mesmo Romário. Ronaldo foi o maior.

Tribuna do torcedor

Por Luciano Gomes

O que era dúvida, agora virou uma triste constatação, depois do jogo de ontem. O Paysandu ainda não tem um treinador, um padrão de jogo, um esquema tático, jogadas ensaiadas e principalmente um time formado.Dito isso, explico: Sergio Cosme tem muita conversa é  malandro, mas aparenta ter pouco conhecimento sobre o que é ser treinador de futebol…não conseguiu ainda dar um padrão de jogo e montar um esquema para o time. A equipe ainda não tem jogadas ensaiadas, nem de falta e nem de escanteio. O time já mostrou que é fraco, principalmente na defesa, isso sem falar nos apagões, é um time apático e envelhecido em posições cruciais.
No gol Ney até que é um bom goleiro salvou o clube de um vexame com pelo menos 4 defesas importantíssimas, mas falhou bisonhamente em duas situações em que poderia ter resolvido se não ficasse indeciso em sair ou não do gol, onde ele foi, viu que não dava, tentou voltar e ficou no meio do caminho, na outra deixou a  bola escorrer entre seus braços. é bom que fique esperto Fávaro já esta recuperado.
Na zaga Tinoco, Laranjeira, Ari são sofríveis não tem recursos e são pesados. E lembrar que Bernardo peranbulou pela Curuzu vários dias e ninguém deu  bola para o  garoto. Nas laterias acho que Sidny e Allax dão conta, mas o garoto Brayan  é fraco. Marquinos improvisado foi pior ainda.
Na cabeça da área é triste ver que não dá mais para o Sandro e Billy e Marquinhos são limitados demais, esse setor deve ficar para Alexandre e Vanderson.
Na armação, Thiago precisa urgentemente se tratar das contusões acumuladas e esfriar a cabeça, só o que fez em campo ontem foi reclamar do árbrito e dos colegas. No ataque Rafael esta fazendo os gols, mas precisa parar de fazer jogadas sem nexo como um chute de esquerda que saiu pela laterial, talvez necessite de uma orientação, aconselho convidar o Vandick ou Robson pra bater um papo com ele. Já Mendes começou bem e perdeu o rumo do gol, mas merece mais uma chance.
O Papão não  tem banco também.. Essa é a hora de trocar algumas peças e mexer nesse time. Hoje esse treinador já era pra estar no rumo do Rio, acho o Galvão mas treinador do que ele. E recuperando os que estão no estaleiro o time deveria por enquanto jogar assim: Ney; Allax, Ari, Cristiano e Sidny; Vanderson, Alexandre, Djalma e Thiago, Mendes e Rafael. Alô, presidente e diretoria!

Coluna: Remo sobrou em campo

O grande jogo se desenrolou no primeiro tempo, quando aconteceram três gols e lances mais agudos. Remo foi mais consistente, teve organização e esforço coletivo. Além disso, apresentou maior repertório de jogadas, invertendo posicionamentos e rodando seus jogadores no ataque. Exercitou o chamado improviso calculado e levou a melhor. Podia, inclusive, ter obtido uma goleada se aproveitasse as facilidades que a zaga do Paissandu ofereceu nos instantes finais. 
Desde a saída, o Remo esteve mais presente no ataque, dando os primeiros golpes. Mas, como no boxe, quem ataca tem que nocautear e os azulinos ficaram apenas nas ameaças. Mais objetivo, o Paissandu chegou ao gol num lance de categoria. Sandro fez um lançamento de 40 metros para Rafael Oliveira, que matou a bola e mandou um tiro forte para as redes.
O Remo bambeou nas cordas e propiciou ao Paissandu a grande chance de resolver o jogo. Por uns 10 minutos, o time de Paulo Comelli ficou atarantado, rebatendo bolas na defesa e atropelando o ritmo no meio-de-campo. Aos poucos, porém, foi recobrando a lucidez e passou a explorar o que tem de melhor: a qualidade dos alas Elsinho e Marlon.
No gol de empate, o cruzamento foi de um lado a outro, atravessando a área do Paissandu para achar Marlon no segundo pau. O cabeceio firme venceu o goleiro Nei, que estava no meio do caminho. Entre o primeiro e o segundo gol, de letra, marcado por Tiaguinho, ainda houve um cabeceio de Ró no poste esquerdo do Paissandu.
Sob chuva, o segundo tempo só foi interessante para a torcida azulina, que assistiu um verdadeiro passeio de seu time. A dominação era tão óbvia que o Paissandu, desarrumado da defesa ao ataque, só foi dar um chute a gol aos 23 minutos. San ampliou para 3 a 1, completando passe do zagueiro Rafael Morisco, em jogada de escanteio que Comelli treina bastante.
A diferença entre os times era abissal. Enquanto o Remo saía com a bola sempre de pé em pé, aproveitando-se da boa distribuição de suas peças, o Paissandu sofria com a falta de inspiração de Tiago Potiguar e o cansaço de Sandro, que saiu para a entrada do garoto Djalma. Mendes se posicionava como um armador recuado, longe da área. Rafael Oliveira jogou por ele e pelo time, mas cansou de correr sem rumo.
Caso tivesse mais apuro nas finalizações, o Remo teria disparado uma goleada. Foram pelo menos quatro chances claras de gol, com Morisco, Max Jari, Tiaguinho e Rafael Cruz. Nas circunstâncias, pode-se dizer que o Paissandu saiu no lucro.
 
 
Seleção do fim de semana: Evandro (IND); Elsinho (CR), Rafael Morisco (CR), Paulo Sérgio (CR) e Marlon (CR); San (CR), Japonês (TUN), Luís André (CR) e Tiaguinho (CR); Patrick (Águia) e Rafael Oliveira (PSC). (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 14)

Melhores & piores do clássico

Quem se saiu melhor no Remo: Lopes, Rafael Morisco, Paulo Sérgio, San, Marlon, Luís André, Mael.

Quem se saiu melhor no Paissandu: Marquinhos, Sandro, Rafael Oliveira.

Os piores do jogo: Nei, Tiago Potiguar, Laranjeira, Tinoco, Ró.

Tribuna do torcedor

Breno Dias (vega_bd@hotmail.com)

Meu querido Gerson Nogueira, o esperado aconteceu! Pelo amor de Deus, seja meu porta-voz para a diretoria do Paissandu que assiste o Bola na Torre, lê seu blog e sua coluna, e escuta a Clube: não podemos ficar com nenhum desses zagueiros! Foi um absurdo o que aconteceu. O Tiago Potiguar deve saber que ele não é o Messi. É um ótimo jogador, mas deve ter mais responsabilidade em um jogo como um Re-Pa. Esperamos muito dele. Estou fora, não retorno aos gramados para dar R$ 15,00 para assistir a uma zaga medíocre. Abraços e desculpe pelo desabafo.

Mais de 35 mil pagantes no Mangueirão

Mesmo sob chuva forte, um excelente público compareceu ao estádio Edgar Proença para prestigiar o primeiro Re-Pa do Parazão 2011. No total, 38.112 espectadores lotaram as arquibancadas. Tirando 2.260 credenciados, o público pagante foi de 35.852, propiciando renda de R$ 701.160,00. Descontada a despesa orçada em R$ 212.119,43, coube a azulinos e bicolores a renda líquida de R$ 244.520,29 para cada um. (Foto 1: Everaldo Nascimento; foto 2: Mário Quadros/Bola-DIÁRIO)

Remo vence clássico e lidera campeonato

De virada, com gols de Marlon, Tiaguinho e San, o Remo venceu o primeiro clássico Re-Pa do campeonato por 3 a 1, na tarde deste domingo, no estádio Edgar Proença (Mangueirão). O resultado foi justo e a equipe azulina poderia ter disparado até uma goleada se aproveitasse bem as chances surgidas no segundo tempo. Rafael Oliveira marcou para o Paissandu.

Diante de um estádio lotado, os dois rivais fizeram um jogo emocionante no primeiro tempo, mas pouco animado na etapa final. O gol bicolor logo no começo surpreendeu os azulinos, que até aquele momento eram mais presentes no ataque. Aos 12 minutos, Sandro fez belo lançamento para Rafael Oliveira, que dominou a bola diante dos zagueiros e bateu forte no canto esquerdo de Lopes. O gol perturbou os remistas, que passaram a errar muitos passes, permitindo seguidos contra-ataques. Aos poucos, porém, o Remo foi se recompondo, buscando as triangulações no meio-de-campo e bolas esticadas para as laterais, principalmente para Marlon, melhor jogador em campo. 

O Paissandu arriscava menos, mas levava muito perigo sempre que a bola chegava a Rafael Oliveira, seu jogador mais produtivo no ataque. Mendes jogava mais atrás, quase como um meia e se mantinha discreto em campo. Tiago Potiguar, muito visado pela marcação remista, caía muito pela direita do ataque, trocando passes com Marquinhos, improvisado na lateral. O gol remista nasceu aos 22 minutos, de um cruzamento de Léo Franco para o segundo pau. Marlon fechava pela esquerda e, sem marcação, cabeceou fora do alcance do goleiro Nei. Logo a seguir, Rafael Oliveira invadiu a área e bateu à meia altura, obrigando Lopes a uma grande defesa. O desempate remista viria poucos minutos depois, aos 30, em jogada Elsinho na linha de fundo. Ele cruzou rasteiro e Tiaguinho tocou sutilmente, vencendo o goleiro Nei. Laranjeira ainda tentou tirar, mas a bola já havia entrado.

Para o segundo tempo, esperava-se um Paissandu mais forte no ataque, buscando a igualdade, mas foi  o Remo que começou pressionando. A defesa alviceleste falhava muito, não conseguia se antecipar e ainda errava a reposição de bola seguidamente. Logo nos primeiros minutos, Ró recebeu bola dentro da área e, quando ia dominar, caiu reclamando pênalti. Logo depois, Marlon cruzou para a área, a zaga cochilou e Rafael Morisco recebeu livre na marca do pênalti. Bateu rasteiro, mas Nei defendeu bem. O Paissandu só deu o primeiro chute a gol com Rafael Oliveira, aos 23 minutos. Os ataques remistas se repetiam, até que, aos 33 minutos, na cobrança de um escanteio Morisco cabeceou para San desviar rasteiro para as redes. 3 a 1.

O Paissandu substituiu Sandro por Djalma e depois tirou Billy para a entrada de Zé Augusto, mas o Remo dominava amplamente, com a defesa bem postada e meio-de-campo eficiente. Com a chuva forte, Paulo Comelli trocou Ró por Max Jari. No primeiro lance, depois de tabelinha na área bicolor, Max perdeu um gol de cara com o goleiro Nei. Rafael Cruz, que substituiu Léo Franco, perdeu duas outras oportunidades antes do apito final. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Crise europeia não afeta os grandes clubes

O futebol, pelo menos o dos grandes clubes, não sofre dos males da crise econômica que atinge boa parte da Europa já há alguns anos. A 14ª edição do tradicional levantamento feito pela consultoria Deloitte sobre as finanças dos times europeus, divulgado na quinta-feira, mostra que os maiores times do continente têm descolado suas receitas do cenário econômico de seus países. De acordo com o estudo, nove dos dez clubes mais ricos do continente tiveram crescimento de receitas na temporada 2009/10, bem acima da variação, no ano passado, do PIB dos países em que estão sediados. A única exceção é a Juventus de Turim, que viu suas receitas crescerem 0,9% na última temporada, contra uma previsão de aumento de 1,1% do PIB italiano em 2010.

Pelo levantamento da Deloitte, os outros top 10 do futebol europeu tiveram um crescimento médio de 9,4% de suas receitas na temporada passada, apesar de um cenário de recessão na Espanha (queda no PIB de 0,1%) e de crescimento modesto registrado na Inglaterra (1,4%). Enquanto a economia espanhola declina, o faturamento de Real Madrid e Barcelona, os clubes mais ricos do mundo, cresceram quase 10%, chegando a 438,6 milhões de euros (cerca de R$ 990 milhões), no caso do time da capital, e 398,1 milhões de euros (cerca de R$ 900 milhões) para os catalães. O estudo da consultoria também mostra que o europeu pode ter cortado gastos pessoais por causa da crise econômica, mas não deixou de ir a estádios de futebol.

Na última temporada europeia, o faturamento do Real Madrid na conta “dia de jogos” cresceu 27% em relação ao período anterior. O time ganhou o equivalente a R$ 300 milhões com a venda de ingressos e produtos no estádio em dias de partidas no Santiago Bernabéu. Enquanto isso, as receitas oriundas da negociação de direitos de TV caíram 1%. Os ingleses também consomem mais nas arenas, apesar dos tempos de crise no continente europeu. O Arsenal tem 42% das suas receitas originadas no dia dos jogos, um recorde entre os maiores times europeus. Na Alemanha, um outro fator explica por que o poderoso Bayern de Munique teve um crescimento das receitas (mais de 11%) muito acima da economia de seus país – a Alemanha é um dos poucos países do bloco europeu que já superou a recessão. O clube da Baviera é, entre as grandes equipes do velho continente, o que mais fatura com a venda de produtos com a marca do clube, como camisas e outros objetos. São quase R$ 400 milhões, mais do que o dobro das receitas totais do Corinthians. (Com informações da Folha de SP)

Edson Bispo, o adeus de um craque do basquete

Faleceu na madrugada deste sábado, aos 75 anos, um dos melhores jogadores de basquete de todos os tempos . Ele estava internado no Hospital Dante Pazzaneze, em São Paulo, vítima de enfarto agudo do miocárdio. Edson Bispo dos Santos, que nasceu no dia 27 de maio de 1935, é um dos mais premiados atletas do basquete brasileiro. Foi campeão Mundial em 1959 (Chile) e duas vezes medalha de bronze olímpico, em 1960 (Roma) e em 1964 (Tóquio). Participou de diversos Jogos Pan-americanos e Sul-Americanos. Iniciou sua carreira em 1952 no Vasco da Gama, e depois veio para São Paulo, onde jogou no Corinthians , Palmeiras e na Hebraica. Foi técnico de diversas equipes de São Paulo, da seleção brasileira, professor em universidades e atualmente coordenava o Projeto GIBI- Grupo de Iniciação ao Basquetebol Infantil -, da Avebesp (Associação dos Veteranos do Basquete do Estado de São Paulo), que tem por objetivo  massificar a prática do basquete nas escolas públicas de todo o país, aliado a um programa de inserção social através do esporte. (Do Blog do Juca)