Bruno Rangel garante vitória bicolor

O Paissandu, mesmo sofrendo um sufoco no segundo tempo, passou pelo São Raimundo e deu um grande passo para a conquista da classificação à próxima fase da Série C. Bruno Rangel, com atuação destacada, marcou os dois gols da vitória alviceleste, na tarde deste domingo, no estádio Barbalhão, em Santarém. Explorando os contra-ataques e sabendo aproveitar as falhas do time santareno, principalmente no primeiro tempo, os bicolores foram objetivos. Fizeram os gols ainda no primeiro e depois passaram a controlar o jogo, contendo o ímpeto do S. Raimundo, que estreava o técnico Sebastião Rocha.

Desde o primeiro tempo, o goleiro Alexandre Fávaro se destacou com grandes defesas. Quando o Paissandu era mais pressionado, Bruno Rangel aproveitou cruzamento de Bosco e desviou para as redes de Labilá. Depois, com categoria, recebeu na entrada da área, girou e bateu firme para assinalar o segundo gol.

A segunda etapa foi inteiramente dominada pelo alvinegro santareno, que se posicionou no ataque e obrigou o Paissandu a se encolher no campo de defesa. Fávaro novamente apareceu para salvar várias bolas difíceis em arremates de Max Jari e Michel. A única oportunidade do Paissandu foi num contragolpe puxado por Tiago Potiguar, que invadiu a área e tocou na saída de Labilá, mas a bola saiu pela linha de fundo.

No próximo domingo, o Paissandu enfrenta o Fortaleza no Mangueirão e depende de uma vitória para garantir a classificação antecipada à próxima fase da Série C. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola; com informações da Rádio Clube)

Remo desencanta e garante classificação

O Remo conseguiu sua primeira goleada na Série D e alcançou a classificação antecipada no seu grupo. A vítima foi o Cristal (AP), em jogo realizado na tarde deste domingo, no estádio Mangueirão, perante pequena torcida (menos de 5 mil pagantes). O primeiro gol surgiu logo aos 6 minutos de jogo, em trama de Vélber pelo lado esquerdo do ataque. Ele girou sobre um zagueiro e passou para Marlon fuzilar para o gol amapaense.

A vantagem inicial mudou a característica do jogo, pois obrigou o Cristal a sair em busca da igualdade, desprotegendo o setor defensivo. Mesmo sem maior inspiração no setor de criação – Canindé voltou a ter fraca atuação -, o Remo teve excelentes oportunidades em contra-ataques puxados por Vélber e Marlon, principalmente. Zé Carlos desfrutou de três chances, mas não conseguiu finalizar para as redes. Gilsinho e o próprio Vélber também perderam gols.

Depois do intervalo, diante dos protestos da torcida em relação a Zé Carlos, Giba tirou o centroavante e lançou o estreante Frontini, que teve boa atuação, embora também não marcasse gol. Logo depois, trocou Canindé por Gian. A partir daí, a equipe passou a ter uma postura mais consistente nas saídas para o ataque, através de lançamentos e tabelas. Aos 22 minutos, depois de jogada iniciada por Vélber, Gilsinho arrematou forte para ampliar o placar. 

Aos 34 minutos, depois de várias outras jogadas de perigo, veio o gol mais bonito da partida. Vélber tabelou com Gian e recebeu diante do goleiro Felipe. Com categoria, tocou rasteiro no canto esquerdo. Aos 42, Júlio Bastos desviou de cabeça para assinalar o quarto gol e fechar a goleada.

Público pagante de 4.823 espectadores, que proporcionaram renda de R$ 76.550,00. Com 1.220 credenciados, o público total no Mangueirão foi de 6.043 pessoas. (Fotos: TARSO SARRAF/Bola)

Jogador russo imita cabeçada de Zidane

Foi no jogo entre Dynamo de Moscou e Zenit, pela 17ª rodada do Campeonato Russo. Igor Semshov, meio-campo do Dynamo, repetiu a cabeçada de Zidane em Materazzi, na final da Copa do Mundo 2006. O atleta cabeceou o peito de Danko Lazovic, do Zenit, após um lance normal entre ambos.
Mesmo estando bem perto da jogada e após ter sido alertado pelos jogadores do Zenit, o árbitro não expulsou o agressor e o jogo seguiu normalmente.

Ficha técnica de Remo x Cristal (AP)

Local: estádio Edgar Proença, o Mangueirão, ás 17h.

Remo – Adriano; Lima, Pedro Paulo, Ênio e Marlon; Danilo, Júlio Bastos, Canindé e Gilsinho; Zé Carlos (Frontini) e Vélber. Técnico: Giba.

Cristal – Felipe; Liberato, Tornado, Cristiano e Helton; Pretão, Felipe, Ramon e Márcio Serrão; Guilherme e Ciel. Técnico: Flávio Barros.

Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada), R$ 40,00 (cadeira).

Arbitragem – Afonso Amorim de Souza (PI); auxiliares – Francisco Gaspar (PI) e Rogério de Oliveira Braga (PI).

Na Rádio Clube, Geo Araújo narra, com reportagens de Paulo Caxiado e comentários de Gerson Nogueira.

Ficha técnica de S. Raimundo x Paissandu

Local: estádio Jader Barbalho, o Barbalhão, em Santarém, às 17h.

São Raimundo – Labilá; Getúlio, Preto Barcarena, Preto Marabá e Sousa; Marcelo Pitbull, Paulo de Tárcio, Michel e Soares; Max Jari e Branco. Técnico: Sebastião Rocha.

Paissandu – Fávaro; Bosco, Leandro Camilo, Da Silva e Zeziel; Tácio, Sandro, Marquinhos e Fabrício; Bruno Rangel e Tiago Potiguar. Técnico: Charles Guerreiro.

Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada coberta), R$ 10,00 (arq. descoberta)

Arbitragem – Edmar Campos da Encarnação (AM); auxiliares – Márcio Gleidson Dias (PA) e Fernando B. Miranda (PA). Regra-três – Dewson Freitas da Silva (PA)

Na Rádio Clube, Claudio Guimarães narra, com reportagens de Dinho Menezes e comentários de João Cunha.

TV Cultura transmite o jogo, a partir das 16h45.

Coluna: Frontini é a bola da vez

Nessa maré de equilíbrio rasteiro que aflige o futebol nortista, onde os antigos favoritos hoje suam para superar emergentes, o Remo tem outro desafio regional na briga para avançar no Brasileiro da Série D. O adversário é o modesto Cristal, saco de pancadas do grupo e nenhuma tradição. Mas, por via das dúvidas, é bom não facilitar.
Ao Remo, a vitória (talvez até o empate) garante antecipadamente a classificação à fase seguinte do torneio. No momento, porém, o que mais azucrina os remistas é a pouca confiabilidade que o time passa. Em quatro jogos disputados, o ataque só conseguiu balançar a rede quatro vezes.
A média avarenta de um gol por jogo torna-se mais incômoda pela fragilidade dos oponentes de grupo. Por mais que o time esteja praticamente classificado, chama atenção a baixa produtividade do ataque. Imagina-se logo como será o desempenho diante de adversários mais qualificados. Para quem tem sonhos mais ambiciosos, fica difícil projetar uma boa caminhada se os gols não aparecerem.
E repousa justamente no setor ofensivo a dúvida na escalação do Remo para o jogo de hoje. Zé Carlos, o camisa 9 que ainda não fez gol, apresentou leve contusão no último treino e ficou em observação. Pode ser substituído pelo argentino Frontini, recém-chegado e já de braços dados com a massa, pelos três gols no amistoso do meio da semana.
Todo mundo sabe que a relação entre o arquibaldo e o homem-gol é sempre movediça, sujeita a chuvas e trovoadas. Zé Carlos tem ainda contra si a desconfiança natural que cerca jogadores saídos do maior rival – e isso vale tanto para remistas quanto para bicolores. Em sua defesa, diga-se, não jogou mal, nem pior que os demais companheiros. Ocorre que o artilheiro depende de jogadas para se fazer presente. E, justiça se faça, pouquíssimas bolas (decentes) chegaram até ele nos três últimos jogos.
Frontini é a chamada bola da vez, cotado para substituir o titular. De cara, deixou boa impressão pela disposição. Ao chegar, mesmo depois de meses de inatividade, foi logo se prontificando a jogar. Contra a seleção de Primavera, entrou no intervalo e foi logo mostrando suas qualidades, aproveitando as brechas permitidas. Pode não ser superior a Zé Carlos, mas está em alta com o torcedor e isso pode fazer muita diferença.
 
 
Pela Série C, em Santarém, São Raimundo e Paissandu têm um confronto cheio de perigos. O Pantera, com dois pontos, precisa vencer e vencer. Vem de um bom empate fora de casa, mas as coisas ficam dramáticas porque um técnico novo, Sebastião Rocha, estréia e nem sempre isso ajuda muito em momentos de desespero. Líder do grupo, o Paissandu não pode perder, pois na rodada seguinte recebe o Fortaleza no Mangueirão e não pode se dar ao luxo de chegar fragilizado a esse jogo.
 
 
A foto de Ronaldo pançudo, que correu o mundo, é uma afronta à história de um dos maiores centroavantes da história do futebol. Penso que o homem de negócios não tem o direito de sabotar o Fenômeno.

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO, edição deste domingo, 15)

Trechos da entrevista de Galvão a Mônica Bergamo

Sobre a Globo…

GALVÃO BUENO – Isso é uma bobagem. Eu acho até que devia mandar mais. Porque ela paga as contas (a emissora comrpa dos clubes o direito de transmitir jogos).

Sobre salário…

GB – Ganho mais do que preciso e menos do que mereço. (Bergamo pergunta; “R$ 1 milhão por mês?”) Você é que está falando (risos). Eu não posso. Mas, se não for, está perto (mais risos). Dizem que talvez seja o maior salário da Globo. Mas não quer dizer que eu ganhe mais. Eu não faço merchandising, comerciais. Não posso e não devo.

Sobre Dunga…

GB – Eu sempre defendi o Dunga. Ele começou muito bem, caminhou bem e depois se perdeu inteiramente. Por que uma pessoa tão vitoriosa tem que se alimentar de revanchismo? E não foi só Dunga. Foi o Jorginho, o Américo Faria… Quem se alimenta de ódio e de revanche está sempre mais perto da derrota do que da vitória. Nós saímos da Copa sem usar a terceira substituição. Talvez não tivesse ninguém pra colocar, porque ele não levou a seleção. Levou os amigos dele.

Sobre a briga da Globo com Dunga…

GB – Se afetou? Nada. Zero. Não quer falar? Não fala. O punido foi o pobre do torcedor brasileiro. E o que falaram, que a Fátima Bernardes pediu uma entrevista e ele não deu, que pediu a cabeça de gente… conversa fiada. Quem é ele para pedir cabeça de alguém na TV Globo?

Sobre o futuro…

GB – A Copa de 2014 será a última que vou narrar. Porque é uma entrega total. Eu saio da Copa moído, acabado. Vou estar com 66 anos, 42 de profissão. E eu sou um saltimbanco. Deus me deu duas mulheres excepcionais: a Lucia, minha primeira mulher, que morreu em janeiro, e a Desirée. Elas sempre foram mãe e pai. Eu tenho cinco filhos, dois netos maravilhosos. Quero dar um pouco mais pra mim e mais de mim pra eles. Mas eu não quero sair da Globo nunca mais. Eu vou fazer 30 anos de Globo em 2011. Vou fazer um livro, “30 anos de estrada”. E sou louco para fazer um programa de auditório. Doido.

(Entrevista publicada no caderno Você, do DIÁRIO, edição deste domingo, 15)