Perigo no ar: Simon apita a final

Carlos Eugênio Simon, verdadeiro fenômeno de longevidade no primeiro time de apitadores brasileiros, apesar das inúmeras lambanças, será o árbitro de mais uma decisão de competição importante. Apita Vitória x Santos, na noite desta quarta-feira, no estádio Barradão, em Salvador. Nos últimos anos, Simon foi protagonista de falhas grosseiras que beneficiaram diversos clubes e puseram em dúvida sua competência.

Um dos maiores erros foi justamente na Copa do Brasil e favoreceu o Corinthians, na primeira partida decisiva do torneio de 2002, contra o Brasiliense. A partida terminou com vitória corintiana e a arbitragem de Simon prejudicou bastante o time do Distrito Federal, que sofreu um gol irregular de Deivid. Além disso, o árbitro deixou de marcar pênalti claro de Ânderson sobre Carioca. No jogo final, o empate em 1 a 1 garantiu o título para os paulistas.

Vem aí o “Almanaque do Papão”

Recebo do amigo Ferreira da Costa convite para o lançamento de seu mais novo livro, “Almanaque do Papão”, no próximo dia 19, às 19h, na sede social do Paissandu, na avenida Nazaré. Entre os destaques do livro, a informação de que os dez maiores artilheiros da história do clube anotaram o total de 1.477 gols. Eis os dez maiores goleadores alvicelestes: 1° – Bené, 249 gols; 2° – Hélio, 237; 3° – Quarentinha (Lebrego) 208; 4° – Carlos Alberto, 130; 5° – Cabinho, 127; 6° – Cacetão, 123; 7° – Ércio e Zé Augusto, 104 gols, cada; 8° – Vila, 100; 9° – Edil, 95 gols.   
Esses 1.377 gols representam 17,35% do total de 7.933 gols anotados pelo Paissandu em 96 anos de atividades, desde 1914, ano da fundação até 06.06.2010, na vitória sobre o Águia de Marabá, no Mangueirão, por 3 a 1. Desses dez artilheiros, já faleceram Hélio, Quarentinha (Lebrego) e Cacetão, os demais deverão estar presentes ao lançamento do “Almanaque do Papão”, quando serão homenageados pela diretoria bicolor. A título de curiosidade, revela Ferreira, o 11° maior artilheiro é nada menos do que Quarenta, Paulo Benedito dos Santos Braga, 75 anos de idade, que era meia-de-armação mas sempre deixava sua marca nas redes adversárias nos 18 anos em que envergou a jaqueta bicolor. No total, marcou 86 gols.

Programa Sócio-Torcedor tenta atrair remistas

O Clube do Remo e o Programa Nação Azul Sócio-Torcedor anunciam “uma super promoção a fim de lotar o Mangueirão”. Eles oferecem um desconto na taxa de adesão ao Programa Sócio-Torcedor. A taxa, que custa R$ 30,00, até domingo (8 de agosto) custará apenas R$ 5,00. O torcedor que pagaria R$ 40,00 para ver os dois jogos – contra América e Cristal – agora pagará apenas R$ 5,00 (adesão) + R$ 25,00 (mensalidade) e participará do Programa Sócio-Torcedor tendo acesso aos jogos com mando de campo do Leão. Os sócio-torcedores participam de sorteios, promoções, entrada por catracas exclusivas e descontos em empresas parceiras. Período da promoção: de 4 (quarta-feira) a 8 de agosto. Locais de adesão: Central de relacionamento Nação Azul (sede do Remo) e bilheterias do Baenão (em dias de jogos). Para mais informações, acesse o site: www.nacaoazul.com.br. Fone: 3212-7090.

Duvido que a iniciativa dê certo. Os valores continuam pouco vantajosos. O pior da história é que a diretoria do clube parece não se preocupar com os demais torcedores, que deveriam merecer também descontos para os dois jogos.

Coluna: As boas falas de Mano

Não era meu técnico preferido para o escrete depois da passagem do indigesto Capitão do Mato por lá. Apostava mais em Vanderlei Luxemburgo, que preserva quase solitariamente a preocupação com o ataque. Mas, admito, as primeiras falas de Mano Menezes como treinador da Seleção Brasileira têm sido auspiciosas.
O compromisso assumido com o futebol de bom nível, desprezando o apego ao defensivismo, tão caros a Dunga e Parreira, sinaliza a chegada de uma nova mentalidade. Mano ganha pontos por abdicar publicamente do nefasto pragmatismo que deu ao Brasil a discutível honra de ter a melhor defesa do mundo.
Em entrevistas a vários canais de televisão, anteontem, o técnico observou que o resto do mundo está buscando jogar como o Brasil já jogou um dia. Em sentido inverso, os brasileiros procuram copiar o que não deu certo lá fora. Resulta que, em duas Copas (2006 e 2010) a Seleção patinou e foi uma pálida representação do verdadeiro futebol brasileiro, merecendo fracassar na metade do caminho. Pelo que se depreende das palavras de Mano, há a determinação para mudar o atual estado de coisas, fazendo com que o Brasil volte a ser protagonista da cena boleira mundial.
Chega de conservadorismo tático e insistência com o conceito de privilegiar astros. A palavra de ordem parece ser a de priorizar o talento. Que Mano continue pensando assim. Melhor: que coloque imediatamente essas idéias em prática.  
 
 
Lá se vão oito anos da maior conquista do Paissandu em todos os tempos. Na tarde de 4 de agosto de 2002, um sábado, Vandick e seus companheiros surpreenderam o Cruzeiro e levantaram a taça da Copa dos Campeões. A decisão do torneio, no estádio Castelão, em Fortaleza, tinha a equipe mineira como franca favorita, depois de vencer o primeiro jogo por 2 a 1.
Naquelas reviravoltas que só o futebol é capaz de proporcionar, o Paissandu aliou competência e raça para dobrar os comandados do técnico Marco Aurélio, ganhando no tempo normal e provocando a disputa nos penais, quando prevaleceu a perícia (e sorte, por que não?) do goleiro Marcão, com três defesas decisivas.
Talvez nem os próprios dirigentes acreditassem na façanha. Como sempre, o caderno Bola acreditou, enviando o fotógrafo Mário Quadros, para captar as imagens exclusivas do sensacional feito alviceleste.
 
 
Um velho companheiro de labuta jornalística renasceu nos últimos dias. Abro um pequeno espaço na coluna para saudar sua vitória pessoal. Acometido de graves problemas renais, Antonio José Soares, repórter dos bons, passou por maus pedaços no final de julho. Teve forças, porém, para dar a volta por cima e já se prepara para retomar atividades, para alegria de seus muitos amigos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 4)

Leão goleia Ananindeua no Baenão

O Remo goleou o Ananindeua por 5 a 0, na noite desta terça-feira, em amistoso realizado no Baenão. Estiveram em ação jogadores que não vêm atuando no time principal e alguns que entraram nos minutos finais do jogo contra o América-AM. Os gols foram marcados por Vélber, aos 7 minutos; e Levy, aos 22 e 26 minutos do primeiro tempo. No segundo, o Leão continuou mandando na partida e assinalou mais gols, com Alessandro aos 21 e aos 30 minutos. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)