Pesquisa DOL: Remo é o mais popular do Pará

Um total de 39.026 internautas participaram de enquete promovida pelo Diário On-Line (DOL), de 26 de janeiro a 8 de fevereiro de 2011, para descobrir qual é o clube mais popular no Pará? Como opções para voto, Remo e Paissandu e os 12 maiores clubes nacionais. A maioria dos torcedores – 59% dos votantes – escolheu o Remo como o mais querido do Estado. Em segundo lugar, veio o Paissandu, com 35% dos votos. Na terceira posição da pesquisa (que não tem rigor científico) apareceu o Flamengo, com 2%, seguido de Corinthians e Atlético-MG, com 1%, cada.

Resultado final da enquete do DOL:

Remo (23.197) – 59%
Paissandu (13.600) – 35%
Flamengo (741) – 2%
Corinthians (294) – 1%
Atlético MG (270) – 1%
Vasco (180) – 0%
Palmeiras (178) – 0%
Botafogo (160) – 0%
São Paulo (137) – 0%
Santos (77) – 0%
Fluminense (75) – 0%
Cruzeiro (63) – 0%
Internacional (45) – 0%
Grêmio (33) – 0%

Mangueirão liberado para o Re-Pa

O estádio Edgar Proença teve todos os seus 42 mil lugares liberados para o clássico entre Remo e Paissandu do próximo domingo (13), a partir de 16h, pelo Campeonato Paraense 2011. Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, representantes da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Federação Paraense de Futebol (FPF) decidiram que o estádio tem condições de receber o Re-Pa. Vistorias feitas no começo do ano detectaram sinais de deterioração na estrutura do Mangueirão. Desde então, foi realizado um trabalho de manutenção no estádio a fim de deixá-lo pronto para o primeiro Re-Pa da temporada.

Quando tudo começou…

Os fãs dos Beatles vão se reunir em Liverpool, a 350 quilômetros de Londres, nesta quarta-feira, dia que a banda completa o 50º aniversário do seu primeiro show. John, Paul, George e Ringo se apresentaram pela primeira vez no Cavern Club de Liverpool, em um show marcado para o meio-dia que seria o primeiro de quase 300 que fariam ali ao longo de dois anos. Em agosto de 1963, quando os “Fab Four” já eram mundialmente conhecidos, o grupo fez sua última apresentação neste endereço que seria demolido na década de 1970 para construir um centro comercial.

A frase do dia

“Disse que eram alguns torcedores, sem generalizar. Eu aprendi a conviver com isso. As coisas só têm influência se te incomodam, como não me incomodam, não me sinto condicionado. Convivo com o racismo em todas as partidas, mas não me sinto ofendido. Os torcedores me insultam e me chamam de macaco”.

Do baiano Daniel Alves, na Folha de SP, confirmando que sofre racismo no Barcelona.

França e Brasil duelam em festa da Nike

Apesar de levar vantagem no confronto direto, o Brasil virou um verdadeiro freguês da seleção europeia em Copas e jogos oficiais. Superior apenas em partidas de caráter amistoso, o time canarinho tenta quebrar um jejum de 19 anos, nesta quarta-feira, às 18h (de Brasília), no Stade de France, palco do vice-campeonato mundial de 1998, um dos capítulos traumáticos do duelo diante dos gauleses. Sucessor de Dunga no comando do Brasil, Mano Menezes tenta sua primeira vitória contra um adversário expressivo, já que caiu diante da rival Argentina após vencer com facilidade Estados Unidos, Ucrânia e Irã. Mano deve escalar a equipe com algumas novidades. Titular na Copa do Mundo da África do Sul, o goleiro Júlio César está de volta. No meio-campo, ainda sem Paulo Henrique Ganso, a novidade deve ser a volta de Hernanes, que deixou o São Paulo para defender a Lazio, e Renato Augusto, revelado no Flamengo e atualmente no Bayer Leverkusen.

Por trás de tudo, a Nike, em festa, estreando os uniformes de suas duas seleções contratadas. A gigante de material esportivo aproveita um dos mais tradicionais duelos do futebol mundial para demonstrar sua força econômica. A partir de hoje, a multinacional veste os times com o maior cachê do mercado. As cifras recebidas pelas duas federações chegam a quase R$ 2 bilhões durante a vigência dos contratos. Ambos terminam em 2018. Com o acordo válido a partir desta temporada, a Nike irá pagar 320 milhões de euros (R$ 729 milhões) ao longo de sete anos e meio aos franceses. A oferta dos norte-americanos acabou com uma das mais longas parcerias da rival Adidas, que durava desde 1972.

Quanto ao Brasil, a Nike deixará mais de R$ 1 bilhão nos cofres da CBF, entidade dirigida por Ricardo Teixeira, até o fim de 2018. Firmada em 1996, a parceria, anunciada à época como o maior acordo da história do futebol, era para ser o início da história da Nike no futebol, território dominado até então pela rival Adidas. Mas essa primeira demonstração de força rapidamente virou polêmica. Ao romper com a Umbro, uma marca independente àquela época, a confederação brasileira cedeu parte de seu controle sobre a Seleção para os americanos e irritou dirigentes, desportistas e políticos. (Com informações da ESPN e da Folha de SP)

Messi x C. Ronaldo frente a frente, hoje

A partir das 18h (horário de Brasília), duas grandes seleções se enfrentam em Genebra, na Suíça. Argentina e Portugal entram em campo para seu primeiro confronto vez em 40 anos. Entretanto, os dois times ficam em segundo plano quando se trata de um duelo pessoal tão especial: Lionel Messi contra Cristiano Ronaldo, rivais de Barcelona e Real Madri, farão seu segundo duelo na temporada, o primeiro da história em um duelo de seleções. No embate inicial, entre clubes, Messi levou a maior na goleada histórica de 5 a 0 do Barcelona sobre o Real Madri, time de Cristiano Ronaldo. O jogo passa ao vivo na ESPN.

Coluna: Hora e vez dos nativos

O sucesso dos goleadores nativos é, seguramente, a mais auspiciosa notícia deste começo de Campeonato Paraense. Vem confirmar a tendência observada nos últimos anos. Ao contrário de outros tempos, quando a legião estrangeira constituía a esperança – nem sempre consumada – de gols, os torneios mais recentes têm mostrado a predominância dos atacantes regionais.
Desde 2007, quando Róbson foi o maior goleador, com 13 gols, os talentos paraenses prevaleceram na competição. Em 2008, Marclésio (Águia) foi o goleador máximo, com 13 gols. Em 2009, Hélcio, do S. Raimundo, liderou marcando 12 gols. No ano passado, Moisés (Paissandu) foi o principal anotador, com 13 gols.
Ró, Leandro Cearense, Rafael Oliveira e Felipe Mamão são os destaques na tábua de artilheiros do certame deste ano, sendo que os três últimos conseguiram uma façanha rara: marcaram três gols, cada, numa só rodada. Pode até ser nuvem passageira, como dizia aquele outro, mas é justificado o entusiasmo dos torcedores com os dianteiros nascidos por aqui.
O próprio Remo, que ainda não acertou a mão na busca por um centroavante, decidiu voltar suas vistas para o baionense Ró, que impressionou com os quatro gols assinalados pelo Independente Tucuruí nas três primeiras rodadas. A contratação contou com a plena aprovação do torcedor, diga-se. Sinal de que nas arquibancadas já reina a confiança nos milagres dos santos da casa. 
 
 
A torcida do Corinthians protagonizou na sexta-feira passada cenas das mais selvagens de cerco a ônibus e propriedade de um clube no país. Ecos da vexatória eliminação na Taça Libertadores ante o modesto Tolima. Torcidas organizadas estão acostumadas a barbarizar impunemente nos estádios, mas poucas vezes se arriscam a emboscadas como a que ocorreu na concentração corintiana.
Como não há rigor nas punições – quando alguém lembra de aplicá-las –, os atos violentos se repetem e encorajam a mesma prática nas outras cidades do país. O que aquela turba armada fez, ameaçando fisicamente os jogadores, foi puro terrorismo, como bem definiu Ronaldo Fenômeno, um dos alvos da ira dos baderneiros.
Ocorre que, pelo menos quanto ao ídolo, não há a menor coerência em criticar o comportamento das torcidas organizadas. Não foi o próprio Ronaldo, com a demagogia típica dos craques do marketing, autor de uma apaixonada declaração de carinho pelo “bando de loucos”? Quem não pode com o pote não pega na rodilha, já ensinava meu saudoso pai-avô Juca.
 
 
A coluna parabeniza os companheiros Geo Araújo e Nildo Matos pela vitória na eleição para a presidência da Aclep, em pleito pacífico e concorrido, realizado ontem, no hotel Sagres. Desejo ao novo presidente todo sucesso na desafiadora empreitada.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 9)