Renda inferior a R$ 100 mil no Dia dos Pais

A renda total do jogo Remo x América foi de R$ 96.896,00. Despesas: R$ 47.288,18. Saldo do Remo: R$ 49.607,82. O público pagante foi de 5.599 espectadores. Com 1.220 credenciados, o público total chegou a 6.819 no estádio Mangueirão. As informações foram passadas pela assessoria da Federação Paraense de Futebol, através da jornalista Iva Lima.

Quando a burrice e a arrogância dão as mãos, não há remédio no mundo que dê jeito. Todo mundo sabia que, a R$ 20,00 (arquibancada), a renda seria um fiasco. Os dirigentes remistas resolveram comprar a briga. Deu nisso aí.

No sufoco, Remo passa pelo América

Depois de um primeiro tempo desastroso, quando se perdeu em passes errados e falta de conexão entre meio-campo e ataque, o Remo conseguiu vencer o América-AM com um gol de Héliton aos 25 minutos do segundo tempo. O resultado põe o Remo na liderança da chave nortista da Série D, com oito pontos ganhos. A fraca apresentação no primeiro tempo provocou vaias do pequeno público presente no Mangueirão. Um dos alvos da revolta dos torcedores era o lateral-direito Lima. Nervoso, ele não conseguia acertar passes e cruzamentos. De maneira geral, o time todo rendeu pouco nos primeiros 45 minutos, a começar pelo estreante Canindé, de atuação apagada, ao lado de Gilsinho e Zé Carlos. Vélber corria e tentava se deslocar, mas não encontrava espaço. O América limitava-se a marcar forte no meio-campo e a rebater bolas na defesa.

Na etapa final, Giba trocou Canindé por Gian e o Remo passou a tocar melhor a bola. Mas, logo aos 10 minutos, quase Felipe inaugurou o placar, acertando um chute no travessão de Adriano. O susto fez com que o Remo fosse à frente, criando duas boas oportunidades, através de Marlon e Héliton (que substituiu Zé Carlos). Aos 25 minutos, depois de substituir Gilsinho, Betinho roubou uma bola na intermediária, passou a Vélber, que cruzou para Héliton na área. Ele se livrou de um zagueiro e, de virada, bateu para o gol. A bola resvalou num zagueiro e enganou o goleiro Naílson. Depois desse lance, o América tentou avançar em busca do empate e cedeu algumas chances de contra-ataque ao Remo, mas Betinho e Héliton não conseguiram finalizar as jogadas criadas. (Fotos: TARSO SARRAF/Bola)

A celebração alvinegra

Por Lédio Carmona

Os pais botafoguenses podem passar a mais tradicional das camisas alvinegras, vesti-la e curti-la com orgulho nesse domingo da celebração paterna. A atuação do Botafogo diante do Atlético Mineiro, no Engenhão, foi mais do que convincente. Organizada, segura e corajosa. O time de Joel Santana foi seguro na defesa, prático no meio e forte no ataque. E, após um começo equilibrado, foi se impondo na partida e marcando os gols, que garantiram uma vitória justa e definitiva na noite carioca: 3 a 0, gols de Maicossuel, o primeiro na volta para o clube, Somália, o segundo na temporada, e Herrera, o quinto no Brasileirão, 18º em 2010. Agora, o Botafogo ocupa a 8ª colocação, com cinco jogos de invencibilidades (duas vitórias seguidas) e o assombroso avanço de nove posições em apenas duas rodadas. Em duas rodadas, o salto. E o sonho de brigar por uma vaga na Libertadores. Não é delírio. O elenco alvinegro é bom. No campo e no banco. E joga sem medo, no ataque, com jeito moderno e eficaz. Ontem, no banco, Joel Santana tinha Renan, Fahel, Renato Caja, Loco Abreu, Edno, Caio e Lúcio Flávio. Começou com Maicossuel na ligação e com Herrera e Jobson na frente. Terminou com quatro atacantes, quando já vencia por 3 a 0: Caio, Edno, Loco Abreu e Jobson. Um Botafogo que orgulha. Dois pais aos filhos, a satisfação é flagrante. Vale um brinde na hora do almoço. A hora pede celebração.

Amar é…

Por Cássio Andrade

Quando criança, procurava aprender o que era amar, vendo os bonequinhos do “amar é…” com suas frases de efeito sobre o amor recheado por uma filosofia simples quase de auto-ajuda. Pareciam receitas na confeitaria do afeto.
Também fui ensinado a amar meus pais. Em minha infância, ainda se chegou a seguir a velha fórmula: papai no bolso, mamãe no coração. Quanta distância entre o bolso e o coração! À mãe, a ternura, o carinho, o afeto; ao pai, o trabalho, a autoridade, nenhum doce predileto. Minha geração precisou mudar esse receituário.
Ainda bem que aprendemos a amar nossos pais, como se não houvesse amanhã, da forma como alguém, já do outro lado, nos ajudou a amar as pessoas. Que país poderíamos nos tornar se continuássemos a amar do velho jeito?
Nesse dia dos pais, peço licença para, em nome do amor radical e sem fronteiras, render homenagem a meu filho. Na verdade, agradecê-lo por me fazer pai; por obrigar a revelar o rosto materno da paternidade.
Confesso que tentei projetar um caminho diferente a meu filho: jogar bola, levar ao campo, falar das minas, impor-lhe um clube para o qual torcer, essas coisas que usalmente fazem os pais aos filhos varões. A vida me fez abortar esse filho projetado e mudar o enredo dessa história. Ainda bem, pois aprendi a sair da óbvia condição de pai.
Pequenino, com meu filho fiz coisas que o monopólio das mães e avós não permitem ao pai. Troquei fraldas, limpei cocô, dei chuca e embalei na cadeira para fazer dormir. Até coloquei fio na testa para acabar com o soluço. Rompi os tabus da maternidade, às vezes sobre o desaprovo tácito da mãe. Ah, como é bom ser pai e mãe!
Obrigado, meu filho, por continuar a te amar sem condições. A continuar a vê-lo dormir com o rosto eterno da inocência. Diante das incertezas da juventude atual, tenho a feliz certeza de que sempre serás inocente, diante de um mundo mal, descrente e decadente; imundo mundo pós-moderno.
Amar é se tornar irmão, em sendo pai… Feliz dia com os filhos, nesse dia de pai!

Ficha técnica: Remo x América (Série D)

Remo x América-AM

Local: estádio do Mangueirão, às 16h

Árbitro: Leonardo Marques Forte (PI); assistentes: Francisco Gaspar e Francisco P. Lima (PI).

Remo – Adriano; Levy, Ênio, Pedro Paulo e Marlon; Danilo, Júlio Bastos, Gilsinho e Canindé; Zé Carlos e Vélber. Técnico: Giba

América – Nailson; Guará, Rondinelli e Fofão; Catatau, Batista, Cleiton, Claílson e Fitti; Charles e Felipe. Técnico: Sérgio Duarte

Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada); R$ 40,00 (cadeira).

Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra e Carlos Castilho comenta.

A TV Cultura transmite o jogo, com narração de Pedro Paulo Blanco e comentários de João Cunha.

Em Cametá, o Cametá recebe o Cristal-AP, às 17h. Carlos Gaia narra a partida para a Rádio Clube.

Moisés entra na Justiça contra o Paissandu

O jogador Moisés deu entrada, no último dia 4, de ação trabalhista no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o objetivo de rescindir contrato com o Paissandu. A reclamação trabalhista, com pedido de concessão liminar para entrega de atestado liberatório, leva as assinaturas dos advogados Daniel Sena de Sousa e Bruno Yoheiji Kono Ramos. Do documento consta que o primeiro contrato entre o jogador e o clube foi cumprido de 26 de fevereiro de 2007 a 6 de agosto de 2007, quando Moisés foi jogar fora do Pará. O reinício do vínculo está valendo de 10 de novembro de 2008 a 30 de novembro de 2010.
A diretoria do Paissandu havia anunciado que o contrato de Moisés foi estendido até o final de 2014, com multa rescisória de R$ 2,5 milhões de reais. O documento diz, ainda, que Moisés tomou conhecimento, através de conta vinculada ao Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS), que jamais o valor do mesmo foi depositado, assim como o recolhimento previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Trecho do documento diz que “apenas esses fatos são motivos bastantes para o deferimento da tutela antecipatória pretendida, determinando a entrega de atestado liberatório do atleta reclamante (…) Não fosse suficiente isso, deve se levar em consideração outros elementos que compõem o contexto nada favorável ao atleta. O clube reclamado, como é de conhecimento público e notório, tem problemas estruturais, administrativos e financeiros, herança de décadas de um modelo de gestão amadora, quase artesanal”.
A ação foi movida em função do interesse em Moisés manifestado por outras equipes. O Santos queria o artilheiro por empréstimo até o final do ano, por R$ 100 mil, valor que a diretoria do Paissandu não aceitou, indo diretamente contra a vontade do jogador. Em entrevistas, Moisés manifestou o desejo de jogar pelo Peixe. Para completar, a ação exige uma indenização superior a R$ 2 milhões no caso de rompimento do vínculo com o clube. 
Após o empate em 1 a 1 com o Fortaleza, na tarde deste sábado (7), o presidente do clube, Luis Omar Pinheiro, disse saber do teor da ação, mas afirmou estar “tranquilo”, pois as acusações não teriam fundamento. “Esse é só mais um exemplo de empresários que querem tirar jogadores do Pará, com fizeram com o Paulo Henrique Ganso. O Moisés disse que não assinou nenhum documento, mas vou conversar melhor com ele. Vou explicar que uma oferta de R$ 100 mil não é boa para ele e nem para o Paissandu. Se ele vai para o Santos (SP) e ‘pisa na bola’, a carreira dele pode acabar”, disse. (Com informações de Gustavo Pêna/Diário Online) 

A todos os pais do mundo

Meus parabéns neste domingo a todos que tiveram a bênção de exercer a paternidade. Peço licença e compreensão dos amigos de boteco virtual para expressar esses sentimentos. Até porque, de minha parte, posso dizer que nasci para ser pai. Talvez seja o que melhor sei fazer na vida, embora não necessariamente faça tudo como deveria na criação dos filhotes. O tempo dedicado a outras tarefas nem sempre permite estar por perto, como gostaria, mas é certo que todos os esforços na vida destinam-se a beneficiá-los de alguma forma. Tenho medo, como tantos pais, que eles não saibam o quanto são importantes e o quanto fazem falta quando estão distantes. Pedro, 21 anos, e João, 8 anos, são meus grandes tesouros e quero (como todo pai) que sejam imensamente felizes. De origem simples como sou, não preciso desejar riqueza material, mas felicidade, sim. Rezo por isso todas as noites.

Coluna: Giba mexe na estrutura

Três alterações importantes na escalação do Remo para enfrentar o América (AM) indicam dois rumos para a atual situação do time. Primeiro, demonstram a necessidade de mudanças de ordem técnica e tática diante das más atuações nos últimos jogos e da campanha ainda inconsistente no Brasileiro da Série D. Expressam, também, cobranças cada vez maiores sobre o técnico Giba, cujo papel começa a ser questionado em função principalmente dos anseios por um novo título nacional.
As mexidas atingem os três setores. Na lateral-direita, Levy substitui Lima. No meio-campo, entra Canindé e sai Gian. O ataque terá Vélber no lugar de Landu, que se machucou no treino de sexta-feira. A alteração no setor de criação é, de longe, a mais radical. Canindé vai fazer par com Gilsinho e, pelas características, será um trabalho mais de passes rápidos e tabelinhas do que voltado para lançamentos em profundidade.
O jogo, aliás, não deve permitir tantos espaços, já que o visitante gosta de explorar o contra-ataque, resguardando-se no setor defensivo. Nesse aspecto, a ausência de Landu acabou ajudando Giba a mexer no ataque para um jogo que não seria propício para atacantes velocistas. Vélber, que sabe jogar na frente, aproxima-se bastante dos homens de meio-campo e é provável que a torcida veja uma espécie de triângulo rondando a área amazonense. O risco é isolar ainda mais Zé Carlos na área, como se verificou nos confrontos contra Cristal e este mesmo América.
Sem jogadas aéreas para o centroavante, ele perde utilidade na área. Especialista no cabeceio, mas sem traquejo para jogadas de habilidade, Zé Carlos ainda não marcou na competição e já entrou na alça de mira do exigente torcedor azulino. É muito provável que as críticas sejam injustas.
Mais do que competência do atacante está faltando é criatividade para explorar seus recursos. Com Vélber talvez surjam mais chances de gol do que ocorre com Landu, pelo simples fato de que o meia-atacante dispõe de um repertório mais variado de jogadas, é menos previsível.
A presença de Levy pela direta pode contribuir para furar o bloqueio defensivo adversário. Nos últimos amistosos do time B, Levy exercitou sua vocação ofensiva, nem sempre bem aproveitada no Baenão. Marcou gols, participou das tramas do ataque. Mostrou-se, enfim, em condição de ser titular. Precisa provar hoje que está à altura da nova chance. 
 
 
Os gaúchos voltam a dominar o cenário futebolístico nacional. A rivalidade tem um aspecto motivador, sedimentando o crescimento dos velhos antagonistas Internacional e Grêmio. Basta ver o que ambos têm conquistado nos últimos anos. O tricolor foi 3º colocado no Brasileiro em 2006, vice da Libertadores em 2007, vice brasileiro em 2008 e 3º na Libertadores no ano passado. O Colorado foi vice do Brasil em 2005. Conquistou a Libertadores e o Mundial Interclubes no ano seguinte. Faturou a Recopa em 2007. Levou a Sul-Americana em 2008 e ficou em 2º no Brasileiro 2009. Agora, já é finalista do Interclubes outra vez. Está mais do que claro que o sucesso de um alimenta a sede de crescimento do outro. E ambos ficam cada vez maiores. Seria maravilhoso se a dupla paraense pensasse e agisse da mesma forma. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 8)