A frase certeira (16)

“Tiramos o Moisés da ‘lama’, demos dignidade para ele. Pagamos um dos salários mais altos do clube ao atleta, que de uma hora para outra faz isso conosco. Se ele quer ir, então que vá. O Paissandu tem 96 anos e não depende do Moisés. Acredito no futebol desse rapaz e queria que ele entendesse que pode estar dando um fim precoce na sua carreira. Vencemos três jogos sem ele na Série C, podemos vencer outros”.

De Luís Omar Pinheiro, presidente do Paissandu, mordido com a reclamação trabalhista movida pelo atacante Moisés.

Nadador remista quebra marca mundial

Da coluna de Guilherme Augusto, nesta terça-feira, no DIÁRIO:

O Clube do Remo fez bonito em Gottemburgo, na Suécia, durante a realização do XIII Campeonato Mundial de Natação Master, em piscina longa – de 50m, que terminou sábado. O destaque entre os atletas brasileiros foi o nadador remista Edilson Silva Júnior, agora, na classe de 40 a 44 anos. No último dia da competição, Edilson quebrou o recorde mundial da prova dos 50m costas. Antes, já havia quebrado o recorde do campeonato, na prova dos 100m costas. O feito, por sinal, mereceu registro do grande nome da natação brasileira, Djan Madruga, no site www.swim.com.br.

Flu contrata Deco a peso de ouro

Depois de três meses de espera, o Fluminense anunciou nesta segunda-feira a contratação do meia Deco, de 33 anos. Será o segundo jogador mais bem pago do futebol brasileiro, ficando atrás apenas de Ronaldo, do Corinthians. O meia, que assinou contrato de dois anos de duração, receberá cerca de R$ 9 milhões em salários por cada temporada. “É uma responsabilidade grande voltar ao Brasil. Alguns amigos meus me criticaram por essa decisão, por acharem que não era o momento, mas tinha essa ambição, sonho e vontade de voltar (ao Brasil), que era mais forte do que eu”, afirmou Deco, na entrevista coletiva realizada em um hotel da zona sul do Rio de Janeiro.

Não quero agourar, mas Deco é um jogador mediano. Não é o maestro que os tricolores esperam ter contratado. Veio ganhando muito para quem estava sem mercado na Europa. Conca é muito melhor.

São Raimundo empata com Rio Branco

Rio Branco e São Raimundo fizeram um jogo empolgante, mas o empate de 3 a 3 na Arena da Floresta complicou a situação das duas equipes no grupo A da Série C. Pior para o Pantera santareno, que viu a vitória escapar no último lance do jogo. O Rio Branco começou melhor, marcando com Testinha, aos 24 minutos. Três minutos depois, Marcelo Maciel aumentou para 2 a 0. O São Raimundo, porém, não se abalou e descontou aos 43, num cabeceio de Branco. No segundo tempo, Válter Lima lançou Flamel e foi justamente o meia que disparou chute para defesa parcial de Marcelo Cruz, que Branco aproveitou para empatar, aos 24. Michel, aos 31, marcou o gol da sensacional virada santarena. O castigo viria aos 49, quando a arbitragem assinalou um pênalti duvidoso (empurrado por um atacante, o zagueiro Filho tocou a bola com a mão), convertido por Marcelo Maciel. Ainda na noite de domingo, a diretoria do S. Raimundo anunciou o afastamento do técnico Valter Lima.

Coluna: As lições de uma vitória

Para começo de conversa, uma constatação. Jogando para os lados e errando passes, Canindé não é reforço. Gian corre mais, lança melhor e até ajuda a marcar. A escalação do recém-contratado pareceu forçada. Giba, sob pressão, alterou o meio-de-campo e o time todo sentiu os efeitos. Vélber, acertadamente, recuou para fazer a armação, mas o ataque ficou capenga contra um time que botava até 9 jogadores atrás da linha da bola.
Os pais que chegaram com o jogo em andamento não perderam rigorosamente nada. Canindé, Gilsinho e Lima abusaram dos erros de passe e a defesa – principalmente Ênio – andou batendo cabeça contra o tímido ataque baré. O único lance forte do período foi um chute despretensioso de Fitti, que enganou Adriano e quase resultou no primeiro gol. No Remo, somente Marlon, Vélber e Júlio Bastos salvaram-se do desastre inicial.
Para o 2º tempo, Giba sensatamente tirou Canindé e pôs Gian em campo. Essa substituição simples deixou o time mais dinâmico. Diminuiu a confusão no meio-campo e as bolas começaram a chegar a Vélber e Zé Carlos. Só que a defesa cochilou e permitiu duas boas chances para o América. Na mais clara de todas, Felipe recebeu livre dentro da área e mandou a bola no travessão de Adriano.
Assustado com o lance, Giba trocou Zé Carlos por Héliton e Gilsinho por Betinho. Boas mexidas. O time passou a atacar em velocidade, às vezes com até quatro homens e forçou o América a recuar. Em escanteio cobrado por Gian, Héliton apareceu livre para tocar para as redes, mas refugou na hora do chute. Aos 25, finalmente, com participação de Vélber e Betinho, a bola chegou ao atacante, que se desmarcou com habilidade na área e chutou para abrir o placar – a coisa estava tão complicada para o Remo que a bola ainda resvalou num zagueiro antes de entrar.
A liderança do grupo é o benefício óbvio da vitória, mas existem outros. Giba, por exemplo, teve a chance de observar que Gian é titular incontestável, que Zé Carlos não pode jogar sozinho no ataque e que Héliton tem lugar no time.  


 
O Paissandu foi excessivamente respeitoso no jogo de sábado no Castelão. Nos primeiros minutos, a prudência era necessária. Mas, aos poucos, ficou visível a limitação técnica do Fortaleza. Mesmo assim, o bicampeão paraense levava quase uma semana para armar ataques e desperdiçava seguidos contra-ataques. Tiago Potiguar, mesmo bem marcado, criou situações perigosas e deixou Marquinhos e Bruno Rangel na cara do gol duas vezes. Mas a chance mais clara veio no cruzamento perfeito de Sandro para Bruno Rangel, que cabeceou errado. 
No segundo tempo, Rangel perdeu outro, na cara do gol, depois de passe caprichado de Tiago Potiguar. Cansado de ver seus companheiros perderem gols, Sandro foi lá e resolveu a parada. Bem ao seu estilo, apanhou a bola na intermediária, invadiu a área e bateu firme. Daí por diante, bastava controlar a correria cearense, mas a zaga dormiu no ponto e cedeu o empate. Jogo bom e movimentado que o Paissandu não soube vencer. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 9)

Paissandu ainda busca um novo atacante

Depois da boataria de domingo à noite em torno do atacante Fábio Júnior, 32 anos, cuja contratação foi desmentida pela diretoria, surgiram hoje à tarde outros nomes que estariam na mira do Paissandu. O atacante Lopes, x-Palmeiras, que defendeu o Ceará na Série A deste ano, seria o primeiro da lista. Rodrigão, ex-Santos, também está nas cogitações do clube. E o próprio Fábio Júnior continua cotado para vir defender o Papão na Série C.