Torcedor processa árbitro por pênalti polêmico

Alvo de uma ação por danos morais e materiais devido ao pênalti marcado no jogo entre Cruzeiro e Corinthians no Campeonato Brasileiro, o árbitro Sandro Meira Ricci compareceu, nesta sexta-feira, ao Juizado Especial das Relações de Consumo – em Belo Horizonte. A ação é movida pelo torcedor cruzeirense João Carlos Fonseca, que sentiu lesado pelo pênalti marcado a favor do Corinthians – no dia 11 de novembro. A infração foi assinalada aos 41 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava 0 a 0.

No lance, o zagueiro Gil saltou para cabecear uma bola atrás de Ronaldo. Com a presença do cruzeirense, o atacante caiu na área e Ricci marcou pênalti. O ex-camisa 9 corintiano se encarregou da cobrança e fez o gol da vitória corintiana. A ação de Fonseca leva em consideração o artigo 30 do capítulo VIII do Código do Torcedor: “É direito do torcedor que a arbitragem das competições desportivas seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões”. (Com informações do Folhaonline e da ESPN)

Argentina tem arena mais moderna da AL

O Brasil engatinha com a construção de seus estádios para a Copa de 2014, a Argentina reinaugurou na noite desta quinta-feira o que já é chamado de estádio mais moderno da América do Sul. A primeira arena coberta para a prática de futebol da América Latina fica em La Plata, a 60 km da capital Buenos Aires, e foi totalmente reformada para ser uma das principais sedes da Copa América, um julho deste ano. A festa de reinauguração contou com a presidente argentina Cristina Kirchner e personalidades do esporte argentino.

A capacidade do estádio será para 36 mil torcedores, terá 5.500 vagas de estacionamento, telão no meio do campo e gramado retrátil. A inauguração foi em 2003 e as obras atuais custaram mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 335 milhões). Segundo o diário esportivo “Olé”, 53 mil pessoas estiveram na reabertura da arena. (Com informações da Folha SP)

Remo tem baixas para o clássico

O Remo tem duas baixas para o clássico com a Tuna, domingo, às 16h, no Mangueirão. Tiago Marabá continua fora do time por contusão e o goleiro Lopes, também lesionado, será substituído por Léo. O provável time para o jogo é: Léo; Elsinho, Paulo Sérgio, Rafael Morisco e Marlon; San (foto), Mael, Luís André e Tiaguinho; Léo Franco e Ró. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

Opinião: Na contramão

Por Flavio Gomes
 
Quando o mundo finalmente resolveu retaliar a África do Sul e segregou o país de competições esportivas importantes, a F-1 correu alegremente no país, nas décadas de 60, 70 e 80. Só em 1985 a categoria se dobrou às pressões internacionais e deixou de realizar seu GP, que ignorava olimpicamente o apartheid. Quando a Argentina era governada por militares tresloucados, nos anos 70, nada impedia que os carrinhos coloridos desfilassem pomposamente pelo autódromo de Buenos Aires.
Quando o Brasil tinha no comando generais sanguinários, era como se nada estivesse acontecendo nos porões do país, e Interlagos servia de palco de exibição para uma ditadura patética e assassina. Quando a China massacrava opositores no Tibete, um autódromo faraônico foi erguido em Xangai e lá foi a F-1 lamber as alpercatas dos comunistas mais capitalistas da história da humanidade.
Por isso, não é surpresa alguma o ar de “não estamos nem aí” diante do que acontece no Bahrein, que, na onda de levantes no mundo árabe detonada pelo povo da Tunísia, vê a população nas ruas exigindo o fim da monarquia absolutista que oprime a maioria xiita e faz da pequena ilha no golfo um parque de diversões sórdidas e mulambentas. Mas se houver o cancelamento da corrida, não será por uma tomada de posição política da F-1, mas sim pelo temor em relação à segurança de seus intocáveis atores e diretores, que não dão a mínima para o mundo real que os cerca.
Não se ouvirá, da boca de nenhum piloto, manifestação alguma contra o governo barenita, muito menos uma negativa individual de correr num país que ordena a repressão violenta aos seus cidadãos nas ruas e nas praças. As equipes, se Bernie Ecclestone mandar, correm até com frases de apoio ao xeique de plantão pintadas em seus carros.
Piloto de F-1 não pensa, não se posiciona, não reage a nada que não diga respeito ao seu ofício, guiar carros, o que é uma pena. É a perda de uma oportunidade de ouro de mostrar que seus neurônios servem para algo que vá além de acelerar, frear, apertar botões e falar frivolidades.
Sempre foi assim, como se vê pelos exemplos que abrem este texto. Não me lembro, sinceramente, de casos de pilotos que tenham boicotado os GPs sul-africanos por razões políticas. O colega Rodrigo Mattar menciona a ausência da Ligier e da Renault do GP de 1985, atendendo a um pedido do presidente socialista francês, François Mitterrand, mas acho que é só. Mattar, por sinal, defende a neutralidade da F-1, opinião das mais respeitáveis (para ler, entre em http://tinyurl.com/6k8g65r). Mas diametralmente oposta à minha. Não acho que deva haver neutralidade em determinadas questões. Não se trata de uma discussão partidária ou ideológica. Trata-se de saber distinguir o bem do mal. E de ficar do lado certo. Mas seria pedir muito para a F-1, que está longe de ser do bem.

A frase do dia

“Fiz uma reunião por telefone com o pessoal da Fifa, já que não pude ir para a Zurique (na Suíça), e realmente eles estão preocupados. Os estádios estão atrasados. São Paulo, que é uma das forças do futebol no Brasil, não começou a obras, temos problemas de aeroportos e alguns outros. O Brasil está correndo o risco de envergonhar a gente”.

De Pelé, preocupado com o atraso e a desorganização dos preparativos para a Copa de 2014.

Coluna: Em busca da redenção

Nas 72 horas que separaram o Re-Pa de domingo e o jogo com o Águia, anteontem, o Paissandu desceu aos infernos. De time mais ofensivo e elogiado do campeonato até a quarta rodada do primeiro turno, passou a ser observado com desconfiança até pelos torcedores mais empedernidos. Sob efeito ainda do mal digerido revés no clássico, todos passaram a duvidar das possibilidades do ex-favorito ao título.
De equipe fortemente armada (e temida) transformou-se, repentinamente, em patinho feio, uma farsa, quase um cavalo paraguaio na disputa. Até seus próprios jogadores pareciam duvidar da capacidade de recuperação. Não é a primeira vez tal fenômeno acontece. Sim, o futebol é exagerado e injusto, principalmente nas derrotas.
Aí bastou fazer uns ajustes na auto-estima da equipe, organizar melhor a defesa e redefinir posicionamentos para espanar o princípio de crise. Contra o Águia, na Curuzu, o Paissandu foi um time modificado. Bem mais que as três novidades na escalação – Sidny, Ari e Alexandre Carioca –, teve atitude vencedora, item fundamental em qualquer projeto futebolístico.
O maior exemplo dessa mudança de ânimo ficou patente em Tiago Potiguar. Apagado no clássico de domingo, o meia-atacante foi incansável durante todo o tempo em que esteve no jogo contra os marabaenses. Correu com objetividade, assumiu a responsabilidade de criar as jogadas ofensivas e acertou todos os passes que deu. Parecia mordido e a fim de apagar a má impressão. Foi, enfim, o Potiguar do começo do campeonato.
Sidny, que não disputou o Re-Pa, foi outro exemplo de entrega e vontade de vencer. Billy também ressurgiu depois da jornada infeliz no Mangueirão. Ambos foram vibrantes e se destacaram no apoio a Potiguar e Rafael Oliveira na tarefa de golear o Águia.
É verdade que os demais não conseguiram manter o mesmo ritmo. Sandro continuou discreto e errando passes como nunca antes na carreira. Mendes até tentou jogar dentro da área, mas parece travado ao lado do dinamismo de Rafael Oliveira. A cobrança do penal sofrido por Potiguar só ajudou a disfarçar um pouco sua improdutiva participação, mas o torcedor não perdoou.
Outro que não teve trégua foi o técnico Sérgio Cosme e, na conversa com os repórteres, foi sincero na admissão da dificuldade em compreender reação tão hostil a uma goleada irretocável. Lá fora, os xingamentos de uma turba de torcedores pareciam ressoar no estádio vazio e talvez permaneçam zumbindo por algum tempo nos ouvidos do carioca gente-boa, que garante estar lutando para se adaptar a Belém. Difícil avaliar se terá tempo para isso.   
 
 
Breno e Herbert, os zagueiros que o Paissandu anunciou ontem, desconhecidos por aqui, devem ser os primeiros da nova leva de reforços que o clube já prepara para enfrentar as semifinais do primeiro turno. Conseqüências do clássico-rei da Amazônia.

Festa do Flu em Belém ganha repercussão

Do Blog do Torcedor (Infoglobo)

A viagem ao Estado do Pará, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, tratou de questões relacionados ao marketing do clube e ao acesso de tricolores não-residentes no Rio a ingressos de jogos importantes. Durante o jantar, um novo convênio foi firmado com a Assembleia Paraense, maior clube entre as regiões Norte e Nordeste, estreitando os laços do tricampeão brasileiro com o povo paraense.

Especificamente sobre o marketing, Peter Siemsen falou que investirá pesadamente nesta área, para o qual cooptou parceiros. O social, segundo Peter, também merecerá especial atenção. O clube quer modernizar a sede e, para isso, já decidiu que os contratos dos espaços comerciais, como bares, restaurantes e academia, serão todos renegociados. O encontro de Peter foi noticiado no Diário do Pará, um dos principais jornais da região.