A frase do dia

“Hulk pode marcar muitos gols no Campeonato Português, mas continuo a olhá-lo com extremo ceticismo. Tem pescoço e tronco de lutador de Vale-Tudo, bunda de baiana e domínio de bola de brucutu. Sua convocação me lembra muito as de Afonso e Grafite… Chama logo o Fred, Mano!”

De Renato Maurício Prado, colunista de O Globo e do DIÁRIO DO PARÁ.

Ronaldinho aquece mercado imobiliário no Rio

À procura de uma casa para morar no Rio de Janeiro, Ronaldinho vem provocando um corre-corre no mercado imobiliário da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. De olho na comissão que podem receber pela negociação – entre 5% e 10% da venda -, corretores estão em polvorosa com a perspectiva de o jogador do Flamengo fechar a compra milionária de uma residência no bairro. Atualmente, Ronaldinho ocupa uma das suítes do hotel Windsor Barra, onde o clube se concentra para os jogos em que atua na cidade. A busca vem sendo feita pelo irmão e procurador do jogador, Roberto de Assis. Em visita a uma corretora, ele disse que o novo camisa 10 da Gávea quer um imóvel bastante amplo, com campo de futebol, e bastante privacidade, segundo informou o jornal Folha de SP. “Tem mais de dez corretores na cola dele. Será um dos maiores negócios feitos nessa área”, disse Célia Lima, da corretora Sentineli & Sobral. Até ontem, o mercado imobiliário da Barra dava como certa a compra de uma mansão de propriedade de um ex-diretor da Vale e da Ambev. O negócio teria sido fechado por cerca de R$ 20 milhões. A comissão do corretor chegaria a R$ 2 milhões.

A compra teria sido feita de porteiras fechadas – jargão do mercado que significa que o valor inclui tudo o que está na casa: mobiliário, eletrodomésticos e utensílios. Os terrenos padrão do condomínio têm 800 metros quadrados, e as casas valem entre R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões. A mansão que despertou o interesse de Ronaldinho ocupa terreno equivalente ao de cinco casas: 4.000 metros quadrados. O imóvel tem duas piscinas, duas quadras de tênis, um campo de futebol e uma academia subterrânea com vista para uma das piscinas.

Nos finais de semana, o antigo proprietário costumava organizar campeonatos de futebol com os amigos. No condomínio de casas, Ronaldinho terá como vizinhos, em sua maioria, empresários e executivos de grandes empresas. Ao lado, fica o Santa Mônica Condomínio Clube, um conjunto de prédios onde moram o lutador Vitor Belfort e o ex-zagueiro Fábio Luciano. Segundo um funcionário do condomínio, o local não está acostumado a celebridades. Ele disse ainda que os moradores não estão dispostos a abrir mão da privacidade que possuem e se preocupam com a segurança.

Roberto Carlos acerta saída do Corinthians

Uma reunião entre o procurador Fabiano Farah e a diretoria corintiana praticamente selou a saída do lateral Roberto Carlos do Corinthians. O anúncio oficial deve ocorrer neste sábado, mas o jornal Folha de S. Paulo já dá como certa a rescisão de contrato do jogador. Para fechar o negócio, são necessários acordos em relação a rescisão contratuais, trabalhistas e de marketing. O clube só pretende anunciar um rompimento quando todos os contratos estiverem assinados. Isso deve ocorrer só neste sábado, quando o presidente Andres Sanchez dará uma entrevista coletiva. Durante o dia, o jogador de 37 anos (faz 38 em abril) deu declarações contraditórias, dizendo que deveria ficar no Corinthians. Mas as negociações se encaminhavam para a saída do clube. Na verdade, Roberto Carlos tem uma boa proposta do futebol russo e ficou ainda mais inclinado a aceitá-la depois da reação violenta dos torcedores após a eliminação na Libertadores. A amigos, o jogador teria confidenciado que temia novas explosões de violência no clube.

Allax é a nova baixa no Paissandu

Além de Alex Oliveira, Sidny e Alexandre Carioca, lesionados e afastados da relação de jogadores para o Re-Pa de domingo, o Paissandu fechou a sexta-feira com mais um problema: o lateral-direito Claudio Allax sofreu contusão durante o último treinamento do dia e corre sério risco de ser vetado para o clássico. Apesar de relacionado para a concentração, Allax está sendo medicado e ficará em observação até domingo. Se não puder jogar, Sérgio Cosme tem como opção o aproveitamento de Marquinhos, que foi improvisado na lateral direita por Charles Guerreiro, no ano passado.

Assaltantes levam R$ 18 mil da sede do Remo

Dois homens armados assaltaram, por volta de 14h desta sexta-feira, a sede social do Remo levando cerca de R$ 18 mil do dinheiro da venda de ingressos. No momento do assalto, cerca de 100 pessoas estavam nas filas para compra de ingressos. Um dos assaltantes chegou a apontar a arma para o diretor Max Fernandes. O caso foi registrado na Seccional de São Brás.

Coluna: No embalo do Re-Pa

O maior clássico da Amazônia, que foi bobamente desdenhado há poucos dias pelo técnico Sérgio Cosme, tem rituais próprios e imutáveis. Como toda celebração, alimenta-se de práticas que foram se tornando obrigatórias ao longo do tempo. Guardadas as devidas proporções, é algo assim como os preparativos febris da semana do Círio.
Uma das tradições do confronto é o inevitável bate-boca quanto à arbitragem. É de conhecimento até do reino mineral que tudo irá se resolver satisfatoriamente até o momento de a bola rolar. Mas, para não perder o hábito, a polêmica se estabelece, ganha as ruas e os desavisados acreditam que a guerra é iminente.
É sempre assim. Normalmente, um dos rivais se antecipa na exigência de arbitragem de fora. Pela ordem natural das coisas, o oponente resolve fechar questão em defesa dos árbitros da terra. A falsa discórdia se repete há anos, com mudança apenas nos papéis assumidos por cada lado. Ontem à tarde, depois de um sorteio cercado de suspense, saiu o nome do escolhido: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP). Como se ninguém soubesse que a escolha recairia sobre um juiz importado. 
Outro ingrediente típico da semana do clássico é a contusão às vésperas da partida. Sempre envolvendo o grande jogador de um dos times. Desta feita, o nome ameaçado é Tiago Potiguar, principal destaque do Paissandu. Novamente, o barulho é desproporcional à realidade dos fatos. Como quase sempre ocorre, a lesão serve apenas para agitar os torcedores. Alguém tem dúvida de que no domingo o atleta vai estar prontinho da silva para jogar?
Nesse caldeirão emotivo, há espaço até para histórias fantasiosas, fomentadas exclusivamente pelo ardor da paixão clubística. Na Curuzu, alguns corneteiros espalharam que Alex Oliveira estaria alegando contusão para não jogar a quarta partida pelo Paissandu – com isso, com base no regulamento, estaria se preservando para uma eventual transferência.
E os próprios fofoqueiros apontam logo o clube interessado. Ora, Alex não jogou pelo Remo há quatro anos? Pois, então… Incrível é que ainda há quem acredite nessas maluquices. Coisas do Re-Pa. Como se vê, as ideias florescem à velocidade da luz sem nenhum compromisso com o bom senso. No fundo, são saborosos (e mais ou menos inofensivos) factóides para assanhar a massa e tornar a festa domingueira ainda mais animada. 
 
Com imensa alegria, registro o recebimento de “21 depois de 21” (Ed. Livros de Futebol), de Paulo Marcelo Sampaio e Rafael Casé. Presente especial do amigo Ronaldo Passarinho. Na narrativa, lançada 21 anos depois, relatos emocionados sobre a saga do mítico Campeonato Carioca de 1989, conquistado pelo Botafogo ao cabo de 21 anos e 12 dias de sofrido jejum. O ponto culminante do livro, obviamente, é o gol de Maurício na final com o Flamengo, na noite de 21 de junho, aos 12 minutos de jogo no segundo tempo, quando o termômetro apontava 21 graus no Maracanã. Leitura obrigatória para botafoguenses como Ronaldo e eu. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 11)