Quando o nome não ajuda muito

Goleiros são alvos de todo tipo de achincalhe, principalmente quando vacilam. O futebol é rico em apelidos que a torcida aplica nos arqueiros. É a posição mais difícil de todas no futebol. Na Polônia, há um goleiro que tem um sobrenome muito curioso e que, se jogasse por aqui, iria render muita piada nos estádios. Lukasz Merda, 30 anos, é goleiro do Cracóvia Kraków, clube que tem cinco títulos nacionais, mas amarga hoje um jejum de 62 anos sem levantar o troféu. Merda usa a camisa de número 35 e apareceu todo animado na apresentação do time para a temporada 2010. Óbvio que, na Polônia, a palavra “merda” tem outro significado, mas o certo é que o goleirão não vem dando muita sorte nos últimos anos, pois é apenas o segundo reserva.

Picolé de chuchu tenta esconder Serra

Por Fernando Rodrigues

Um folheto de 8 páginas do candidato a governador de São Paulo pelo PSDB causou um certo desconforto entre tucanos serristas nesta semana. Numa reunião entre secretário de Estado e o governador paulista atual, Alberto Goldman, alguém notou: “Só tem uma vez a palavra Serra nesse folder”. Na realidade, “Serra” aparece algumas vezes, mas sempre maneira discretíssima. É um folheto quase monotemático. Na página dois (sempre de menor destaque, pois é uma página par), de fato, aparecem enfileirados, numa fotomontagem, Mário Covas, Serra e Alckmin – a trinca que governou os paulistas por 16 anos corridos.

Depois, quase só se fala em Geraldo Alckmin em São Paulo. Ele aparece como o grande benfeitor do Estado. É necessário um pouco de arqueologia para achar Serra perdido no meio do texto. Em trecho, por exemplo, fala-se que “Serra entregou o sul”, referindo-se ao trecho sul do Rodoanel. Ao final, no pé da última página, um modesto “Serra 45” aparece também. Tucanos serristas estão irritados com a decisão de Alckmin de, como dizem, ter retirado a tropa das ruas a favor de Serra nesse hiato de julho e início de agosto, quando os partidos ficam sempre sem propaganda na TV.

Se as pesquisas derem Serra em queda no eleitorado paulista, já há entre os tucanos o nome de um responsável: Geraldo Alckmin.

Por que o fofo Ronaldo não respeita o Fenômeno?

Por José Roberto Malia

As fotos foram escancaradas na mídia. E provocaram consternação. Até torcedores inimigos trocaram a pilhéria pela compaixão. Ronaldo foi literalmente nocauteado. Pela balança. Pela vida nada recomendável a um profissional. Certamente nem mesmo um gênio do Photoshop seria capaz de transformar sua figura num simples jogador em fim de carreira. Patético.

Depois de três meses recuperando-se de um ‘simples incomodo muscular’, esperava-se pelo menos o mesmo Ronaldo que levou a Fiel ao delírio no Paulistinha e na Copa do Brasil em 2009. Que nada! Lamentavelmente, a aparência de Ronaldo lembra a dos tiozinhos de fim de semana, aqueles que adoram esbanjar gordura por todos os poros nos raros campos de várzea que conseguiram sobreviver na Paulicéia desvairada.

Do jeito que está Ronaldo não suporta 15 minutos de bola rolando, mesmo utilizando-se do arsenal técnico que só os excepcionais atletas possuem. Por mais que companheiros, médicos, preparadores físicos e fisiologistas tentem resguardar a imagem do maior artilheiro da história das Copas, com as mais absurdas desculpas, a verdade é uma só, incontestável: há muito tempo o fofo Ronaldo deixou de respeitar o fenômeno Ronaldo. Infelizmente.

Charles descarta aproveitamento de Moisés

Charles Guerreiro conversou demoradamente ontem com Moisés e ficou sabendo que o jogador está, de fato, com a cabeça no Santos. Com isso, o técnico decidiu não mais aproveitar o atacante, que nem será levado a Santarém para o jogo contra o São Raimundo, domingo. Ao mesmo tempo, Charles acabou se aborrecendo com torcedores que cobravam a escalação de Aldivan na lateral esquerda. Cobrado, o técnico encarou a discussão e o clima chegou a esquentar, com intervenção de seguranças para evitar tumulto na Curuzu. Em função disso, o último treino foi fechado aos torcedores. Provável escalação para domingo: Fávaro; Bosco, Leandro Camilo, Da Silva e Zeziel; Tácio, Sandro, Marquinhos e Fabrício; Bruno Rangel e Tiago Potiguar.

Giba vai manter a mesma escalação

Com base nas declarações do técnico Giba, o Remo deve ter contra o Cristal-AP praticamente a mesma equipe da vitória sobre o América-AM. Adriano; Lima, Ênio, Pedro Paulo e Marlon; Danilo, Júlio Bastos, Gilsinho (foto) e Canindé; Zé Carlos e Vélber. Héliton e Frontini, que fizeram excelentes treinos durante a semana, devem compor o banco de reservas, juntamente com o meia Gian. Zé Carlos sentiu uma lesão no último treinamento e está em avaliação, podendo ser vetado para o jogo. Em caso de vitória, o Remo praticamente assegura a classificação à próxima fase do Brasileiro da Série D.

Metade dos sócios do Inter fica sem ingressos

Quando a fase é boa, tudo é motivo para festa. Às vésperas da decisão da Libertadores, o Internacional se prepara para o jogo com o Chivas e enfrenta um problema inesperado: mais da metade de seus 104 mil sócios não tem ingressos para o jogo, na quarta-feira, no estádio Beira-Rio. Dono do 6º maior quadro social do mundo, o Colorado terá cerca de 50 mil lugares disponíveis no estádio. Parte das acomodações é destinada a patrocinadores convidados pela Conmebol. O clube pôs 11 mil ingressos à venda pela internet para a decisão da Libertadores. Associados patrimoniais, de modalidade antiga, podem entrar com seus cartões sociais, sem necessidade de adquirir bilhetes. O clube então realiza uma estimativa de quantos desses deverão comparecer à partida, para só depois liberar o restante para venda, a fim de evitar superlotação.

Os demais cadastrados, que recebem a denominação de Sócios Campeões do Mundo, têm a preferência de comprar pela internet. Caso estas não se esgotem em um prazo pré-determinado, a venda então chega ao torcedor comum. O problema é que, previsivelmente, todos os ingressos para a final foram vendidos na quarta-feira mesmo, poucas horas após o começo da comercialização. Diante disso, o presidente Vitório Piffero estuda a colocação de um telão às proximidades do Beira-Rio para atender a demanda dos torcedores que não poderão entrar no estádio.

Fenômeno treina, mas pança é a notícia

Ronaldo participou nesta quinta-feira do jogo-treino entre os reservas do Corinthians e a equipe sub-18 do clube, no Parque São Jorge. Sem atuar desde 9 de maio, o Fenômeno entrou em campo visivelmente fora de forma, com uma pança respeitável. O garoto encarregado de marcá-lo revelou depois que recebeu orientação para “pegar leve” com o atacante, quase um ex-jogador em atividade. A presença do jogador na partida contra o Avaí no próximo domingo, pelo Brasileirão, ainda não está confirmada, mas o técnico Adilson Batista planeja utilizá-lo. Mas, se jogar, deve ser apenas 45 minutos.

A pergunta é: até quando Ronaldo vai queimar a imagem de fora-de-série?

Coluna: Vivendo e não aprendendo

Nossos clubes vivem tomando sustos a todo instante. Melhor dizendo: nossos grandes clubes, pois broncas trabalhistas só atormentam as duas maiores forças, Remo e Paissandu. Nos últimos dias, a aflição dominou os arraiais bicolores, com o imbróglio envolvendo o atacante Moisés, que reivindica pagamento de pendências diversas e o não recolhimento do INSS – prática, aliás, corriqueira nos clubes de futebol em todo o país. Além de Moisés, o Paissandu ainda se debate com uma dívida antiga, de R$ 279 mil, com o goleiro Alexandre Fávaro.
São situações que exprimem a balbúrdia contábil e administrativa das duas agremiações. Sempre que alguém fala em modernidade, marketing ousado, salto para o futuro e outros delírios, costumo pedir que os clubes comecem pelo bê-a-bá, cumprindo suas obrigações básicas, que é respeitar contratos e pagar seus compromissos em dia.
Enquanto não houver a preocupação em cuidar desses deveres primários, dificilmente o futebol do Pará sairá da era da pedra lascada. O caso de Moisés, bem emblemático da caótica gestão – de agora e sempre – dos clubes, chama atenção porque envolve uma daquelas jóias surgidas quase que por acaso na Curuzu.
Garoto humilde, morador da periferia de Belém, Moisés se destacou num grupo que tinha vários outros bons valores – Jênison, Japonês, Billy. Só foi valorizado, porém, com a chegada do técnico Luís Carlos Barbiéri, que o promoveu ao elenco principal, depois de ter sido praticamente descartado.
Sob o comando de Charles Guerreiro seu futebol finalmente explodiu, foi artilheiro do time no campeonato estadual e passou a ser tratado com o devido reconhecimento pelos torcedores. A partir daí, passou a ter seus ganhos aumentados, com a respectiva ampliação da multa rescisória, para resguardar os interesses do clube. 
Veio, então, a proposta tentadora do Santos, time mais badalado do país no momento. O encantamento do garoto com a idéia de jogar com Ganso e Neymar é natural. O clube teve dificuldades de compreender essa aspiração e simplesmente repeliu a investida santista. Com isso, descontentou seu jogador, que passou a alimentar sonhos legítimos de independência.
Assessorado por advogados e procuradores, Moisés decidiu pelo rompimento da relação. Foi à Justiça do Trabalho denunciar o clube. Pelas regras não escritas do futebol, buscou um caminho sem volta. A própria torcida, que o venerava, já o hostiliza nos treinos e o presidente não economizou grosserias para desqualificar o que seria um gesto de suprema “ingratidão” para com o clube. 
Até prova em contrário, Moisés não cometeu nenhuma heresia. Reivindica seus direitos, o que é inteiramente legítimo. A Justiça, no próximo dia 26, deve decidir quem tem razão, mas a sentença já está dada. O Paissandu já não quer ficar com o atacante, que talvez tenha pecado na dose do remédio usado. Já o clube, na figura de seus dirigentes, deve aproveitar o episódio para se organizar e evitar dissabores (e prejuízos) tão dolorosos. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 13)

Verón rompe silêncio e critica Maradona

O volante Juan Sebastian Verón rompeu o silêncio nesta quinta-feira, mais de um mês depois da eliminação da Argentina na Copa do Mundo, e alfinetou Maradona, que deixou o comando da equipe recentemente. O jogador questionou as opções do ex-técnico, que o tirou do time titular durante o Mundial, e pediu que o novo treinador seja escolhido por méritos e não somente pelo reconhecimento nacional. “Temos que abrir a mente, avaliar as pessoas que trabalham na seleção. Tem que ser alguém da elite do futebol argentino e tem que ser escolhido pela capacidade”, declarou Verón, sem citar nomes de possíveis candidatos ao cargo de técnico da Argentina. O volante disse temer que se repita a situação de 1986, quando os campeões mundiais de 1978 foram chamados para comandar a equipe. Em relação à conduta de Maradona à frente da seleção, Verón evitou críticas diretas, mas mostrou ressentimento por ser preterido durante a Copa. “Diego é muito efusivo em suas declarações e se mete em questões que depois são difíceis de levar adiante. Em um momento ele disse que queria que eu fosse o Xavi (da Espanha) na nossa seleção. Em seguida, ele te tira do time. Isso dói”, disse Verón. (Com informações da ESPN)

Som na madrugada – Gilberto Gil & Maria Rita, Amor Até o Fim

Gil, velho craque do violão e da guitarra, esbanja virtuosismo na releitura dessa canção com Maria Rita. A técnica lembra mestre Baden Powell, talvez de propósito, a título de homenagem. Vale a pena apreciar.