Com susto no final, Paissandu vence Cametá

Foi um jogo de intensa movimentação, ataques de parte a parte e sete gols marcados. Apesar da vitória do Paissandu por 4 a 3, o Cametá fez uma boa apresentação e vendeu muito caro a derrota. Curiosamente, os atacantes Leandro Cearense, do Cametá, e Rafael Oliveira, do Paissandu, marcaram três gols, cada. 

No primeiro tempo, o Paissandu teve maior presença ofensiva nos minutos iniciais. Logo depois da saída de bola, o lateral esquerdo Bryan completou para as redes uma grande jogada de Tiago Potiguar. O gol foi anulado, por impedimento, mas demonstrou a voracidade dos bicolores. O primeiro gol veio aos 12 minutos, em lance individual de Rafael Oliveira, que entrou na área, foi à linha de fundo e bateu colocado no canto oposto ao do goleiro André Luís. A vantagem entusiasmou ainda mais a equipe de Sérgio Cosme, que continuou em cima da defesa do Cametá em lances de Tiago Potiguar, Rafael Oliveira e Mendes.

Aos 25, afastado da área, Mendes lançou bola pelo alto buscando alcançar Rafael Oliveira. O zagueiro Pedro Paulo cabeceou erradamente para o interior da área. Sandro recebeu o “presente” e tocou na saída do goleiro, marcando o segundo gol. A partir daí, o Paissandu limitou-se a controlar o jogo no meio-de-campo, tentando bloquear os perigosos avanços de Robinho e Leandro Cearense, os dois principais jogadores do Cametá.

De tanto insistir, o time visitante descontou o placar numa jogada despretensiosa, aos 36 minutos. Leandro Cearense tentou fazer um cruzamento na área, a bola resvalou no zagueiro Cristiano Laranjeira e enganou o goleiro Nei. Logo em seguida, Mendes recebeu passe na intermediária e quase surpreendeu André Luís com um chute violento, que passou rente à trave. Aos 45 minutos, Rafael Oliveira puxou contra-ataque rápido e tocou para Sandro, que entrava livre na área. O volante chutou, mas a bola foi longe do gol.

O segundo tempo começou com o Cametá buscando o empate, mas logo aos 2 minutos quase Mendes ampliou com um cabeceio por cima do gol. Na jogada seguinte, Paulo de Tárcio quase marcou batendo na saída de Nei. Logo depois, Cassiano aproveitou a distração do goleiro e quase completou para o gol. As jogadas agudas se repetiam e Sandro desviou de cabeça por cima da trave um cruzamento certeiro de Mendes.

O Cametá ia todo à frente, puxado por Robinho e pelos laterais Américo e Mocajuba. Mas um contra-ataque fulminante do Paissandu resultou no terceiro gol. Billy lançou Rafael Oliveira, que dominou a bola, driblou um zagueiro e bateu forte, sem defesa para André Luís. O terceiro gol desnorteou os cametaenses, que um minuto depois permitiram o avanço de Potiguar até a pequena área. Depois de dar um corte em Américo, ele passou para Rafael finalizar. A bola tocou em Pedro Paulo e entrou mansamente no canto direito de André Luís.

Com 4 a 1 no placar, parecia que o Paissandu estava com o jogo inteiramente dominado. Ledo engano. O Cametá não desistiu do ataque e, após várias tentativas, chegou ao segundo gol, aos 43 minutos. Leandro tabelou com Wilson e foi passando pelos zagueiros até ficar diante do goleiro Nei. Pressionado por Ari, tocou rasteiro. Um golaço.

Três minutos depois, após cruzamento de Romeu, o Cametá encostou ainda mais no marcador. Leandro Cearense recebeu livre na entrada da área e disparou para as redes, deixando o jogo em 4 a 3. Pela disposição das equipes e a acomodação do Paissandu nos minutos finais, o resultado foi justo.

A renda foi de R$ 52.278,00, com público pagante de 3.577 torcedores. Com 942 credenciados, o público total chegou a 4.519. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Remo derrota Castanhal por 2 a 0

Depois de um primeiro tempo de altos e baixos, o Remo se acertou no segundo tempo e derrotou o Castanhal por 2 a 0, na manhã deste domingo, no estádio Maximino Porpino, em Castanhal. A partida teve um início empolgante da equipe remista, pressionando em busca do gol e um bloqueio eficiente exercido por Mael e San no meio-de-campo. Mas, depois dos 20 minutos, o Castanhal equilibrou as ações e passou a levar perigo em pontadas de Branco e Helinho, lançados por Soares e Flamel. O goleiro Lopes apareceu bem, defendendo bolas difíceis e dando sorte num lance em que a bola resvalou no travessão.

No segundo tempo, Paulo Comelli lançou Léo Franco no lugar do atacante Paulo André para concentrar as jogadas no meio e avançou o posicionamento dos laterais Marlon e Elsinho. Ao mesmo tempo, o Castanhal caiu de produção, apesar das substituições feitas por Luiz Carlos Apeú. Logo aos 5 minutos, o zagueiro Rafael Morisco quase abriu o marcador, num cabeceio perigoso. O primeiro gol nasceu de um contra-ataque rápido puxado por Léo Franco, aos 10 minutos, que pegou a zaga castanhalense desarrumada. A bola chegou ao volante Luís André, que finalizou com precisão. Aos 16 minutos, aconteceu o segundo gol. Em jogada ensaiada, o zagueiro Rafael Morisco ampliou ao marcador. O Remo ainda teve duas boas chances para marcar, enquanto o Castanhal não demonstrou forças para reagir.

NO NAVEGANTÃO – Na noite de sábado, o Independente derrotou o Águia em Tucuruí, por 2 a 1. Os zagueiros Marraketi e Guará fizeram os gols do Independente e Adenísio (contra) marcou o gol do Águia. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

“República de Ronaldo” começa a ruir

Do blog do Perrone

A queda diante do Tolima faz o peculiar modelo de administração do futebol corintiano passar por seu maior momento de crise. A equipe se moldou em torno de Ronaldo. Aos poucos, o atacante conquistou quase todos no Parque São Jorge. Em vez de o Fenômeno se adaptar ao clube, aconteceu o inverso. Hoje, boa parte de quem está no poder é seu amigo íntimo. O presidente Andrés Sanchez passou a frequentar jantares e festas com ele. O jogador  contribuiu para a ascensão social do cartola. Levado por Ronaldo, Andrés frequentou ambientes badalados, como a casa do apresentador Fausto Silva, que costuma reunir esportistas e celebridades, às segundas, para comer pizza.

O médico Joaquim Grava, que dá nome ao CT do clube, é outro companheiro de Ronaldo. E também foi levado por ele à casa de Faustão e a outros lugares chiques. Grava é um importante consultor de Andrés. Recentemente, outro amigo do atacante ganhou força no futebol: Duílio Monteiro Alves, nomeado como diretor adjunto. Patrocinadores que ajudam a pagar as contas, também são próximos de Ronaldo. Rodeado de camaradas e considerado responsável por um incremento fenomenal  nas receitas do clube, Ronaldo quase nunca é contestado. Foi se sentindo cada vez mais à vontade. Situação bem diferente da de outros jogadores, como Bruno César. Alvo de críticas veladas do Fenômeno, o meia perdeu a posição de titular contra o Tolima e parece sofrer um processo de fritura.

Ronaldo se envolveu em diversos assuntos no Parque São Jorge. Encontrou patrocinadores, tentou incentivar empresas a investir no estádio e na reforma do CT. Enfim, tornou-se importante fora de campo. Dentro das quatro linhas, porém, não apresenta um bom futebol há pelo menos seis meses. Mas como tirá-lo do time? Como barrar e exigir que entre em forma alguém que se acostumou a ver o universo corintiano girar ao seu redor? Alguém que ajudou a combater a anemia financeira alvinegra. É uma resposta que Tite e Andrés Sanchez terão de encontrar, agora sob pressão da torcida. Ela passou a questionar o motivo para  uma equipe se sacrificar em campo por um jogador que não desequilibra e não se esforça para perder peso. A Fiel também começa a se incomodar com o fato de Ronaldo ter uma brilhante história no futebol mundial, mas não com a camisa corintiana.

Diretoria do Remo recupera sede social

No último dia seis de janeiro, a nova presidência do Leão tomou posse na sede social do Clube do Remo, que até então estava completamente abandonada. Naquele dia, enquanto a cerimônia acontecia, os convidados que chegaram ao salão principal foram recepcionados por uma verdadeira poça de água da chuva, resultante de muitas goteiras que caíram do teto da sede, totalmente infiltrado (fotos acima e abaixo).
Hoje, no entanto, o patrimônio remista já ganha nova feição. Graças aos esforços de conselheiros, beneméritos, grandes beneméritos e abnegados, a sede social do clube se transformou num verdadeiro canteiro de obras. O orçamento estimado da obra é de R$ 50 mil para deixar o salão principal novinho em folha. As mudanças já começam a ser notadas desde a entrada. As paredes, que também estavam cheias de infiltrações, já foram cobertas com massa. A próxima etapa, agora, é a reforma do teto, que começou a ser reparado. A previsão é de que em dentro de um mês as obras sejam concluídas.


Segundo o vice-presidente de patrimônio do clube, engenheiro Josias Campos, o projeto engloba a reforma de todos os bens azulinos. “Já demos uma ‘cara nova’ ao Baenão. Agora estamos na sede e depois partiremos para o Ginásio Serra Freire, que terá o piso totalmente substituído por um novo”, destaca Campos, que comemora a reviravolta. “Olha só como nos recebemos a sede, em total estado de abandono. Mas aos poucos nós estamos ajeitando a casa, para fazer da sede mais uma fonte de renda para o clube”, ressalta. (Transcrito do caderno Bola)

Remo confirma Ró e Rafael Granja

Como o blog antecipou ainda na tarde de sábado, a diretoria do Clube do Remo anunciou na manhã deste domingo a contratação do atacante Ró, que estava atuando pelo Independente Tucuruí no Campeonato Paraense 2011. Atual artilheiro do Parazão, o baionense Ró ganha finalmente chance num grande da capital, depois de brilhar pelas equipes intermediárias. Ele deve se apresentar ao técnico Paulo Comelli nesta segunda-feira.  Vitória (BA) cedeu ao Clube do Remo, por empréstimo, o meio-campo Rafael Granja, que completou 27 anos no último dia 7 de janeiro.

Outra contratação anunciada pelo Remo é a do meia Rafael Granja, cedido por empréstimo pelo Vitória (BA). Rafael Menezes da Cruz, mais conhecido como Rafael Granja, de 27 anos, é baiano de Vitória da Conquista (BA). Chegou ao Vitória em 2008 e estava emprestado ao América de Natal. O Vitória liberou o jogador desde que o Remo pague metade de seus salários.

Tribuna do torcedor

Por Renato Freitas (via Facebook)

Caro Gerson Nogueira, na sexta-feira 4 de fevereiro, os comentaristas esportivos Giuseppe Tomaso e Valmir Rodrigues comentaram a atuaçãode alguns jogadores do Paysandu frente à equipe da Tuna. Fui ao estádio e vi uma equipe demasiadamente dependente do Thyago Potiguar e do maestro desse time que é o Alex Oliveira, que quando foi substituído fez muita falta à equipe, pois ele era quem fazia um tijolo que vinha da zaga se tranformar em bola e com a entrada do Sandro a equipe parou totalmente, pois o mesmo está fora de forma e em minha nobre opinião foi uma figura meramente ilustrativa dentro das 4 linhas, coisa essa que foi totalmente dita ao contrário pelos referidos comentaristas.

Em tom áspero, Neto responde a Ronaldo

O ex-meia corintiano Neto, hoje comentarista da Band, aumentou na noite deste sábado o tom da discussão virtual que tem travado nas últimas horas com Ronaldo através do Twitter. Neto decidiu pegar ainda mais pesado em duas declarações e, desta vez, não poupou sequer a vida particular do atacante. “Do mesmo jeito que você não fala com quem cuspiu em juiz, eu também não falo mais com quem entrou no motel com 3 travecos e um morreu de Aids!”, escreveu em seu microblog o ex-camisa 10 alvinegro, relembrando um episódio nada feliz da vida do atual camisa 9.Neto voltou a usar a ferramenta virtual após criticar, mais cedo, o desabafo de Ronaldo feito também no microblog contra as ações de violência da torcida, no qual disse que ‘jogava por amor’. Demonstrando estar incomodado com as palavras do ex-atleta, o maior artilheiro da história das Copas disse que não aceitaria críticas de ex-jogador aproveitador, que incentiva a violência e cospe na cara dos outros. “Eu sempre fui e vou morrer corintiano. A minha missão no Timão foi cumprida. Levei ao primeiro Brasileiro. E vc???”, também escreveu Neto em sua tréplica, relembrando a primeira conquista do campeonato nacional pelo clube, em 1990, na qual teve papel determinante. “Usar fama pra responder é fácil!”, postou também.

Coluna: A fogueira das vaidades

Floresce, há dois anos, um perigoso movimento contra o que ainda resta de atraente no futebol paraense. Refiro-me ao excesso de exigências e vaidades da comissão de vistoria dos estádios do Campeonato Paraense. Os critérios envolvem minúcias que não alteram em nada o nível de segurança, nem trazem qualquer benefício prático para o torcedor, que, em tese, é o objeto da preocupação das autoridades.
Dirigentes de clubes interioranos queixam-se de atitudes hostis e deselegantes por parte de militares que integram a equipe, sempre refratários a qualquer conciliação para resolver problemas menores.
Desde que o campeonato começou, três partidas foram diretamente afetados por essa postura. No sábado passado, em Tucuruí, a ordem de interdição foi comunicada à direção do Independente cerca de 20 minutos antes do começo da partida contra o Paissandu, criando vários embaraços, além de afugentar o público. No domingo, em Cametá, a falta do documento liberatório não impediu que o jogo fosse realizado.
Por fim, na quarta-feira, São Raimundo e Cametá jogaram no estádio Jader Barbalho, em Santarém, com portões fechados. Tudo porque uma arquibancada não foi erguida a tempo, conforme previsto inicialmente. Será que a falta desse módulo poria em risco as demais áreas do estádio? O bom senso e a opinião de engenheiros indicam que não. O certo é que todos perderam com o veto imposto pela comissão.
A pergunta que não quer calar: por que as vistorias não foram feitas antes da abertura da competição? Deixar o tempo correr para, em cima da hora, condenar as instalações dos estádios evidencia preocupação com holofotes. Na era midiática que atravessamos, há muita gente ávida por notoriedade, fato que sempre colide com práticas realmente nobres.
Esquisito também é o peso dos critérios que podem levar à interdição. A comissão verifica a estrutura dos estádios, o estado dos banheiros, a segurança das grades e até a capacidade das luminárias, mas liga a mínima para as condições do campo de jogo. Quase todos os gramados (?) do torneio são impróprios para o futebol, não resistindo a uma inspeção mais séria. A comissão, porém, até hoje não ameaçou interditar nenhum deles. E vida que segue.
 
 
Remo e Paissandu terão diferentes graus de dificuldade na rodada deste domingo. Contra o Castanhal, logo cedo, o Remo precisará se apresentar melhor do que em Cametá há uma semana, além de torcer por bom tempo. E é fato que as carências ofensivas se manifestam de maneira mais aguda quando o time de Comelli joga longe do Baenão.  
Na Curuzu, à tarde, a lógica indica que Tiago Potiguar, Mendes & cia. devem dar novas alegrias à Fiel. O Cametá, que parou o Remo e venceu em Santarém, tem bons valores – Leandro Cearense, Robinho, Cassiano – mas enfrentará o melhor time do campeonato dentro de seu caldeirão.    

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 6)